O CÂNCER – BREVES REFLEXÕES SOBRE O IMPACTO DO PENSAMENTO NO PROCESSO TERAPÊUTICO (Jorge Hessen)

Postado por os pae – Exibir blog

Jorge Hessen

jorgehessen@gmail.com

É comum, depois de vencer um câncer, o paciente precisar de reforço emocional para voltar à rotina da vida, pois continua precisando de cuidados especiais, física e emocionalmente, sabendo-se que cada caso envolve aspectos específicos. Até porque, as etapas são muitas e penosas: diagnóstico, exames, investigação, cirurgia, quimioterapia, radioterapia e os outros procedimentos médicos, motivo pelo qual, a pessoa fica debilitada e exige um acompanhamento cauteloso.

Vencer um câncer e voltar imediatamente à ativa, embora não seja a regra, não significa dizer que a doença não possa ser vencida. Pelos relatos de pacientes, o sofrimento não vem apenas da doença em si, mas dos próprios tratamentos, normalmente marcados pelos efeitos colaterais. É comum observar seqüelas emocionais e mudanças no estilo de viver do paciente e da família. Para amenizar um pouco os traumas deixados pelo processo terapêutico, o amparo emocional alivia angústias e o medo da recidiva.

Os espíritas têm consciência de que o paciente, ao chegar ao hospital, traz consigo, além da doença, sua história de vida atual e passada. O seu estado emotivo é resultante de vetores como a estrutura da personalidade, interpretação e vivência dos acontecimentos, considerando aspectos do imaginário e do real, além de outras variáveis de causas da patologia.

A ciência e a tecnologia cada vez mais possibilitam o diagnóstico precoce e a terapêutica adequada das doenças, acompanhando sua evolução e, até mesmo, obtendo êxitos em muitos casos. Porém, mesmo com tais avanços científicos, muitas moléstias promovem alterações orgânicas, emocionais e sociais, que exigem constantes cuidados e, conseqüentemente, processos adaptativos. Lembrando, sobretudo, que “o valioso contributo da medicina acadêmica, quando não acompanhado por um bom relacionamento médico-paciente, resulta incompleto para atingir as causas excruciantes das doenças e angústias.” (1)

Atualmente, estuda-se o otimismo, a espiritualidade, a criatividade, a fé religiosa e, sobretudo, o universo complexo do pensamento que têm sido associados ao bem-estar e à qualidade de vida de pessoas portadoras de doenças crônicas. Por outro lado, há pesquisa sobre a saúde humana que vem analisando se a mente, por meio de um estado psicológico ou emocional, tem a capacidade de curar doenças. Estudo esse, realizado por cientistas da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, que tenta demonstrar que o fato de as pessoas com câncer estarem otimistas ou pessimistas em relação à cura não influencia diretamente nas chances de sobrevivência à doença.

Por razões consistentes, discordamos desses argumentos, uma vez que diversas provas apontam que no caso de doenças graves (como câncer avançado), a mente (a forma de pensamento) pode influenciar no resultado de cura, não se desconsiderando o valor dos médicos, obviamente. A rigor, a fé (no conceito do senso comum) não modifica as Leis da natureza, não faz “milagres”, muito embora possa ajudar, concomitante, o trabalho de uma boa equipe médica, fazendo grande diferença no tratamento hospitalar. Urge considerar, por oportuno, que afirmar-se dotado de fé religiosa para “sentir-se” poderoso diante das doenças, não resolve a questão da dor, até porque, os “títulos de fé não constituem meras palavras acobertando-nos deficiências e fraquezas. Expressam deveres de melhoria a que não nos será lícito fugir, sem agravo de obrigações. Em nossos círculos de trabalho, desse modo, não nos bastará o ato de crer e convencer”. (2)

Há especialistas que corroboram esta tese, ponderando que o olhar otimista sobre a doença, e o pensamento firme na cura, são mecanismos poderosos que podem ajudar os pacientes a lidarem melhor com os tratamentos do câncer e a retomarem uma vida normal. A exemplo disso, temos o que ocorre com o vice-presidente do Brasil – José Alencar. Atualmente, cada vez mais pessoas estão sobrevivendo ao câncer e essa sobrevivência deve-se, sem dúvida alguma, às emoções e pensamentos, ricos de conteúdos vibratórios entre o doente e o Criador. Muitos pacientes, diante do diagnóstico da doença, transformam a dor em esperança e despertam neles a vontade de lutar por uma vida melhor. Outros, porém, desistem e se entregam, admitindo que estão sob uma sentença de morte.

A respeito do processo do pensamento humano, a ciência acadêmica, materialista por excelência, estabelece que o fenômeno é meramente fisiológico, decorrente da incessante atividade neuronial. Porém, os espíritas sabem que a matéria mental é criação de energia que se exterioriza do Espírito e se difunde por um fluxo de partículas e ondas, como qualquer outra forma de propagação de energia do Universo. Tanto quanto no campo físico, o pensamento, em graus variados de excitação, gera ondas de comprimento e freqüência correspondentes ao teor do impulso criador da vontade ou do objetivo desejado.

Pensar é um processo de projeção de matéria mental e essa matéria “é o instrumento sutil da vontade, atuando nas formações da matéria física, gerando as motivações de prazer ou desgosto, alegria ou dor, otimismo ou desespero, que não se reduzem, efetivamente, a abstrações, por representarem turbilhões de força em que a alma cria os seus próprios estados de mentação indutiva, atraindo para si mesma os agentes [por enquanto imponderáveis], de luz ou sombra, vitória ou derrota, infortúnio ou felicidade.” (3) Nesse aspecto, o pensamento deixa de ter uma dimensão intangível para se consubstanciar na condição de matéria em movimento.

Os reflexos dos sentimentos e pensamentos negativos que alimentamos se voltam sobre nós mesmos, depois de transformados em ondas mentais, tumultuando nossas funções orgânicas. Portanto, o pensamento, como uma modalidade de energia sutil, atuando em uma forma de onda, com velocidade muito superior à da luz, quando de passagem pelos lugares e criaturas, situações e coisas nos afetam integralmente a saúde. “Quando nos rendemos ao desequilíbrio ou estabelecemos perturbações em prejuízo contra nós (…), plasmamos nos tecidos fisiopsicossomáticos determinados campos de ruptura na harmonia celular, criando predisposições mórbidas para essa ou aquela enfermidade e, conseqüentemente, toda a zona atingida torna-se passível de invasão microbiana.” (4)

Pelo pensamento de medo, angústia exacerbada, dissabor, escravizamo-nos nos troncos de suplício doloroso, sentenciando-nos, por vezes, a anos e anos de peregrinação nos trilhos da intranqüilidade espiritual. E, para abreviar o tormento que nos flagela de vários modos a consciência, é imprescindível atender à renovação mental, único meio de recuperação da harmonia espiritual e da saúde física.

Em face disso, procuremos adotar rígida disciplina de hábitos mentais e morais, estabelecendo como metas colocar os deveres que nos dizem respeito acima dos prazeres mundanos e mantenhamo-nos serenos com a oportunidade ímpar da atual experiência física, que nos favorece com a informação espírita.

Busquemos, acima de tudo, os hábitos salutares da oração, da meditação e do trabalho, procurando enriquecer-nos de esperança e de alegria, para nunca desanimarmos diante dos desafios de qualquer doença. “Devemos vigiar e orar para não cairmos nas tentações, uma vez que mais vale chorar sob os aguilhões da resistência do que sorrir sob os narcóticos da queda.” (5)

Para todos os males e quaisquer doenças, centremos nossos pensamentos em Jesus, pois “nosso remédio é e será sempre Jesus. Ajustemo-nos ao Evangelho Redentor, pois o Cristo é a meta de nossa renovação. Regenerando a nossa existência pelos padrões dEle, reestruturaremos a vida íntima daqueles que nos rodeiam. O Evangelho do Senhor nos esclarece que o pensamento puro e operante é a força que nos arroja das trevas para a luz, do ódio ao amor, da dor à alegria.” (6)

Jorge Hessen

E-Mail: jorgehessen@gmail.com

Site: http://jorgehessen.net

FONTES:

1- Franco Divaldo Pereira. Página ditada pelo Espirito Joanna de Ângelis, na sessão mediúnica da noite de 15/12/1997, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia. Texto retirado do prefácio do livro: Atendimento Fraterno ditado pelo espírito Manoel Philomeno de Miranda

2- Xavier, Francisco Cândido. Nos Domínios da Mediunidade, ditada pelo Espírito André Luiz, 14ª edição, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2001, páginas: 118 a 125

3- Xavier, Francisco Cândido. Mecanismos da Mediunidade, Ditado pelo Espírito André Luiz, RJ: Ed. FEB, 2001

4- Artigo “Uma Visão Integral do Homem”, Grupo Espírita Socorrista Eurípides Barsanulfo disponível no site http://www.geocities.com/Athens/9319/chacras.htm, acessado em 25/04/2006

5- Xavier, Francisco Cândido. Fonte Viva, Ditada pelo Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed. Feb, 2002, cap. 110

6- ________, Francisco Cândido. Nos Domínios da Mediunidade, ditada pelo Espírito André Luiz, 14ª edição, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2001, páginas: 118 a 125

Publicado em por admin | Deixar um comentário

Cristianismo e Espiritismo: riscos de desvios

Postado por Antonio Cesar Perri de Carvalho  – Exibir blog

Cristianismo e Espiritismo: riscos de desvios

Antonio Cesar Perri de Carvalho (*)

Ao fazermos um recorte na trajetória do marcante Apóstolo Paulo destacamos um momento crucial na história do cristianismo nascente: o registro sobre o ex doutor da Lei Saulo de Tarso, que ao visitar a Casa do Caminho após sua conversão sentiu-se: “[…] torturado pela influência judaizante. Tiago dava a impressão de reingresso, na maioria dos ouvintes, nos regulamentos farisaicos. Suas preleções fugiam ao padrão de liberdade e do amor em Jesus Cristo.”(1)

Saulo de Tarso optou em deixar a tradicional e pioneira ecclesia de Jerusalém, iniciando sua grande tarefa de divulgador do Evangelho. Esse episódio decisório para os rumos do cristianismo tem sido um foco de estudos nossos com diferentes enfoques, sempre com objetivo de compreensão de fatos históricos e de balisamentos para o presente e futuro.(2,3)

Ao comentar a vida e obra de Paulo, Herculano Pires destaca a posição clara e marcante do Apóstolo: “Ele libertava a religião da política e do negócio. Para ele, a religião tinha que ser vivida em si mesma e vivida com toda a independência moral”. A propósito de trecho de Atos sobre “muitos milagres e prodígios entre o povo pelas mãos dos apóstolos” o autor aponta que ali se encontra “uma das mais belas confirmações evangélicas da realidade e da verdade do Espiritismo e das suas práticas como continuação do cristianismo em espírito e verdade aqui na terra.”(4)

Embora distanciado da FEB até sua desencarnação, o ex-presidente Leopoldo Cirne (que foi vice e sucedeu Bezerra de Menezes) permaneceu atento ao movimento espírita. Escreveu a portentosa obra: Antichristo. Senhor do Mundo, tendo dois subtítulos: “O Espiritismo em falência” e “A obra cristã e o poder das trevas”. Concluída no dia 3/10/1934, impressa por Bedeschi e lançada no Rio de Janeiro em 1935, não foi reeditada.(5)

Na 1ª Parte, Cirne analisa em detalhes a trajetória do Cristianismo e na 2ª Parte focaliza o Espiritismo. Cirne comenta a ação do Cristo e de seus seguidores, com citações dos evangelistas, de Atos e de epístolas de Paulo. Considera que o Cristo empreende a obra de educação e redenção da humanidade e raciocina: “o princípio oposto – de separatividade e de egoísmo – que forma o substrato da natureza inferior do homem e constitui, na quase totalidade da espécie humana, o motivo preponderante de seus atos e impulsos? […] esse princípio deverá chamar-se o Anticristo. Somos todos assim, enquanto consentimos em nós o predomínio do egoísmo com todos os seus derivados – ambição, vaidade, orgulho – e pelejamos denodadamente pela obtenção e acréscimo dos bens, posições e vantagens pessoais, com sacrifício dos outros e violação da lei de solidariedade…”(5)

Na 2ª Parte, Leopoldo Cirne focaliza os momentos predecessores e concomitantes ao Espiritismo, de eclosão de muitos fenômenos mediúnicos e com notável trabalho de vários pesquisadores. Descreve o cenário dos primeiros grupos espíritas do Rio de Janeiro e as dificuldades da novel Federação Espírita Brasileira que segundo ele “Havia, em 1895, atingido o limite de sua capacidade máxima de resistência,…” Depois de focalizar várias questões do movimento espírita até a elaboração do livro, em 1934, nos últimos capítulos do livro Antichristo. Senhor do Mundo, comenta as obras de Allan Kardec e os cuidados do Codificador, exaltando seu trabalho. Entre outras considerações finais, indaga Cirne: “Exageramos? – Percorrei a história de todos os séculos e nos sucessos, coletivos e individuais, em que haja violação do preceito básico formulado pelo Cristo – ‘amai-vos uns aos outros’ – encontrareis a intervenção reacionária do Anticristo. […] Não importa o prazo. […] a nossa humanidade, liberta finalmente do poder das trevas, raiará cedo ou tarde a aurora de sua definitiva redenção.”(5)

Os rumos do movimento espírita e a questão da união devem merecer atenção e reflexão. No último discurso de Allan Kardec, em novembro de 1868, há colocações muito pertinentes para as reflexões sobre religião e laços ou união dos espíritas: “O laço estabelecido por uma religião, seja qual for o seu objetivo, é, pois, essencialmente moral, que liga os corações, que identifica os pensamentos, as aspirações, e não somente o fato de compromissos materiais, que se rompem à vontade, ou da realização de fórmulas que falam mais aos olhos do que ao espírito. O efeito desse laço moral é o de estabelecer entre os que ele une, como consequência da comunhão de vistas e de sentimentos, a fraternidade e a solidariedade, a indulgência e a benevolência mútuas.”(6)

Referências:

1) Xavier, Francisco C. Paulo e Estêvão. Pelo Espírito Emmanuel. ed. Esp. Brasília: FEB, 2012. 488p.

2) Carvalho, Antonio Cesar Perri. Cristianismo nos séculos iniciais: aspectos históricos e visão espírita. Matão: O Clarim [no prelo].

3) Carvalho, Antonio Cesar Perri. União dos espíritas. Para onde vamos? Capivari: EME. 2018. 147p.

4) Pires, José Herculano. Org. Arribas, Célia. O evangelho de Jesus em espírito e verdade. 1.ed. Cap. 15. São Paulo: Editora Paidéia. 2016.

5) Cirne, Leopoldo. Antichristo. Senhor do Mundo. 1.ed. 2ª. Parte. Rio de Janeiro: Bedeschi. 1935. (Resenha em: Carvalho, Antonio Cesar Perri. Cristianismo, Espiritismo e o Anticristo. Revista Internacional de Espiritismo. Ano XCII. No. 9. Outubro de 2017. P. 474-477).

6) Kardec, Allan. Trad. Noleto, Evandro Bezerra. O Espiritismo é uma religião? Revista Espírita. Dezembro de 1868. Ano XII. FEB. 2005.

(*) Foi presidente da FEB e da USE-SP.

Publicado em por admin | Deixar um comentário

Chico Xavier nos dá noticias de Santa Clara e de São Francisco de Assis

Certa vez, Chico contou-nos o lindo caso que relato a seguir, a respeito de Francesco Giovanni di Pietro di Bernardone e Clara d’Offreducci, nossos Francisco e Clara de Assis, quando ainda jovens.

Clara, de família rica e importante, com rara audácia aos 19 anos de idade, apresentou-se na humilde Igrejinha de Santa Maria dos Anjos, na noite de 18 de março de 1212, aos pés da cidade de Assis, na Itália, onde a aguardavam Francisco e seus seguidores. 

Ele cortou-lhe a magnífica cabeleira de longos cachos dourados e deu a ela para vestir o grosseiro hábito de lã crua, fazendo-a pronunciar os votos de humildade, pobreza e castidade. 

Em seguida, a linda menina foi encaminhada a um mosteiro. 

Francisco de Assis, o compositor do mais lindo hino à alegria cristã, o cântico do irmão sol, conservou, no entanto, pelo resto de sua vida, um cacho dos belíssimos cabelos de Clara em uma algibeira costurada na parte interna da roupa, na altura do coração. 

Com esse gesto, o trovador de Deus quis por certo brindar a mais fiel e entusiasta intérprete do seu ideal cristão. 

Clara, por causa da sua extraordinária mediunidade de clarividência e de dupla vista, ou seja, a visão física e a espiritual, recebeu posteriormente o título de protetora da televisão. 

Após tantos séculos, as sementes das ideias ecológicas e do consumo responsável, que Francisco plantou, começam a germinar.

Dos cristãos do passado, nutro grande admiração por São Francisco e Santa Clara. Da época atual, tenho idêntica a veneração por Francisco Cândido Xavier e Júlia Thekla Kohleisen, de quem falarei mais adiante.

Livro: Chico Xavier o mais importante brasileiro da história 

autor: Josyan Courté 

editora GEEM

Rede Amigo Espírita

Publicado em por admin | Deixar um comentário

As Contradições Bíblicas

Publicado por Amigo Espírita

SE A BÍBLIA FOSSE A PALAVRA DE DEUS, ELA NÃO TERIA  ERROS

Seria a Bíblia, literalmente, a palavra de Deus?  Somente Ele é infalível. E ela tem erros. Porém, muitos de nossos irmãos judeus e cristãos ainda pensam que até uma vírgula na Bíblia foi inspirada ou ditada por Deus.

Os autores bíblicos, geralmente, eram profetas ou médiuns. E eles recebiam espíritos amigos tidos pelos judeus e cristãos  primitivos como sendo o Espírito do próprio Deus. O nome grego dos médiuns era também “pneumatas” (indivíduos que se envolvem com espíritos). Mas o clero revoltou-se raivosamente contra eles, pois eles tinham mais prestígio do que ele.

E quando foi instituído o dogma do Deus Espírito Santo, os teólogos passaram a ensinar erradamente que era ele que se manifestava, mas somente com o papa e os bispos. Os demais espíritos, segundo eles, eram todos maus e de outra categoria não humana, chamados por eles de demônios. Mas demônios, no Novo Testamento, são espíritos humanos. Esse erro de demônios não serem almas continua a ser ensinado, em pleno século 21, pelos líderes religiosos. E muitos deles sabem que se trata de um erro. Esquecem-se eles de que há, hoje, pessoas que não são líderes religiosos, mas que sabem tanto como eles e até mais sobre Bíblia e teologia. E vemos nisso um erro de orgulho e vaidade do ego dos bispos e teólogos do passado, que se consideravam infalíveis, em concílios ecumênicos, quando só Deus é infalível. E vemos também nisso que os líderes religiosos de hoje insistem em manter esses erros dos seus colegas antigos, a fim de sustentarem a ideia orgulhosa e egoísta de que eles,  como sucessores dos antigos, são igualmente herdeiros da infalibilidade deles.

Mas não os condenemos, pois no nível atual de evolução da Humanidade, todos nós somos, muitas vezes, vítimas desse tipo de orgulho e vaidade oriundos de nosso ego, que é o nosso maior inimigo na busca da nossa perfeição moral e espiritual.

A Igreja afirma hoje que a Bíblia é a palavra de Deus ‘escrita por homens’. Ora, os homens erram! E bastaria apenas um erro encontrado nela, a fim de que seja anulada essa antiga e tradicional tese dos judeus e cristãos de que a Bíblia é, literalmente, a palavra de Deus. Porém, isso não tira dela o mérito de ser o livro mais respeitado da História da Humanidade. E, com essa afirmação, não queremos, de nenhum modo, desmerecer as escrituras sagradas de outras religiões, cujo conteúdo é também de grande importância para a nossa evolução espiritual e moral. E dessas escrituras sagradas de outras religiões, “Bhagavad-Gita” (“Canto do Senhor” ou “Canção Divina”), escrito há milhares de anos, dos “Upanichades”, do Marabarata, do “Evangelho” de Buda, do “Alcorão”, da “Seicho-No-Ie” e da “Codificação” de Kardec, entre outras. Aliás, todos os livros fundamentais das religiões têm uma influência divina, através da inspiração de espíritos santos já perfeitos, pois Deus não faz acepção de pessoas e, portanto, de povos.

Devido à limitação do espaço, vamos apresentar apenas um dos muitos exemplos de que a Bíblia tem erros: Em Mateus 1: 16, Jacó é o avô paterno de Jesus, mas em Lucas 3: 23, é Heli.  Somente essa contradição é o bastante para nos mostrar que, realmente, a Bíblia não é literalmente a palavra de Deus!

PS: “Presença Espírita na Bíblia” com este colunista, na TV Mundo Maior.

Seminários e palestras: (31) 3373-6870 ou jreischaves@gmail.com

José Reis Chaves

“A Reencarnação Segundo a Bíblia e a Ciência”,

“Quando chega a Verdade” e “A Face Oculta das Religiões.

e-mail: jreischaves@gmail.com

Publicado em por admin | Deixar um comentário

O Cristo Eterno

JESUS CRISTO NÃO NOS SALVOU COM SUA MORTE, MAS COM SUA VIDA

Publicado por Amigo Espírita em 17 abril 2018

JESUS CRISTO NÃO NOS SALVOU COM SUA MORTE, MAS COM SUA VIDA

A doutrina de que a morte de Jesus na cruz nos salva é insustentável. Sua origem se deve a dois fatos. O primeiro foi a grande emoção de tristeza que ela causou entre os primeiros cristãos. O segundo fato foi a crença judaica errada de que Deus se deleita com sacrifícios e que acabou sendo aceita por eles, o que não é surpreendente, pois eles eram também judeus. Aliás, o próprio Jesus era judeu, embora Ele tenha sido o maior herege do Judaísmo. Infelizmente, essa crença nos sacrifícios agradáveis a Deus se tornou uma das principais do cristianismo. Mas o próprio Jesus disse: “É a misericórdia que quero e não holocaustos” (Mateus 9: 13).  

A missão do Nazareno foi de nos trazer e propagar a mensagem divina de amor a Deus e amor recíproco entre todos os seres humanos. E é a vivência dessa doutrina que nos abre a porta de entrada para o reino de Deus e a salvação. Mas que reino de Deus é esse? É a nossa felicidade plena que está em nós mesmos. “…o reino de Deus está entre vós.” (Lucas 17: 21).  Entre nós porque esse reino é de amor incondicional e irrestrito entre todas as pessoas, até entre os inimigos. E é somente entre as pessoas, em que esse amor recíproco for mesmo verdadeiro, que o reino de Deus se torna também presente entre elas. Sim, pois, de fato, somente esse reino nos traz realmente a verdadeira felicidade, seja aqui no mundo físico, seja na dimensão espiritual.

Um exemplo desse reino de Deus entre nós é aquela paz dada por Jesus (João 14: 27). Mas é claro que devemos estar dispostos a recebê-la. E a porta aberta para recebimento dela por nós é a prática do Evangelho do excelso Mestre.

Não é que esteja errado falarmos que nós entramos no reino de Deus ou dos céus. Mas, pensando bem, é o reino de Deus que entra em nós e fica em nós onde nós estivermos no decorrer das eternidades, estejamos no mundo físico ou no dos espíritos.

Para que se realizem esse reino de Deus em nós e a nossa consequente salvação ou libertação, é necessária a reencarnação. E eis um dos vários exemplos bíblicos dela: Disse Jesus a Nicodemos que é necessário nascer de novo da água (hoje, líquido amniótico) e do espírito. Nicodemos não entendeu bem o assunto, ou fingiu que não o entendeu, pois ele queria saber mais de Jesus sobre o assunto. Então, Jesus deu outra explicação mais clara: Quem não nascer de novo da ‘carne’ e do espírito não consegue chegar ao reino dos céus (João 3: 3). Ora, nascer de novo da ‘carne’ é o indivíduo nascer de novo de seus pais. E tanto é verdade que se trata da reencarnação, que os tradutores atuais da Bíblia, para ocultarem a ideia da reencarnação, em vez de traduzirem o termo grego “anothen” por ‘de novo’ como foi durante 2.000 anos, passaram a traduzi-lo por ‘do alto’, que é também o significado de “anothen”. Mas será que os tradutores que fizeram a tradução de “anothen” por de ‘novo’, durante os 2.000 anos, estavam errados, ou os tradutores atuais estão realmente tentando esconder a ideia da reencarnação?

A reencarnação é que, realmente, nos dá a condição de evoluirmos até atingirmos o nível do reino de Deus da vida de Jesus e, por consequência, a nossa salvação! É, pois, a imitação da vida exemplar de Jesus que nos salva e não o pecado mortal de seu assassinato humilhante e vergonhoso na cruz!

Autor: José Reis Chaves (Belo Horizonte/SP)

e-mail: jreischaves@gmail.com

Publicado em por admin | Deixar um comentário

GLÂNDULA PINEAL – A Sede da Alma

Pineal

(Drª Marlene Nobre)

Uma análise sob a ótica médica e espírita desta glândula que regula desde o funcionamento harmônico do corpo ao processo mediúnico

No séc. XVII, Descartes ensinava que a glândula pineal ou epífise era a sede da alma. No entanto, até há pouco tempo, essa estrutura cerebral era considerada simplesmente um orgão vestigial, um resquício do fotorreceptor dorsal ou terceiro olho presente em certos vertebrados inferiores.

Conhecida das religiões orientais, ela era particularmente festejadas entre os hindus como um dos componentes dos chacras coronário, a flor de mil pétalas. Mas somente a partir de 1945, com o lançamento do livro Missionários da Luz, recebido pelo médium Chico Xavier, tivemos mais amplas revelações quanto às funções da pineal no complexo mente-corpo-espírito. Nele, o autor espiritual André Luiz, pseudônimo de respeitado médico e cientista do início do século, falecido no Rio de Janeiro, expressando-se mais na condição de repórter do que de pesquisador, explica as funções, até então desconhecidas, da pineal. “Não se trata de órgão morto, mas poderosa usina”, esclarece. Essas e outras informações preciosas podem ser resumidas em cinco itens:

A pineal segrega hormônios psíquicos ou “unidades-força” que controlam as glândulas sexuais e todo o sistema endócrino. Na puberdade, acordam no organismo do homem as forças criadoras. Aos 14 anos, aproximadamente, deixa a ação frenadora que exercia durante o período infantil e recomeça a funcionar como fonte criadora e válvula de escapamento. A partir da adolescência promove, portanto, a recapitulação da sexualidade, faz com que a criatura examine o inventário de suas paixões vividas em outras existências, que reaparecem sob fortes impulsos. Tanto os cromossomos da bolsa seminal como os do ovário recebem sua influência direta e determinada. Desse modo, sua posição na experiência sexual é básica e absoluta; b) Preside os fenômenos nervosos da emotividade, como órgão de elevada expressão do corpo espiritual; c) Comanda as forças subconscientes sob a determinação direta da vontade, graças à sua ligação com a mente, através de princípios eletromagnéticos do campo vital; d) Supre de energias psíquicas todos os armazéns autônomos dos órgãos; e) É a glândula da vida mental, um dos principais constituintes do centro coronário, o mais importante centro vital do psicossoma ou corpo espiritual, instalado no diencéfalo.

Como vemos, em 1945, André Luiz revelou funções extremamente especializadas e importantes da pineal na economia orgânica, não suspeitadas ainda pela pesquisa médica terrestre, e foi além, afirmando que estamos plugados a outras dimensões da vida através dela. Durante a tarefa mediúnica, a epífise torna-se extremamente luminosa. Nesse momento, entram em jogo vibrações sutilíssimas, não detectadas por aparelhos comuns. A providência divina dotou essa pequenina estrutura, semelhante a uma ervilha e com o formato de um cone, que não pesa mais de 100 mg, de uma extraordinária potencialidade laboratorial que permite traduzir estímulos psíquicos em reações de ordem somática e vice-versa, colocando o ser encarnado em permanente contato com o mundo espiritual que é eterno, primitivo, preexistente.

 Sono e envelhecimento

 Muitos estudos foram feitos para se determinar, no homem, quais os efeitos da luz sobre a produção de melatonina (hormônio do sono). Concluiu-se que a luz do sol ou uma forte luz artificial determina a supressão da secreção de melatonina. Normalmente, o organismo tem um padrão constante de atuação, em que há altos níveis de secreção da melatonina à noite e baixos durante o dia. A luz exerce, portanto, papel primordial na regulação do hormônio pineal e atua em ciclos de 25 ou 26 horas. Os estudos cronobiológicos de Wurtman a respeito da melatonina levaram, inclusive, à utilização da luz artificial intensa para alguns casos de depressão, com bons resultados.

O escuro influencia, portanto, elevando a taxa de produção da melatonina. É possível que, intuitivamente, o homem sempre soubesse disso, porque desde os tempos imemoriais, desde as cavernas primitivas, ele tem procurado realizar seus intercâmbios com o outro lado da vida em ambientes muito pouco iluminados.

Mas não somente a luz, também o pólo magnético da Terra tem influência direta sobre o seu funcionamento.

Foram demonstradas a variação de melatonina conforme as estações do ano e sua influência na reprodução sazonal dos animais e nos fenômenos de hibernação. No homem também está presente essa variação sazonal. Nos velhos há uma redução desse processo hormonal, mas os pesquisadores não acreditam que ela esteja relacionada com a calcificação, mas a outros fatores.

A produção máxima de melatonina é alcançada durante o sono e coincide com os períodos de maior escuridão.

Observou-se que pacientes com jet-lag têm desordens dos ritmos circadianos, com perturbação nos níveis de produção da melatonina: picos em horários anormais e falta de sincronização. Há, nesses casos, um distúrbio do sono, da concentração, da fadiga, da capacidade de concentração etc.

 Sistema imunológico

Sabe-se que o sistema imunológico apresenta ritmo circadiano e sazonal no cumprimento de suas funções, o que indica que ele, provavelmente, tem a sua atividade regulada pela pineal. Já se constatou essa dependência em experiências com animais.

Do mesmo modo, verificou-se que a retirada da pineal provoca um crescimento do tecido do tumor canceroso, enquanto que a administração de melatonina produz efeito contrário. Sobretudo, no câncer de mama, parece que a secreção baixa de melatonina pode influir no seu desenvolvimento.

Tudo indica que ela também tenha um papel no estresse. Já se constatou relação direta entre níveis de produção de melatonina com fadiga e sonolência em indivíduos submetidos à constante privação do sono e de informação quanto ao período claro-escuro.

Em ratos pinealecomizados (privados de pineal) houve indução da hipertensão arterial que foi bloqueada com a administração da melatonina. É provável também a sua influência nas alterações da mielina e no glaucoma.

Há ainda relatos de influência da pineal em doenças neurológicas, como a epilepsia, doença de Parkinson, esclerose lateral aminotrófica e em distúrbios endócrinos, como a síndrome de Turner, hipogonadismo etc.

 Centro das emoções

 “Se pudéssemos apontar para um centro das emoções no cérebro, esse o seria o hipotálamo. Isso significa apenas que é nesse nível que os vários componentes da reação emocional são organizados em padrões definitivos”, afirma Marino Jr.. De fato, o hipotálamo faz parte de um sistema complexo responsável pelo mecanismo que elabora as funções emotivas, o sistema límbico de Maclean.

André Luiz afirma que a pineal preside os fenômenos nervosos da emotividade. Já vimos que dois núcleos hipotalâmicos sofrem a sua ação direta. Cremos que é uma questão de tempo para a constatação científica dessa informação mediúnica.

Altschule (1957), Eldred et al. (1961) e outros autores têm realizado importantes estudos que demonstram a ação benéfica de extratos pineais sobre alguns esquizofrênicos.

Hartley e Smith (1973), com os resultados de seus trabalhos na Escola de Farmácia da Universidade de Bradford, Inglaterra, estão inclinados a admitir que, nos casos de esquizofrenia, a HIOMT, enzima responsável pela sintetização da melatonina, estaria agindo sobre substratos anormais, produzindo as substâncias implicadas na moléstia. Como a enzima age em um ritmo circadiano, é possível que na esquizofrenia ela trabalhe fora de fase com seu substrato, favorecendo uma transmetilação anormal. Há indícios de implicação da pineal na etimologia dessa moléstia, mas os estudos precisam avançar mais para que se chegue a uma conclusão definitiva.

André Luiz, o médico desencarnado, afirma que a pineal é a glândula mestra, aquela que tem ascendência sobre todo o sistema endócrino.

Neste artigo, citamos importantes pesquisadores que já detectaram a ação da melatonina sobre o hipotálamo, estrutura nobre considerada, até a presente, como responsável pelo sistema endócrino. Vimos também a ação gonadal desse hormônio sobre a reprodução sazonal dos animais em diversos distúrbios endócrinos.

Wurtman lembrou muito bem que nenhuma glândula foi tão exaustivamente pesquisada como a tireóide. No entanto, só muito recentemente foi detectada a tireocalciotonina, hormônio tireoideano de tão grande significado fisiológico. Com esse apontamento, ele quis ressaltar o número ainda restrito de pesquisa sobre a pineal, uma vez que elas só começaram em meados deste século, enquanto as outras glândulas endócrinas já vinham sendo alvo de investigação há muitas décadas. Na verdade, a pesquisa médica vai evoluir muito mais no próximo milênio. Não se pode esquecer que o perispírito ainda é um ilustre desconhecido e sua simples descoberta por parte da ciência oficial, com possibilidade de investigação laboratorial, contribuirá para a mudança definitiva do enfoque materialista-mecanicista em que ela está lastreada. Aliás, só se conhecerá o potencial integral da pineal com as pesquisas concominantes do psicossoma. A verdadeira usina de luz em que ela se transforma, durante o fenômeno mediúnico, segundo descrição de André Luiz, só poderá ser detectada por lentes que alcancem a quarta dimensão.

Quanto a revelação de que ela é o centro das emoções, já vimos que é ainda o hipotálamo considerado como tal. Estudando, porém, o sistema límbico e suas conexões com a habênula (epitálamo) e as inter-relações desta glândula pineal, não é difícil prever que o aprofundamento das pesquisas determinarão mais ampla participação desta última no mecanismo das emoções.

O autor espiritual relata ainda, em seus estudos, que a pineal comanda as forças subconscientes sob a determinação direta da vontade. Ele entende como forças subconscientes todo o arquivo da personalidade encarnada relativo a experiências de outras encarnações, desde a fase pré-racional até os dias presentes. Este assunto é tão amplo e importante que exigiria um outro artigo muito mais extenso do que este, inclusive com considerações psicanalíticas.

A pineal supre de energias psíquicas todos os armazéns autônomos dos órgãos. Aqui é útil lembrar que em outro livro – Evolução em Dois Mundos – André Luiz introduz o conceito de bióforos, esclarecendo que são estruturas do corpo espiritual presentes no interior da célula e com atuação marcante no seu funcionamento. Como exemplo, ele cita os mitocôndrios que acumulam energias espirituais sob a forma de grânulos e imprimem na intimidade celular a vontade do espírito. Desse modo, todos os estados mentais felizes e infelizes refletem-se sobre a economia orgânica.

 Função espiritual

 Finalmente, é preciso considerá-la como glândula da vida mental. Já comentamos estudos que a colocam na etiologia de doenças como esquizofrenia.

É preciso considerar também o que Philip Lansky descreve sobre a conversão da melatonina em 10-methoxyharmalan, um potente alucinógeno. Em seu artigo – Neurochemistry and the Awakening of Kundalini – Lansky enfoca o processo pelo qual se dá a transmutação de energia sexual em psíquica, procurando explicar, neuroquimicamente, a experiência vivida por Gopi Krishna em sua autobiografia. Esse é o trecho descrito por Krishna, denominado kundalini:

“Durante uma dessas intensas concentrações, eu subitamente senti uma estranha sensação na base da espinha, no lugar onde toca o assento, enquanto eu sentei de pernas cruzadas em um tapete dobrado espalhado no chão. A sensação foi tão extraordinária e prazerosa que minha atenção foi dirigida forçosamente para isso. No momento em que minha atenção foi então inesperadamente para o ponto onde foi focalizado, a sensação cessou… Quando completamente imerso, de novo experimentei a sensação, mas, desta vez, ao invés de alongar minha mente até o ponto onde eu tinha fixado, eu mantive uma rigidez de atenção para fora. A sensação de novo estendeu-se para cima, crescendo em intensidade, e eu senti a mim mesmo flutuando; mas com um grande esforço, eu mantive minha atenção centrada ao redor da lótus. De repente, eu senti uma corrente de líquido luminosa entrando em meu cérebro através da medula espinhal”.

Ao buscar explicações neuroquímicas para a experiência espiritual, Lansky faz as seguintes observações: A) os conceitos tradicionais conhecidos revelam uma interação entre os centros sexuais dos chacras inferiores e os centros psíquicos localizados no cérebro, nos chacras superiores ; b) a experiência de Gopi Krishna envolve a percepção subjetiva da luz. Esse fenômeno mental poderia ser chamado de “alucinatório”; c) o chacra superior, o mais importante deles, está associado à glândula pineal.

Em seguida, Lansky faz conciderações sobre a melatonina, sobre suas funções ainda em grande parte desconhecidas, ressaltando as experiências que evidenciam o efeito inibitório sobre mamíferos, machos e fêmeas, e também o inverso, os hormônios sexuais, testosterona, estrógeno e progesterona inibindo a biossíntese da melatonina. E ressalta também o que já está muito estabelecido, que a pineal está envolvida na percepção da luz.

Nesse ponto, Lansky diz que a melatonina pode se transformar em 10-methoxyharmalan, que é um potente alucinógeno. Isso poderia explicar também as alucinações que ocorrem em diferentes desordens mentais. Como se vê, a experiência do nascimento da kundalini e de sua transformação parece envolver diretamente a pineal.

É interessante destacar também que ela permite ao homem reencarnado adaptar-se ao tempo da terceira dimensão, bem como faculta-lhe a percepção, durante o fenômeno mediúnico, do tempo em outras dimensões. O fato de que ela provê o organismo de um tempo circulante parece estar ligado à sua atividade rítmica em torno de 24 horas, que produz maior ou menor quantidade de melatonina, conforme os períodos de obscuridade e de claridade.

Na realidade, o olho humano deixa passar a informação de claro-escuro, mas só a pineal é capaz de interpretar mais amplamente os dados ambientais, inclusive aquele do pólo magnético da Terra, sob a direção da mente.

É interessante lembrarmos aqui as pesquisas da NASA sobre médiuns brasileiros do estado de Minas Gerais. Eles detectaram a aura recorde de Chico Xavier, com mais de 20 metros, e procuraram relacionar os dados sobre o magnetismo terrestre desse Estado brasileiro – os índices mais baixos do mundo – com a incidência de médiuns excepcionais. Segundo as informações espirituais, deve haver relação direta porque a pineal funciona também com base no pólo magnético da Terra. Essas três experiências, portanto, não devem ser negligenciadas pelos pesquisadores da pineal. Mas ela ainda tem a nobre missão de facultar ao homem a percepção de uma outra luz que promana do mundo espiritual em fenômeno conhecido de tempos imemoriais, o da mediunidade, capaz de impulsionar o homem para as mais amplas e definitivas conquistas.

 Dra. Marlene Nobre

 Presidente da Associação Médico-Espírita do Brasil – AME

Este artigo e a imagem foram publicados na Revista Cristã de Espiritismo, edição especial 08.

 

Publicado em por admin | Deixar um comentário

Depuração da Alma

ESVAZIE-SE

Resultado de imagem para imagens natureza

Postado por Jaqueline Marques

Exibir blog

Não pense tanto no que o incomoda.

Há pensamentos ruins que nos abandonam justo quando deixamos de combate-los.

Ocupando-nos com tarefas construtivas, leituras edificantes e boas conversações não teremos tempo para valorizá-los.

Tente não ficar ressentindo, isso é, sentindo novamente o que lhe disseram ou fizeram com você. Não carregue lixo emocional.

Abra-se para novas emoções.

Crie espaços em seu coração para os sentimentos novos e significativos que estão prestes a surgir.

Tente perdoar quem o traiu e continua traindo.

Não se trata de estimular a pessoa a continuar errando, e nem passar recibo de ingenuo, mas se preservar da mágoa, sentimento altamente destrutivo que em nada contribui para o seu bem-estar.

Não valoriza demais os erros alheios de modo a não perder o foco sobre suas próprias atitudes.

Se a raiva o faz sentir o quanto é humano, então sinta! Só não permaneça com ela, arruinando seu fígado, seu estomago e seus nervos.

Sinta tudo o que a sua dimensão humana lhe permita, não esconda sentimentos, seja autentico, mas não confunda autenticidade com grosseria.

é possível ser sincero sem ser agressivo, falar a verdade sem a presunção de ser o dono dela.

ESVAZIE-SE dos conteúdos perturbadores que parecem querer enlouquece-lo.

Faça Yoga, pratique esportes, frequente um templo religioso, ouça uma música relaxante, saia para dançar, abrace e brinque com uma criança,deite-se no chão, caminhe ao ar livre, ande descalço, medite na vida, busque a natureza.

Quando conseguimos nos esvaziar de certas emoções negativas e nos preenchemos com outras vitais para nossa saúde, encontramos equilíbrio e paz.

Liberte-se então deste pessimismo renitente.

Abra as portas da alma e deixe a alegria de viver entrar em seu coração.

Não suma evitando contatos!

Suma sim, com todo esse incomodo que tanto atrapalha e conspira contra sua felicidade.

Você é filho das estrelas, faça brilhar a sua luz.

Cezar Braga Said. Convivendo com você: RJ/2010*CELD

Rede Amigo Espírita

Publicado em por admin | Deixar um comentário

VÍCIOS DO SEXO – DISTÚRBIOS SEXUAIS

DISTÚRBIOS SEXUAIS – COMPILAÇÃO

A Casa do Espiritismo

01 – DISTÚRBIOS SEXUAIS

Emmanuel, em sua obra “Vida e Sexo”, nos informa que, quase sempre, os que chegam no além-túmulo, sexualmente desequilibrados, depois de longas perturbações, renascem no mundo tolerando moléstias insidiosas, amargando pesadas provas como conseqüência dos excessos que cometeram no passado. Então, se reencarnamos com uma distorção relacionada à área sexual, isso nos deve ser encarado como sinalizador de que cometemos graves deslizes nessa área e que necessitamos de ajustes, principalmente no setor moral.

Ainda o Espírito Emmanuel, em “O Consolador”, nos mostra que Deus não extermina as paixões dos homens, mas fá-las evoluir, convertendo-as pela dor em sagrados patrimônios da alma, competindo às criaturas dominar o coração, guiar os impulsos e orientar as tendências, na evolução sublime dos seus sentimentos. Informa Emmanuel que observamos almas numerosas aprendendo, entre as angústias sexuais do mundo, a renúncia e o sacrifício, em marcha para as mais puras aquisições do Amor Divino. De acordo com André Luiz, no livro “No Mundo Maior”, “desejo, posse, simpatia, carinho, devotamento, renúncia, sacrifício, constituem aspectos dessa jornada sublimadora. Por vezes, a criatura demora-se anos, séculos, existências diversas de uma estação a outra”.

Creio que seja importante esclarecer que nem todos os transtornos sexuais estarão sempre relacionados às experiências passadas do Espírito. Claro que, como todos nós estamos dentro de um processo maior de evolução, qualquer problema que nos afeta, invariavelmente poderá ser considerado um problema “da alma”, sendo assim, os problemas de ordem sexual podem ser considerados como resultado de dificuldades e equívocos vivenciados ao longo desta trajetória de evolução do nosso Espírito; mas, apesar disso, não podemos desconsiderar jamais as influências e os fatores da vida presente, que podem influenciar (e muito) no comportamento sexual. Aí sim, de acordo com as vivências da vida presente, pode-se vir a adquirir alguns débitos que, se não forem resolvidos nesta existência, certamente ficarão para uma próxima.

Ocasionalmente poderão aparecer, inclusive, Espíritos obsessores, e eles conseguirão influenciar aqueles que estiverem desequilibrados, mas não podemos colocar a responsabilidade toda encima da Espiritualidade, afinal, os Espíritos obsessores quase sempre possuem alguma afinidade vibracional com os obsediados, daí a sua atração (através da conduta e dos pensamentos). Além disso, são eles, também, sofredores que merecem ajuda.

