O Cristianismo ignorado da mediunidade de Paulo

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       Paulo escreveu quase que a metade do Novo Testamento, com suas 13 cartas, que são os textos cristãos bíblicos mais antigos. Só mais tarde é que os evangelhos foram escritos, cujos autores se basearam muito nas cartas paulinas. E, assim, o cristianismo tem muito a ver com a teologia do Apóstolo dos Gentios. Ademais, a tônica das suas cartas é teológica. E o próprio Jesus o denomina de vaso escolhido para divulgar o cristianismo entre os gentios, os reis e o povo de Israel (Atos 9:15).

       Os pregadores cristãos, com exceção dos espíritas, sempre fogem da abordagem sobre o fato de que Paulo não conheceu Jesus encarnado e que, pois, todos os contatos entre ele e o Nazareno aconteceram quando o excelso Mestre já havia passado para o chamado mundo dos espíritos, impropriamente chamado de mundo dos mortos. Se Paulo só conheceu Jesus em Espírito, todos os seus contatos com o Mestre são mediúnicos. E para uma comunicação direta com Jesus, que muito dificilmente se manifesta, só mesmo por meio de um médium do nível espiritual e moral de Paulo ou de alguém semelhante a ele. Para saber mais sobre esse assunto de mediunidade na Bíblia e de um modo geral, recomendo os capítulos 12, 13 e 14 de 1 Coríntios, “O Livro dos Médiuns”, de Kardec, de várias editoras, o meu “A Face Oculta das Religiões”, Ed. EBM, SP,  e “Espiritismo – Princípios, Práticas e Provas”, Ed. GEEC.

       E a teologia paulina, perfeita ou imperfeita, influenciou, principalmente, a teologia da Eucaristia (1 Coríntios 11: 23, 24, 25 e 26) e da divindade de Jesus decretada no Concílio de Nicéia (325). Paulo começou a escrever suas cartas pelos anos 50. Seu discípulo Lucas o engrandece, dando-lhe destaque em grande parte em Atos. E Paulo se considerava um apóstolo privilegiado de Jesus, dizendo que sua escolha foi feita pelo Cristo celestial e não segundo a carne, como no caso dos demais apóstolos, e até fala em seu próprio evangelho. (2 Coríntios 5:16 e 17; Gálatas 1:15 e 16; e Romanos 2:16). Paulo fala que ouvia a voz desencarnada de Jesus. (2 Coríntios 12:9; e 1 Tessalonicenses 4,15). E outros fenômenos mediúnicos aconteceram com ele, não só com o Espírito de Jesus, mas também com outros espíritos humanos.

        Com Jesus tudo começou na estrada de Damasco, quando a voz do Mestre retumba em seus ouvidos, dizendo-lhe: Saulo, Saulo, por que me persegues? E uma luz através da qual Jesus se lhe manifesta é tão intensa, que Paulo fica cego e desmaia. Lembremo-nos aqui de que a maneira mais comum de um espírito se manifestar é em forma de luz (fogo) e nuvem (fumaça). Daí a sarça ardente, a nuvem e a tocha na caminhada de Moisés com seu povo para a Terra Prometida, e a Estrela de Belém. Outro exemplo de o Espírito de Jesus ter aparecido a Paulo foi quando esse apóstolo foi aconselhado a não ir para Bitínia. (Atos 16:7). E a Paulo apareceu também o espírito de um homem macedônio, pedindo-lhe que fosse para a Macedônia. (Atos 16:9).

      Deve-se a Paulo, como vimos, grande parte do Novo Testamento e da teologia cristã. Mas não nos esqueçamos de que as revelações que ele recebeu foram por meio de fenômenos mediúnicos ou espíritas.

      E qual cristão não espírita ousaria falar que se trata de questões visionárias e alucinatórias e que, pois, elas não merecem crédito, como o fazem, geralmente, os teólogos, os dirigentes religiosos e seus inocentes úteis, referindo-se aos fenômenos mediúnicos espíritas?

(1) N.R.: Conforme o livro Paulo e Estêvão, de Emmanuel, as anotações de Levi ou Mateus já circulavam quando Paulo de Tarso se iniciou no Cristianismo. O Consolador – Ano 5 – N° 233 – 30 de Outubro de 2011 JOSÉ REIS CHAVES jreischaves@gmail.com Belo Horizonte, Minas Gerais (Brasil)

O Consolador – Ano 5 – N° 233 – 30 de Outubro de 2011

JOSÉ REIS CHAVES
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Belo Horizonte, Minas Gerais (Brasil)

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Jesus e a marcha da deformidade espírita

Jorge Hessen

Jorgehessen@gmail.com

É comum localizamos em nossas hostes doutrinárias alguns confrades agindo semelhantes aos “crentes evangélicos” (da ala neopentecostal), talvez por “olho gordo”, exaltando inflamados o “nome” Jesus, a “imagem” do Crucificado, a “personalidade” do Messias, quase sempre sob argumentos desprovidos de coerência, comprovando desconhecimento dos códigos morais do Evangelho racionalmente explicados por Allan Kardec e os espíritos superiores.

Por causa do “cristianismo” arcaico, a figura de Jesus se caracteriza por debilitada representação simbólica e, como sabemos, todo símbolo que passa do tempo fica enferrujado , desgastado e perde a sua essência e sentido.  É óbvio que reverenciamos o excelso valor de Jesus e O defendemos enquanto Verdade Maior, porém, sem afastar um milímetro da lógica kardequiana.

Encontramos no M.E.B. (movimento espírita brasileiro) muitos “espíritas” de sacristia, como dizia Arnaldo Rocha, ou seja, espíritas “rezadores” (artificiais e dissimulados), que muito reza (tagarelando) e não se cuida da própria honra.

Conhecemos embustes de oradores que falam apaixonadamente sobre Jesus (chegam a chorar de emoção), que discursam sobre o valor da monogamia, na união familiar, todavia fazem andar a “fila” das esposas. Há ilustres palestrantes “espíritas” que insistem nos temas repetitivos, sempre sob a lideranças dos agenciadores de seminários improdutivos. Nessa inadvertência seguem algumas federativas (mal dirigidas) que insistentemente promovem congressos inócuos, pobres de conteúdos e onerosíssimos (não gratuitos) sempre destinados aos espíritas endinheirados.

Em tais eventos (congressos soberbos e inóxios) expõe-se temas evangélicos recorrentes, desgastados, abarrotados de trivialidades e lugares comuns, defendidos com afetação e tradicionalíssimas vozes veludíneas banhada de camuflada emoção veiculadas por intocáveis palestrantes sacralizados, santificados e “insubstituíveis” ante os apelos idolátricos da frenética e delirante caravana de “espiritólicos”.

Aliás, não obstante “carismáticos”, há oradores endeusados que fazem das palestras proferidas e a fama obtida nos escombros reivindicatórios da extravagante multidão de “espiritólicos”, uma execranda máquina de fazer dinheiro. Sim! São os confrades vendilhões do Espiritismo.

Neste cenário ainda há espaço para identificarmos “espíritas oba-oba”, espalhafatosos, recheados de fraternidade de boteco, sorrisos maquinais, comportamentos que contrastam com a simplicidade cristã. Isso tudo sem aprofundarmos nas práticas de diretores de órgãos oficiais (federativas) que se esgrimam (mentalmente) pela caça do poder de direção do M.E.B., totalmente distantes do exemplo edificante da humildade. Tais líderes intransigentes traem a si, aos amigos, ao M.E.B.  e ao Espiritismo.

Certificamos que o caminho do M.E.B. tem sido de duas vias: uma é ocupada pela chamada liderança oficial, dos espíritas autócratas, cheios de “não me toques”, repletos de salamaleques; a outra via é ocupada pelos espíritas “combativos” do bem, fieis a Kardec, lealdade essa que nada tem a ver com extremismo ou intolerância, mas compromisso com a verdade.

Os “combativos” fazem o trabalho de azorragar a “oficialidade”, de fustigar os eternos “donos” do M.E.B. para não os deixar comodamente em “berço esplêndido” sob os narcóticos da ilusão. Os “combativos” de Kardec são, por isso, mal vistos e execrados permanentemente, tidos como desagregadores , mas são eles que agem com a coragem e virilidade necessária para evitar a perda total de uma doutrina tão cara à humanidade.

Quando se trata da moral, Jesus é o grande exemplo. Quando se trata de conhecimento espírita, Kardec é a verdade. Não pode haver mais espaço para o estereótipo de um Jesus decrépito, idolatrado, da tradição arcaica, pois o Espiritismo  fez avançar no conhecimento de modo que sem o Espiritismo  Jesus permanece no estado da incompreensão e da superficialidade do simbolismo sectário.

Portanto, jamais pode haver espaço para um Espiritismo segundo o Evangelho, pois o evangelho não pode explicar o Espiritismo ; ao contrário, apenas o Espiritismo  pode explicar o evangelho. Como me ensinou um atilado espírita de vanguarda.

O futuro do Espiritismo está fixado nesse quadro contemporâneo, das lutas entre os que defendem os princípios kardequianos e os fracos, que mais se importam com os aplausos da plateia, com os resultados que agradam à audiência e os transformam famosos. A luz intensa da verdade os incomoda, daí a preocupação em defenderem-se para não perder o comando. Desfiguram o Espiritismo para se manterem na posse do “movimento espírita oficial”.

Cabe aos impávidos “combativos” do bem se contraporem a isso, mesmo sabendo que a luta é inglória sob o aspecto da capacidade de deter a marcha do embuste doutrinário. Mas como Jesus foi desfigurado e ainda se mantém deformado enquanto amor sem igual, o Espiritismo prosseguirá em sua desfiguração contínua, mas ao mesmo tempo se manterá firme e forte enquanto conhecimento fundamental para o despertamento da consciência humana.

Jorge Hessen

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Parasitose Mental e Vampirismo

Postado por Antonio Carlos Navarro Exibir blog   

Parasitas ou parasitos são organismos que vivem em associação com outros dos quais retiram os meios para a sua sobrevivência, normalmente, prejudicando o organismo hospedeiro, um processo conhecido por parasitismo. (1)

De conhecimento comum, a existência e mecanismo de atuação dos parasitas ocorrem em amplo espectro nos reinos animal e vegetal. Em alguns casos a convivência é pacífica, chegando a produzir efeitos positivos no hospedeiro, enquanto que em outros podem levar o hospedeiro à morte e esta, em consequência, também aniquila o parasita.

Desejamos, no entanto, traçar apontamentos sobre uma espécie de parasitose pouco conhecida, mas, largamente, presente na espécie humana.

Trata-se da parasitose provocada pela presença junto aos seres encarnados, de um ou mais indivíduos viciosos desencarnados, que continuam, no plano espiritual, a incessante busca pela satisfação de suas viciações à custa da viciação de suas vítimas.

Sabemos que o que atrai os espíritos para junto de nós são as vontades e pensamentos que geramos e sustentamos e, por isso, toda e qualquer viciação do encarnado permite a sintonia com desencarnados viciosos compatíveis.

Toda viciação começa na mente do Ser.

A esse respeito, encontramos esclarecedora mensagem espiritual transmitida pelo Espírito Dias da Cruz, que foi médico na Terra em sua última existência, ao médium Francisco Cândido Xavier (2), de onde tiramos os seguintes apontamentos:

“Avançando em nossos ligeiros apontamentos acerca da obsessão, cremos seja de nosso interesse apreciar o vampirismo, ainda mesmo superficialmente, para figurá-lo como sendo inquietante fenômeno de parasitose mental”.

Após identificar o fenômeno obsessivo vinculado à viciação como Parasitose Mental ou Vampirismo, continua o Benfeitor:

“No vampirismo, devemos considerar igualmente os fatores externos e internos, compreendendo, porém, que, na esfera da alma, os externos dependem dos internos, porquanto não há influenciação exterior deprimente para a criatura, quando a própria criatura não se deprime”.

No apontamento acima o Benfeitor identifica o encarnado como sendo o responsável direto pela atração e hospedagem do “Parasita Espiritual” e, abaixo, esclarece o modus operandi:

“É que pelo ímã do pensamento doentio e descontrolado, o homem provoca sobre si a contaminação fluídica de entidades em desequilíbrio, capazes de conduzi-lo à escabiose e à ulceração, à dipsomania e à loucura, à cirrose e aos tumores benignos ou malignos de variada procedência, tanto quanto aos vícios que corroem a vida moral, e, através do próprio pensamento desgovernado, pode fabricar para si mesmo as mais graves eclosões de alienação mental, como sejam as psicoses de angústia e ódio, vaidade e orgulho, usura e delinquência, desânimo e egocentrismo, impondo ao veículo orgânico processos patogênicos indefiníveis, que lhe favorecem a derrocada ou a morte”.

Aqui o Benfeitor deixa claro que todo processo espiritual-parasitário pode provocar doenças físicas e mentais de profundidade, levando o hospedeiro ao encurtamento da vida física, em processos de suicídio direto e indireto, que trará, como consequência, sofrimentos variados nas esferas espirituais, bem como reclamará a corrigenda futura, também com muito sofrimento, em outras reencarnações, decorrente do necessário reparo da tessitura perispiritual através das mais diversas más formações e mau funcionamento dos órgãos físicos.

Finalizando o assunto o Benfeitor nos orienta:

“Imprescindível, assim, viver em guarda contra as ideias fixas, opressivas ou aviltantes, que estabelecem, ao redor de nós, maiores ou menores perturbações, sentenciando-nos à vala comum da frustração.

Toda forma de vampirismo está vinculada à mente deficitária, ociosa ou inerte, que se rende, desajustada, às sugestões inferiores que a exploram sem defensiva.

Usemos, desse modo, na garantia de nossa higiene mento-psíquica, os antissépticos do Evangelho. Bondade para com todos, trabalho incansável no bem, otimismo operante, dever irrepreensivelmente cumprido, sinceridade, boa vontade, esquecimento integral das ofensas recebidas e fraternidade simples e pura, constituem sustentáculo de nossa saúde espiritual.

– “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” recomendou o Divino Mestre.

– “Caminhai como filhos da luz” – ensinou o Apóstolo da gentilidade.

Procurando, pois, o Senhor e Aqueles que o seguem valorosamente, pela reta conduta de cristãos leais ao Cristo, vacinemos nossas almas contra as flagelações externas ou internas da parasitose mental”.

Pensemos nisso.

Antônio Carlos Navarro

Referências Bibliográficas:

(1) Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Parasita;

(2) Livro Instruções Psicofônicas. Lição nº 34. Página 159.

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A depressão pode ter causa espiritual?

Publicado por Amigo Espírita

A depressão pode ter causa espiritual?

A depressão é uma doença que compromete o organismo como um todo: a capacidade de pensar, executar tarefas, comer e até dormir. Não é apenas um “baixo astral”. A pessoa deprimida não consegue simplesmente reagir e se livrar dos sintomas incapacitantes. A depressão maior envolve muitos sintomas e inibem bastante a capacidade da pessoa, sua ação e seu humor. A depressão menor, chamada de distimia, envolve sintomas crônicos e prolongados. Não são tão incapacitantes como a depressão maior, no entanto, a pessoa com distimia também pode desenvolver uma depressão maior.

O distúrbio bipolar antigamente chamado de doença maníaca depressiva, caracterizada por períodos de depressão e outros de mania. 
Em todos esses casos é necessário um tratamento psiquiátrico ou psicoterapia ou ambos. A eficácia dos antidepressivos está assegurada. O efeito dos medicamentos é sentido em tres semanas aproximadamente. Depende de cada pessoa.

A depressão também pode ter causas espirituais, isto é, ser um processo obsessivo causado por um espírito inferior. Nesse caso, o espírito obsidia a pessoa e a perturba mentalmente. Sua vibração pesada e inferior afeta a saúde do deprimido como um todo. Os medicamentos não fazem o efeito esperado. É o que chamamos popularmente de encosto.

Nesse caso o doente deve procurar um tratamento espiritual numa casa espírita. No entanto, não deve, em hipótese nenhuma abandonar o tratamento medico ou ambulatorial. Deve aliar o tratamento médico com o espiritual. Obsessões graves podem comprometer muito a saúde física e emocional da pessoa.

Praticamente todas religiões oferecem suporte para tratamento espiritual. Na religião católica, imposição das mãos. Na religião espírita, passes e água fluida. E, se a pessoa for umbandista será encaminhada ao terreiro para descarregar os miasmas dos espíritos inferiores. A mediunidade desequilibrara ou em desenvolvimento pode causar depressão. A mediunidade é um dom de se comunicar com os espíritos inerente a todas as pessoas em maior ou menor grau. No entanto, algumas pessoas manifestam esse dom de forma ostensiva com sintomas diferentes e estranhos. Deve ser encaminhada a uma causa espírita e, através, de palestras educativas, passes, conhecer os mecanismos da mediunidade. É um dom a mais para o ser humano ajudar a si mesmo e aos outros.

Por que esses espíritos encostam no ser humano? Pode ser que este esteja predisposto por conta do estress, da ansiedade, a falta de fé em si mesmo. A pessoa fica um alvo fácil para esses espíritos negativos. Ou é um resgate de vidas passadas.Aquele espírito encarnado que prejudica o deprimido na vida atual pode ter sido prejudicado por ele na vida passada. Mesmo assim, Deus não quer o mal e nem o sofrimento de ninguém.O que importa é o momento presente. Construa um alicerce emocional e espiritual forte para enfrentar a realidade do dia a dia. O otimismo, o trabalho e a fé podem ser as vacinas que nos imunizam contra ataques espirituais. Afastar o espírito com preces, tratamentos espirituais de desobsessão ajudam na cura do problema. No entanto, orai e vigiai sempre!As companhias espirituais são atraídas por nossos pensamentos. Cada um tem a companhia espiritual que merece ou que atraiu. Cuide da sua vida espiritual! Cuidar da vida espiritual não é somente ir ao templo, culto ou casa espírita ,mas trabalhar para o autoaprimoramento. Agregar energias positivas através de boas atitudes. Ser uma pessoa grata para com a vida.

Uma frase sábia: “Se quer afastar os maus espíritos atraia os bons!”.

Não tente reagir sozinho e não se preocupe com os pensamentos negativos que são muitos durante o processo depressivo. Fazem parte da doença e com o tratamento espiritual e físico eles tendem a desaparecer.

Solicite a companhia dos familiares e dos amigos. Evite ficar trancado em casa ruminando a doença. Respeite os limites da depressão, mas saiba que a melhora e a cura também dependem muito de você.

 Luiz Carlos Barros Costa 

e-mail: lubacosta@terra.com.br

NOTA: Para que se possa compreender melhor as doenças humanas, é preciso estudar as coisas do Espírito. A Doutrina dos Espíritos aprofunda os conhecimentos humanos de forma científica, abordando assuntos que ainda não podem ser constatados formalmente na área dos conhecimentos convencionais humanos. Contudo, como nos diz Kardec em suas obras, o progresso intelectual precede o progresso moral do homem e a medida que a ciência tradicional avança, vem confirmando cada vez mais as revelações do Consolador tão esperado e prometido por Jesus, o “Cristo”, acerca dos interesses do Espírito que estão acima de todos os interesses e considerações humanas. A verdadeira resposta é aquela que está no íntimo de cada um de nós, pois esta não há como negar e nos leva ao bom combate da verdadeira raiz de todos os males humanos na terra: o egoísmo. Aprendemos que nascemos neste plano de provas e expiações porque somos Espíritos imperfeitos e necessitamos trabalhar nossas próprias imperfeições de caráter, por isso, Deus nos dá o livre arbítrio, a fim de que possamos crescer livremente fazendo nossas próprias escolhas, ora errando, ora acertando, mas sempre aprendendo, especialmente com nossos equívocos, carregando em nós a eterna capacidade de discernimento e o dom de ser capaz de ser feliz. Como nos alertam os verdadeiros sábios da humanidade universal, a chave da felicidade está no conhecimento de si mesmo e pela perfeição da criação divina pode-se reconhecer os verdadeiros destinos do homem na terra. (Referências no Livro dos Espíritos e no Evangelho Segundo o Espiritismo)

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Jesus é síntese do sublime Amor

Jorge Hessen

Jorgehessen@gmail.com

 

O Divino Mestre sempre enviou seus emissários para instruir povos, raças e civilizações com conhecimentos e princípios da lei natural. Além disso, há dois milênios, veio pessoalmente sancionar os conhecimentos já existentes, deixando a Boa Nova como patrimônio para toda Humanidade.

Observando o fluxo histórico dos povos, raças e civilizações identificamos que em todos os tempos houve missionários, fundadores de religião, filósofos, Espíritos Superiores que aqui encarnaram, trazendo novos conhecimentos sobre as Leis Divinas ou Naturais com a finalidade de fazer progredir os habitantes da Terra. Porém, por mais admiráveis que tenham sido esses apóstolos, nenhum se iguala ao Soberano Governador da Terra. Até mesmo porque todos eles estiveram a serviço do Mestre Incomparável, o Guia e Modelo do homem neste mundo de prova e expiação.

Kardec, na introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo, escolhe o Ensino Moral das Escrituras, porque não está afeito a controvérsias, podendo inclusive unir todas as crenças em torno da sua proposta universalista. Na Terra, onde se multiplicam as conquistas da inteligência e fazem-se mais complexos os quadros do sentimento conspurcado no materialismo, compreendamos que o Cristo, na trajetória da Humanidade, foi o único mestre completo, exato e inquestionável, que abdicou do convívio com os seres celestiais para viver e coexistir conosco na carne.

