O CHORO PODE ATRAPALHAR ALGUÉM QUE DESENCARNA?

Chorar Muito pode Prejudicar um Espírito e Atrapalhar seu Ingresso No Mundo Espiritual?

Postado por PATRIZIA GARDONA

Algumas pessoas afirmam que não devemos chorar a morte de nossos entes queridos e amigos, pois se assim fizermos, estaremos os atrapalhando e prejudicando durante sua transição e também quando estiverem no plano espiritual.

Essa ideia, apesar de ser bastante difundida e tomada como verdade por muitos, não é exatamente verdadeira. O choro, por si só, não tem o poder de fazer algum mal ao espírito recém desencarnado. O pranto derramado após a passagem de pessoas que muito amamos é natural e não deve ser evitado ou reprimido.

Se uma pessoa fica contendo seu choro, esse sentimento fica preso dentro dela, e isso sim pode prejudicar não apenas o encarnado como o desencarnado. Isso ocorre porque um sentimento reprimido em nosso peito vai gerar muito mais sofrimento a longo prazo, o que fará com que a pessoa fique pensando no espírito por mais tempo e projetando no desencarnado esses sentimentos desarmônicos de tristeza, pesar, angústia etc.

Mas o choro intenso, logo após a morte, nos ajuda a descarregar toda a emoção, e nos dá uma sensação de alívio e libertação. É muito importante chorar e botar tudo pra fora, pois aquele que fica guardando suas dores dentro de si só aumentará seu sofrimento, e nesse caso sim, poderá prejudicar a si mesmo e o recém desencarnado.

Portanto, chore… Não tenha receio de chorar e colocar toda a carga para fora. Não é o choro em si que prejudica os desencarnados, mas o apego com clamores de retorno. Ficar pensando fixamente no espírito, desejando que ele retorne, torcendo para ele fique conosco e reapareça.

A não aceitação da morte e a revolta pelo desencarne, isso sim pode prejudica-lo. Mas o ato de chorar, quando representa uma catarse, ou seja, uma liberação das emoções retidas, não deve ser evitado. Quando a pessoa chora tudo que tem que chorar, seu emocional se alivia e fica muito mais fácil de superar esse momento difícil e não ficar irradiando energias pesadas ao espírito.

No entanto, há algo que devemos prestar atenção. Quando o choro se perpetua pelos meses seguintes e passa a ocorrer com frequência, esse pode ser um choro de apego e não um choro de descarga emocional. No caso de ser um choro de apego, ele pode sim prejudicar o espírito, se não é um espírito elevado.

Um choro excessivo e prolongado pode ser um sinal de forte apego. O choro de descarga pode demorar alguns dias, mais do que isso já passa a ser um choro de apego ou um choro de dependência emocional. A pessoa que apresenta esse sintoma pode buscar um tratamento espiritual ou mesmo uma psicoterapia.

Hugo Lapa

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HAVERÁ “ALÍVIO” EMOCIONAL APÓS O ABORTO?

Será que há “alívio” emocional , psicológico e consciencial após o aborto?

Jorge Hessen

jorgehessen@gmail.com

Brasília-DF

A descriminalização do aborto está circundando descarada e sorrateiramente o nosso País. Hoje, assassinar bebê no ventre materno está totalmente descriminalizado no Uruguai, em Cuba e na Cidade do México. Na Colômbia, a Corte Constitucional determinou em 2006 que o aborto é legítimo em casos de estupro, má-formação fetal ou de riscos para a vida da mãe.

Há países em que o aborto era totalmente ilegal, mas passou a ser aceito nos últimos anos se a mãe correr riscos ou se houver má-formação fetal (no Irã),   anencefalia (no Brasil) ou no caso de estupro (no Togo). Se a grávida corre grave risco de vida, conforme consta na questão 359 de O Livro dos Espíritos, é admissível o aborto induzido para salvar a gestante. (2) Oportuno acrescentar, com a evolução da Medicina, dificilmente se configura, hoje, uma situação dessa natureza extrema.

Portanto, com a cautelosa exceção da gestação que coloque em risco a vida da gestante, quaisquer outras justificativas são inadmissíveis para uma grávida ou o Estado decidir pelo extermínio de um bebê no útero. Se a mulher compreendesse as implicações gravíssimas que estão reservadas para ela, certamente refletiria bilhões vezes antes de extinguir um ser indefeso no próprio ventre.

Corinne Rocca, obstetra, ginecologista e professora  é conhecida por estar por trás de estranhíssimas pesquisas sobre aborto realizadas na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. A mais recente delas foi publicada na revista Social Science & Medicine  e mostra que 95% das 667 mulheres que participaram da pesquisa afirmam que abortar foi uma decisão “segura”. (Pasmem!)

Para Corinne, seu estudo “desmistifica” o que muitos pregam na hora de ser contra o aborto: o fato de que a mulher vai se arrepender da decisão. Rocca estruge que “por anos, alegou-se que precisamos proteger as mulheres dos danos emocionais que muitas sofrem ao fazer um aborto, mas nunca houve evidência para dizer que isso é mesmo verdade”. A pesquisadora alega que o “alívio” foi um dos sentimentos mais citados e que aparecem a longo prazo. Confesso que nunca tinha lido reportagem mais imprudente do que essa da revista Capricho. (3)

Não nos enganemos, pesquisadores e médicos que defendem e executam o aborto nos países que já legalizaram o trucidamento do bebê no ventre materno são homicidas. Não há lei humana que atenue essa situação ante a incorrutível Lei de Deus.

Rocca, supostamente é apadrinhada por fundações internacionais pró-aborto, por isso instiga à prática desse hediondo crime. Sim, cremos que a sua pesquisa deva estar sendo financiada pelas poderosas clínicas de aborto que obstinadamente utilizam a grande mídia, no Brasil, para fazer apologia ao homicídio do nascituro.

Indubitavelmente a reportagem da revista Capricho é constrangedora e irresponsável, ao apresentar a afirmativa: “Alívio” é o que a maioria das mulheres sente após o aborto, conforme pesquisas. Que paspalhice!!!

Reflitamos com Chico Xavier sobre o tema: “os pais que cooperam nos delitos do aborto, tanto quanto os ginecologistas que o favorecem, vêm a sofrer os resultados da crueldade que praticam”. (4)  Se alguns tribunais do mundo ainda condenam a prática do aborto, as Leis Divinas, por seu turno, atuam inflexivelmente sobre os que alucinadamente o provocam. Fixam essas leis no tribunal das próprias consciências tenebrosos processos de resgate que podem conduzir ao câncer e à loucura, agora ou mais tarde. (…)”. (5)

Ora o primeiro dos direitos naturais do homem é o direito de viver. O primeiro dever é defender e proteger o seu primeiro direito: a vida. Chico Xavier ainda adverte “que o aborto é um dos grandes fornecedores das moléstias de etiologia obscura e das obsessões catalogáveis na patologia da mente, ocupando vastos departamentos de hospitais e prisões.”(6)

Sei que há desatinados “espíritas” (com aspas) invocando o “direito” da mulher sobre o seu próprio corpo, como argumento para a descriminalização do aborto. Contudo, o corpo do embrião não é o da mulher. O nascituro não é um objeto qualquer, qual máquina de carne, que pode ser desligada de acordo com interesses circunstanciais, porém um ser humano com direito à proteção, no lugar mais fantástico e sublime que Deus criou: o templo da vida, ou seja, o útero materno, contudo tem sido o lugar mais aterrorizante para a vida de um bebê.

Não lavramos aqui condenações irremissíveis àquelas que jazem submersas no corredor tenebroso do aborto já consumado, até para que não caiam na sarjeta profunda da desesperança. Expressamos prudências, no firme intuito de iluminá-las com o farol do esclarecimento, para que enxerguem mais adiante, elegendo por trabalhar em prol dos necessitados e, sobretudo, (se possível) acolhendo filhos abandonados (órfãos) que, atualmente, aglomeram-se nos orfanatos.

Ah! Se já erraram, não se esqueçam que com o erro se pode aprender. E ao invés de se prenderem ao remorso, consagrem a desafiadora experiência como uma adequada ocasião para o arrependimento, a expiação e a imprescindível reparação.

Jorge Hessen

Referências bibliográficas:

1 – Conforme o World Population Policies 2009, da ONU que registra o estudo realizado pela ONU e pelo Instituto Guttmacher

2 – Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos. RJ: Ed FEB, 2003, perg. 359

3 – Disponível em https://capricho.abril.com.br/vida-real/alivio-e-o-que-a-maioria-da…  acesso 18/01/2020

4 – Xavier, Francisco Cândido. Leis de Amor, ditado pelo Espírito Emmanuel, SP: Ed FEESP, 1963.

