A Maior Felicidade

Publicado a 1 de fevereiro de 2012 por lgm

Até há pouco tempo atrás os pais e mães terrenos primavam pelo autoritarismo em relação aos seus filhos, e, na verdade, ainda hoje, há muitos pais e mães que assim procedem na educação dos filhos e na convivência com eles: acreditam que educar é fazê-los cumprir suas ordens, muitas delas absurdas e infelicitadoras.

Quanto a Deus, a maioria das pessoas trás dentro do próprio psiquismo a noção atávica do Deus Justiceiro da pregação mosaica, apesar de Jesus ter falado no Pai de Amor.

A Doutrina Espírita, nesse ponto, mesmo depois de já passado um século e meio da Codificação Kardequiana, não conseguiu ainda desenraizar, de verdade, de muitos de nós essa noção equivocada do Deus de Abraão e de Jacó e substituí-l’O pelo Pai Celestial, que nos Ama Infinitamente e pela ideia de que todas as provas a que nos submete e as exigências que nos impõe visam nosso progresso intelectomoral, para que nos tornemos cada vez mais perfeitos e, portanto, felizes.

Guardamos enraizados na nossa mente os conceitos do passado multimilenar de distanciamento em relação ao Pai e custamos a introjetar a noção de que nosso contato com o Divino Genitor só depende da nossa própria vontade de procurá-l’O pela linha invisível mas inquebrantável do pensamento.

Somos bem aquele “filho pródigo” que protela o momento de voltar para a Casa Paterna e prefere concentrar-se nos desperdícios da própria saúde e do tempo, enganando-se com as fantasias que busca em terras distantes…

O pensamento é o canal seguro entre nós, criaturas, e o Pai Criador e Sustentáculo de tudo o que existe.

Basta pensar n’Ele que o bem-estar interior passe a habitar em nós, em qualquer situação que seja.

A própria Ciência materialista do mundo terreno detectou que nosso cérebro irradia uma luminosidade diferente quando pensamos em Deus ou Lhe pronunciamos o Nome.

Na verdade, a maior Felicidade que desfrutamos é a de ser Seus filhos, mas, ainda, no geral, não nos demos conta desse privilégio inigualável.

Corremos de um lado para outro atrás de quinquilharias e fantasias materiais e nos esquecemos desse dom maior de que nosso Pai é, nada mais, nada menos, o próprio Criador do Universo ilimitado, Todo Poderoso, Infinito em todas as Suas Virtudes, que nos Ama com toda a Potência do Seu Pensamento.

O que pode ser mais consolador que essa constatação? Qual poder, prestígio, benefício ou vantagem poderemos querer maiores e mais compensadores que esses?

Pensemos em todas as consequências que essa verdade nos proporciona e constataremos que só nos deixamos envolver pela tristeza, pelo desânimo, pelos vícios e defeitos morais por não assumirmos nossa qualidade de filhos do Pai Celestial.

O “filho pródigo”, quando cai em si e retorna à convivência do Pai, encontra a Felicidade Total e não mais experimenta nenhum contratempo superior às suas forças na vida diária na Sua Herdade Maravilhosa, onde os filhos desfrutam, a cada minuto, da Sua Presença Consoladora.

Não estamos um segundo que seja sem o privilégio da Vinculação com o Pai, a não ser que assim o queiramos, distanciando-nos do Seu Pensamento.

Infelizmente, somente depois de muita peregrinação pelas terras estranhas da ingratidão e da incompreensão, a maioria de nós cai em si e procura o Pai e, nesse momento, nosso coração se enche de Felicidade, que se traduz nas lágrimas sinceras que nos lavam a alma e nos reconciliam com Aquele que nos Aguarda sempre.

Por mais que as adversidades e as dificuldades nos visitem, tenhamos sempre em mente que não há nenhuma criatura, da mais diminuta e aparentemente insignificante aos Seres mais perfeitos, que esteja esquecida pelo seu Criador e Sustentáculo.

Usufruamos do privilégio de ser filhos de Deus e O tenhamos sempre na mente, agradecendo-Lhe o dom da vida, atrás do qual vêm todos os demais, que, na verdade, são muito pequenos perto desse muito maior, que é tê-l’O como Pai, que nos destina à Perfeição.

Sintonizemos sempre o pensamento n’Ele e deixemos fluir essa corrente de Amor que nos une a Ele de forma ininterrupta, se assim o desejarmos.

Luiz Guilherme Marques

Esta entrada foi publicada em Artigos, Espiritismo. Adicione o link permanente aos seus favoritos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *