Meditação e Saúde Mental

Meditação e Saúde Mental, nas palavras do médico Nilton Starnini Júnior

“Quem olha pra fora, sonha. Quem olha para dentro, desperta”, ensina Carl Jung. A frase reflete muito do que representa a meditação, nos garante o Dr. Nilton Starnini Júnior, dentro do mini seminário “Meditação e Saúde Mental 2”, ministrado por ele na tarde deste sábado, 20, na Associação Espírita Anjo Gabriel.

Recorrendo a Mahatma Gandhi, Starnini Júnior nos diz que “a felicidade é quando o que você pensa, o que você diz e o que você faz estão em harmonia”. Isso também tem tudo a ver com meditação.

O primeiro passo é manter o passo no que nos é mais importante, o seja, o agora. O passado é lembrança, enquanto o futuro é conjectura, projeções nem sempre concretizadas.

É preciso ter atenção na respiração. Com calma, sentindo o ar entrando e saindo dos pulmões.

A meditação está longe de saber tudo que a envolve. Intrinsicamente presente na realidade dos chineses, ela nos faz entender que a mente a transdimensional, mesmo quando se sabe que as dimensões sejam materiais, ou seja, físicas.

O gênio de Albert Einstein nos diz que “embora pense 99 vezes, nada descubro, mas basta deixar de pensar e mergulhar em profundo silêncio, eis que a verdade me surge”. Isso é meditação. Einstein usava a meditação como um recurso intelectual.

A meditação está inserida na religiosidade, mostrando-se presente na maioria das religiões. Em algumas, como na maioria das orientais, como prática rotineira, em outras, como algo que se observa no ato de se concentrar para orar.

De uns tempos para cá, também a ciência se mostra interessada pela meditação. O Ocidente está interagindo com o Oriente pela prática meditativa.
A prática religiosa, segundo estudos científicos age favoravelmente em nossa saúde e, é mais do que implícito na prática religiosa a ação meditativa.

O Evangelho deixa claro que o Mestre Jesus tinha uma postura meditativa, recolhendo-se para suas orações. A prática meditativa equilibra o mental, implicando no equilíbrio dos aspectos físicos do corpo humano.

Existe uma resposta altamente positiva do corpo ao relaxamento. O equilíbrio da mente reflete no equilíbrio do corpo. A prática meditativa tem uma relação intrínseca com a glândula pineal que promove o equilíbrio do sistema endócrino e, por consequência, de todo o resto do corpo. A pineal, produz entre outras coisas, a serotonina e a melatonina.

Existem muitos efeitos da prática da meditação em nossa saúde mental, como atestam, pesquisas. São altamente positivos os efeitos como a redução dos níveis de ansiedade, depressão e síndrome do pânico.

Na meditação diminuímos o ritmo beta para atingir o ritmo alfa. Com a prática, reduzimos o tempo de passagem de ritmo beta para ritmo alfa.

Para meditarmos não é preciso necessariamente recorremos a posição de lótus, como pregam os orientais. Basta estar sentado, com a coluna reta. A meditação na prática não visa objetivos. Precisamos meditar por meditar.

Mas é preciso ter disciplina. Definir um horário é mais do que necessário. Com a observação silenciosa que a meditação nos faculta, passamos a perceber nossa vida mais profundamente a viver novas experiências.

No início, buscando o relaxamento, realizamos a respiração abdominal; depois de alguns minutos, largamos a respiração abdominal e passamos à respiração torácica.

No relaxamentos, partidos do alto da cabeça e seguimos por etapas, até a ponta dos pês. Mentalmente nos deslocamos a um ponto determinado, que definimos como local de Repouso, que pode ser um lugar como a casa que abrigou nossa infância, a beira de um lago, o alto de uma montanha etc.

E por fim, atingimos a iluminação, quando projetamos uma luz no alto de nossa cabeça. Luz que percorre todo nosso corpo, a partir da coluna. Ativamos assim a glândula pineal. A prática da meditação ajuda e muito a manter mente e corpo saudáveis.

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