Exoremos comiseração pelo Brasil! (Jorge Hessen)

Jorge Hessen

jorgehessen@gmail.com

Nas vésperas das eleições de 2018, no Brasil,  o espírita deve conservar-se acautelado. Não pode olvidar os mais graves casos de corrupção na política brasileira. Por conseguinte, diante da deterioração da dignidade e da má administração do dinheiro público, cujo objetivo foi o aparelhamento de todas instâncias jurídicas e legislativas, para a edificação e manutenção do IMPÉRIO POLÍTICO no Brasil (tal como acontece na China e Coreia do Norte). Percebe-se entre os brasileiros uma certa desesperança, descrença e desordem, infectando, inclusive, as instituições dos três poderes.

Nota-se, além disso, precário entusiasmo patriótico e desinteresse para a reorganização cívica vigorosa para a mantença da nossa nacionalidade. Jazem relativamente inertes alguns segmentos midiáticos e religiosos. As instâncias militares e outros agentes públicos de todas as instâncias encontram-se hibernados nas suas zonas de conforto e grande contingente de compatrícios fazem vistas grossas diante dos últimos episódios políticos.

O efeito dos bramidos oriundos do afamado “Manifesto de 1848”, avaliada em 1871, pela “Comuna de Paris” que, diga-se de passagem, foi universalmente contraditada pelos operários que se mataram na Primeira Guerra Mundial, sob o consentimento dos senhores do capital. Como se não bastasse, ocorreu  o histórico morticínio , sob o tacão da “foice e do martelo”,  onde centenas de milhões seres humanos foram sentenciados à morte , sobretudo a partir de 1917, na antiga União Soviética , na China, no Camboja, em Cuba, na Coreia do Norte e, ultimamente, na Venezuela.  

Os espíritas do Brasil não podem se rebaixar diante da putrefação moral e da corrupção que aniquilam as conquistas morais do brasileiro castiço. Urge exorar aos bons espíritos, solicitando que advoguem diretamente com o Cristo (Modelo e Guia da Humanidade) impetrando a imediata intercessão espiritual a favor dos patriotas honrados e das futuras gerações de brasileirinhos.

De alguns anos par cá, tornou-se lugar comum os figurantes (massa de manobra) da desordem reagirem, bradando por confrontos entre classes sociais, vociferando urros de paz e de justiça social como armas para a agressão entre compatriotas.  A exemplo dos “Movimentos dos Sem” criados por sinistros grupos insurgentes.

O povo brasileiro tem colhido inúmeras desilusões nas experiências coletivas, reflexas, muitas vezes, dos deploráveis atos de invasão.  Movimentos perturbadores que representam lutas dolorosas onde as ações refletem as palavras de comando das praças públicas, em que as massas ingênuas, padecentes e anônimas obedecem sob o jugo dos embustes provindos dos capciosos emissários da violência.  

Com a materialização do ideário dos populares “movimentos sem” conseguiu-se montar uma logística bem temperada com erário público e instituíram uma massa de “criaturas incivilizadas” que nos ameaçam e assustam. Possivelmente, suas ideias tenham sido justa e legítima no primeiro instante, mas, na radicalização, o que se assiste atualmente é um grupo de seres manipulados e fora-da-lei que atua com suas próprias noções de justiça, ignorando o Estado de direito.

Oremos por tais “pessoas violentas”, eis aí nossas armas poderosas. Queiram ou não queiram tais grupos , na verdade o Cristo permanecerá com a rédeas nas mãos comandando o povo para a definitiva vitória da paz e da ordem entre todos os brasileiros. Não por acaso, consta na composição do hino nacional o fragmento – “se ergues da justiça a clava forte, verás que um filho teu não foge à luta”. Sim, os legítimos representantes do Cristo não abdicarão da luta pela probidade, pelo decoro, pela liberdade e pela honra.  

Que o Cristo tenha clemência de todos nós, intérpretes diminutos, neste paradoxal panorama incrustado neste território geopolítico da América do Sul. É urgente orar, solicitar a Jesus pedindo-lhe a interseção a favor dos denodados cidadãos (juízes, delegados, agentes policiais, advogados, procuradores, jornalistas, religiosos, articulistas espíritas e outros) que confiam na paz!.

Estamos seguros de que o Espiritismo auxiliará eficazmente nas reconstruções de ordem sociopolítica e econômica do Brasil, porque dentre outras propostas, sugere a substituição dos impulsos antigos do egoísmo pelos impulsos da fraternidade universal.