Joanna de Ângelis, em “Estudos Espíritas” fala sobre como deve se dar o reajuste de uma pessoa desequilibrada sexualmente (de dentro para fora, com a Medicina tradicional aliada à ‘Medicina da Alma’): “frustração, ansiedade, exacerbação, tormento, tendências inversas e aflições devem ser solucionados, do espírito em processo de reajuste ao corpo em reparação. Mediante a terapêutica da prece e do estudo, da aplicação dos passes e do tratamento desobsessivo, a par de assistência psicológica ou psiquiátrica correta, os que se encontram comprometidos com anomalias do corpo ou da emoção, recuperam a serenidade, reparam os tecidos ultra-sensíveis do perispírito, reestruturando as peças orgânicas para a manutenção do equilíbrio na conjuntura reencarnatória”. Sobre esse assunto, André Luiz, em “No Mundo Maior” complementa essa idéia, mas faz um alerta, falando: “A endocrinologia poderá fazer muito com uma injeção de hormônios, à guisa de pronto-socorro às coletividades celulares, mas não sanará lesões do pensamento”.

02 – DISTÚRBIOS SEXUAIS

Estudos Espíritas – Sexo
Joanna de Ângelis (espírito)

Conceito – Os lexicógrafos conceituam o sexo como sendo a “conformação particular do ser vivo que lhe permite uma função ou papel especial no ato da geração”. Biologicamente, são os “caracteres estruturais e funcionais pelos quais um ser vivo é classificado como macho ou fêmea…”

A reprodução sexuada é condição inerente aos animais, e entre esses aos metazoários, sendo necessário particularizar como exceção alguns que são constituídos por organismos inferiores, cujos processos procriativos obedecem a leis especiais. Esse processo de reprodução entre os animais sexuados se dá, obedecendo à faculdade de elaboração de células próprias, tendo a Escola de Morgan, nas suas pesquisas, classificado e diferenciado as sexuais das somáticas, que são muito diferentes na constituição do organismo.

Fundamental na espécie humana para o “milagre” procriativo, é dos mais importantes fatores constitutivos da personalidade, graças aos ingredientes estimulantes ou desarmonizantes do equilíbrio, de que se faz responsável.

Considerando as conseqüências eugênicas, que o desbordar do abuso vem produzindo nas sucessivas gerações, pensam alguns estudiosos quanto à necessidade de ser aplicada a Eutanásia nos “degenerados”, a fim de evitar-se um “crepúsculo genético”, incorrendo, conseqüentemente, na realização de um hediondo “crepúsculo ético” de resultados imprevisíveis. Isto, porque o sexo tem sido examinado, apenas, de fora para dentro, sem que os mais honestos pesquisadores estejam preocupados em estudá-lo de dentro para fora, o que equivale dizer: do espírito para o corpo.

Aferrados a crasso materialismo em que se fixam, não se interessam esses estudiosos pela observância das realidades espirituais, constitutivas da vida, no que incidem e reincidem, por viciação mental ou simples processo atávico, em relação aos cientistas do passado.

O sexo, porém, queira-se ou não, nas suas funções importantes em relação à vida, procede do espírito, cujo comportamento numa existência insculpe na vindoura as condições emocionais e estruturais necessárias à evolução moral.

Desdobramento – A princípio, considerado instrumento de gozo puro e simples, através do qual ocorria a fecundação sem maiores cuidados, passou, nas Civilizações do pretérito, a campo de paixões exorbitantes, que, de certo modo, foram responsáveis pela queda de grandes Impérios, cujos governantes e povos, alçados à condição máxima de dominadores, permitiram-se resvalar pelas rampas do exagero encarregado de corromper os costumes e hábitos, amolentando caracteres e sentimentos, que culminaram na desagregação das sociedades, que chafurdaram, então, em fundos fossos de sofrimento e anarquia.

Perseguido e odiado após a expansão da Igreja Romana, transformou-se em causa de desgraças irreparáveis, que por séculos sucessivos enlutaram e denegriram gerações.

Pelas suas implicações na emotividade humana, a ignorância religiosa nele viu adversário soez que deveria ser destruído a qualquer preço, facultando sucessivas ondas de crimes contra a Humanidade, crimes esses que ainda hoje constituem clamorosos abusos de que o homem mesmo se fez vítima inerme.

Cultivado, depois, passou pelo período do puritanismo, em que a moral experimentou conceituação aberrante e falsa, dando lugar a nefandos conúbios de resultados funestos.

A Sigmund Freud, sem dúvida, o indigne médico vienense, deve-se a liberação do sexo, que vivia envolto em tabus e preconceitos, quando se propôs examiná-lo com vigorosa seriedade, tentando penetrar-lhe as nascentes, através do comportamento histérico e normal dos seus pacientes, tendo em vista a necessidade de elucidar as incógnitas de larga faixa dos neuróticos e psicóticos que lhe enxameavam a clínica, e desfilavam, desfigurados, padecendo sofrimentos ultrizes nos manicômios públicos.

Lutando tenazmente contra a ignorância dos doutos e a estultície dos ignorantes, arrostando as conseqüências da impiedade e da má-fé da maioria aferrada ao dogmatismo chão e às superstições a que se vinculavam, teve o trabalho grandemente dificultado, vendo-se obrigado ao refúgio do materialismo, transferindo para a libido a responsabilidade por quase todos os problemas em torno da neurose humana. Graças a isso, passou a ver o sexo em tudo, pecando, por ocasião da elaboração das leis da Psicanálise, pelo excesso de tolerância a respeito do comportamento sexual, no que classificou inibições, frustrações, castrações e complexos do homem como sendo seus próprios problemas sexuais… Os cooperadores de Freud alargaram um pouco mais os horizontes da análise, sem contudo, detectarem no espírito as nascentes das distonias emocionais das variadas psicopatias…

Com a Era Tecnológica, ante as novas realidades sociais, graças à “civilização de consumo”, o sexo abandonou o recato, a pudicícia, para ser trazido à praça da banalização com os agravantes do grosseiro desgaste do seu valor real, num decorrente barateamento, incidindo na vida da comunidade ao impacto dos veículos de comunicação com o poder da sua ciclópica penetração, da maneira destruidora, aniquilante…

Elevado à condição de fator essencial em tudo, é agora razão de todos os valores, produzindo mais larga faixa de desajustados, enquanto se faz mais vulgar, mais mesquinho, mais brutalizado…

Problemas de exigência psiquiátrica, distonias de realidade esquizóide, gritando urgência de terapêutica especializada, defecções morais solicitando disciplina, educação e reeducação constituem manchetes da leviandade, como se fossem esses ou reais processos da vida e a reflexão como o equilíbrio passassem a expressões de anomalia carecente de execração…

Transsexualismo e heterossexualidade expulsos dos porões sórdidos da personalidade humana doentia, deixaram as salas hospitalares e os pátios dos frenocômios para os desfiles das ruas, acolitados por desenfreada sensualidade, através de cujos processos mais aumentam as vagas do desequilíbrio.

Incontestavelmente impressos nos painéis do psicossoma os comprometimentos morais em que o ser se emaranhou, estes impõem a necessidade da limitação, como presídio de urgência, no homosssexualismo, no hermafroditismo, na frigidez e noutros capítulos da Patologia Médica, nos casos dos atentados ao pudor, traduzindo todos eles o impositivo da Lei Divina que convoca os infratores ao imperioso resgate, de modo a que se reorganizem nesta ou naquela forma, masculina ou feminina, a fim de moralizar-se, corrigir-se e não se corromper, mergulhando em processos obsessivos e alucinatórios muito mais graves, que logo mais padecerão…

Sexo e Espiritismo – Ante quaisquer problemas de ordem sexual, merece considerar-se a importância da vida, das leis de reprodução, contribuindo para o fortalecimento das estruturas espirituais na construção da paz interior de cada um.

Frustração, ansiedade, exacerbação, tormento, tendências inversas e aflições devem ser solucionados, do espírito em processo de reajuste ao corpo em reparação.

Mediante a terapêutica da prece e do estudo, da aplicação dos passes e do tratamento desobsessivo, a par de assistência psicológica ou psiquiátrica correta, os que se encontram comprometidos com anomalias do corpo ou da emoção, recuperam a serenidade, reparam os tecidos ultra-sensíveis do perispírito, reestruturando as peças orgânicas para a manutenção do equilíbrio na conjuntura reencarnatória.

A preservação da organização genésica na faculdade sublime das suas finalidades impõe-se como dever imediato para a lucidez do homem convocado ao erguimento do Novo Mundo de amor e felicidade a que se refere o Evangelho e o Espiritismo confirma, através do bem a espalhar-se hoje por toda parte, repetindo a moral do Cristo, insubstituível e sempre atual.

Estudo e Meditação:

“Que efeito teria sobre a sociedade humana a abolição do casamento?

Seria uma regressão à vida dos animais.”

“Qual das duas, a poligamia ou a monogamia, é mais conforme à lei da Natureza?

A poligamia é lei humana cuja abolição marca um progresso social. O casamento, segundo as vistas de Deus, tem que se fundar na afeição dos seres que se unem. Na poligamia não há afeição real: há apenas sensualidade.” (O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, questões 696 e 701.)

“Para ser mais exato, é preciso dizer que é o próprio Espírito que modela o seu envoltório e o apropria às suas novas necessidades; aperfeiçoa-o e lhe desenvolve e completa o organismo, à medida que experimenta a necessidade de manifestar novas faculdades; numa palavra, talha-o de acordo com a sua inteligência. Deus lhe fornece os materiais; cabe-lhe a ele empregá-los. É assim que as raças adiantadas têm um organismo, ou se quiserem, um aparelhamento cerebral mais aperfeiçoado do que as raças primitivas. Desse modo igualmente se explica o cunho especial que o caráter do Espírito imprime aos traços da fisionomia e às linhas do corpo.” (A Gênese, Allan Kardec, cap. XI, item 11.)

Texto extraído do livro Estudos Espíritas, de Divaldo Pereira Franco pelo espírito de Joanna de Ângelis.

03 – DISTÚRBIOS SEXUAIS

Espiritualmente falando, todos nós somos seres em busca do equilíbrio. A maior parte de nós traz graves comprometimentos no que diz respeito ao campo sexual. André Luiz, no livro “Sinal Verde” afirma que “psicologicamente, cada pessoa conserva, em matéria de sexo, problemática diferente”.

Ainda André Luiz, no livro “No Mundo Maior”, fala que os enigmas do sexo não se reduzem a meros fatores fisiológicos, e acrescenta ainda, em “Evolução em Dois Mundos”, que a sede real do sexo não se acha no veículo físico, mas sim na entidade espiritual, em sua estrutura complexa.

Vejamos um resumo do que André Luiz nos fala, sobre as “enfermidades do instinto sexual”, no livro “No Mundo Maior”:

“As cargas magnéticas do instinto, acumuladas e desbordantes na personalidade, à falta de sólido socorro íntimo para que se canalizem na direção do bem, obliteram as faculdades, ainda vacilantes, do discernimento e, alheia ao bom senso, a criatura lesada em seu equilíbrio sexual
costuma entregar-se à rebelião e à loucura em síndromes espirituais de ciúme ou despeito.

Daí nascem as psiconeuroses, os colapsos nervosos, as fobias numerosas, os desvios da libido, a neurose obsessiva, as psicoses e as fixações mentais diversas que originam na ciência de hoje as indagações e os conceitos da psicologia de profundidade, na esfera da Psicanálise, que identifica as enfermidades ou desajustes do instinto sexual sem oferecer-lhes medicação adequada, porque apenas o conhecimento superior, gravado na própria alma, pode opor barreiras à extensão do conflito existente, traçando caminhos novos à energia criadora do sexo, quando em perigoso desequilíbrio.

Inútil é supor que a morte física ofereça solução pacífica aos espíritos em extremo desequilíbrio, que entregam o corpo aos desregramentos passionais. A loucura, em que se debatem, não procede de simples modificações do cérebro: dimana da desassociação dos centros perispiríticos, o que exige longos períodos de reparação.

Assim, à face das torturas genésicas a que se vê relegada, (a criatura) gera aflitivas contas cármicas a lhe vergastarem a alma no espaço e a lhe retardarem o progresso no tempo. Desse modo, por semelhantes rupturas dos sistemas psicossomáticos, harmonizados em permutas de cargas magnéticas afins, no terreno da sexualidade física ou exclusivamente psíquica, é que múltiplos sofrimentos são contraídos por nós todos, no decurso dos séculos, porquanto, se forjamos inquietações e problemas nos outros, com o instinto sexual, é justo que venhamos a solucioná-los em ocasião adequada”.

Joanna de Ângelis confirma estas informações, no livro “Estudos Espíritas”, onde afirma que o sexo, queira-se ou não, nas suas funções importantes em relação à vida, procede do Espírito, cujo comportamento numa existência grava na próxima (existência) as condições emocionais e estruturais necessárias à evolução moral.

03 – DISTÚRBIOS SEXUAIS

Emmanuel, em sua obra “Vida e Sexo”, nos informa que, quase sempre, os que chegam no além-túmulo, sexualmente desequilibrados, depois de longas perturbações, renascem no mundo tolerando moléstias insidiosas, amargando pesadas provas como conseqüência dos excessos que cometeram no passado. Então, se reencarnamos com uma distorção relacionada à área sexual, isso nos deve ser encarado como sinalizador de que cometemos graves deslizes nessa área e que necessitamos de ajustes, principalmente no setor moral.

Ainda o Espírito Emmanuel, em “O Consolador”, nos mostra que Deus não extermina as paixões dos homens, mas fá-las evoluir, convertendo-as pela dor em sagrados patrimônios da alma, competindo às criaturas dominar o coração, guiar os impulsos e orientar as tendências, na evolução sublime dos seus sentimentos. Informa Emmanuel que observamos almas numerosas aprendendo, entre as angústias sexuais do mundo, a renúncia e o sacrifício, em marcha para as mais puras aquisições do Amor Divino. De acordo com André Luiz, no livro “No Mundo Maior”, “desejo, posse, simpatia, carinho, devotamento, renúncia, sacrifício, constituem aspectos dessa jornada sublimadora. Por vezes, a criatura demora-se anos, séculos, existências diversas de uma estação a outra”.

Creio que seja importante esclarecer que nem todos os transtornos sexuais estarão sempre relacionados às experiências passadas do Espírito. Claro que, como todos nós estamos dentro de um processo maior de evolução, qualquer problema que nos afeta, invariavelmente poderá ser considerado um problema “da alma”, sendo assim, os problemas de ordem sexual podem ser considerados como resultado de dificuldades e equívocos vivenciados ao longo desta trajetória de evolução do nosso Espírito; mas, apesar disso, não podemos desconsiderar jamais as influências e os fatores da vida presente, que podem influenciar (e muito) no comportamento sexual. Aí sim, de acordo com as vivências da vida presente, pode-se vir a adquirir alguns débitos que, se não forem resolvidos nesta existência, certamente ficarão para uma próxima.

Ocasionalmente poderão aparecer, inclusive, Espíritos obsessores, e eles conseguirão influenciar aqueles que estiverem desequilibrados, mas não podemos colocar a responsabilidade toda encima da Espiritualidade, afinal, os Espíritos obsessores quase sempre possuem alguma afinidade vibracional com os obsediados, daí a sua atração (através da conduta e dos pensamentos). Além disso, são eles, também, sofredores que merecem ajuda.

Joanna de Ângelis, em “Estudos Espíritas” fala sobre como deve se dar o reajuste de uma pessoa desequilibrada sexualmente (de dentro para fora, com a Medicina tradicional aliada à ‘Medicina da Alma’): “frustração, ansiedade, exacerbação, tormento, tendências inversas e aflições devem ser solucionados, do espírito em processo de reajuste ao corpo em reparação. Mediante a terapêutica da prece e do estudo, da aplicação dos passes e do tratamento desobsessivo, a par de assistência psicológica ou psiquiátrica correta, os que se encontram comprometidos com anomalias do corpo ou da emoção, recuperam a serenidade, reparam os tecidos ultra-sensíveis do perispírito, reestruturando as peças orgânicas para a manutenção do equilíbrio na conjuntura reencarnatória”. Sobre esse assunto, André Luiz, em “No Mundo Maior” complementa essa idéia, mas faz um alerta, falando: “A endocrinologia poderá fazer muito com uma injeção de hormônios, à guisa de pronto-socorro às coletividades celulares, mas não sanará lesões do pensamento”.

04 – DISTÚRBIOS SEXUAIS

Masturbação – Mitos e Conseqüências Segundo o Espiritismo

Jorge Luiz Hessen *

Muitas pessoas vivem angústias profundas em torno das diretrizes comportamentais na área sexual e isso é compreensível em nosso estágio de humanidade. Por isso, escrevemos alguns argumentos sobre o tema, a fim de que possamos com a Doutrina espírita aprender um pouco mais.

O Espiritismo explica baseado no livre-arbítrio, no percurso de vidas anteriores e na evolução moral de cada um, como estes assuntos devem ser tratados. Lembrando sempre que “cada caso é um caso e muito particular”.

Uma dessas ansiedades é a masturbação, que segundo Sigmund Freud, é envolvida em muito preconceito, graças ao dogmatismo religioso que estigmatiza a sexualidade. Vai distante a época em que se decretava que a masturbação conduzia à loucura e ao inferno. Normal no adolescente que está descobrindo a sexualidade, freqüente nos corações solitários, o problema é que ela favorece a viciação, aguçando o psiquismo do indivíduo com sensualidade avivada. Por outro lado, obsta a sublimação das energias sexuais, quando as circunstâncias nos convocam à castidade, incitando-nos a canalizá-las para as realizações mais enobrecedoras. Vale dizer: há uma energia sexual que precisa ser controlada, não necessariamente através da prática sexual, mas direcioná-la a outras atividades, inclusive a prática da caridade.

A consciência nos sussurra que relação sexual presume dois parceiros. O auto-erotismo não deixa de ser uma busca de “prazer” egoísta, por isso mesmo, toda prudência é imprescindível. Na área sexual, urge vigilância permanente, pois, na maioria das vezes ao se masturbar, a criatura não está tão solitária como imagina. Espíritos das sombras, viciados no sexo, muitas vezes estimulam este vício solitário, prejudicando casais quando o parceiro opta por masturbar-se. Entretanto, mister considerar que cada caso é um caso, sem desconsiderar jamais que o equilíbrio e a disciplina mental precisam ser alcançados. Por isso o Espírito Emmanuel, no livro “O Consolador”, questão 184, psicografado por Chico Xavier, orienta-nos que, “ao invés da educação sexual pela satisfação dos instintos, é imprescindível que os homens eduquem sua alma para a compreensão sagrada do sexo”.

