APRENDER A COOPERAR!

Francisco Rebouças

O dicionário da língua portuguesa nos define a palavra cooperar como sendo: Operar juntamente com alguém; contribuir ajudando, auxiliando outras pessoas.

É muito importante saber que não somos autossuficientes em tudo, e dessa forma, precisamos dos outros tanto quanto os outros precisam de nós, porque verdadeiramente somos todos interdependentes, por isso mesmo, a cooperação é fator essencial para a harmonia e o bem estar de todos nós.

Quando falamos em cooperação, estamos nos referindo ao cuidado e interesse que precisamos desenvolver pela pessoa do outro, por suas dificuldades e necessidades, procurando, ao nível de nossas possibilidades, prestar-lhe auxílio, estendendo mãos amigas, contribuindo de forma positiva na resolução das questões que o afligem, exercitando a cordialidade e a alegria de ser útil.

Urge compreender que fazemos parte de uma só família perante as Soberanas Leis que regem nossos destinos na Terra, com deveres mútuos de assistência, o que nos proporciona angariar amizades e demonstrações de carinho e respeito daqueles a quem ofertamos nossa solidariedade. Porque querendo ou não, o intercâmbio de experiências e conhecimentos são essenciais para o desenvolvimento de nossas potencialidades intelectuais, morais e espirituais.

Dessa forma, tenhamos a certeza de que melhorando o ambiente nos relacionamentos entre aqueles na qual a Providência Divina nos situou, estaremos desenvolvendo à nossa volta um clima de fraternidade, de união e confiança, eliminando os conflitos e divergências que aos poucos diminuirão ou até mesmo deixarão de existir.

Na página abaixo, temos uma linda lição a respeito da colaboração.

“Um crente sincero na Bondade do Céu, desejando aprender como colaborar na construção do Reino de Deus, pediu, certo dia, ao Senhor a graça de compreender os Propósitos Divinos e saiu para o campo.

De início, encontrou-se com o Vento que cantava e o Vento lhe disse:

— Deus mandou que eu ajudasse as sementeiras e varresse os caminhos, mas eu gosto também de cantar, embalando os doentes e as criancinhas.

Em seguida, o devoto surpreendeu uma Flor que inundava o ar de perfume, e a Flor lhe contou:

— Minha missão é preparar o fruto; entretanto, produzo também o aroma que perfuma até mesmo os lugares mais impuros.

Logo após, o homem estacou ao pé de grande Árvore, que protegia um poço d’água, cheio de rãs, e a Árvore lhe falou:

– Confiou-me o Senhor a tarefa de auxiliar o homem; contudo, creio que devo amparar igualmente as fontes, os pássaros e os animais.

O visitante fixou os feios batráquios e fez um gesto de repulsa, mas a Árvore continuou:

— Estas rãs são boas amigas. Hoje posso ajudá-las, mas depois serei ajudada por elas, na defesa de minhas próprias raízes, contra os vermes da destruição e da morte.

O devoto compreendeu o ensinamento e seguiu adiante, atingindo uma grande cerâmica.

Acariciou o barro que estava sobre a mesa e o Barro lhe disse:

– Meu trabalho é o de garantir o solo firme, mas obedeço ao oleiro e procuro ajudar na residência do homem, dando forma a tijolos, telhas e vasos.

Então, o devoto regressou ao lar e compreendeu que para servir na edificação do Reino de Deus é preciso ajudar aos outros, sempre mais, e realizar, cada dia, algo mais do que seja justo fazer.” (1)

É bom pensar nisso!

Francisco Rebouças

Fonte:  Agenda Espírita Brasil

Referências Bibliográficas:

(1) Xavier, Francisco Cândido, pelo Espírito Meimei, Livro: Pai Nosso – cap. 13.

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CONSIDERANDO O PROBLEMA DA FOME

Joanna de Ângelis

Estatísticas apresentam as calamidades resultantes da fome e os olhos do mundo se voltam para o futuro, receosos, estudando apressadas soluções…

A expectativa em termo da superpopulação do Globo nos próximos decênios gera desequilíbrio, aflição…

Economistas e técnicos outros de várias estruturas do conhecimento examinam os prognósticos sombrios e encolhem os ombros…

Religiosos e pensadores, lamentando o crescimento exagerado da espécie humana, atemorizam-se e falam com pessimismo sobre o amanhã…

Eugenistas chamados a liça e ginecologistas, ouvidos, sugerem, indiferentes, às altas personalidades que administram as nações, o controle da natalidade.

Cabidos e conclaves, congressos e concílios discutem a questão, e lentamente disseminam nas mentes e nos corações a falsa necessidade da limitação dos filhos, em audaciosos decretos de morte do presente para a humanidade que não se deseja permitir venha a nascer…

(…) E pretendem alguns, desse modo, converter o amor mas suas bases sagradas através do matrimônio, em ingresso grosseiro no reino das emoções bastardas… No entanto, casais impossibilitados de procriar, monetariamente abastados, submetem-se aos modernos processos da inseminação…

* * *

Estatísticas revelam, e o mundo se estarrece, com os elevados índices de criminalidade…

Atentados ao pudor, desrespeito aos direitos alheios, agressão à propriedade, assaltos, crimes à mão armada…

A delinquência juvenil cresce a cada minuto.

O desequilíbrio moral, por parte dos adultos, aumenta desgovernado.

Os crimes passionais entre pessoas idosas multiplicam-se, volumosos.

Selvageria, abastardamento do caráter e da inteligência, neuroses e psicoses atestam, em incontrolável desdobramento, a via calamitosa por onde segue o homem…

Educadores, psicólogos, analistas e assistentes sociais chamados a opinar, prescrevem, depois de exames minuciosos, com frieza, a necessidade de liberdade e educação.

O despovoamento dos campos, o superpovoamento das capitais e cidades litorâneas leva os detentores do poder econômico a investimentos de altos lucros, criando problemas de fome…

* * *

Há 2.000 anos, no entanto, Jesus, o educador por excelência, prescreveu afável: “Amai-vos uns aos outros”, e, como os homens olvidaram a fórmula eficaz para se manterem dignos, criando, em consequência, os lamentáveis problemas do presente, o Espiritismo, que hoje revive o Divino Mestre e O traz no coração humano, também concita ao amor como única terapêutica para todos os males da atualidade.

Há fome, sim, na terra. Mas a mais elevada expressão da fome, hoje, como ontem, é a fome de amor.

Há crime, sim, na terra. Mas a causa da criminalidade exagerada, hoje mais do que ontem, provém da fome de amor.

Há guerra e dor, sim, na terra. Mas por fome de amor. É a fome do amor que está levando o homem ao desespero…

O amor, e somente o amor, propicia construções eternais.

O controle da natalidade, pois, é crime diante da Consciência Divina, considerando que, através do amor todos os problemas encontram solução e que, acima do nosso amor, o Amor de Nosso Pai espalhado pelo Universo, que a tudo sustenta e vitaliza; vigilante, à hora própria intervém, equacionando todos os enigmas que o nosso limitado amor não consegue resolver…

Joanna de Ângelis

Médium: Divaldo P. Franco

Livro: Dimensões da Verdade – 48

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PSIQUISMO E HALO ENERGÉTICO

Ricardo Di Bernardi

O verbete “aura” tem origem no latim e significa “sopro de ar”. Aura e psicosfera são utilizados, comumente, como sinônimos se referindo ao halo energético existente em torno de todo ser vivo. Existem muitos sinônimos para designar aura ou psicosfera, no entanto, vamos nos ater aos utilizados em nosso meio, isto é, na literatura e nas entidades espíritas.

O termo “psicosfera” encontramos nas obras espíritas de escol, termo inicialmente mencionado pelo Espírito André Luiz através da fantástica mediunidade de Chico Xavier. Segundo Ele, “Todos os seres vivos, dos mais rudimentares aos mais complexos se revestem de um halo energético que lhes corresponde à natureza.¹ ”

Nos seres vivos primitivos e simples, o halo energético por eles irradiado decorre das atividades físicas que executam, além das emoções rudimentares e manifestações dos seus instintos. Seres unicelulares como as bactérias já manifestam essa irradiação. Em nós, seres humanos, essas irradiações são enriquecidas pela atividade mental, ou seja, pelas irradiações das emoções e pensamentos. Este halo energético reflete o grau evolutivo de cada Espírito.

As irradiações que produzimos além de se exteriorizar, elas interpenetram o corpo físico, demonstrando assim, como somos um conjunto de várias dimensões que interagem sempre e ininterruptamente. Poderíamos dizer que, como cada pessoa possui um vestuário, cada um de nós possui uma psicosfera, mas, além de estarmos vestidos pela nossa psicosfera, nós mesmos a fabricamos. O halo energético, que nos envolve, possui cores que variam muito conforme o estado físico, emocional ou mental de cada pessoa. De um modo didático, poderíamos dizer que as cores mais claras correspondem a pensamentos positivos, construtivos e mais em harmonia com a Lei do Amor Universal, portanto, observadas em Espíritos mais evoluídos. As cores e tonalidades mais escuras são comuns aos espíritos mais densos, tanto encarnados como desencarnados.

A psicosfera humana pode ser percebida e analisada por médiuns videntes ou por espíritos desencarnados que tenham desenvolvido esta capacidade. A observação dessa estrutura energética pode ser muito útil para avaliações de saúde, condições morais e intelectuais de uma pessoa. Com relação especificamente aos médiuns videntes, é fundamental que estes, além da capacidade anímica de ver a aura, tenham o conhecimento e ética espíritas para só se pronunciar de maneira construtiva e respeitosa em locais e momentos muito adequados. Com relação à opiniões e descrições da nossa psicosfera, feita por Espíritos desencarnados, lembremo-nos que eles são pessoas como nós, portanto, os há em todos os níveis de sabedoria e ética.

A nossa psicosfera não é estática, há um dinamismo constante. As energias ou fluidos extrafísicos, estão em contínuo movimento, pois o ser vivo está captando e emitindo a todo instante. Deste modo, quando as energias harmônicas provindas de um pensamento equilibrado de um indivíduo, seja encarnado ou desencarnado, interagem com a nossa psicosfera, pode haver uma absorção, por sintonia. Havendo sintonia, (mesmo momentânea), há uma força centrípeta, ou seja, que puxa para o centro, para a intimidade energética da pessoa.

Quando não ocorre sintonia, por não haver afinidade com determinados pensamentos externos, estes são rejeitados pelo nosso corpo mental ². Há uma força centrífuga que elimina o componente estranho. Este mecanismo, muitas vezes, é automático e inconsciente, pois são conquistas do nosso Espírito, arquivadas em núcleos vibratórios.

Um pensamento de ódio, por exemplo, pode fazer parte por um determinado tempo da nossa aura, enquanto mantemos este sentimento. À medida que efetuamos a reforma íntima, modificamos aquele sentimento negativo, por falta de nutrição energética e falta de sintonia, o arquivo relativo àquele ódio é gradativamente eliminado da nossa atmosfera fluídica.

Todas as energias que produzimos passam a fazer parte de nossos arquivos e, na sequência, se entrelaçam com outras energias semelhantes, tanto de encarnados como de desencarnados. Estes entrelaçamentos ocasionam sensações agradáveis ou desagradáveis em nós e, também, nas pessoas com as quais convivemos.

Sentimentos de empatia ou de repulsa a outrem são, frequentemente, decorrentes de percepções inconscientes de emanações energéticas da psicosfera da pessoa. Devem ser compreendidos e trabalhados com resiliência e amor, além de prudência. A falta de afinidade entre os campos energéticos das pessoas costuma gerar diversas dificuldades ou incômodos, enquanto a similitude de vibrações gera um fluxo agradável de energias.

Espíritos superiores tem psicosfera tão sutil que não permite aos Espíritos inferiores vê-los. Há uma diferença de frequência vibratório significativa que impede a sintonia. As sessões mediúnicas fazem a ponte de contato ou intermedia planos espirituais de densidade diferente.

André Luiz nos exemplifica, em várias obras, que espíritos superiores pelo comando do corpo mental alteram temporariamente sua psicosfera deixando-a mais densa para adentrar em locais trevosos para melhor executarem seus trabalhos nesses ambientes. Ao tornarem mais densa ou menos sutil sua psicosfera, evitam serem reconhecidos como seres superiores gerando sentimentos de animosidade ³.

Somos artífices que esculpem a própria escultura. Criamos nosso próprio destino. A espiritualidade de luz emite ondas de amor e sabedoria constantemente, cabe a nós voltarmos nossos radares mentais na direção correta para captarmos o Amor Universal. Cedo ou tarde nos identificaremos com a centelha divina ou o “Deus em nós”.

 Ricardo Di Bernardi*

Fonte: Medicina e Espiritualidade

*Ricardo Gandra Di Bernardi é médico, escritor e conferencista espírita.

Bibliografia:

  1. XAVIER, Francisco Cândido/Espírito André Luiz, Evolução em dois mundos, Ed. FEB, pág. 163.
  2. XAVIER, Francisco Cândido/Espírito André Luiz, Evolução em dois mundos, Ed. FEB, cap. II, pág. 25.
  3. XAVIER, Francisco Cândido/Espírito André Luiz, Libertação, Ed. FEB, pág. 67.
  4. CENTRO ESPÍRITA LUZ DA CARIDADE, Curitiba. A Dança das energias – Uma abordagem da energia mental, cap. 5, Psicosferas e Energia Mental.
  5. ICEF- Instituto de Cultura Espírita de Florianópolis- Reuniões de Estudo  www.icefaovivo.com.br
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CAUSA E EFEITO – NINGUÉM ESCAPA

Nilton Moreira

Cada um leva e conduz a vida como bem entende, mas tem aqueles que deixam a vida lhe levar como diz o poeta. Tem alguns que se preocupam com o modo de viver e tem outros que nem vê a vida passar, pois nada de bom produzem.

Nestes dias estranhos onde enfrentamos doenças, competições para galgar cargos, poder, desafios para melhorar o padrão de vida não basta pensarmos que tudo depende de nós. De fato, nós é que temos que dar o primeiro impulso para atingir objetivos, mas acima de nós está a Lei Divina e o Criador sabe o que é melhor para nós.

Os materialistas nos momentos difíceis ficam sem chão, pois acreditando apenas em suas capacidades ficam frustrados quando impotentes perante certas angústias vivenciadas o que não acontece com o espiritualista, pois este recorre imediatamente à oração para se religar com o Pai, buscando na fé a ajuda e esclarecimento para enfrentar o momento difícil.

É evidente que não estamos abandonados aqui no Planeta, pois cada um de nós tem diferentes situações na vida tanto boas como ruins e é através da fé que vamos encontrar explicações para os diversos matizes que a vida impõe a cada um.

Certamente o que de ruim nos acontece é causado por nós mesmos através da lei de causa e efeito, pois toda vez que praticamos o mal ou tomamos atitude que possa prejudicar outrem estamos transgredindo a Lei Divina, da qual não escapamos de maneira alguma, pois que diferentemente da lei do homem, ela é perfeita. Portanto vamos ter de nos deparar com situação de dificuldade para que na dor sintamos a necessidade de mudar nossa conduta, já que pelo amor não conseguimos.

Todos nós de uma maneira geral temos sob nossa responsabilidade os desígnios de algum vegetal, animal ou pessoa, e certamente somos os responsáveis pelo que possa acontecer a estes. Se falharmos na missão que concordamos em cumprir antes de nascermos, responsabilizados seremos. É um pai ou mãe que não cuida bem do filho o deixando transviar-se; é um patrão que se torna incompetente sob seus empregados; é um comandante que determina ordem equivocada a seus soldados, é um governante, seja ele na qualidade de rei, presidente, governador ou prefeito que lidera um povo e age como tirano por negligência, imprudência, desonestidade ou ambição. A todos é imposto um preço. Isto é da Lei de Deus. Ninguém escapa.

Então, não pensemos que as dores que sentimos são fruto do acaso ou injustas. Temos sim de nos modificarmos para que através de uma conduta honesta possamos receber as benesses do que Jesus nos falou.

Paz a todos.

Nilton Moreira

Coluna Semanal – Estrada Semanal

Fonte: Espirit Book

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DESEJAS

EmmanuelResultado de imagem para imagens natureza

Toda melhora parece distante…

Toda superação surge como sendo quase impossível. Pediste, porém, o berço terrestre, no exato lugar em que te cabe aprender e reaprender.

Não olvides, por isso, que o domínio da lição não dispensa a vontade.

Recebeste no lar muitos daqueles que te não alimentam a simpatia.

No entanto, se desejas, podes transformar toda aversão em amor, desde que te decidas a ajudá-los com paciência.

Sofres o chefe insano, a crivar-te de inúmeros dissabores.

Contudo, se desejas, podes convertê-lo em amigo, desde que te disponhas a auxiliá-lo sem pretensão.

Padeces dura condição social, renteando o infortúnio.

Todavia, se desejas, podes transfigurar a subalternidade em elevação, desde que te eduques, para que a vida te use em plano mais alto.

Trazes o órgão enfermo, a cercar-te de inibições. Entretanto, se desejas, podes aproveitá-lo, na própria sublimação, em nível superior.

Ainda hoje, é possível encontres sombras enormes…

O obstáculo dos que te não compreendem, a palavra dos que te insultam, o apontamento insensato ou as lágrimas que a prova redentora talvez te venha pedir.

Mas podes usar o silêncio e a oração, clareando o caminho…

Declaras-te sem trabalho, amargando posição desprezível, mas, se desejas, podes ainda agora começar humilde tarefa, conquistando respeito e cooperação.

Acusam-te de erros graves, criando-te impedimentos, mas, se desejas, podes tomar, em bases de humildade e serviço, a atitude necessária à justa renovação.

Sentes-te dominado por esse ou aquele hábito vicioso, que te exila no desapreço, mas, se desejas, podes reaver o próprio equilíbrio, empenhando energia e tempo no suor do trabalho digno.

Afirmas-te na impossibilidade de socorrer os necessitados, mas, se desejas, podes efetuar pequeninos sacrifícios domésticos em favor dos outros, de modo a que tua vida seja uma bênção na vida de teus irmãos. Para isso, porém, é preciso não esquecer os recursos singelos que tanta gente deixa ao olvido…

O minuto de tolerância.

O esquecimento de toda injúria.

O concurso anônimo.

A bondade que ninguém pede.

O contacto do livro nobre.

A enxada obediente.

A panela esquecida.

O tanque de lavar.

A agulha simples.

A flor da amizade.

O resto de pão.

Queixas-te de necessidade e desencanto, fadiga e discórdia, abandono e solidão, mas, se realmente desejas, tudo pode mudar…

Emmanuel (Espírito)

Francisco C. Xavier (psicografia)

Do livro “Religião dos Espíritos”, cap. 83

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Gorduras trans: A mortal inimiga do ser humano

EDUCAÇÃO EM SAÚDE

Recomendações importantes

1) É rotineiro observar, no supermercado, as pessoas colocarem nos carrinhos de compra algumas caixinhas de margarina e de outros alimentos, contendo gordura vegetal hidrogenada. Infelizmente desconhecem o erro em que incorrem, prejudicando gravemente o organismo físico, antecipando o momento da morte e, o que é o pior, falecem através do suicídio indireto ou involuntário, com repercussão negativa na dimensão espiritual.

2) Quando os óleos vegetais passam por um processo de hidrogenação, isto é, são adicionadas em suas moléculas o hidrogênio, a substância final apresenta-se como gordura sólida, em temperatura ambiente, com ótimo aspecto e durabilidade aumentada. É denominada de gordura vegetal hidrogenada, propiciando o aumento do LDL (colesterol ruim), o qual aumenta as chances de doenças do coração, além de diminuir o HDL (colesterol bom), o qual evita problemas cardíacos. O LDL elevado pode ocasionar muitos problemas no organismo físico, que faculta o desencadeamento das afecções cardiovasculares, inclusive o temível infarto do miocárdio, como igualmente atua no aumento da obesidade abdominal e no processo inflamatório no organismo.