Nos tempos áureos do Evangelho o apóstolo Pedro, mediunizado, definiu a transcendência de Jesus, revelando que Ele era “o Cristo, o Filho de Deus vivo” . No século XIX o Espírito de Verdade atesta ser Ele “o Condutor e Modelo do Homem”. Para o célebre pedagogo e gênio de Lyon, o Cristo foi “Espírito superior da ordem mais elevada, Messias, Espírito Puro, Enviado de Deus e, finalmente, Médium de Deus.” Não há dúvidas que Jesus foi o Doutrinador Divino e por excelência o “Médico Divino”, segundo André Luiz.  Por sua vez, Emmanuel o denomina de “Diretor angélico do orbe e Síntese do amor divino”.

Quando o Codificador questionou os Espíritos sobre quem teria sido o ser mais evoluído da Terra, recebeu uma resposta tão curta quanto profunda: “Jesus!”. Sua lição é não só a pedra angular do Consolador Prometido, da Doutrina dos Espíritos, mas a régua de medida, o referencial universal com que aferiremos o nosso proceder, o nosso avanço ou o nosso recuo no processo de espiritualização que nos propusermos: a visão real do que somos no íntimo de nossa consciência e quão perto ou distante estejamos do incondicional Amigo e   Mestre que nos exorta a amarmos uns aos outros como Ele nos amou.

Adorado por uns, execrado por outros, indiferente para muitos, o Crucificado deixou ensinamentos muito singelos, porém profundos, Ele aplicou a filosofia que difundia, desconcertando os inimigos gratuitos, recebendo apoios no povo e confundindo os restantes. Aos Espíritas sinceros cumpre não perder de vista essa realidade de suma importância – a total vinculação do Espiritismo com os ensinos do Filho do Homem, com o Cristianismo primitivo, pela base moral comum a ambos, sem desvios impostos pelo interesse dos religiosos infiéis.

O Desejado das Nações vigia e cuida a nau terrestre e se compadece de cada um de nós, facultando-nos vários recomeços para conquista definitiva da paz. Cada palavra que o Bom Pastor plasmou na atmosfera terrena dirige-se a todos nós, ontem, hoje e sempre independentemente de onde possamos estar ou do que fazemos.

O Príncipe da Paz transcende as dimensões de toda análise convencional e paira muito além do grau de desenvolvimento científico, moral ou espiritual de qualquer representante dos mais renomados intelectuais humanos, porquanto Ele foi, é e sempre será o construtor excelso do nosso planeta, quando sequer a vida existia nas plagas do orbe.

Rede Amito Espírita

Jorge Hessen

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A dor é o chamamento ao cultivo do amor

Jorge Hessen

jorgehessen@gmail.com

A dor é o aguilhão que o impede para a frente, na senda do progresso“[1]Entendemos que a dor seja o medicamento que solicitamos na fronteira da experiência terrestre. Sim! Espíritos doentes e endividados que somos, imploramos, antes do berço, as dores e as provações capazes de propiciar-nos o regozijo da cura e a benção do resgate. Portanto, as dificuldades são benfeitoras do coração. Aceitemo-las no caminho, com o equilíbrio da resignação que tudo abrange para tudo auxiliar e expurgar, na marcha de nossa via crucis.

A dor , seja física ou espiritual, é sofrida por quem a provoca e que jamais bate em porta errada. Não há razão, em hipótese alguma, atribuir a terceiros a culpa de nossas dores, pois que elas resultam das atitudes, dos procedimentos, das ações praticadas contra as leis divinas. Para aliviá-la existe a necessidade de assumirmos a responsabilidade de uma mudança comportamental, que sempre pode libertar-nos da dor, quando bem realizada segundo padrões éticos/morais cristãos.

As provações da vida fazem adiantar quem as sofre, quando bem suportadas; elas apagam as faltas e purificam o espírito faltoso”.[2] Quando a dor chega, ninguém permanece indiferente, não importando suas causas. Por vezes, chega através da doença física, minando a saúde antes inabalável. De outras, é a dor da separação do ente amado que desencarna.

De toda forma, não importando por quais caminhos a dor nos visite, sempre é presença contundente, alterando-nos as paisagens emocionais. Ela sempre traz consigo seu caráter pedagógico, em um convite ao cultivo das virtudes que ainda não nos dispusemos a acionar.  “As provas rudes são quase sempre indício de um fim de sofrimento e de um aperfeiçoamento do Espírito, quando aceitas com o pensamento em Deus”.[3]

Há três categorias de dor: a dor-evolução, a dor-expiação e a dor-auxílio. A dor-evolução atua de fora para dentro, aprimorando o ser, e sem ela não haveria progresso. A dor-expiação vem de dentro para fora, marcando a criatura no caminho dos séculos, detendo-a em complicados labirintos de aflição, para regenerá-la, perante a Justiça. Quanto à dor-auxílio, pela intercessão de amigos devotados à nossa felicidade e à nossa vitória, recebemos a bênção de prolongadas e dolorosas enfermidades no envoltório físico, seja para evitar-nos a queda no abismo da criminalidade, seja, mais frequentemente, para o serviço preparatório da desencarnação, a fim de que não sejamos colhidos por surpresas arrasadoras, na transição da morte. [4]

O enfarte, a trombose, a hemiplegia, o câncer penosamente suportado, a senilidade prematura e outras calamidades da vida orgânica constituem, por vezes, dores-auxílio, para que a alma se recupere de certos enganos em que haja incorrido na existência do corpo denso, habilitando-se, através de longas reflexões e benéficas disciplinas, para o ingresso respeitá­vel na Vida Espiritual. [5]

A oração habitual, o comportamento retificador, o descortino mental e o bem que se pode patrocinar ao próximo, retratam as atitudes inteligentes daqueles que almejam o bom aproveita­mento da dor no processo de evolução .

 Jorge Hessen

Referências bibliográficas:

[1] KARDEC , Allan . A Gênese, Cap. III, item 5, RJ: Ed. FEB 2001

[2] KARDEC , Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo”, cap. V, item 10, RJ: Ed. FEB 2001

[3] Idem cap. XIV, item 09, RJ: Ed. FEB 2001

[4] XAVIER, Francisco Cândido. Ação e Reação, ditado pelo Espírito André Luiz, cap. 19, RJ: Ed. FEB 1959

[5] Idem

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A criança livre é a semente do malfeitor

Jorge Hessen

jorgehessen@gmail.com

Bethany Thompson lutou contra um câncer no cérebro quando tinha apenas 3 anos de idade, e sobreviveu. A cirurgia que retirou o tumor foi um sucesso, mas deixou uma pequena sequela em seu rosto: a boca ficou levemente repuxada para a direita. Isso foi suficiente para ela se tornar alvo de comentários maldosos de outras crianças na escola. Bethany, 11 anos de idade, sofria bullying implacável na escola, até que chegou a um ponto em que não suportou mais e tirou a própria vida com um tiro. [1]

Caso semelhante ocorreu no Colégio Holy Angels Catholic Academy, em Nova York, Estados Unidos. Aí estudava Daniel Fitzpatrick, um aluno de 13 anos, que estava sofrendo bullying. Resultado: Daniel acabou se suicidando. Deixou uma carta de despedida e dentre outros bramidos de dor moral escreveu: “Eu desisto”! Disse ainda que os seus colegas da escola o atormentavam há muito tempo e a direção do colégio não fazia nada a respeito, mesmo após ele e os seus pais terem feito uma reclamação formal. A resposta do Holy Angels teria sido “Calma, tudo vai ficar bem. É só uma fase, vai passar”.

Como esquecermos a chacina na Escola Municipal Tasso da Silveira, de Realengo, na cidade do Rio de Janeiro, em que meninos e meninas ficaram irmanados num trágico destino. Suas vidas foram prematuramente ceifadas num episódio de insonhável bestialidade. O assassino Wellington Menezes de Oliveira, embora com a mente arruinada e razão obliterada, fez sua opção de atirar contra os alunos que o incomodavam. Numa fita gravada, Wellington alegou ter sofrido bullying anos antes, na mesma escola; neste caso houve uma reação violentíssima.

O bullying é uma epidemia psicossocial e pode ter consequências graves. O que, à primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa. Crianças e adolescentes que sofrem humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podem ter queda do rendimento escolar, somatizar o sofrimento em doenças psicossomáticas e sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da personalidade.

Os fatos, chocantes e tristes, trazem dois alertas a todos os pais e mães: o primeiro deles é estar atento às mudanças de comportamento dos filhos e buscar ajuda profissional sempre que necessário. O segundo alerta é falar com o filho sobre o respeito às diferenças. Ensinar sobre diversidade e tolerância. Essas lições, quando assimiladas desde cedo, formam pessoas mais empáticas e sensíveis à dor do outro – além, é claro, de evitar comportamentos agressivos como o bullying.