Oremos pelo Brasil!

 

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 Quando se fala em suicídio, e em setembro é comum mensagens nas redes sociais, reuniões nos mais diversos segmentos da sociedade darem destaque ao assunto, concluímos que é o ato pelo qual alguém tira a própria vida. Mas se a pessoa não chega a morrer o ato passa a ser tratado como tentativa de suicídio, o que a própria Lei humana prevê não ser punível, a não ser quando existe a instigação ao consumado, pois que se trata de decisão pessoal de cada indivíduo que vendo que não tem saída para seu problema a extingue.

Mas existe o quase suicídio que não deixa de ser também grave.

Em muitas situações da vida, isto é, ao longo da nossa permanência aqui na Terra, certamente vamos ter de enfrentar alguns problemas, mesmo que procuremos ter bons pensamentos e tentar não praticar mal a outrem. Quantos se desesperam por ocasião do passamento de pessoa querida, ou às vezes não tão querida, mas é a que dava suporte financeiro a família? Quantos entram em pânico em razão de perderem fortunas em ações judiciais ou por mau negócio concretizado? Quantos cometem injustiças ou até crimes hediondos e depois se arrependem e ficam impossibilitadas de reparar o erro? Quantos sofrem acidentes dos mais diversos e após longo tratamento doloroso ficam com mobilidade parcial ou ás vezes em uma cama?

Pois é, o fato de não conseguir meios para enfrentar todos estes momentos difíceis que lembrei, entrando em depressão, angústia profunda, tristeza avassaladora, revolta com todos que os cercam, procurando colocar a culpa em alguém ou alimentando sentimento de vingança, ou até mesmo passando a viver com o pensamento voltado para uma punição pela justiça que normalmente leva muitos anos para sentenciar, tudo isso faz com que a pessoa transforme seu organismo num complexo gerador de energia ruim, cujo contaminado é ela própria, podendo a qualquer momento fazer eclodir em si doenças das mais variadas e até gravíssima ao cabo de alguns anos. Isso pode ser interpretado como quase suicídio, pois o indivíduo deixa de existir no meio para o qual veio a Terra, passando a ocupar sua mente apenas com questões de baixo padrão vibratório.

Pensamento é energia poderosa, e o primeiro a ser envolvido por ela é o pensador. Quando emanamos um mau conceito o primeiro a banhar-se neste fluido somos nós, para depois o alvo ser alcançado. O famoso olho grande, ou olho gordo, maquiado pelo nome de inveja ou ciúmes, existe sim e sabemos da sua letalidade.

O quase suicídio é um atraso muito grande na nossa trajetória na Terra, pois viemos aqui para progredir, nos melhorar, sermos resignados. De que adianta, por exemplo, um casal viver harmonicamente um tempo e depois passar a brigar constantemente, e ao cabo de alguns anos voltarem à harmonia? Será que valeu a pena o tempo perdido com as brigas? Certamente que não.

Então, temos que desenvolver em nós meios de enfrentar as intempéries que surgirem, sem desespero, pensando tudo ter saída. Não estamos abandonados na Terra. Existe um Ser Supremo que permitiu que aqui viéssemos e nos possibilita todos os meios de enfrentamentos, bastando que não percamos o endereço Dele, e peçamos socorro no momento certo.

        Muita harmonia amigos.

Rede Amigo Espírita

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Vade retro obsessor ou baldios “descarregos”?

Postado por os pae

Jorge Hessen

jorgehessen@gmail.com

De A a Z, ou seja, de “Abaddon” da mitologia cristã a “Zulu Bangu” da mitologia africana há mais de 200 codinomes para designar os “demônios”. Entretanto, sabemos que os “demônios”, como são caracterizados pela  teologia decrépita,  não são criaturas reais.  Conforme o senso comum, a expressão “demônios” significa seres essencialmente perversos e seriam, como todas as coisas, criação de Deus. Ora, Deus que é soberanamente justo e bom não poderia ter criado Espíritos predispostos ao mal para toda a eternidade.

O Espiritismo nos faz distinguir a natureza e a origem desses “demônios”, a partir do princípio de que todos os seres humanos foram criados simples e ignorantes, portanto, imperfeitos, sem conhecimentos e sem consciência do bem e do mal. Pela Lei de evolução todos nós, sem qualquer exceção, conseguiremos alcançar a relativa perfeição e gradualmente desenvolveremos virtudes, a fim de avançarmos na hierarquia espiritual até alcançarmos a plena felicidade na “angelitude”.

Além disso, sobre os famigerados “coisas-ruins”, o Codificador do Espiritismo nos ensina que eles [os “demônios”] são nossos irmãos, porém são Espíritos que ainda se encontram moralmente nas classes inferiores, todavia, chegará um dia em que se cansarão dos sofrimentos e compreenderão a necessidade de bancarem o bem.

Os “demônios” devem, portanto, ser entendidos como referentes aos Espíritos impuros, que frequentemente não são melhores que os designados por esse nome, mas com a diferença de serem os seus estados tão-somente transitórios. Na verdade, eles são os Espíritos imperfeitos que resmungam contra as suas provações e por isso as sofrem por mais tempo, entretanto chegarão livremente à perfeição, quando se dispuserem a isso.  

Se existissem “demônios”, eles seriam criação de Deus, ora, o Senhor da vida seria justo e bom se tivesse criado seres devotados eternamente ao mal e infelizes? Se há “demônios”, descreveram os Benfeitores do além a Allan Kardec, “eles habitam em teu mundo inferior e em outros semelhantes. São esses homens hipócritas que fazem de um Deus justo, um Deus mau e vingativo e crêem lhe serem agradáveis pelas abominações que cometem em seu nome”. [1]

O vocábulo demônio não implica na ideia de Espírito mau senão na sua acepção contemporânea, porque a terminologia grega Daimon, da qual se origina, significa, “Deus”, “poder divino”, “gênio”, “inteligência”, e se utiliza para indicar os seres incorpóreos, bons ou maus, sem distinção. Porém, há pessoas que acreditam no poder maléfico do “Príncipe das Trevas” e até o enaltecem em suas igrejas. Não me surpreenderia se fossem fechadas muitas igrejas se os seus dirigentes deixassem de acreditar em Satanás. (Pasme!)

Os antigos e modernos sacerdotes fizeram e fazem com os “demônios” o mesmo que com os “anjos”. Do mesmo modo que arquitetaram a imagem de seres perfeitos desde toda a eternidade, construíram igualmente os Espíritos inferiores por seres perpetuamente maus. Os partidários da “doutrina dos demônios” se apóiam nas cridas repreensões do Cristo. Chegou-se ao absurdo de criar o instituto do exorcismo para afugentamento de tais entidades.

Amparados no alarido beneditino “vade retro Satã!”, os exorcistas exortam os espíritos demoníacos a saírem do corpo dos possessos, valendo-se igualmente da invocação do nome de Deus, de Cristo e todos os anjos. E ao final dos extenuantes berreiros e invocações, sempre sob o arrimo da “reza brava” e “água benta”, o resultado aparentemente surge de forma rápida, mas sem sustento duradouro.

Inexplicavelmente há instituições “espíritas” que promovem sessões de “desobsessão” (ou seria exorcismos?), que consideram mais “fortes” e com efeitos “imediatos”, conforme garantem seus realizadores, contudo lamentavelmente nesses estranhos “tratamentos espirituais” (ou descarrego?) são normatizados exclusivamente um procedimento coercivo, o “banimento” instantâneo e transitório do obsessor. Mas será que esse rápido afastamento espiritual é possível? Ora, é obvio que não, pois é impossível “rebentar, de um instante para outro, algemas [mentais] seculares forjadas nos compromissos recíprocos da vida em comum?” [3]  Impossível, mesmo!

Os espíritas compreendem que os cognominados, “capetas”, “coisa-ruim”, “lúcifer”, “diabo”, “satanás”, “satã”, “cão”, “demo”, “besta” e outros “demônios” que reverberam na mente do povo, não são seres votados por Deus à prática do mal, e sim seres humanos desencarnados que se desequilibraram em atitudes infelizes perante a vida. “Na raiz do problema encontramos a necessidade de considerar os chamados “espíritos das trevas” [demônios] por irmãos verdadeiros, requisitando compreensão e auxílio, a fim de se remanejarem do desajuste para o reequilíbrio neles mesmos.” [2]

 Rede Amigo Espírita

Referência bibliográfica:

[1] KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos, questão 131, RJ: Ed. FEB, 2001

[2] XAVIER Francisco Cândido. Caminhos de Volta, ditado por espíritos diversos, SP: edição GEEM, 1980

[3] XAVIER, F. C. Missionários da Luz, pelo Espírito André Luiz. 8. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1970.

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Revista digital “Gente Espírita” entrevista o idealizador da Rede Amigo Espírita

      A revista digital GENTE ESPIRITA é uma produção da ANESPB (Agencia de Notícias Espíritas da Paraíba) cujo o fundador e editor chefe é Carlos Barros.

Marcos Paterra que é um de nossos articulistas, é jornalista e editor da agencia, realizou a entrevista. A Agencia produz as os informativos digitais : kardec Já e Kardec Ponto Com.

baixe a revista da edição de setembro em pdf  Gente Espírita Setembro 2018 

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Arautos de eventos espíritas!! Modelem-se nas proezas da RAE-TV

Jorge Hessen

Jorge Hessen

jorgehessen@gmail.com

O Cristo jamais arrecadou dinheiro (vil metal) por difundir seus mandamentos e muito menos por seus acolhimentos à massa padecente. Inversamente, condenou quem assim procedia. Chico contava nas tradicionalíssimas rodas de amigos que jamais participaria de “eventos espíritas” onde as pessoas precisassem pagar para vê-lo e confessava que daria o que tivesse no bolso para se retirar desses lugares.

A estipulação de valores de taxas para ingressos em eventos espíritas como palestras, encontros e seminários, sob qualquer forma ou desculpa “esfarrapada”, é excludente e infame, pois restringe os ensinamentos espíritas a quem pode pagar. Isso é uma deslealdade aos Espíritos, a Kardec e a Jesus.

É inadmissível desviarmos o Movimento Espírita, caindo nas mesmas esparrelas sofridas pelo Cristianismo romano (ocidental) e Cristianismo ortodoxo (oriental), que vagarosa e sorrateiramente se tornaram religião institucionalizada, rigidamente hierarquizadas. Tais igrejas valeram-se dos valores monetários que foram transferidos da contribuição espontânea para “assistência aos mais necessitados”, fixando-se taxas pecuniárias (dízimos) camufladas sob vários pretextos, conduzidas para custeamento do profissionalismo religioso e para construção de suntuosas catedrais, além, é óbvio, pela acumulação de fortunas.

Quando analisamos as proezas da RAE-TV Rede Amigo Espírita para difusão do Espiritismo gratuitamente (para o planeta) fico ponderando que a atual liderança precisa instruir-se com o confrade sonhador (pé no chão) José Aparecido e sua equipe. O que realiza na propaganda espírita é de flamejar os nossos olhos de exultação!

Os contextos justificadores provindos das badaladas lideranças espíritas são sucessivamente as mesmíssimas. Argumentam que as casas espíritas não têm recursos financeiros suficientes para arcar com os custos com viagem de expositores, aluguel de auditório, material de trabalho. Daí, justificam, a necessidade da cobrança de taxa de inscrição. Ora se não têm recursos, por que não se valem dos recursos das redes sociais e façam iguais a RAE-TV (difusão doutrinária gratuita)?

Reconhecemos que alguns EVENTÕES determinam ampla circulação do “vil metal”, todavia, entendemos que há outros modos, que não sejam o de obrigatória exigência de taxa de inscrição para ingresso (a exemplo dos eventos realizados pela Federação Espírita do Paraná que sempre são gratuitos. Obviamente são processos mais árduos, contudo são mais leais aos propósitos espíritas de estar ao alcance de todos e atuar sempre ao lado do povo e não de alguns endinheirados.

Destarte, estaria se evitando abjeta discriminação de participantes com base no poderio financeiro. Imaginemos como permanece psicologicamente a situação de um espirita desempregado, que sobrevive de “bicos”, “biscates” (serviços eventuais) cuja família atuante do movimento espírita, não tivesse recursos para pagamento da taxa? Que vergonha!!

Há os que ajustam o discurso para arrazoar sobre as contribuições espontâneas (rateio) com os que podem bancar a empreita. Todavia, sempre haverá os que ajuízam que não dará certo, porque culturalmente os espíritas endinheirados não estão habituados a contribuir espontaneamente.

Mas fica só entre nós aqui, se medidas como essas, ou seja, contribuições espontâneas (rateio entre os que podem) não funcionar é porque o grupo espírita ainda não está preparado moral e espiritualmente para iniciativas mais arriscadas.

Para rematar, reproduzo a frase que já proclamei por mais de cem vezes: Em verdade, de duas, uma! Ou o Espiritismo chega à massa, especialmente aos “filhos do Calvário”, aos deserdados, para relevar sua mensagem, ou submergirá no fosso profundo da hipocrisia e perderá legitimidade anunciar o Evangelho através da Codificação.

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Retorno ao Mundo Espiritual

Postado por PATRIZIA GARDONA 

Retorno ao Mundo Espiritual

Buscávamos inspiração para o ensaio semanal, quando recebemos a notícia da ocorrência do desencarne de uma prima de primeiro grau.

Vitimada por leucemia, ela, que experimentava o período da meia idade, lutou bravamente com a doença, sem rebelar-se contra o destino, enfrentando com confiança e fé todo o período de enfermidade, mesmo porque conhecia a realidade espiritual.

Alguns pensamentos começaram a fluir em nossa casa mental.

Lembramo-nos de que a consciência da morte iniciou-se aproximadamente há cem mil anos, já no final do período paleolítico superior. Nesse período ocorreu uma mudança significativa na vida do Homo Sapiens, conforme nos informa o Benfeitor André Luiz na extraordinária obra mediúnica intitulada Evolução em Dois Mundos, recebida pelo não menos extraordinário Francisco Cândido Xavier.

Explica o autor espiritual na referida obra que aprendemos a falar, articuladamente, e em conseqüência desenvolvemos o pensamento contínuo, que possibilitou o desprendimento do espírito de seu corpo durante o sono físico, vendo-se na dimensão espiritual, sem noções maiores do que estava acontecendo. Paralelamente, após o desencarne, também experimentava a dimensão espiritual, mas devido ao peso específico de seu perispírito permanecia próximo ao seu grupo social.

Ao retornar à vida corporal, trazia consigo as reminiscências do plano espiritual, desenvolvendo a ideia da vida além da morte física. Com isso desenvolveu as idéias relacionadas a existência de deuses, com a ideia de que seriam os promotores dos fenômenos materiais que o envolviam, e também cuidadores dos espíritos no retorno definitivo ao mundo espiritual.

Desenvolveram-se as religiões, o intercâmbio mediúnico com as inteligências desencarnadas e o sepultamento dos mortos.

Chama a atenção a forma com que se lidava com o sepultamento. Em algumas regiões o corpo era adornado com flores e sepultado com seus pertences pessoais, outros com alimentos, outros ainda na posição fetal, e alguns destes dentro de grandes ânforas, como a imitar o útero materno, como que intuindo que a vida não se interrompia com a morte do corpo físico.

Conhecemos também o processo de mumificação, que se traduz na tentativa de manter o corpo preservado para quando do retorno do espírito à vida física.

Como o homem já dominava o fogo, este era utilizado para iluminar o corpo sem vida durante a noite, mas com o tempo e o desenvolvimento das superstições o fogo no entorno do corpo sem vida foi transferido para fins de rito e necessidade sacra.

Enfim, lidamos conscientemente com a morte há milênios, e as religiões se preocupam em moldar moralmente o homem para a vida de encarnado, preparando-o para a vida pós morte, acreditando todas elas que a vida continua, com os respectivos prêmios ou castigos decorrentes do que se fez enquanto encarnado.

Caberia a Doutrina Espírita, na condição de Consolador prometido por Jesus, equacionar toda a realidade, esclarecendo-nos quanto aos dois planos da vida, suas interações e implicações, deixando-nos conscientes quanto a imortalidade dos espíritos, passando a vida física a ser uma etapa evolutiva necessária ao seu desenvolvimento rumo a perfeição, o que, evidentemente, não é possível em uma única existência corporal sendo necessário então a existência do mecanismo da reencarnação.

Alivia-nos a consciência saber que já existíamos antes e que vamos continuar a existir além desta vida, e ao coração por sabermos que a separação física daqueles que nos precedem ao túmulo é momentânea, mantendo-se os laços desenvolvidos plenamente vivos.

Disse Jesus para deixarmos aos mortos o cuidado de enterrar os seus mortos. Evidentemente o Senhor estava nos educando para a realidade das tarefas espirituais, e não nos desincumbindo das obrigações sociais, o que nos leva ao entendimento que devemos nos comportar, diante do sepultamento daqueles que conosco conviveram, com equilíbrio e entendimento em relação a vida que continua, orando pelo que retorna a pátria maior respeitando-o com os nossos melhores sentimentos sabendo que todos nós, assim como já experimentamos tantas outras vezes, também passaremos, inevitavelmente, pela mesma porta chamada morte do corpo físico.

