CONSIDERANDO O PROBLEMA DA FOME

CONSIDERANDO O PROBLEMA DA FOME

Joanna de Ângelis

Estatísticas apresentam as calamidades resultantes da fome e os olhos do mundo se voltam para o futuro, receosos, estudando apressadas soluções…

A expectativa em termo da superpopulação do Globo nos próximos decênios gera desequilíbrio, aflição…

Economistas e técnicos outros de várias estruturas do conhecimento examinam os prognósticos sombrios e encolhem os ombros…

Religiosos e pensadores, lamentando o crescimento exagerado da espécie humana, atemorizam-se e falam com pessimismo sobre o amanhã…

Eugenistas chamados a liça e ginecologistas, ouvidos, sugerem, indiferentes, às altas personalidades que administram as nações, o controle da natalidade.

Cabidos e conclaves, congressos e concílios discutem a questão, e lentamente disseminam nas mentes e nos corações a falsa necessidade da limitação dos filhos, em audaciosos decretos de morte do presente para a humanidade que não se deseja permitir venha a nascer…

(…) E pretendem alguns, desse modo, converter o amor mas suas bases sagradas através do matrimônio, em ingresso grosseiro no reino das emoções bastardas… No entanto, casais impossibilitados de procriar, monetariamente abastados, submetem-se aos modernos processos da inseminação…

* * *

Estatísticas revelam, e o mundo se estarrece, com os elevados índices de criminalidade…

Atentados ao pudor, desrespeito aos direitos alheios, agressão à propriedade, assaltos, crimes à mão armada…

A delinquência juvenil cresce a cada minuto.

O desequilíbrio moral, por parte dos adultos, aumenta desgovernado.

Os crimes passionais entre pessoas idosas multiplicam-se, volumosos.

Selvageria, abastardamento do caráter e da inteligência, neuroses e psicoses atestam, em incontrolável desdobramento, a via calamitosa por onde segue o homem…

Educadores, psicólogos, analistas e assistentes sociais chamados a opinar, prescrevem, depois de exames minuciosos, com frieza, a necessidade de liberdade e educação.

O despovoamento dos campos, o superpovoamento das capitais e cidades litorâneas leva os detentores do poder econômico a investimentos de altos lucros, criando problemas de fome…

* * *

Há 2.000 anos, no entanto, Jesus, o educador por excelência, prescreveu afável: “Amai-vos uns aos outros”, e, como os homens olvidaram a fórmula eficaz para se manterem dignos, criando, em consequência, os lamentáveis problemas do presente, o Espiritismo, que hoje revive o Divino Mestre e O traz no coração humano, também concita ao amor como única terapêutica para todos os males da atualidade.

Há fome, sim, na terra. Mas a mais elevada expressão da fome, hoje, como ontem, é a fome de amor.

Há crime, sim, na terra. Mas a causa da criminalidade exagerada, hoje mais do que ontem, provém da fome de amor.

Há guerra e dor, sim, na terra. Mas por fome de amor. É a fome do amor que está levando o homem ao desespero…

O amor, e somente o amor, propicia construções eternais.

O controle da natalidade, pois, é crime diante da Consciência Divina, considerando que, através do amor todos os problemas encontram solução e que, acima do nosso amor, o Amor de Nosso Pai espalhado pelo Universo, que a tudo sustenta e vitaliza; vigilante, à hora própria intervém, equacionando todos os enigmas que o nosso limitado amor não consegue resolver…

Joanna de Ângelis

Médium: Divaldo P. Franco

Livro: Dimensões da Verdade – 48

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