5 – Peralva, Martins.O Pensamento de Emmanuel.Cap. I Rio de Janeiro: Editora FEB, 1978

6 – Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Religião dos Espíritos, ditado pelo Espírito Emmanuel. 14a edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 2001

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Olhar para a Doença ou para o Doente?

Postado por PATRIZIA GARDONA 

Pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.

Paulo

Há pessoas que precisam da doença?

Infelizmente sim!

A Síndrome de Münchhausen é uma doença psiquiátrica em que o paciente, de forma convulsiva, deliberada e contínua, causa, provoca ou simula sintomas de doenças, sem outro objetivo senão o de obter atenção e cuidados médicos. Diferencia-se da hipocondria, em que o paciente acredita ter a doença. O portador de Münchhausen provoca a doença.

André Luiz, em seu livro Nos Domínios da Mediunidade, refere-se especificamente a essa situação, ensinando-nos que milhares de pessoas são assim. Elas apresentam sintomas de doenças de etiologias diversas e a elas se apegam e se adaptam, porque se sentem mais seguras e acomodadas.

Reclamam aos quatro cantos da moléstia de que se fazem portadoras. No entanto, se essas doenças lhes são subtraídas, sentem-se vazias e padecentes, voltando a apresentar sintomas e impressões que evocam essas enfermidades. Precisam cultivar a posição de vítimas, na qual se comprazem.

***

A esse respeito, a título de ilustração, quero lhes trazer, resumidamente, um curioso diálogo que extraí de vídeo de autoria de Fábio de Luca, dos formidáveis meninos do Humor e Espiritismo, denominado O Entrega Dor.

Um entregador, abarrotado de caixas, toca a campainha de um apartamento:

— Oi — diz o proprietário.

— Oi, o senhor é Samuel Teixeira Rodrigues? — diz o entregador, quase não suportando o peso das encomendas.

—Encomenda para o senhor.

— Deve estar havendo algum engano, eu não fiz nenhum pedido.

Pegando a relação de encomendas, Samuel começa a ler:

— Dificuldade, problema, infortúnio, dor…. Eu não pedi nada disso. Você acha que estou maluco de pedir essas coisas ruins?

— Meu irmão! Não há nada de errado aqui não. Você conhece a lei de causa e efeito? Você encomenda problema, quando causa problema. Sua encomenda chegou!

— Mas, eu não quero esses troços aqui não…

— Então pare de culpar os outros e encomende coisas melhores.

— Mas, como é que faço isso?

— Tendo bons pensamentos. Se você só pensa em rancor, ódio e tristeza, o que você acha que vai bater na sua porta?

— Tudo bem. A partir de agora vou ter pensamentos mais saudáveis, praticar boas ações, enfim, vou me controlar mais…

— Ok, assim você receberá coisas boas. Mas, isto aqui, meu irmão, já estava encomendado, é tudo seu.

Cena seguinte, o entregador deixa todos os bagulhos na porta de Samuel e vai embora.

***

Como superar esses desequilíbrios?

Responde André Luiz:

Dores maiores são chamadas a funcionar sobre as dores menores, com objetivo de acordar almas viciadas.

***

Não te detenhas em demasia sobre mágoas, doenças, pesadelos, profecias temerárias e impressões infelizes. Não é preciso atravessar a sombra do túmulo para encontrar a justiça, face a face. Nos princípios de causa e efeito, achamo-nos incessantemente sob a orientação dela, em todos os instantes de nossa vida.

Emmanuel

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NOSSO RETORNO AO MUNDO ESPIRITUAL

Temos nos preparado para nosso retorno ao Plano Espiritual?

Postado por PATRIZIA GARDONA

Transcrevemos abaixo, sequencialmente, cinco perguntas de O Livro dos Espíritos, e suas respectivas respostas, para desenvolvermos pequeno raciocínio sobre o desprendimento. Os destaques em negrito são nossos.

22 a- Que definição podeis dar da matéria?

– A matéria é o laço que prende o Espírito; é o instrumento de que ele se serve e sobre o qual, ao mesmo tempo, exerce sua ação.

De acordo com essa ideia, pode-se dizer que a matéria é o agente, o intermediário, com a ajuda do qual, e sobre o qual, atua o Espírito. (AK) 

76- Que definição se pode dar dos Espíritos?

– Pode-se dizer que os Espíritos são os seres inteligentes da Criação. Eles povoam o universo, fora do mundo material.

84- Os Espíritos constituem um mundo à parte, fora daquele que vemos?

– Sim, o mundo dos Espíritos ou das inteligências incorpóreas.

85- Qual dos dois é o principal na ordem das coisas: o mundo espiritual ou o mundo corporal?

– O mundo espiritual, que preexiste e sobrevive a tudo.

132- Qual é o objetivo da encarnação dos Espíritos?

– A Lei de Deus lhes impõe a encarnação com o objetivo de fazê-los chegar à perfeição. Para uns é uma expiação; para outros é uma missão. Mas, para chegar a essa perfeição, devem sofrer todas as tribulações da existência corporal: é a expiação. A encarnação tem também um outro objetivo: dar ao Espírito condições de cumprir sua parte na obra da criação. Para realizá-la é que, em cada mundo, toma um corpo em harmonia com a matéria essencial desse mundo para executar aí, sob esse ponto de vista, as determinações de Deus, de modo que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta.

Independentemente de nossas experiências pessoais e convicções, é de fácil dedução que somos seres espirituais de passagem pela vida corporal, e esta engloba, além da necessidade de habitarmos temporariamente um corpo físico, lidarmos com a matéria nos seus mais diversos aspectos, a começar pela própria manutenção e preservação do corpo.

Em função das nossas atuais condições encarnatórias, temos que lidar com o comércio das coisas materiais, consequentemente com a posse delas, e também convivermos com outros espíritos encarnados, alguns dos quais fornecemos a matéria para seus copos físicos através da paternidade.

Não é difícil observarmos o quanto somos apegados à matéria. É só observarmos o quanto falamos “é meu” ou “é minha”, e quanto nos orgulhamos de ostentá-las, e quão difícil é abrirmos mão do que está conosco. E, ainda, com que zelo cuidamos do que é material, a ponto de sua perda causar-nos sofrimentos profundos, psíquica e emocionalmente.

Diante disso, podemos nos questionar:

Admitindo que, temos mérito para tanto, estamos preparados para deixar nossas residências, que com muito suor conseguimos e preparamos para nos atender, para habitarmos, por empréstimo, um quarto simples nas esferas espirituais mais acima do plano atual?

Estamos preparados para deixarmos nosso carro, principalmente aquele que foi objeto de sonho de consumo, e outros meios de transporte que nos emocionam?

Estamos dispostos a deixar aquele guarda-roupa abarrotado de vestimentas e calçados, junto aos quais se encontram alguns mais surrados, que teimamos em não passar para à frente, porque um dia ainda poderão ser úteis?

Estamos preparados para o distanciamento físico daqueles que são “nossos”, seguindo nossas necessidades espirituais deixando-os seguirem as deles?

E o que dizer da alimentação? Alterar nosso cardápio para “caldos” diários será facilmente tolerável?

E a posição social e profissional?

Por último, o que temos feito para nos preparar para o retorno ao mundo incorpóreo?

Bem, já temos muito no que meditar. Vamos parar por aqui, porque desnecessário é dizer que isso tudo é o que vai nos acontecer, mais cedo ou mais tarde, como já experimentamos inúmeras vezes, para não dizermos milhares.

Pensemos nisso.

Antonio Carlos Navarro

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Missão do Homem Inteligente na Terra – Alan Kardec

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Não vos orgulheis por aquilo que sabeis, porque esse saber tem limites bem estreitos, no mundo que habitais. Mesmo supondo que sejais um das sumidades desse globo, não tendes nenhuma razão para vos envaidecer. Se Deus, nos seus desígnios, vos fez nascer num meio onde pudestes desenvolver a vossa inteligência, foi por querer que a usásseis em benefício de todos. Porque é uma missão que Ele vos dá, pondo em vossas mãos o instrumento com o qual podeis desenvolver, ao vosso redor, as inteligências retardatárias e conduzi-las a Deus. A natureza do instrumento não indica o uso que dele se deve fazer? A enxada que o jardineiro põe nas mãos do seu ajudante não indica que ele deve cavar? E o que diríeis se o trabalhador, em vez de trabalhar, erguesse a enxada para ferir o seu senhor? Diríeis que isso é horroroso, e que ele deve ser expulso. Pois bem, não se passa o mesmo com aquele que se serve da sua inteligência para destruir, entre os seus irmãos, a idéia da Providência? Não ergue contra o seu Senhor a enxada que lhe foi dada para preparar o terreno? Terá ele direito ao salário prometido, ou merece, pelo contrário, ser expulso do jardim? Pois o será, não o duvideis, e arrastará existências miseráveis e cheias de humilhação, até que se curve diante daquele a quem tudo deve.

A inteligência é rica em méritos para o futuro, mas com a condição de ser bem empregada. Se todos os homens bem dotados se servissem dela segundo os desígnios de Deus, a tarefa dos Espíritos seria fácil, ao fazerem progredir a humanidade. Muitos, infelizmente, a transformaram em instrumento de orgulho e de perdição para si mesmos. O homem abusa de sua inteligência, como de todas as suas faculdades, mas não lhe faltam lições, advertindo-o de que uma poderosa mão pode retirar-lhe o que ela mesma lhe deu.

Alan Kardec

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Passar por Dificuldade ajuda a entender a Dificuldade do Outro

Postado por PATRIZIA GARDONA

Uma determinada ONG alemã apresentou, de forma inusitada, um excelente exemplo de marketing social.

Em alguns cinemas da Alemanha, o público entrava para assistir aos filmes e se deparava com diversos cobertores dobrados, colocados um em cada poltrona.

Nada foi dito ou explicado e, conforme os primeiros anúncios e trailers iam passando, a sala começava a esfriar, chegando a temperaturas baixíssimas, similares às das madrugadas de inverno naquela região.

Então, subitamente, uma mensagem começava a aparecer, mostrando moradores de rua em muita dificuldade, assim como seus próprios relatos narrando os problemas causados pelo frio intenso.

Ao final da mensagem, um deles, inclusive, em tom de bom humor, dizia para que não incomodassem mais as pessoas no cinema e as deixassem assistir a seus filmes.

A campanha finalizava avisando às pessoas que, em cada cobertor que receberam, havia um código, que poderiam ler com seus celulares, e efetuar uma doação espontânea para ajudar os moradores de rua, os sem teto.

O resultado foi surpreendente. Após realizarem a experiência em diversas salas de cinema de todo o país, computaram um retorno de noventa e cinco por cento, isto é, noventa e cinco por cento das pessoas que estiveram nessas salas de cinema se comoveram e fizeram doações.

*   *   *

A interessante experiência revela que ainda precisamos sentir na própria pele para que desenvolvamos a verdadeira empatia para com o outro.

Colocar-se no lugar do outro é fundamental para que possamos entender a situação do nosso próximo e ajudá-lo sem ressalvas e sem medo.

Deus e Sua providência, nos processos das vidas sucessivas, nos coloca em tais situações, para que aprendamos a enxergar a vida, as pessoas, estando do outro lado.

Assim, renascemos, muitas vezes, em condições opostas às que antes tínhamos no planeta, como por exemplo, tendo que lidar com a miséria material, muitos de nós que, em existência anterior, tivemos tudo e nem sequer olhamos para os lados para encontrar o próximo necessitado.

Em países, onde ainda se vive a realidade de castas, de segregações de raças etc, aqueles que detinham o poder, que viviam privilégios, renascem por vezes entre os subjugados; tanto quanto os que antes ocupavam posições de inferioridade, retornam como ricos, como poderosos – quando necessário.

Essas variações, essas mudanças de lado se fazem necessárias para que alarguemos nossos horizontes e enxerguemos a vida de forma diferente, com menos egoísmo, com menos orgulho.

Costumamos dizer que só quem passou por esta ou aquela situação sabe como é estar lá.

Porém, podemos desenvolver em nós esse costume, essa prática saudável de nos colocarmos no lugar do outro, buscando estar em seu sentimento e, assim, compreendê-lo melhor em todas as situações.

Seremos mais indulgentes e, por consequência natural, mais caridosos com nosso próximo.

A empatia nos tira da indiferença, da estagnação, desse como que sono profundo onde ainda estamos todos nós que insistimos em enxergar apenas nosso próprio umbigo.

Pensemos no outro.

Sintamo-nos como o outro.

Ajudemos.

 

Redação do Momento Espírita.
Em 18.5.2013.

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Recordação da Existência Corpórea

Postado por ANA MARIA TEODORO MASSUCIExibir blog

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Lembra-se o Espírito da sua existência corporal?

“Lembra-se, isto é, tendo vivido muitas vezes na Terra, recorda-se do que foi como homem e eu te afirmo que frequentemente ri, penalizado de si mesmo.”

Tal qual o homem, que chegou à madureza e que ri das suas loucuras de moço, ou das suas puerilidades na meninice.

A lembrança da existência corporal se apresenta ao Espírito, completa e inopinadamente, após a morte?

“Não; vem-lhe pouco a pouco, qual imagem que surge gradualmente de uma névoa, à medida que nela fixa ele a sua atenção.”

O Espírito se lembra, pormenorizadamente, de todos os acontecimentos de sua vida? Apreende o conjunto deles de um golpe de vista retrospectivo?

“Lembra-se das coisas, de conformidade com as consequências que deles resultaram para o estado em que se encontra como Espírito errante. Bem compreende, portanto, que muitas circunstâncias haverá de sua vida a que não ligará importância alguma e das quais nem sequer procurará recordar-se.”

– Mas, se o quisesse, poderia lembrar-se delas?

“Pode lembrar-se dos mais minuciosos pormenores e incidentes, assim relativos aos fatos, como até aos seus pensamentos. Não o faz, porém, desde que não tenha utilidade.”

– Entrevê o Espírito o objetivo da vida terrestre com relação à vida futura?

“Certo que o vê e compreende muito melhor do que em vida do seu corpo. Compreende a necessidade da sua purificação para chegar ao infinito e percebe que em cada existência deixa algumas impurezas.”

Como é que ao Espírito se lhe desenha na memória a sua vida passada? Será por esforço da própria imaginação, ou como um quadro que se lhe apresenta à vista?

“De uma e outra formas. São-lhe como que presentes todos os atos de que tenha interesse em lembrar-se. Os outros lhe permanecem mais ou menos vagos na mente, ou esquecidos de todo. Quanto mais desmaterializado estiver, tanto menos importância dará às coisas materiais. Essa a razão por que, muitas vezes, evocas um Espírito que acabou de deixar a Terra e verificas que não se lembra dos nomes das pessoas que lhe eram caras, nem de uma porção de coisas que te parecem importantes. É que tudo isso, pouco lhe importando, logo caiu em esquecimento. Ele só se recorda perfeitamente bem dos fatos principais que concorrem para a sua melhoria.”

O Espírito se recorda de todas as existências que precederam a que acaba de ter?

“Todo o seu passado se lhe desdobra à vista, quais a um viajor os trechos do caminho que percorreu. Mas, como já dissemos, não se recorda de modo absoluto de todos os seus atos. Lembra-se destes conformemente à influência que tiveram na criação do seu estado atual. Quanto às primeiras existências, as que se podem considerar como a infância do Espírito, essas se perdem no vago e desaparecem na noite do esquecimento.”

Como considera o Espírito o corpo de que vem de separar-se?

“Como veste imprestável, que o embaraçava, sentindo-se feliz por estar livre dela.”

– Que sensação lhe causa o espetáculo do seu corpo em decomposição?

“Quase sempre se conserva indiferente a isso, como a uma coisa que em nada o interessa.”

Ao cabo de algum tempo, reconhecerá o Espírito os ossos ou outros objetos que lhe tenham pertencido?

“Algumas vezes, dependendo do ponto de vista, mais ou menos elevado, donde considere as coisas terrenas.”

A veneração que se tenha pelos objetos materiais que pertenceram ao Espírito lhe dá prazer e atrai a sua atenção para esses objetos?

“É sempre grato ao Espírito que se lembrem dele e os objetos que lhe pertenceram trazem-no à memória dos que ele no mundo deixou. Mas, o que o atrai é o pensamento destas pessoas e não aqueles objetos.”

E a lembrança dos sofrimentos por que passaram na última existência corporal, os Espíritos a conservam?

“Frequentemente assim acontece e essa lembrança lhes faz compreender melhor o valor da felicidade de que podem gozar como Espíritos.”

O homem, que neste mundo foi feliz, deplora a felicidade que perdeu, deixando a Terra?

“Só os Espíritos inferiores podem sentir saudades de gozos condizentes com uma natureza impura qual a deles, gozos que lhes acarretam a expiação pelo sofrimento. Para os Espíritos elevados, a felicidade eterna é mil vezes preferível aos prazeres efêmeros da Terra.”

Exatamente como sucede ao homem que, na idade da madureza, nenhuma importância liga ao que tanto o deliciava na infância.

Aquele que deu começo a trabalhos de vulto com um fim útil e que os vê interrompidos pela morte, lamenta, no outro mundo, tê-los deixado por acabar?

“Não, porque vê que outros estão destinados a concluí-los. Trata, ao contrário, de influenciar outros Espíritos humanos, para que os ultimem. Seu objetivo, na Terra, era o bem da humanidade; o mesmo objetivo continua a ter no mundo dos Espíritos.”

E o que deixou trabalhos de arte ou de literatura, conserva pelas suas obras o amor que lhes tinha quando vivo?

“De acordo com a sua elevação, aprecia-as de outro ponto de vista e não é raro condene o que maior admiração lhe causava.”

No além, o Espírito se interessa pelos trabalhos que se executam na Terra, pelo progresso das artes e das ciências?

“Conforme à sua elevação ou à missão que possa ter que desempenhar. Muitas vezes, o que vos parece magnífico bem pouco é para certos Espíritos, que, então, o admiram, como o sábio admira a obra de um estudante. Atentam apenas no que prove a elevação dos encarnados e seus progressos.”

Após a morte, conservam os Espíritos o amor da pátria?

“O princípio é sempre o mesmo. Para os Espíritos elevados, a pátria é o Universo. Na Terra, a pátria, para eles, está onde se ache o maior número das pessoas que lhes são simpáticas.”

As condições dos Espíritos e as maneiras por que veem as coisas variam ao infinito, de conformidade com os graus de desenvolvimento moral e intelectual em que se achem. Geralmente, os Espíritos de ordem elevada só por breve tempo se aproximam da Terra. Tudo o que aí se faz é tão mesquinho em comparação com as grandezas do infinito, tão pueris são, aos olhos deles, as coisas a que os homens mais importância ligam, que quase nenhum atrativo lhes oferece o nosso mundo, a menos que para aí os ocupa o propósito de concorrerem para o progresso da humanidade. Os Espírito de ordem intermédia são os que mais frequentemente baixam a este planeta, se bem considerem as coisas de um ponto de vista mais alto do que quanto encarnados. Os Espíritos vulgares, esses são os que aí mais se comprazem e constituem a massa da população invisível do globo terráqueo. Conservam quase que as mesmas ideias, os mesmos gostos e as mesmas inclinações que tinham quando revestidos do invólucro corpóreo. Metem-se em nossas reuniões, negócios, divertimentos, nos quais tomam parte mais ou menos ativa, segundo seus caracteres. Não podendo satisfazer as suas paixões, gozam na companhia dos que a elas se entregam e os excitam a cultivá-las. Entre eles, no entanto, muitos há, sérios, que veem e observam para se instruírem e aperfeiçoarem.

As ideias dos Espíritos se modificam quando na erraticidade?

“Muito; sofrem grandes modificações, à proporção que o Espírito se desmaterializa. Pode este, algumas vezes, permanecer longo tempo imbuído das ideias que tinha na Terra; mas, pouco a pouco, a influência da matéria diminui e ele vê as coisas com maior clareza. É então que procura os meios de se tornar melhor.”

Já tendo o Espírito vivido a vida espírita antes da sua encarnação, como se explica o seu espanto ao reingressar no mundo dos Espíritos?

“Isso só se dá no primeiro momento e é efeito da perturbação que se segue ao despertar do Espírito. Mais tarde, ele se vai inteirando da sua condição, à medida que lhe volta a lembrança do passado e que a impressão da vida terrena se lhe apaga.”

Autor

Allan Kardec

  Livro dos Espíritos

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O ESPÍRITA NECESSITA IR ALÉM DA HONESTIDADE, DEVE ATINGIR A PROBIDADE

Se alguém deve um centavo não pode “fingir” que esqueceu tal dívida (Jorge Hessen)

Postado por os pae

Jorge Hessen

jorgehessen@gmail.com

Brasília-DF

Não somos o primeiro, o único, ou o último a divulgar sobre o cortejo de práticas desonestas entre os religiosos. A mídia em geral, frequentemente, anuncia e expõe tais fatos, francamente, abomináveis e com grande repercussão negativa. Não conseguimos ver coerência numa pessoa “meio honesta”, “quase honesta” ou “mais ou menos honesta”. Ou se “é honesto”, ou “desonesto, não há meio termo. Seja sua palavra Sim! Sim! – Não! Não! Ensinou-nos Jesus.