Urge estabelecer limites aos nossos filhos. Desde os primeiros anos, devemos ensiná-los a fugir do abismo da liberdade, controlando-lhe as atitudes e concentrando-lhe as posições mentais, pois que essa é a ocasião mais propícia à edificação das bases de uma vida. Os filhos, quando crianças, registram em seu psiquismo todas as atitudes dos pais, tanto as boas quanto as más, manifestadas na intimidade do lar. Por esta razão, os pais devem estar sempre atentos e, incansavelmente, buscando um diálogo franco com os filhos, sobretudo amando-os, independentemente de como se situam na escala evolutiva.

Crianças criadas dentro de padrões de liberalidade excessiva, sem limites, sem noções de responsabilidade, sem disciplina, sem religião e muitas vezes sem amor, serão aquelas com maior tendência aos comportamentos agressivos, tais como o bullying, pois foram mal-acostumadas e por isso esperam que todos façam as suas vontades e atendam sempre às suas ordens.

Por isso mesmo, importa ensinar a criança a fugir do abismo da liberdade, controlando-lhe as atitudes e concentrando-lhe as posições mentais, pois a infância é a ocasião mais propícia à edificação das bases de uma vida. A criança livre é a semente do malfeitor. A própria reencarnação se constitui, em si mesma, restrição considerável à independência absoluta da alma necessitada de expiação e corretivo.

Pensemos nisso!

Referência:
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Valorização da vida e prevenções de enfermidades

Grupo de Est. Esp. Chico Xavier – Exibir blog

Valorização da vida e prevenções de enfermidades

Antonio Cesar Perri de Carvalho (*)

A prevenção de enfermidades na mulher e homem foram convencionadamente marcadas, respectivamente, como: “Outubro rosa – prevenção do câncer da mama” e “Novembro azul – prevenção do câncer da próstata”.

A abordagem de ações preventivas oferecidas pela Doutrina Espírita para a defesa da vida­ com ações de renovação interior, na família e círculo social, é extremamente oportuna em nossos dias.

A certeza de que somos espíritos reencarnados e em processo de aprimoramento é de fundamental importância para a melhor compreensão dos valores e da oportunidade da vida corpórea.

O velho conceito romano “mente sã em corpo são” (“mens sana in corpore sano”) prossegue atual.

O apóstolo Paulo anotou em sua 1ª. Epístola aos Coríntios:

“Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.” 1

O espírito André Luiz, pelo recurso da psicografia, define com clareza em dois comentários:

“O corpo é o primeiro empréstimo recebido pelo Espírito trazido à carne.”2

“[…] temos necessidade da luta que corrige, renova, restaura e aperfeiçoa.

A reencarnação é o meio, a educação divina é o fim.”3

A partir dessas fundamentações cristãs e espíritas, torna-se interessante considerarmos o que representa o Espírito nos contextos íntimo e social; o equilíbrio entre corpo/espírito e melhores condições de vida. Esta última também inclui, evidentemente, o respeito com o corpo físico e a valorização da vida corpórea. Aí se inserem as medidas preventivas para se evitar enfermidades e também aquelas que favoreçam o diagnóstico precoce de doenças, evitando-se que elas sejam reconhecidas em situações tardias e danosas.

Em texto de parente nosso – que exerceu a medicina -, psicografado por Divaldo Pereira Franco, destacamos:

“Saúde e doença – binômio do corpo e da mente – são conquistas do ser, que deve aprender e optar por aquela que melhor condiz com as aspirações evolutivas, desde que a harmonia ideal será alcançada, através do respeito à primeira ou mediante a vigência da segunda.”4

O evangelista João registra assertiva do Mestre que assinalam a valorização da vida, sem dúvida, no sentido material e espiritual:

“[…] eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” – João5

Referências:

1). I Cor., 6.20.

2) Vieira, Waldo. Pelo espírito André Luiz. Conduta Espírita. Cap. 34. Brasília: FEB.

3) Xavier, Francisco Cândido. Pelo espírito André Luiz. Missionários da Luz. Cap.12. Brasília: FEB.

4) Franco, Divaldo Pereira; Carvalho, Antonio Cesar Perri. Pelo espírito Lourival Perri Chefaly. Em Louvor à vida. 1.ed. Cap. AIDS e profilaxia. Salvador: LEAL.

5) João, 10.10-11.

(*) – Ex-presidente da USE-SP e da FEB.

Grupo de Estudo Chico Xavier

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