Somos Responsáveis

Postado por PATRIZIA GARDONA

Primeiramente por nós, pela nossa individualidade, pela nossa existência, pelo que pensamos, e como agimos.

Somos responsáveis até um certo ponto, por aqueles que amamos, que nos rodeiam…filhos, parentes, amigos…

Vejo muita gente se sentindo profundamente infeliz por me dizer:

-“Gostaria de fazer algo pelo fulano, mas não consigo, ele não deixa!”

ou então:

-“Meu filho se envolveu com coisas erradas, onde foi que eu errei?”

E isso tem torturado muita gente boa, que fez tudo o que podia, que aconselhou, cuidou, educou, ajudou, aconselhou, deu bons exemplos…tem feito essas pessoas boas se sentirem muito infelizes. Algumas até com desejo de não mais viverem (como se acabar com o corpo físico fosse a solução para resolver as pendências morais do espírito imortal, que todos somos).

Meus irmãos, temos sim que fazermos a nossa parte.

Mas não devemos imaginar que faremos a parte que cabe ao outro.

E tem ainda outra parte: a que cabe a Deus.

O Criador cuida milimetricamente de cada uma de suas criaturas.

Não podemos nos esquecer disso.

Portanto, você que se sentir angustiado por alguém que se desviou do caminho por algum motivo, recorde-se que você é incumbido de primeiramente cuidar de sua existência com serenidade, responsabilidade e amor próprio.

Aí sim você poderá ajudar outra pessoa da melhor forma possível.

Mas se não der certo, lembre-se de que todos teremos incontáveis oportunidades de nos regenerarmos, inclusive aquela pessoa que está aí no seu pensamento neste momento, e que você sente que está se perdendo, ou se perdeu.

Ame-se, mas ame-se muito.

Cuide de sua mente, de seu bem estar, e jamais se permita anular-se a fim de querer imaginar que isto fará de você alguém “que se preocupa” com o outro.

Pra verdadeiramente se preocupar é necessário ter os pés no chão, e ter firmeza de si próprio, primeiramente. Aí sim estaremos preparados para servir, ajudar, amparar, aconselhar e direcionar.

Cuide de quem você ama, mas lembre-se que antes de você, existe Deus…

Oceander Veschi

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Mar alto

Postado por ANA MARIA TEODORO MASSUCI

A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas sorrindo, óculos e texto

“E, quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao mar alto, e lançai as vossas redes para pescar.” – (Lucas, 5:4)

Este versículo nos leva a meditar nos companheiros de luta que se sentem abandonados na experiência humana.

Inquietante sensação de soledade lhes corta o coração.

Choram de saudade, de dor, renovando as amarguras próprias.

Acreditam que o destino lhes reservou a taça da infinita amargura.

Rememoram, compungidos, os dias da infância, da juventude, das esperanças crestadas nos conflitos do mundo.

No íntimo, experimentam, a cada instante, o vago tropel das reminiscências que lhes dilatam as impressões de vazio.

Entretanto, essas horas amargas pertencem a todas as criaturas mortais.

Se alguém as não viveu em determinada região do caminho, espere a sua oportunidade, porquanto, de modo geral, quase todo Espírito se retira da carne, quando os frios sinais de inverno se multiplicam em torno.

Em surgindo, pois, a tua época de dificuldade, convence-te de que chegaram para tua alma os dias de serviço em “mar alto”, o tempo de procurar os valores justos, sem o incentivo de certas ilusões da experiência material. Se te encontras sozinho, se te sentes ao abandono, lembra-te de que, além do túmulo, há companheiros que te assistem e esperam carinhosamente.

O Pai nunca deixa os filhos desamparados, assim, se te vês presentemente sem laços domésticos, sem amigos certos na paisagem transitória do Planeta, é que Jesus te enviou a pleno mar da experiência, a fim de provares tuas conquistas em supremas lições.

Francisco Cândido Xavier
Pão Nosso (pelo Espírito Emmanuel)

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Diálogo franco com notável de uma “associação de profissionais espíritas”

Postado por os pae

Jorge Hessen

jorgehessen@gmail.com

Brasília-DF

“Dra. Sicrana” : Prezado Sr. Jorge Hessen Permita-me uma reflexão sobre conteúdo de sua entrevista ao C.E. Joana D´Arc. (*)

Jorge Hessen: Certamente, minha irmã.

Dra. Sicrana”: Eu nasci em berço espírita, em uma das menores cidades do Estado de (…) e convivi com as pessoas mais simples e economicamente desprovidas, que se possam imaginar. A gente estudava Kardec, fazia preces, participava das reuniões mediúnicas e tinha Jesus como Mestre.

Jorge Hessen: Toda Casa Espírita, minha irmã, tem que ter esse perfil, ou seja: Oração, Estudo e Caridade, tendo Jesus como  Modelo e Guia.

“Dra. Sicrana” : Na sequência dos tempos, vim estudar na cidade de (…) e fiquei por aqui, onde desenvolvi minha vida profissional, criei minha família e continuei com minhas atividades junto a essa nossa doutrina de libertação das consciências. Foi assim que acabei me ligando também à Associação de (…). Tenho testemunhado o esforço hercúleo de seus integrantes, em divulgar um paradigma de humanização de todos os procedimentos de bem-estar, agregando profissionais (…), enfim, de todas as modalidades correlatas. Lá eu tenho ouvido sempre que “o diploma do (profissional) espírita pertence a Jesus”.

Jorge Hessen: A minha opinião particular sobre os profissionais da área da (…), principalmente, é que todos, indistintamente, deveriam honrar o compromisso que assumiram, como humildes servidores do Cristo, pois são irmãos que vivenciam, na alma, a dor dos seus semelhantes; são os socorristas de plantão, literalmente falando. Devemos a eles o nosso maior respeito, sem dúvida alguma. Porém, não podemos entender “humanização” a portas fechadas, onde profissionais se reúnem para estabelecerem um padrão de comportamento humanitário, mas que, na verdade, ainda têm uma visão turva sobre o que realmente isso significa. O maior humanista que já tivemos, na área, foi o inesquecível Dr. (…). É nele que a classe (…) deveria se inspirar. Por outro lado, quem já leu a coleção André Luiz sabe qual foi a sua surpresa ao adentrar no Mundo dos Espíritos. Preciso dizer mais, minha irmã?

“Dra. Sicrana” : O trabalho das associações (…), por exemplo, em defesa da vida, contra o aborto intencional, inclusive contra o aborto do chamado (equivocadamente) de “anencéfalo”, é inegável. Foi com a estrutura da associação (…) que o Espiritismo conseguiu ser ouvido no Supremo Tribunal Federal, no final do ano passado, defendendo a vida do anencéfalo.

Jorge Hessen: Eu seria incoerente, minha irmã, se negasse esse esforço em defesa da vida. Perdoe-me, mas é muita presunção atribuir à associação (…), a única e legítima representante legal do Espiritismo na Alta Corte a defender a vida do anencéfalo. Não somente os espíritas, mas, principalmente estes, arregimentaram-se e avançaram contra a descriminalização do aborto. Nesse dia, minha irmã, não houve distinção de classe, pois todos estavam irmanados em um só coração, em um só pensamento em nome do amor incondicional e do respeito à vida. Modestamente escrevi muito e publiquei sobre o específico e dei ampla divulgação à época. Foi minha humilde contribuição diretamente de Brasília, onde resido há mais de 40 anos.

“Dra. Sicrana” : Em todos os eventos das associações (…), de que eu tenho participado, assisto sempre a demonstração do caráter verdadeiro da Doutrina Espírita, ou seja, de ciência, de filosofia e da moral de Jesus. Não se tem o objetivo de “elitização”, nem de “atrair para si os holofotes da fama” ou de “divulgar o evangelho apenas às pessoas laureadas” (expressões que constam de sua entrevista). Pelo contrário, nas associações (…) os profissionais se reúnem em uma entidade de classe, para assumir a responsabilidade de tratar de assuntos específicos à sua formação, como aborto, transplante de órgãos, utilização de células-tronco embrionárias, depressão e obsessão, etc., sem perda de seu denominador comum, que é o fato de serem espíritas.

Jorge Hessen: O verdadeiro caráter da Doutrina Espírita, minha irmã, não se resume em “assistir a reuniões de classe” para tratar de assuntos específicos à sua formação, pois basta ser específico e ser entidade de classe, para assumir caráter “elitista” e, mesmo porque, o personalismo de classe caracteriza um comportamento egoísta e, sobretudo vaidoso, uma vez que se julgam cumprindo admirável missão, mas “a sete chaves”. Ser espírita exige mais, muito mais do que isso. Os exemplos Chico Xavier e Bezerra de Menezes respondem por mim.

“Dra. Sicrana” : Senhor Jorge Hessen, eu tenho estado lá e estou testemunhando o que digo. Portanto, é com tristeza que leio referências injustas e infundadas ao trabalho de companheiros idealistas que só merecem nosso respeito e consideração. Não vejo a menor diferença de atitude nesses companheiros, em comparação a dos trabalhadores do centro espírita de minha pequena cidade natal. A seara continua a ser a de Jesus e laureados ou não pela academia da Terra, a honra que nos cabe é a de servir na condição de aprendizes na escola da vida.

“Dra. Sicrana” : Com abraço fraterno

Jorge Hessen: Não duvido, minha irmã, do seu testemunho. Porém, eu vejo uma diferença imensa entre uma coisa e outra, pois ser idealista não significa ser ativista. O equilíbrio está em ser idealista e ativista sincero e humilde. Concluindo: Associação é uma organização entre duas ou mais pessoas para a realização de um objetivo comum. Sendo assim, podemos finalizar que o associativismo, normalmente de voluntariado, usado como instrumento de satisfação das necessidades individuais humanas, pode ser facilmente banalizado e colocado à prova a sua credibilidade se, e somente se, for para privilegiarmos um determinado grupo ou classe no campo da religião ou mesmo da fé, propriamente dita. Eu entendo que a possibilidade de pessoas de uma mesma ideologia, de uma mesma formação acadêmica, de uma mesma classe social, criarem uma orientação à parte, mesmo dentro da mesma crença religiosa, é visível a intenção de manter relações sociais somente com seus iguais. Criar uma associação, onde se destaca somente aqueles da mesma “formação”, acho inviável, imoral e degradante – perdoe-me a franqueza – pois revela um sentido, totalmente, contrário a tudo aquilo que qualquer religião ensina.

Allan Kardec propõe que o Espiritismo é uma doutrina natural, isto é, que coloca o homem ou o espírito diretamente em relação com Deus, de forma igual perante o SENHOR. Portanto, qualquer formação fora dessa realidade é, simplesmente, egocentrismo, demagogia e pretensiosismo.

Não estou aqui para ajuizar ou exprobrar, mas, para contra argumentar e dizer que o meu pensamento, sobre a criação de as Associações de profissionais espiritas, encontra-se patenteado na entrevista a que você se refere e nos artigos que escrevo, pois que essa iniciativa afasta, cada vez mais, a ideia de União Espírita sem jugos institucionais, tão aguardada pelos Espíritos Superiores que nos transmitiram essa abençoada Doutrina.

Fraternalmente,

Jorge Hessen

(*)   http://www.autoresespiritasclassicos.com/Apostilas/Artigos%20Espiri…

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Culpa e consciência (Jorge Hessen)

Postado por os pae

“Auto perdoar-se não é apagar os rabiscos do desacerto” (Jorge Hessen)

Jorge Hessen

jorgehessen@gmail.com

Brasília-DF

Culpa e consciência é matéria que ponderaremos neste texto. É importante dizer que o “alerta ou conflito da consciência” ainda não é a instalação da culpa, porém nos convida ao arrependimento diante dos erros. Tal constrangimento consciencial é imprescindível para a libertação do desalinho psicológico, oriundo da culpa.

A consciência é o Divino em nossa realidade existencial; nela estão escritas as Leis do Criador. Já a culpa resulta da não auscultação do “alerta da consciência”, portanto é patológica e gera profundo abalo psicológico autopunitivo. Detalhe: é impossível inexistir o alerta consciencial no psiquismo humano. Podemos fingir não ouvir a “voz da consciência”, e apesar disso ela sempre alertará, exceto nos casos extremos de psicopatologias, quando o doente mental não sente um mínimo de arrependimento e ou culpa.

O alerta consciencial sinaliza as transgressões à Lei de amor, justiça e caridade. À vista disso, tomamos consciência e nos arrependemos do erro, buscando repará-lo. Por outro lado, a culpa é um processo patológico em que ficamos cultuando o erro no movimento psicológico de autojulgamento, autocondenação e autopunição.

Das diversas características da culpa há aquela advinda da volúpia de “prazer”, quando alguém não se divertiu como gostaria de ter feito (se esbaldado numa “balada”, por exemplo). Após a “farra” se sente culpado e se cobra por não ter permanecido mais tempo na festa, por não ter realizado isso e ou aquilo etc. Sob esse estado psicologicamente perturbador surge a culpa como reflexo daquilo que não se fez e almejaria ter feito, resultando o movimento de autopunição.

Todas as recordações negativas paralisam o entusiasmo para as ações no bem, únicas portadoras de esperança para a libertação da culpa. Quando entramos no processo autopunitivo geramos um processo de distanciamento da realidade da vida e do próprio viver. É um grande desafio transformarmos a experiência desafiadora (dor e sofrimento) em experiência de aprendizado. Para isso, importa fazermos o BEM no limite das nossas forças, principiando em nós mesmos, permitindo-nos experimentar esse BEM no coração e ao mesmo tempo realizarmos o BEM ao próximo, e assim nos libertarmos totalmente do nódulo culposo.

A Lei de causa e efeito é um dos princípios fundamentais preconizados pela Doutrina Espírita para explicar as vicissitudes ligadas à vida humana. Ante a Lei de causalidade a colheita deriva da semeadura, sem qualquer expressão castradora ou fatalista para reparação. O “alerta de consciência”, por exemplo, bem absorvido, transforma-se em componente responsável. Mas se o ignoramos desmoronamos no desculpismo, não admitindo sequer a responsabilização do erro. Em face disso, o desculpismo é uma postura profundamente irresponsável perante a vida.

O negligente (desculpista) diz que “errar é humano”, porém é arriscado raciocinar assim. É um processo equivocado que ultraja a lei de Deus. Em verdade, não precisamos nos culpar (exigência) quando erramos, e muito menos nos desculpar (negligência), porém carece ouvirmos a voz da consciência e aprendermos com os erros a fim de repará-los.

Sobre as diferentes peculiaridades da culpa ainda há aquela advinda naqueles trabalhadores que avidamente mergulham nos assistencialismos. São confrades conflituosos que ambicionam consolidar a beneficência, visando, antes, anestesiarem a própria culpa. Na realidade, estão apostando barganhar com Deus, a fim de se livrarem da ansiedade de consciência. Decerto isso é uma prática espontânea e contraproducente.

Não obstante, no MEB – Movimento Espírita Brasileiro – há farta natureza de serviços assistencialistas. O psiquiatra Alírio Cerqueira, coordenador do Projeto Espiritizar, da Federação Espirita do Mato Grosso, lembra que muitos fazem assistencialismos sem real consciência da necessidade social dos desprovidos. Em verdade, laboram “caritativamente” sob as algemas da consciência culposa e apostam disfarçar para si mesmos o automático exercício de filantropia. Agem subconscientemente quais portadores de ferida muito dolorosa, e em vez de tratá-la para cicatrizar, ficam passando pomada anestésica na ferida (culpa) para abrandar a dor.

Agindo assim a culpa momentaneamente é “escondida”, mas não desaparece, pois passando o efeito do anestésico a culpa retorna e a pessoa mantém o conflito de consciência. Desse modo, vai ampliando cada vez mais os compromissos assistencialistas; vai se assoberbando nos pactos “caritativos”, porém a culpa é conservada. Muitos passam a vida inteira nessa atitudede “FAZEÇÃO” DE COISAS” sem qualquer objetivo consciencial. Tais “caridosos” certamente auxiliam TEMPORARIAMENTE os necessitados, todavia provocam para si mesmos em alto grau o cansaço mental, estresse e saturação psicológica, e não se HARMONIZAM CONSIGO MESMOS.

Na verdade, o objetivo das leis divinas (sediadas na consciência) é nos proporcionar pura e eterna felicidade. Em face disso, quando as transgredimos ficamos ansiosos, porque nos afastamos da felicidade, logo, sentimos extremada ansiedade. Nesse caso é importante o exercício do auto perdão, que obviamente não extinguirá a responsabilidade dos erros praticados, até porque auto perdoar-se não é simplesmente passar uma borracha em cima do desacerto, mas fazer uma avaliação equilibrada do desacerto para repará-lo.

No limite, há pessoas que alimentam tanta culpa que se sentem indignas de fazer uma prece e ou de fazer o bem. Porém, pensemos o seguinte: a prece não é para espíritos puros. Jesus orientou que não são os sadios que necessitam de médicos, mas os doentes. Ora, esperarmos nossa purificação para orar e fazer o bem não faz nenhum sentido, pois que nos aperfeiçoamos gradativamente, orando e de maneira especial fazendo o bem no limite das nossas forças.

https://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com/2019/09/auto-perdoar-se-nao-e-apagar-os.html

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TIPOS DE MEDIUNIDADE

Postado por ANA MARIA TEODORO MASSUCI 

Todos possuem a Mediunidade, e enquanto em alguns ela está “inativa”, em outros ela já é mais aflorada. Foi graças a Allan Kardec juntamente com os espíritos e a equipe de médiuns, que hoje é possível compreender a utilidade da mediunidade tanto para a Evolução Moral como Espiritual. Muitas pessoas não desenvolvem a mediunidade, por medo, insegurança, falta de informação. E como desenvolve-a? Através de estudos é possível encontrar métodos leves que fazem com que a pessoa se sinta bem, além de trazer o bem para os outros. E ainda, a mediunidade apresenta diversos sinais, são eles:

Intuição aflorada; Sonhos reveladores; Presenças; Coincidências; Ambientes | pessoas carregadas.

A Mediunidade que é um sensibilidade ao extrafísico (capacidade que a alma tem de captar energias de natureza não-física) possui diversos tipos. Confira:

Efeitos físicos: são manifestados em médiuns que têm a capacidade de provocar fenômenos naturais, por exemplo, mover corpos inertes; produzir ruídos, etc. Este tipo de mediunidade pode ser dividido em dois grupos: os facultativos, que são aqueles que possuem a consciência dos fenômenos que estão produzindo, e os naturais. que são utilizados pelos espíritos e são inconscientes de suas faculdades;

Sensitivos ou Impressionáveis: são sensíveis à presença de espíritos no ambiente. Muitos que possuem está habilidade são capazes de sentir a índole do espírito se ela é boa ou ruim;

Audientes ou clariaudientes: são os médiuns que escutam a voz dos espíritos, que pode ser ouvida no íntimo, ou então, de forma clara e distinta;

Médiuns videntes ou clarividente: são aqueles que conseguem enxergar os espírito de olhos abertos ou fechados;

Médiuns psicofônicos: os espíritos se comunicam por meio da fala, ou seja, o espírito se acopla no perispírito do médium;

Mediunidade de cura: são aqueles que possuem o dom da cura, que somente pelo toque, pelo olhar, por um gesto, conseguem curar o outro;

Médiuns mecânicos: este tipo de mediunidade se manifesta através de objetos que estão presentes nas mãos dos médiuns que tem habilidade, por exemplo, dependendo do nível de evolução e da índole de um espírito, lápis e cestas podem ser arremessados. O médium não tem consciência do que está escrevendo;

Intuitivos: a transmissão acontece pelo pensamento entre o desencarnado e o encarnado. Aqui, o espírito guia o médium para que este escreva suas vontades, servindo assim, como um intermediário entre o espírito e a mensagem que deverá ser passada;

Inspirados: tem como característica a espontaneidade e os médiuns apresentam dificuldade de discernir pensamentos próprios de sugestões dadas por espíritos. Os desencarnados agem como anjos da guarda, ou seja, guiam, aconselham e fazem com que o encarnado sinta a sua presença.

“Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. (…) Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou menos, médiuns.

(Allan Kardec, O Livro dos Médiuns, capítulo XIV).
Por Antonio C. Piesigilli.
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Vida vazia – uma dissertação espiritual

Postado por PATRIZIA GARDONA

A respeito da modernidade e da cultura existencial presente em nossa sociedade, permitimo-nos transcrever abaixo uma dissertação espiritual ditada, psicograficamente, no Centro Espírita Francisco Cândido Xavier, de São José do Rio Preto – SP.

Debate-se o homem moderno junto às sensações produzidas pela materialidade e pelo gozo fornecido pela notoriedade vazia.

A busca pelo preencher o vazio existencial, visitando redes sociais sem profundidade, dá ao homem a falsa impressão de que é feliz.

Mantém-se conectado, com outras mentes desconectadas, formando uma rede de cegos destinados ao abismo existencial.

A saciedade buscada nos etílicos e nos estupefacientes não tem limites. É como tentar matar a sede com água salgada.

São Tempos modernos dirão alguns, vivenciamos tempos de tecnologias de grande monta e é preciso aproveitá-las, dirão outros.

De vazio a vazio, de infantilidade a infantilidade, mantém-se no estágio primitivo de nossa natureza.

Mas, é da Vontade Divina conduzir Seus filhos cegos para o campo da luz, e um dia se cansa e começa-se a questionar-se intimamente.

A saturação sempre se dá, e com o espírito humano não é diferente.

O torvelinho da vida, a despeito da escolha pelo fugidio, vai nos envolvendo para o caminho certo. Dia virá, e sempre foi assim, que atingiremos o limite do estágio consciencial habitado e sentir-se-á o desejo de “pular” para outro nível. É a fatalidade do progresso.

Mas é preciso pensar.

Quanto mais se demora mais se encobre de sujeiras que deverão ser limpas. Quanto mais viciação, mais necessidade de esforço para se desvincular dela.

Traz o Evangelho do Senhor Jesus, e não temos dado o justo valor a isso, as medidas que deveremos adotar.

Na Mensagem Sublime encontra-se a receita para nossa felicidade imperecível, e o Senhor, conhecedor de cada um de nós, sabe que um dia voltaremos a Ele. Nesse dia haverá mais alegria no céu…

É da Lei que progridamos, e é da Lei o respeito ao Livre Arbítrio. Se escolhemos, nesse ou naquele campo, vinculamo-nos ao resultado, e a nossa inteligência, embora vinculada a inteligências outras que nos prendem na ilusão, um dia falará mais alto e aí, justamente nesse ponto, estará o Senhor Jesus, porque Ele, Divino Pastor de nosso orbe, busca a cada uma de suas ovelhas, mesmo sabendo que por hora estejam revestidas de lobos.

É o amor em busca das ovelhas perdidas da Casa de Israel, e ele, o amor, é imbatível, tanto quanto infalível, e assim como tem sido ao longo da evolução dos espíritos, também o será conosco, e nessa hora haveremos de nos desvencilhar do que é ilusório para buscarmos nossa melhor parte, a parte do espírito, que é o que somos, e destinados ao convívio com o Pai que, paternalmente, espera por todos nós, os transviados da vida.

Muita paz.

Pensemos nisso.

Antônio Carlos Navarro

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A longanimidade admirável do Deus Único

Postado por os pae

Jorge Hessen

jorgehessen@gmail.com

Brasília-DF

O amor do Todo-Poderoso sustenta nossas vidas e a estrutura do Universo. Lembremo-nos Dele, expõe Emmanuel: “para que saibamos agradecer os talentos da vida, abraçando o próprio dever como sendo a expressão de Sua Divina Vontade e encontraremos a força verdadeira de nossa fé, a erguer-nos das obscuridades e problemas da Terra para a rota de luz.”. (1) Sim! Rota de luz porque o Altíssimo é um dos princípios mais ancestrais e inexauríveis do patrimônio cultural da humanidade. 

Ao longo dos milênios, Deus tem sido objeto dicotômico entre a fé e razão, de medo ou de amor; todavia para o Criador se conduzem as atenções humanas, não só para afirmar a Sua existência, como para denegá-Lo. Voltaire dizia que “se Deus não existisse, então seria necessário inventá-lo (…) até porque creio no Deus que criou os homens, e não no Deus que os homens criaram.”. (2)

René Descartes, na essência da sua vigília racionalista, expõe Deus através da razão. Blaise Pascal, por outro lado, fala-nos que só podemos reconhecer Deus através da Fé. A divisão entre fé e razão sempre existiu ao longo do processo histórico. Compreender o Onipotente pela razão é uma atitude substancialmente filosófica, enquanto que aceitar o Todo-Poderoso pela fé é uma atitude predominantemente religiosa. 

Para nós, espíritas, “Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.”(3) Recusamos a fé cega e defendemos, com contextos, a fé racional, conduzindo as pessoas a não crerem, simplesmente por terem uma crença qualquer, mas, a saber, porque creem em algo. Uma das básicas questões espíritas é demonstrar científica e filosoficamente a existência de Deus.

Por isso, encontramos Deus em nossas cogitações mais íntimas. Quer sejamos crédulos, quer agnósticos, estamos continuamente procurando transcender rumo a metas cada vez mais desafiadoras. Em Deus não há bifurcações. Deus é Absoluto, é Infinito, é Onipotente, é Onisciente, é Único. O filósofo Baruch Spinoza pronunciou certa vez que não necessitamos orar nos santuários pétreos, lúgubres e obscuros erigidos pelas mãos humanas que cremos ser a Sua Morada. Até porque a casa do Altíssimo está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Ele está e expressa o amor pela humanidade. Deus não está nos livros. O que adianta ficarmos lendo supostas escrituras sagradas se não sabemos ler Suas Leis num amanhecer, num pôr do Sol, numa paisagem, no olhar dos amigos, nos olhos dos filhinhos. Não encontraremos Deus em nenhum livro! Por essas e outras razões, Albert Einstein, quando perguntado se acreditava em Deus, respondeu: “Acredito no Deus de Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, e não no Deus teológico”.(4)

Amemos pelo encanto de amar, e mesmo que nos machuquemos, terá valido a pena. Aprendamos a partilhar o amor. Mas como podemos decompô-lo? Comecemos olhando no fundo dos olhos do nosso filho (independentemente da idade dele), e digamos: Eu o amo! Façamos o mesmo com o nosso consorte, com nossos pais, avós, irmãos. 

A Bondade de Deus é refletida pela Lei da exuberância da vida. Mas o que é a vida? Bem, a vida é um arquiteto admirável, que alça nas profundezas submarinas os castelos de algas e de corais. A vida é um formidável escultor, que constrói cada folha e talha ramículos e contornos jamais repetidos em qualquer outra flor ou folha encontrada na Terra. A vida é um químico sublime, que confere a cada fruta o seu sabor peculiar e inconfundível, e através das raízes entranhadas nos solos consegue converter água em açúcar e madeira. A vida é um perfumista primoroso que transforma o húmus em fragrância.

Por isso há os que agradecem ao Criador convertendo a infecundidade da terra em sossegado, tranquilo e alegre jardim; plantam e colhem e idealizam milhões de buquês de flores. Outros compõem melodias, improvisam poemas, criam leis, varrem os logradouros públicos, constroem casas. E sempre quando trabalhamos sob a inspiração de Deus, o céu, a terra e o ar se enriquecem de sublimados êxtases, tudo se expande e se alegra no Universo – oceanos musicalizam suas águas no “fluxo e refluxo” das marés, cachoeiras se arremessam das altitudes orvalhando encostas majestosas no silencioso e nobre gigantismo das montanhas; as soberbas árvores se curvam em suave reverência às plantinhas delicadas e aos quase imperceptíveis arbustos tênues, abarcando o altar da natureza, exaltando a Grandiosa Criação.

Isso mesmo! A vida está no ar, na terra, no mar, nas montanhas, nas flores, nas estrelas. A vida está no protoplasma, uma gota gelatinosa invisível a olho nu, que na cabeça de alfinete comportaria 1 milhão de gotículas. Se por acaso toda a vida – animal, vegetal, humana – desaparecesse da face da Terra e ficasse um só protoplasma e um raio de sol, o heliotropismo restabeleceria a vida através da lei da cissiparidade, e essa única gotícula se multiplicaria sucessivamente, e em breve estariam os campos e prados reverdecidos, os mares e rios povoados, a Terra povoada, na ninharia de alguns milhões de anos apenas.

A nossa compreensão de Deus muda na mesma proporção em que a nossa percepção sobre a vida se amplia. É uma tarefa espinhosa, quando o limitado intenta alcançar o Ilimitado, ou o finito entender o Infinito. Da megaestrutura dos astros à infraestrutura subatômica, tudo está mergulhado na substância viva da mente do Criador da vida. Portanto, guardemo-nos em Deus e exoremos ao Mestre Galileu, Seu Venerado Emissário, para que nos acuda na absorção dos eflúvios do amor e da bênção da Paz. Ajoelhemo-nos, em espírito, para rogar aos Benfeitores Espirituais não nos permitam a desesperança, em face do desamor de alguns, afim de que possamos, no derradeiro instante do testemunho, ver, sentir, oscular a face Augusta do Senhor, refletida, no curso de milênios, na Vida e na Obra de Jesus Cristo.

Referências bibliográficas:

1 Xavier, Francisco Cândido e Vieira, Waldo. O espírito da verdade, ditado por Espíritos diversos, Cap. 19– Guarda-te em Deus (Emmanuel), Rio de Janeiro: Editora FEB, 1962

2 Disponível em http://pt.wikiquote.org/wiki/Voltaire, acessado em 24/02/2013

3 Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Editora FEB, 2001, perg 1

4 Citado em Golgher, I. O Universo Físico e humano e Albert Einstein, B.H: Oficina de Livros, 1991, p. 304

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EDUCAÇÃO ESPÍRITA: Arcabouço da futura geração saudável.

Jorge Hessen

Thylane Lena Rose Blondeau, de 10 anos de idade, fez uma  produção fotográfica para a revista Vogue Paris, levantando polêmica  devido à roupa ousada, maquiagem e poses provocantes. O ensaio  fotográfico está causando indignação em pessoas ligadas a ONGs de  proteção à criança. De acordo com a organização “Concerned Women for  America”, os pais da criança devem ser responsabilizados por ter  permitido à criança realizar aquele trabalho. “Isto é claramente  exploração infantil e os progenitores deviam ser processados  judicialmente”, segundo Penny Nance, presidente da Organização. O mundo ingênuo da criança vem sendo explorado pela fúria predadora da  erótica irresponsável, aviltando a inocência e dignidade infantis. Como  se não bastasse “o caso Thylane”, há outras situações polêmicas na  contenda, a exemplo dos cursos para crianças de pole dancing (1), no  México, e de funk “carioca”, no Rio de Janeiro. Muitas delas (crianças e  adolescentes) têm aderido ao ‘sexting’, postando fotos sensuais na  internet. São meninas e meninos que buscam os espaços virtuais nos sites  de relacionamento.

 O termo “sexting” é originado da união de duas palavras em inglês: “sex”  (sexo) e “texting” (envio de mensagens). Para praticar o “sexting”  crianças e adolescentes  produzem e enviam fotos sensuais de seus corpos  nus ou seminus usando celulares, câmeras fotográficas, contas de  e-mail, salas de bate-papo, comunicadores instantâneos e sites de  relacionamento. O que estão fazendo com a infância e a juventude atual?  Muitas crianças e jovens não têm capacidade crítica, não têm noção do  perigo a que estão sujeitos.