Proferimos palestras em várias casas espíritas sobre esse tema e destacamos da tribuna que o lídimo cristão é honesto em tudo que banca. Se alguém deve um centavo que seja, obrigatoriamente, tem que quitar esse débito com seu credor, por simples questão de integridade moral. Não se pode “fingir” que deslembrou tal dívida (quer seja de um centavo).

Por elevadíssima razão é indispensável haver transparência na prestação de contas, mensalmente, com os contribuintes da casa espírita. Cremos que é simples obrigação afixar, no ‘quadro de avisos’ ao público, a comprovação da correta aplicação dos recursos recebidos.

Os dirigentes que assim procedem veem patenteadas a credibilidade da instituição que administram e a pureza de suas intenções. Por outro lado, evitam-se rumores, do tipo: -“fulano (a) está cada vez mais rico (a)”; -“sicrano (a) construiu uma mansão com o dinheiro doado ao centro” e, -“beltrano (a) comprou um carro do ano, caríssimo”, olhem só para isso!

Aconteceu conosco. Certa vez , após uma palestra sobre o “incômodo” tema, houve rumores nos corredores do centro, alguns dirigentes da casa nos arremessaram saraivadas de ‘chumbo grosso’ pela maledicência. “Fraternalmente” proscreveram-nos da escala de oradores. Porém, tal decisão em nada nos afetou, mesmo porque isso implicaria em que admitíssemos contemporizar com as artimanhas obscuras que faziam com dinheiro dos frequentadores.

Nos surpreendemos com as atitudes de alguns deles, desarmonizados moralmente, mas são confrades que fingem gestos de “santidade”, usam palavras “dóceis”, olhares de superioridade, julgam-se donos da verdade, determinando normas de conduta sem sustentáculo doutrinário para exemplificá-las.

É evidente que ficamos atônitos e envergonhados quando sabemos, pela imprensa, que algumas instituições “filantrópicas” desviam recursos, emitem recibos forjados de falsas doações, etc..

Há centros que dão, até, uma ‘ajudazinha’ aos confrades, driblando o Imposto de Renda retido na Fonte… imaginem!

Instituições outras recebem, à guisa de doações, roupas, calçados, alimentos, eletrodomésticos, etc., e os dirigentes se apropriam delas, com a maior naturalidade.

Temos conhecimento de instituições que aceitam doações, até, de objetos valiosos e que os dirigentes se apropriam dos melhores, é claro, antes de os exporem em bazares ditos “beneficentes”, objetivando arrecadar fundos para obras “assistenciais”.

Daí, indagamos: isso é fruto da “minha” imaginação?

Será que estamos obsedados ao abordar tal assunto?

Não, meus irmãos! Estamos completamente conscientes da responsabilidade cristã. A prudência continua sendo a nossa melhor conselheira. É imperioso salientar que nossos argumentos não estão sendo direcionados para a instituição A, B, ou C. Dirigimo-nos a todas, indistintamente, como alerta geral.

Difundimos esses alertas sem expor esse ou aquele grupo espírita, mas por questão de consciência ética, acreditamos que um autêntico espírita tem que ser fiel aos princípios que a doutrina estabelece e saber que HONESTIDADE é prática IMPERIOSA para todo ser humano, que dirá, para um espírita cristão?

Portanto, que seja definitivamente esconjurado todo e qualquer subterfúgio, que tente justificar sistêmicas concessões fraudulentas, como se fossem naturais para certas ocasiões.

As falanges do mal de “cá” e do “além-túmulo” se organizam para obstruir muitos projetos cristãos. Os obsessores (encarnados e desencarnados) são inteligentes, organizados e vão dando um passo de cada vez, por conhecerem muito bem pontos vulneráveis dos incautos. É urgente advertir sobre a obrigatoriedade da conduta honesta para que o ideal espírita seja cada vez mais ético, transparente consoante os preceitos estabelecidos por Jesus.

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