3) Deve-se evitar o consumo dessa prejudicial gordura, o que se torna muito difícil, porquanto os produtos industrializados, em sua grande maioria, a contêm. Deve-se, além disso, sempre observar no rótulo do alimento, se há a presença da gordura vegetal hidrogenada, principalmente em bolos, tortas, massas instantâneas, bolachas, pães, biscoitos, batatas fritas, sorvetes, maionese, pasteis, cremes vegetais, salgadinhos, frituras, margarinas, pipocas de micro-ondas e nos lanches de “fast-food”. Nunca E nunca comprar qualquer alimento sem a colocação no rótulo da lista dos ingredientes nele contidos. Se o alimento contiver no rótulo a gordura de coco, oliva ou palma, pode consumi-lo. Os alimentos de origem animal, como carne e leite, possuem quantidades insignificantes de gordura trans.

4) Como a gordura trans não é digerida, há acúmulo da substância nos vasos arteriais e no abdômen. A obesidade abdominal, excesso de peso que se desenvolve ao longo do tempo em torno do centro do corpo, também chamado de gordura visceral, associado à resistência à insulina (diabetes tipo 2), é denominada de Síndrome Metabólica, com sérios riscos para o sistema cardiovascular.

5) Portanto, quanto risco corre um indivíduo que se alimenta mal, principalmente consumindo comidas ricas em gorduras trans! Importante, além de se evitar o consumo das gorduras prejudiciais à saúde, o indivíduo tem que de fugir do sedentarismo, praticando atividade física regular. Assim fazendo, há haverá a diminuição do risco cardiovascular e muitos outros benefícios.

6) Certamente, os eventos festivos (aniversários, casamentos, etc.) são inundados de alimentos contendo alto teor de gordura trans. De início, são servidos os grandes vilões, os salgadinhos feitos de uma massa farinácea cheia de gordura vegetal hidrogenada, frita juntamente com a carne de vaca e frango moída. Depois, vem a distribuição de bolos, sorvetes e doces. Para terminar, o consumo prejudicial de refrescos artificiais e refrigerantes. Que desgraça!

7) Algumas pessoas, com muita frequência, comparecem a eventos sociais e, constantemente, estão ingerindo substâncias que estão lhe roubando significativo tempo de vida física. O conselho que a medicina dá para os que vão participar de festas com muita comida prejudicial é, exatamente, se alimentarem bem em casa e não ingerirem os “quitutes” imergidos na gordura trans, constantemente oferecidos nas festanças.

8) A Doutrina codificada pelo magnânimo Kardec ensina a importância dos cuidados a serem dispensados com o nosso veículo físico, imprescindível à evolução do espírito. Gozar uma vida saudável favorece o ser encarnado a completar o seu tempo de aprendizagem de forma natural e com muita produtividade.

Américo Domingos Nunes Filho

Fonte: Correio Espírita
Jornal Agosto 2019

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A REENCARNAÇÃO É LEI DA VIDA

Joanna de Ângelis

Impositivo estabelecido, irrefragavelmente, constitui processo de evolução, sem o qual a felicidade seria impossível.

Programada pelo Criador, faculta os mecanismos naturais de desenvolvimento dos valores que jazem latentes, no ser espiritual, que assim frui, em igualdade de condições, dos direitos que a todos são concedidos.

A reencarnação favorece com dignidade os códigos da Justiça Divina, demonstrando as suas qualidades de elevação e de amor.

* * *

Sem a reencarnação – que proporciona a liberdade de opção, co m as consequências decorrentes da escolha – a vida não teria sentido para os párias sociais, os homens primitivos, os limitados mentais, os amargurados e infelizes…

Sem a reencarnação, o ódio inato e o amor espontâneo constituiriam aberração perturbadora em a natureza humana.

Da mesma forma, as tendências e propensões que comandam a maioria dos destinos, seriam fenômenos cruéis de um determinismo absurdo, violentador das consciências e dos sentimentos.

Sem a reencarnação, permaneceriam como incógnitas geradoras de revolta, as razões dos infortúnios morais, das enfermidades de alto porte, mutiladoras e degradantes, da miséria social e econômica que vergastam expressivas massas e grupos da sociedade terrestre.

Sem a reencarnação, os laços de família se diluiriam aos primeiros impactos defluentes dos acontecimentos danosos…

* * *

A reencarnação enseja reequilíbrio, resgate, reparação.

Faculta o prosseguimento das atividades que a morte pareceria interromper.

Proporciona restabelecimento da esperança, entrelaçando as existências corporais que funcionam como classes para o aprendizado evolutivo no formoso Educandário da vida terrestre.

Oferece bênçãos, liberando de qualquer fatalidade má, que candidataria o Espírito a um estado permanente de desgraça.

A reencarnação enobrece o calceta, santifica o vilão, eleva o caído, altera a paisagem moral do revoltado, dulcificando-o ao largo do tempo, sem pressa, nem violência.