O uso indevido de qualquer função sexual produz distúrbios, desajustes, carências, que somente a educação do hábito consegue harmonizar. Afinal, o homem não é apenas um feixe de sensações, mas, também, de emoções, que podem e devem ser dirigidas para objetivos que o promovam, nos quais centralize os seus interesses, motivando-o a esforços que serão compensados pelos resultados benéficos.

A vida saudável na esfera do sexo decorre da disciplina, da canalização correta das energias, da ação física: pelo trabalho, pelos desportos, pelas conversações edificantes que proporcionam resistência contra os arrastamentos da sensualidade, auxiliando o indivíduo na conduta. Muitas pessoas consideram o prazer apenas como sendo uma expressão da lascívia, e se esquecem daquele que decorre dos ideais conquistados, da beleza que se expande em toda parte e pode ser contemplada, das encantadoras alegrias do sentimento afetuoso, sem posse, sem exigência, sem o condicionamento carnal.

Será que devemos depreender que o Espiritismo proíbe toda a atividade sexual?! De modo algum. O Espiritismo nada proíbe. Deixa ao livre-arbítrio, à decisão consciente de cada um a atitude a tomar. Limita-se a dar orientação e a demonstrar que atitudes mal tomadas dão intranqüilidade e insatisfação e coloca-nos perante a realidade e vantagens do uso consciente da vida.

A Doutrina Espírita apresenta a sexualidade despida da conotação religiosa dogmática que consagrou o sexo pecaminoso, sujo, proibido e demoníaco. Todavia, não legitima o enquadramento da sociedade atual que consubstanciou o sexo como objeto de consumo, devasso e trivial. A proposta espiritista é da energia criadora que necessita estar sedimentada pela lógica e pelo sentimento, pelo respeito e entendimento, pela fidelidade e amor, a fim de propiciar a excelsitude e a paz, ou seja, “Um sexo para a vida e não uma vida para o sexo!”

Para Emmanuel, no livro “Vida e Sexo”, diante das proposições a respeito do sexo, é justo sintetizar-se todas as digressões possíveis nas seguintes normas: não proibição, mas educação; não abstinência imposta, mas emprego digno, com o devido respeito aos outros e a si mesmo; não indisciplina, mas controle; não impulso livre, mas responsabilidade. Fora disso, é teorizar simplesmente, para depois aprender ou reaprender com a experiência. Sem isso, será enganar-nos, lutar sem proveito, sofrer e recomeçar a obra da sublimação pessoal, tantas vezes quantas se fizerem precisas, pelos mecanismos da reencarnação, porque a aplicação do sexo, ante a luz do amor e da vida, é assunto pertinente à consciência de cada um.

Ninguém se burila de um dia para outro. Conversões religiosas exteriores não alteram, de improviso, os impulsos do coração. Achamo-nos muito longe da meta para alcançar o projeto de acrisolamento sexual. A rigor, nenhum de nós consegue se conhecer tão exatamente, a ponto de saber, hoje, qual o tamanho da experiência afetiva que nos aguarda no futuro. Não há como penetrarmos nas consciências alheias e cada um de nós, ante a Sabedoria Divina, é um caso particular, no que tange ao amor, reclamando compreensão. Em face disso, muitos de nossos erros imaginários na Terra são caminhos certos para o bem, ao passo que muitos de nossos acertos hipotéticos são trilhas para o mal de que nos desvencilharemos, um dia!…

A energia sexual, como recurso da lei de atração, na perpetuidade do Universo, é inerente à própria vida, gerando cargas magnéticas em todos os seres, face às potencialidades criativas de que se reveste. À medida que a individualidade evolui, passa a compreender que a energia sexual envolve o impositivo de discernimento e responsabilidade em sua aplicação. Por isso mesmo, deve estar controlada por valores morais que lhe garantam o emprego digno, seja na criação de formas físicas, asseguradora da família, ou na criação de obras beneméritas da sensibilidade e da cultura para a reprodução e extensão do progresso e da experiência, da beleza e do amor, na evolução e burilamento da vida no Planeta.

Nas ligações afetivas terrenas encontramos as grandes alegrias. No entanto, é também dentro delas que somos habitualmente defrontados pelas mais duras provações. Embora não percebamos de imediato, recebemos, quase sempre, no companheiro ou na companheira da vida íntima, os nossos próprios reflexos.

Analisemos o matrimônio, por exemplo, que pode perfeitamente ser precedido de doçura e esperança, mas isso não impede que os dias subseqüentes, em sua marcha incessante, tragam aos cônjuges os resultados das próprias criações que deixaram para trás. Parceiro e parceira, nos compromissos do lar, precisam reaprender na escola do amor, reconhecendo que, acima da conjunção corpórea, fácil de se concretizar, é imperioso que a dupla se case, em espírito – sempre mais em espírito -, dia por dia. Até porque extinta a fogueira da paixão na retorta da organização doméstica, remanesce da combustão o ouro vivo do amor puro, que se valoriza, cada vez mais, de alma para alma, habilitando o casal para mais altos destinos na Vida Superior, até porque é o Espírito quem ama e não o corpo, de sorte que, dissipada a ilusão material, o Espírito vê a realidade que transcende à vida física.

Urge considerar que a Vontade de Deus, na essência, é o dever em sua mais alta expressão traçado para cada um de nós, no tempo chamado “hoje”. E se o “hoje” jaz viçado de complicações e problemas, a repontarem do “ontem”, depende de nós a harmonia ou o desequilíbrio do “amanhã”. Destarte, o instinto sexual, exprimindo amor em expansão incessante, nasce nas profundezas da vida, orientando os processos da evolução.

Importa considerar que diante do sexo, não nos achamos, de nenhum modo, à frente de um despenhadeiro para as trevas, mas perante a fonte viva das energias em que a Sabedoria do Universo situou o laboratório das formas físicas e a usina dos estímulos espirituais mais intensos para a execução das tarefas que esposamos, em regime de colaboração mútua, visando ao rendimento do progresso e do aperfeiçoamento entre os homens.

Cada homem e cada mulher que ainda não se angelizou ou que não se encontre em processo de bloqueio das possibilidades criativas, no corpo ou na alma, traz, evidentemente, maior ou menor percentagem de anseios sexuais, a se expressarem por sede de apoio afetivo. É claramente nas lavras da experiência, errando e acertando e tornando a errar para acertar com mais segurança, que cada um de nós – os filhos de Deus em evolução na Terra – conseguirá sublimar os sentimentos que nos são próprios, de modo a nos erguer, em definitivo, para a conquista da felicidade celeste e do Amor Universal.

* Jorge Luiz Hessen é natural do Rio de Janeiro, nascido em 18/08/1951. É Servidor Público Federal lotado no INMETRO de Brasília; Formação acadêmica: Licenciado em Estudos Sociais e Bacharel em História, Escritor (dois livros publicados) Jornalista e articulista com vários artigos publicados na Revista O médium de Juiz de Fora, Reformador da FEB, O Espírita de Brasília (pertence ao conselho editor), do Jornal da Federação de Mato Grosso e do Jornal da FEDERAÇÃO DO DF. Artigo gentilmente oferecido para publicação no site do Instituto Espírita Batuíra de Saúde Mental. Mais artigos podem ser acessado no site http://meuwebsite.com.br/jorgehessen.

05 – DISTÚRBIOS SEXUAIS

“Sexo, Problemas e Soluções”

Emídio Brasileiro e Marislei Brasileiro
O livro em destaque é estruturado de forma didática, em forma de perguntas e respostas, sobre a origem do sexo, a natureza da libido e da energia sexual reprodutora, as relações da sexualidade com a evolução espiritual, o papel da educação, os seres humanos durante a infância, adolescência, a maturidade e a senectude. Aborda ainda a relação entre religião e o enfoque sexual, o casamento. Emmanuel já tratara do assunto, no livro “Vida e Sexo”, trazendo-nos sua abordagem lúcida e oportuna.

Na obra recomendada, encontramos análise ampla e profunda sobre os distúrbios e desvios sexuais de ordem psicopatológicas, tais como travestismo, troca de casais, ninfomania, necrofilia, dentre outros.Também traz estudos sobre o futuro da vida sexual, segundo os estudos fundamentados nas revelações dos Espíritos Superiores – a transcendência do Espírito e a sublimação do sexo.

Na última pergunta – “Quando a Humanidade estará amadurecida para compreender a sublimidade do sexo, como sendo uma Lei Divina para o bem da evolução?”, a resposta: “Quando estiver esclarecida, educada e convencida de que não há outro caminho para a felicidade, senão o caminho da evolução intelectual e moral, conforme o princípio do amor ao próximo, da concepção da transitoriedade da vida material e da eternidade da vida espiritual.”
Sonia Theodoro da Silva.

Publicado em por admin | Deixar um comentário