UM CONVITE INTERESSANTE

– Por Warwick Mota –

Allan Kardec ao publicar a primeira edição de O Evangelho Segundo o Espiritismo em abril de 1864, legava para a humanidade a chama confortadora da lei evangélica interpretada à luz dos ensinos espíritas, então iniciados em 18 de abril de 1857 com a publicação de O Livros dos Espíritos, como também viabilizava sua relação interativa com os mais diversos problemas do homem.

A publicação de O Evangelho, veio sem qualquer receio de afirmar, ampliar o toque de amor dado a obra de Kardec, compondo a trilogia, Evangelho, Mediunidade e Espiritismo. O conteúdo moral explícito em suas páginas propõe ao homem a necessidade imediata da reforma íntima, através da assimilação pela exemplificação, dos ensinos propostos pelo Cristo.

Apesar da grande dificuldade que temos em exteriorizar ensinamentos evangélicos por intermédio dos exemplos, dado à nossa pouca evolução, o Evangelho nos convida à mudança interior balizada nas propostas do Mestre Jesus, que se resume no exercício diário de amor ao próximo.

As proposições orientadoras contida nesta obra, não se prestam a uma simples leitura fortuita, mas a um envolvimento maior no sentido de estudo e absorção de suas máximas, nos levando a reflexões, que só os ensinamentos de Jesus podem proporcionar.

O Codificador percebendo a grandeza da obra e a sua importância para a humanidade, nos chama a atenção para os seguintes ensinamentos, já na introdução, item primeiro, parágrafo último, dos objetivos da obra.

“Esta obra é para uso de todo mundo; cada um nela pode achar os meios de conformar sua conduta à moral do Cristo. Os espíritas nela encontraram por outro lado, as aplicações que lhes concernem mais especialmente. Graças às comunicações estabelecidas, de hoje em diante de um modo permanente com o mundo invisível, a lei evangélica, ensinada a todas as nações pelos próprios Espíritos, não será mais letra morta, porque cada um a compreenderá, e será incessantemente solicitado em praticá-la pelos conselhos dos seus guias espirituais. As instruções dos Espíritos são verdadeiramente as vozes do céu que vem esclarecer os homens e convidá-los à prática do Evangelho”.

Diante de tais palavras, a necessidade de reforma cala fundo em nossas consciências, propondo mudanças urgentes, principalmente em nós espíritas que a tanto propalamos, mas que, temos tristemente dado maus exemplos, seja pelas dissensões que causamos no movimento espírita, pela adulteração dos postulados Kardequianos, pela comercialização indevida daquilo que não nos pertence, e por tantos outros fatores que não vale a pena citar.

As palavras do Mestre lionês dispensam qualquer comentário, e suas afirmações são claras quando diz. “As instruções dos Espíritos são verdadeiramente as vozes de céu que vem esclarecer os homens e convidá-los à prática do Evangelho”.

(Publicado na revista Reformador de agosto, 1996)

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