 A infância é, sem dúvida, o período fértil para a absorção de valores os  mais variados. O relacionamento entre pais e filhos deve ser embasado  no amor, capaz de suprir as deficiências de ambos. Nossa  responsabilidade como pais, educadores e participantes da comunidade, de  maneira geral, deve ser voltada ao bom emprego dessa facilidade de  assimilação, para a edificação de um mundo mais perfeito.

A criança é o amanhã. E, “com exceção dos espíritos missionários, os  homens de agora serão as crianças de amanhã, no processo  reencarnacionista.”.(2) A demanda de redenção dos novos tempos que  chegam há de principiar na alma da infância, se não quisermos divagar  nos cipoais teóricos da fantasia exacerbada. Precisamos perceber no  coração infantil o esboço da geração próxima, procurando ampará-lo em  todas as direções, pois “a orientação da infância é a profilaxia do  futuro.”.(3) Por questão de prudência cristã, não podemos permitir “que  as crianças participem de reuniões ou festas que lhes conspurquem os  sentimentos em nenhuma oportunidade, porque a criança sofre de maneira  profunda a influência do meio.”(4)

 Uma legítima educação é aquela em que os poderes espirituais regem a  vida social. Antigamente, a pureza das crianças era uma realidade  mensurável. Sua perspectiva não ultrapassava os simples livros  didáticos, um único humilde caderno e brinquedos baratos. Para  repreendê-las e educá-las, às vezes, bastava um olhar firme dos pais.  Porém, aquele imaginário infantil, de quietude e sonho ingênuo,  desmoronou sob o impacto da era do sensualismo, da violência, do  materialismo.

 Em nossa análise, concebemos que o mundo fashion, a televisão e a  internet, ao invadirem os lares, potencializaram nas crianças o  despertar antecipado para uma realidade nua e cruel, o que equivale a  afirmar que elas foram arrancadas do seu universo de fantasia e  conduzidas para a inversão dos valores morais, estimuladas, também, pela  vaidade dos pais. Destarte, o período de inocência e tranquilidade  infantil foi diminuindo.

 Cada vez mais cedo, e com maior intensidade, as inquietações da  adolescência brotam acrescidas pelos múltiplos e desencontrados apelos  das revistas obscenas, da mídia eletrônica, das drogas, do consumismo  descontrolado, do mau gosto comportamental, da vulgaridade exibida e  outras tantas extravagâncias, como reflexos óbvios de pais que vivem  alienados, estagnados e desatualizados, enclausurados em seus afazeres  diários e que nunca podem permanecer à frente da educação dos próprios  rebentos.

Cremos, e isso é a nossa esperança!, que no conjunto de provisão dos  Benfeitores Espirituais, a Terceira Revelação assumirá seu espaço na  sociedade moderna decididamente. Isso equivale a afiançar que esse  arranjo suis generis do Espiritismo permitirá aparelhar a criança atual  para uma vivência normal e incorruptível no futuro, desde que os  espíritas sejam cautelosos. Jesus prossegue o majestoso e eterno modelo.

 Estejamos atentos à verdade de que educar não se resume apenas a  providências de abrigo e alimentação do corpo perecível. A educação, por  definição, constitui-se na base da formação de uma sociedade saudável. A  tarefa que nos cumpre realizar é a da educação das crianças e jovens  pelo exemplo de total dignificação moral sob as bênçãos de Deus. Nesse  sentido, os postulados Espíritas são antídotos contra todos os venenosos  ardis humanos, posto que aqueles que os conhecem têm consciência de que  não poderão se eximir das suas responsabilidades sociais, sabendo que o  futuro é uma decorrência do presente. Destarte, é urgente  identificarmos no coração infanto-juvenil o esboço da futura geração  saudável.

Jorge Hessen
http://jorgehessen.net

Referências bibliográficas:

(1) Pole dance tem suas raízes na dança exótica, strip-tease e burlesco e têm elementos de apelo sexual e subversão

(2) Xavier, Francisco Cândido. Coletânea do Além, ditado por Espíritos Diversos, São Paulo: FEESP, 1945, Cap. A Criança e o Futuro pelo Espírito Emmanuel

(3) Vieira, Waldo. Conduta Espírita, ditado pelo espírito André Luiz, Rio de Janeiro: Ed FEB, 1997, Cap. 21- Perante a Criança

(4) idem

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