A reencarnação é convite ao aproveitamento da oportunidade e do tempo, que sempre devem ser colocados a serviço do progresso espiritual e da perfeição, etapa final da contínua busca do ser.

Joanna de Ângelis

Psicografia de Divaldo Pereira Franco

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FANATISMO E IDOLATRIA

Joanna de Ângelis

Fanáticos e idólatras de qualquer procedência são membros carcomidos do organismo enfermo da ignorância.

Mergulhados em densa treva mental, negam-se às bençãos da luz do discernimento, fechados nos corredores estreitos da intolerância renitente ou do pavor inexplicável.

Em todos os tempos sempre os houve.

Adorando os fenômenos da natureza por temê-los, ou erguendo totens e a eles oferecendo sacrifícios para apaziguá-los, o fanatismo e a idolatria atingiram o clímax quando, em holocausto, foi derramado sangue em seus altares macabros…

Com o avanço do pensamento e as abundantes conquistas da ciência, era de se esperar que não mais existisse clima para a floração desta fauna de doentes do espírito. No entanto, nos diversos arraiais do conhecimento eles aparecem e proliferam.

Não somente nas aldeias religiosas, também nas avenidas largas das cidades do saber surgem e se desenvolvem, em cultos de macabra animalidade, estes dois famélicos verdugos, revivendo os fastos do passado, quase esquecido…

O culto da personalidade, a adoração do eu e a receita do prazer são modernos meios de veneração às vacuidades em assinalado desrespeito à evolução e à civilidade

* * *

Há os que idolatram a mocidade que esfuma rapidamente.

Há os fanáticos por estreiteza de vistas em matéria de fé ou nas diretrizes do conhecimento.

Idolatria em torno de objetos, animais, pessoas, idéias que se consomem.

Objetos que pertenceram ao passado e rareiam, disputados por colecionadores dominados pela cobiça em idolatria fanática.

Aqui, as rédeas que pesaram sobre os escombros aristocráticos de Incitatus, o cavalo que Calígula elevou a cônsul.

Ali, o punhal com que o escravo assassinou a Domiciano.

Acolá, a espada de Napoleão, erguida nas batalhas de Toulon ou das campanhas na Itália.

Amontoados de fragmentos desta ou daquela madeira, de moedas, de sedas, de objetos e adornos…

No entanto, o fanatismo religioso e a idolatria pagã, que ainda perduram em algumas fileiras do Cristianismo, constituem nos dias atuais, chaga purulenta, aguardando o curativo do “bom-senso” e da “razão”.

“Não esculpireis imagens para adora-las…” – disse o Senhor. Todavia, em nome da saudade, sob escusas de evocações sentimentais, em cultos funestos do medo, erguem-se altares e adoradores surgem, imprudentemente, aumentando o número de inseguros e sofredores.

Com os ensinamentos espíritas que reproduzem as lições cristãs, o homem desperta para a adoração “em espírito e verdade”.

Já não pode cultivar as transitórias alegações. Nem amontoar farrapos tarjados de celebridade.

Envolve-se nos tecidos da caridade, calça as sandálias da ação e unge-se de amor ao próximo.

Abre alamedas de luz nos bosques sombrios, ascendendo esperanças e distende a mensagem de libertação, vivendo o culto, da renovação íntima, incansavelmente.

* * *

Recebido em Cesaréia, por Cornélio que o aguardava entre familiares e amigos, Simão Pedro foi homenageado pelo anfitrião, que, emocionado, “prostou-se aos seus pés, e o adorou”. O velho pescador, a quem tanto deve a Boa Nova, recordando, talvez, o Mestre, num impulso generoso e viril, no entanto, levantou o amigo, dizendo: “Levanta-te, que eu também sou homem”.

Recordando a preciosa lição do servo devotado a Cornélio, anotado nos Atos dos Apóstolos, capítulo 10 e versículo 25 e 26, compenetremo-nos do dever de divulgar o Evangelho, em sua pureza primitiva, libertando mentes e corações do fanatismo e da idolatria, ensinando com firmeza e bondade que o paraíso não tem limites e a adoração que nós compete realizar está na tarefa de espiritualizarmos a nós mesmos, alongando à família humana o nosso labor, sem preferência, sem paixão, sem loucura…

Joanna de Ângelis

Médium: Divaldo Pereira Franco

Livro: Dimensões da Verdade – 46

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Tempos de Valorização da Vida

Camilo

Quaisquer que sejam as providências tomadas para elucidar a alma humana, no sentido de se promover os cuidados para com a vida, valorizando-a como deve ser, esbarraremos numa muralha intelectual e num vazio moral instigados pela influência das teses materialistas-ateístas que se insurgem no seio das sociedades.

Não deveremos desconsiderar a força dos projetos de vida imediatistas que se costumam alimentar no anseio tipicamente humano de desenvolver poucos empenhos, ou de usufruir situações mais confortáveis e de tirar todos os proveitos possíveis dos recursos do Planeta, sem que se tenha muito o que ressarcir, o que realizar, em prol desse bem-estar anelado. Enfim, é a teoria do proveito pleno e sem ônus para os beneficiários.

Tais posturas são regidas pelo egoísmo, remanescente do instinto de conservação, que tem nos reinos inferiores à Humanidade a sua fonte geradora. É o egoísmo que faz dilatar essa desenfreada busca do prazer hedonista, do gozo insaciável e gratuito sem qualquer reflexão relativa às conseqüências desses privilégios.

Não estranhemos que semelhantes condutas estejam entranhadas e muitas vezes sustentadas por criaturas que se apresentam como religiosas, como crentes em Deus, ou como lideranças nos campos das instituições de fé ditas cristãs.

O que se passa é que muitos Espíritos hão chegado ao Planeta, nos dias presentes, trazendo responsabilidades assumidas na Imortalidade, nos campos do bem, da renovação espiritual e dos progressos inerentes à alma eterna. Ao se sentirem bem instalados no conforto do corpo físico, valendo-se das possibilidades socioeconômicas de realce ou quando se adornam com os poderes da política terrena, deslustram esses compromissos – que lhes são recordados durante as horas de desdobramentos naturais pelo sono – e mergulham em atuações ególatras discricionárias, absolutistas, sem qualquer pensamento que se volte para o Criador da Vida e Suas leis registradas em nossa consciência.

É indispensável que estejamos atentos para as instruções trazidas pelas Vozes dos Céus, no cerne da Codificação do Espiritismo, concernentes ao poder nefário do egoísmo que se reproduz nas mais várias instituições do mundo, seja no seio da família, da escola, das igrejas ou das oficinas profissionais, fenômeno que só será batido, transformado ou superado por meio de ingente trabalho da educação.

Impraticável conseguir-se o entendimento, por parte das massas terrenas, de questões magnas para a vida como é a do abortamento, da pena de morte, da eutanásia, da fome, dos descalabros antiéticos, sem que os indivíduos tenham, devidamente amadurecida, a consciência de si mesmos como Espíritos imortais e que, por isso mesmo, responsáveis pela sementeira que realizam no solo planetário.

O Espiritismo é chamado agora, por meio do labor dos espíritas, a cooperar em todos os movimentos sociais que enaltecem a vida e todos os elementos a ela vinculados, no campo das providências imediatistas, nas respostas que precisam ser dadas às comunidades, sem qualquer dúvida.

Entretanto, pela força filosófica da Doutrina Espírita, não podem os espiritistas perder de vista o seu caráter educacional, trabalho que é capaz de modificar as disposições morais dos seres, mudando o modus vivendi do homem, proposta que permitirá lancemos na correnteza social criaturas bem formadas, participantes da aristocracia intelecto-moral a que se referiu o ínclito Codificador Allan Kardec, na esteira das suas formosas reflexões acerca dos grupos de governança terrestre.

O que presenciamos, por enquanto, é um formidável embate entre as vozes que projetam luz sobre as mentes, sobre as almas e aquelas que gritam suas alucinadoras propostas de destruição e de morte, testemunhado pelo covarde silêncio de muitos indivíduos que, se conseguem cantar e prestigiar as verdades espirituais em grupo, no conjunto dos confrades do bem, calam-se e omitem-se toda vez que se defrontam com o ensejo de dar seu testemunho da verdade, amedrontados muitas vezes pelo temor do achincalhe ou das desconsiderações de que possam ser alvos.

Estamos convocados pelos Porta-Vozes de Jesus Cristo, que atuam nos altos serviços de espiritualização das idéias no mundo, a dar nosso contributo, a nossa palavra consistente, calcada nos princípios do venerando Espiritismo, sem arrogância, sem presunção e sem medo.

Contudo, somos chamados a dar o nosso testemunho de lucidez, de fortaleza moral e de fraternidade, a fim de que o processo educacional que o Espiritismo apresenta, muito além de receber o reforço na nossa teoria, possa contar com o vigor da vivenciação dos espíritas no meio social.

Estamos nos tempos de exercitar a própria coragem e a boa disposição, nessa audácia que fez com que os primitivos cristãos descessem aos circos tão logo ressoou na voz do Cristo a palavra Amor.

Destemidamente, cabe-nos avançar conjugando os possíveis esforços para que, perante tanto desapreço pela vida humana, atuemos no campo da feliz educação, amparada pela ética do amor a Deus acima de tudo e ao próximo, como a nós mesmos, engolfados pela moral de prestar os indispensáveis serviços em prol da dissolução gradativa do egoísmo, da espiritualização das idéias e do aprofundamento das reflexões em torno da lei de causalidade, do que nenhum de nós estará indene.

A valorização da vida do corpo não pode prescindir do apoio à cultura da alma, da estima que se viva quanto às realidades do Espírito imortal.

Camilo

Mensagem psicografada pelo médium José Raul Teixeira, em 10 de novembro de 2007, na Reunião Ordinária do Conselho Federativo Nacional, da Federação Espírita Brasileira, realizada em Brasília, DF.

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FENÔMENO PSICOLÓGICO DA DEPENDÊNCIA

Ricardo di Bernardi

Somos Espíritos encarnados, trazemos em nosso inconsciente grande manancial de energias construídas ao longo dos milênios, isto é, de inúmeras reencarnações. Nossas mentes produzem ondas, geram campos de força e tem facilidade de sintonizar com outras mentes que vibram na mesma faixa que a nossa, mas, quanto maior a fragilidade ou imaturidade espiritual mais buscamos, instintivamente, apoio em outras mentes.

São sobejamente conhecidos os sintomas e comportamentos das pessoas que se acham dependentes de substâncias químicas e podemos fazer uma analogia com a dependência psíquica. Indivíduos, encarnados ou desencarnados, quando apresentam desequilíbrios vibratórios decorrentes de mente enferma ou debilitada, podem se tornar dependentes de outras pessoas ou até mesmo de ambientes, esses Espíritos encontram-se em dependência psíquica.

O dependente químico tem sintomas iniciais de euforia e aparente bem-estar, mas, com o tempo, os malefícios começam a aparecer e cresce a dependência ao produto ou droga. Na fase de viciação, há diversos prejuízos, também para as pessoas de convivência diária, pois a ausência da substância química desenvolve comportamentos de agressividade, agitação e outros, ocasionando sérios problemas no meio familiar e social que convivem.

A dependência mental, como fragilidade espiritual, segue o mesmo raciocínio da dependência química. Conversas picantes, anedotas chulas e atitudes depreciativas tidas como divertidas, quando relacionadas a determinados grupos, etnias, lugares ou tipos de pessoas, são exemplos que poderão trazer sensações de prazer mórbido, e a repetição dessa conduta, determina uma dependência mental e viciação à padrões de pensamento de baixo teor vibratório.

Há uma sintonia do indivíduo com Espíritos desencarnados que se comprazem com futilidades, além do indivíduo sintonizar com ondas mentais de pessoas encarnadas que irradiam pensamentos do mesmo padrão. À medida que o Espírito (encarnado ou desencarnado) sintoniza com mentes desse jaez, passa a se alimentar de energia vital ou outras formas de energia provindas de mentes enfermas e, tal qual um dependente químico, passa a sentir falta da “alimentação” que o “nutre”. Sente-se carente da presença ou convívio de outras mentes enfermas com características semelhantes; já está, agora, na fase de dependência psíquica e se for afastado ou impedido do convívio com seus semelhantes – por orientação terapêutica ou espiritual -, pode apresentar agitação e agressividade exigindo cuidados especiais. Assim, observa-se que os sinais e sintomas do dependente psíquico, ao se ver privado de sua fonte de energias enfermas, se assemelham muito aos do dependente químico.

Existe, também, a dependência mental a uma pessoa, um líder por exemplo. O indivíduo sente um desejo incontido de estar próximo daquela pessoa, ser tocado, ouvir sem analisar, enfim, torna-se emocional e irracionalmente preso. Há inúmeras modalidades de dependência psíquica, por exemplo, necessidade exacerbada de fazer compras, prender-se a seriados na TV, internet, telefone celular, estádios de futebol, bares e outras, desde que essas atividades impeçam a pessoa de tornar-se mais produtiva, ampliando seus conhecimentos e valores da alma.

Quando esse tipo de distúrbio não é diagnosticado e tratado corretamente, o Espírito ao desencarnar leva consigo essa dependência e permanece atraído aos locais, atividades e pessoas às quais se encontra preso psiquicamente.

A leitura de bons livros, música elevada, filmes e documentários que tragam conhecimentos e estímulos aos bons princípios da ética são atividades que nos afastam das dependências psíquicas prejudiciais ao nosso Espírito. Buscarmos ambientes de harmonia e conversas saudáveis criam uma psicosfera favorável ao equilíbrio e refletem em nós a vontade do crescimento espiritual.

São preferências, desejos e vontades que determinam o tipo de energia que geramos e, principalmente, absorveremos e sentiremos falta quando estivermos privados dela. Vibremos no amor, alegria, tranquilidade, paz, estudo e trabalho que a atmosfera mental de nossos Espírito se enriquecerá com convivências construtivas, sem dependências psíquicas.

Todo costume, mesmo sendo elevado e construtivo deve libertar com responsabilidade e nunca prender.

Ricardo di Bernardi

Fonte: Medicina e Espiritualidade

Bibliografia:

PALMEIRA, José A. M./ BORTOLETTO, Ivaneide./ PESCHEBÉA, Marisa. A Dança das Energias, Cap. 3, 3ª Edição, Curitiba, Ed. Centro Espírita Luz e Caridade, 2016.

KARDEC, Allan. O Livro dos médiuns. Tradução de Herculano Pires São Paulo, Ed. LAKE, 1973.

XAVIER, Francisco Cândido/Espírito André Luiz. Mecanismos da mediunidade. 8. Ed. Rio de Janeiro, FEB, 1959. Evolução em dois mundos. 9. Ed. Rio de Janeiro, FEB, 1959.

Dr. Ricardo di Bernardi é fundador de ex-presidente da AME Santa Catarina, médico e conferencista espírita internacional.

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