Pensemos nisso.

Antonio Carlos Navarro.

Rede Amigo Espírita

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Quando um não quer, dois não brigam

Postado por Antonio Carlos Navarro 

Durante o embarque de passageiros em rodoviária de uma conhecida cidade brasileira, presenciamos um fato no interior do ônibus que nos chamou a atenção.

Um senhor, aparentemente de meia idade, adentrou o veículo e assumiu, depois de conferir, a poltrona indicada em seu bilhete. Passados alguns minutos, um outro senhor, com idade aparente bem mais avançada, procurando o lugar correspondente ao seu bilhete, parou diante do primeiro e lhe disse:

– Essa poltrona – a da janela – é minha.

De forma pacífica o interpelado respondeu:

– Não, esta poltrona é minha e está de acordo com meu bilhete. Que número consta no seu bilhete?

– Vinte e Seis.

– Então, a do senhor é a do corredor. Estou no lugar certo.

– Não, retrucou de maneira ríspida. Eu pedi e comprei na janela.

– Então houve engano no guichê de vendas, mas não tem problema, não vamos brigar por isso, o senhor pode ficar com o meu lugar. Há outros lugares vazios no ônibus, e me mudarei para um deles.

Não satisfeito, e não querendo “dar o braço a torcer”, aquele senhor ainda insistiu que a poltrona lhe pertencia porque havia solicitado na janela, mas o interpelado, imperturbável, acabou por fechar o assunto dizendo:

– Meu senhor, não há motivos para brigarmos, o senhor deveria resolver o problema no guichê, mas como o ônibus já está em trânsito, pode ficar com a janela que viajo em outro assento.

Bem, ficamos a pensar, quantas e quantas situações como essa se apresentam na vida de relação dos seres humanos, incluindo nós outros, e quantos conseguem manter o equilíbrio emocional com o orgulho sob controle, sem descambar para o bate-boca e para reações agressivas.

O comportamento daquele que tinha razão, na ocorrência acima descrita, foi exemplo de comportamento cristão e uma lição para todos nós que estudamos o Evangelho do Senhor Jesus.

Era espírita? Não o sabemos, mas ficou patente que ele, na prática, atende, perfeitamente, o que preconizou Jesus quando nos orientou:

E se alguém quiser processar-te e tirar-te a túnica, deixa que leve também a capa. (Mateus 5:40)

Assim, se alguém te forçar a andar uma milha, vai com ele duas. (Mateus 5:41)

Dá a quem te pedir e não te desvies de quem deseja que lhe emprestes algo. (Mateus 5:42)

Se a casa for digna, que a vossa paz repouse sobre ela; se, todavia, não for digna, que a paz retorne para vós. (Mateus 10:13)

Pensemos nisso.

Antônio Carlos Navarro

Rede Amigo Espírita

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SUICÍDIO: a informação como prevenção.

Postado por PATRIZIA GARDONA 

Suicídio: Informação, a chave para Prevenir

Você sabe o que significa “morte por lesões autoprovocadas voluntariamente”? Isso mesmo, suicídio. Este é o nome “técnico” adotado pelos estudiosos da área.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a troca de informações sobre o suicídio pode evitar muitos casos: é possível prevenir 90% das mortes se houver condições para oferta da ajuda.

Atualmente o suicídio é responsável por 26 mortes por dia no Brasil. É uma das primeiras causas de morte em homens jovens nos países desenvolvidos e emergentes. Isso mesmo! Você pensou que fosse o uso de drogas, doenças em geral, acidentes com motos, carros etc., não é?

Conquanto a taxa de suicídio no Brasil tenha se mantido estável, em torno de 5% a cada 100 mil pessoas, por ano, muito pouco se fala sobre o assunto que já se transformou em caso de saúde pública.

No Brasil as taxas maiores se encontram concentradas nos Estados mais ricos.

A taxa de suicídio entre os jovens cresceu em torno de 30% por uma conjugação dos seguintes fatores:

1) A sociedade está cada vez menos solidária, o jovem não tem mais apoio. Além disso, está desiludido em relação aos ideais que outras gerações tiveram.

2) Há ainda uma pressão social para ser feliz, principalmente nas redes sociais. Todo mundo tem que se sentir ótimo. A obrigação de ser feliz gera tensão no jovem.

3) Mais de 95% das pessoas que se suicidam têm diagnóstico de doença psiquiátrica.

4) Junte-se tudo isso ao maior consumo de álcool e drogas e a bomba está armada.

(Psiquiatra José Manoel Bertolote, autor de “O Suicídio e sua Prevenção”)

Vale lembrar que a maior taxa de suicídio por faixa etária ainda é a dos homens acima dos 65 anos de idade.

PREVENÇÃO (ainda, de acordo com o livro citado)

-A troca de informações sobre o suicídio pode evitar muitos casos: de acordo com a OMS, é possível prevenir 90% das mortes se houver condições para oferta da ajuda.

-Quem pensa em suicídio está passando por um sofrimento psicológico e não vê como sair disso. Mas não significa que queira morrer.

-O sentimento é ambivalente: a pessoa quer se livrar da dor, mas quer viver. Por dentro, vira uma panela de pressão. Se ela puder falar e ser ouvida, além de diminuir a pressão interna, passa a se entender melhor.

Todos conhecemos aquela estória de que quem quer se matar, se mata mesmo e não fica ameaçando, não é? Pois bem, os pesquisadores descobriram que essa ideia é totalmente falsa. Em pesquisa realizada com familiares de suicidas, eles constataram que quase a totalidade deles, ao menos uma vez, disseram que iriam se matar. Portanto, muita atenção quando você ficar sabendo que um parente, amigo ou conhecido, disse que iria se matar. Leve a sério e faça a sua parte para ajudar.

A Doutrina Espírita, por meio de inúmeros livros autorais e psicografados, tem oferecido esclarecimentos preciosos a respeito deste tema.

No extraordinário “Memórias de um Suicida”, uma das melhores obras psicografadas existentes, encontramos a seguinte passagem:

“Quem se atira no suicídio espera livrar-se de sofrimentos considerados insuportáveis…”

“Também eu pensei assim.”

“Enganei-me, porém, e sofrimentos milhões de vezes maiores me esperavam dentro do túmulo onde me escondi, pensando escapar às dores do corpo físico.”

(espírito Camilo Castelo Branco, psicografia de Ivonne Pereira)

Em o “Livro dos Espíritos”, nas questões de nºs 944 e 957 encontramos os seguintes esclarecimentos:

944 – Tem o homem o direito de dispor da sua vida?

R: Não; só a Deus assiste esse direito. O suicídio voluntário importa numa transgressão da Lei de Deus.

957 – Quais, em geral, as consequências do suicídio?

R: Muito diversas (…..). Há, porém, uma consequência a que o suicida não pode escapar; é o desapontamento.

Outras informações espirituais:

PARA ONDE VAI UM SUICIDA

1) Alguns suicidas sentem-se presos ao corpo de tal modo que, leva-os a ver e sentir os efeitos da decomposição;

2) Outros vão para as regiões umbralinas (região destinada a esgotamento de resíduos mentais);

3) Outros tornam-se presas de obsessores, que as vezes, também foram suicidas, entidades perversas e criminosas, que sentem prazer na prática de vilezas, e que continuam vivendo na Terra ao lado dos homens, contaminando a sociedade, os lares terrenos que não lhes oferecem resistências através da vigilância dos bons pensamentos e prudentes ações.

COMO REENCARNA UM SUICIDA?

-Geralmente renascem com defeito ou deficiência no órgão afetado por ocasião do suicídio.

-Mas o resgate não é igual para todos.

Por exemplo: Jerônimo, personagem do livro “Memórias de um Suicida”, que se matou com um tiro no ouvido porque sua empresa faliu, deixando esposa e filhos em situação difícil, reencarnou em família rica, com o propósito de não formar família, montar uma instituição para crianças órfãs, e ir à ruína financeira novamente, para ter que lutar com coragem. Seria um teste para ele; Camilo, personagem principal do livro referido, tornou-se grande trabalhador no Vale dos Suicidas e, após 50 anos, reencarnou para cegar aos 40 anos e desencarnar aos 60 anos. Como vemos, ambos deram um tiro no ouvido, mas o resgate foi diferente.

Fontes:

-O Livro dos Espíritos;

-Folha de São Paulo (vários artigos);

-Memórias de um Suicida;

Rede Amigo Espírita

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