A EDUCAÇÃO SEXUAL na ótica Espírita.

                  

A Educação sexual aparece necessariamente relacionada à Educação moral, porque, ao contrário do que muitos pensam e praticam atualmente, ela não deve se constituir meramente de lições de anatomia e de prazer sensorial. Á prática do sexo, está associada a uma responsabilidade moral inalienável.

É claro que, como em todos os outros campos, a canalização positiva do sexo deve em primeiro lugar partir do exemplo dos pais e ou educadores. Em segundo, o assunto deve ser objeto de conversação aberta, mas dentro de um clima de responsabilidade. Nem tabu, nem deboche são próprios para o diálogo entre educador e educando sobre essa questão. Naturalidade, oportunidade, respeito e elevação são ingredientes necessários.

É justamente nesse ponto, que a Psicologia moderna atinge sua máxima problemática com a neutralidade moral. A maioria dos profissionais dessa área, e que exercem grande influência sobre a opinião pública, consideram o sexo como meramente fonte de prazer, admitindo como normais toda e qualquer prática, inclusive masturbação, homossexualismo, sexo oral, sexo anal, sexo grupal…

Sabemos o quanto essas temas são polêmicos atualmente, mesmo em ambientes religiosos e até entre espíritas – coisa aliás difícil de se entender, porque certos valores morais deveriam estar claros pelo menos para aqueles que têm maior compreensão das Leis Divinas. Entretanto, é preciso esclarecê-los em um estudo sobre Educação, porque tais problemas muitas vezes aparecem desde a infância.

Como ficou dito, o sexo é uma energia poderosa, que é melhor canalizada na formação de uma familia, na troca equilibrada entre duas pessoas do sexo oposto que se amam e cujos furtos serão filhos, ou mesmo trabalhos sociais e espirituais. A lei natural é a monogamia (e a prova disso é o equilibrio numérico entre os dois sexos no mundo).

A energia sexual, se for gasta apenas no prazer, sem um sentimento de amor, que eleve o seu diapasão, sem responsabilidade moral e uma finalidade nobre, que garanta o equilibrio, pode não só servir de alimento a Espíritos vampirizadores, como gerar profundos desequilibrios naquele que a está desperdiçando e malbaratando.

E, nesse caso, estão a prática da masturbação, do homossexualismo, do sado-masoquismo, do sexo grupal e de todas as formas de anormalidades. Ora, porque muita gente já nasce com tais tendências, alguns estudiosos modernos concluem que elas sejam naturais e que há pessoas, por exemplo, naturalmente homossexuais como há pessoas de olhos verdes e de pele vermelha ou amarela. A reencarnação nos explica que, de fato, tais tendências podem ser inatas, mas nem por isso deixam de contrariar as leis naturais. É que trazemos vícios do passado, assim como trazemos  conhecimentos e virtudes. Cabe a Educação proprocionar os meios para o indivíduo vencer suas tendências negativas. Mas o que se faz hoje é justamente incentivar todo e qualquer desequilibrio, porque se espalham falsas teorias e justificativas que proclama que tudo é válido e moral.

É bem verdade que se, em todos os campos da vida moral, o indivíduo tem inteira jurisdição sobre si mesmo, seu comportamento sexual é algo ainda mais íntimo. A ninguém compete julgar e condenar o próximo, nesse sentido. Lembremo-nos da inesquecível lição de Jesus: “quem estiver sem pecado, atire a primeira pedra”. É por isso que também se iniciou com tanta veemência a defeza dos chamados direitos das minorias, entre os quais se incluem os que praticam o sexo fora dos padrões aceitos pela sociedade. Mas o dever de se tratar um homossexual com o respeito humano, não significa  que o homossexualismo seja conforme às leis naturais. Aliás, não só o homossexualismo é um desvio dessas leis, a heterossexualidade pode apresentar muitos outros tipos de desequilíbrio. Mas a pretexto de tolerância e benevolência para com todos, não se pode deixar de reconhecer o que é certo ou o que é errado, o que é normal ou não, o que é elevado, bom e nobre e o é que rasteiro, grosseiro e vil.

Para uma Educação sexual saudável, além do exemplo e do diálogo, pressupõe-se que sejam estimulados no educando os seguintes valores.

A Higiene Física e Mental.  Trata-se de respeito pelo próprio corpo, o cuidado com a saúde, com a higiene e também a consciência de que o corpo é um templo do Espírito, no qual cada um deve trabalhar para o seu progresso moral e não reduzí-lo a uma fonte inesgotável de prazer físico.  A higiene mental implica na elevação de pensamento e por isso todo aquele que se alimenta mentalmente de imagens e propósitos saudáveis, equilibrados e bons, atrairá para si afinidades nesse sentido e fugirá das atrações do abismo, que podem vir de fora ou nascer de dentro.

O Respeito pelo Sentimento Alheio. Quando o educando aprendeu e viu desde cedo a prática do respeito mútuo,o interesse pelo bem estar do outro e o amor presidindo todas as ações, dificilmente será na fase adulta um gozador irresosponsável, indiferente às consequências de suas relações afetivas.

O Autodomínio. Também aquele que se viu desde cedo estimulado a controlar seus desejos, que não vê seus mínimos caprichos atendidos e cultiva a autodisciplina (que não é a mesma coisa que a disciplina imposta por outros e, sim ums disciplina despertada pela influência dos pais e ou educadores, mas que cada um vai exercer dentro de si), já na adolescência saberá controlar seus desejos e orientar seus impulsos.

***************************************************

A Educação Segundo o Espiritismo – Edições FEESP -Autora: DORA INCONTRI . Pós-doutoranda em História e Filosofia da Educação. Traduziu para o português os textos pedagógicos de Allan Kardec. Possui duas obras psicografadas: Conforto Espírita e Imortais da Poesia.

redeamigoespirita.com.br

Esta entrada foi publicada em Artigos, Ciência, Espiritismo. Adicione o link permanente aos seus favoritos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *