IMUNIZAÇÃO ESPIRITUAL

Bezerra de Menezes

Meus filhos,

Enquanto aguardam ansiosos pela descoberta de uma vacina que os imunize contra o vírus que atordoa a humanidade, não vos esqueceis da imunização espiritual que se alcança com a vivência dos princípios do Evangelho de Jesus.

A imunização do espírito precede a imunização do corpo físico, que nada mais é do que um espelho da nossa alma.

Quanto mais o homem se inferioriza, mais ele se se fragiliza. Quanto mais ele se espiritualiza, mais ele se imuniza. Embora distantes da imunologia perfeita, dada a condição evolutiva da humanidade, ainda caracterizada pelas paixões decorrentes do orgulho e do egoísmo, as quais criam o campo mórbido favorável para a instalação da maioria das patologias médicas, psicológicas e espirituais, o homem precisará ainda de muitas vacinas até alcançar a saúde integral do espírito. Enquanto isso, continuamos orientados quanto à necessidade de cuidarmos do corpo e da alma, atendendo às orientações da medicina da Terra, mas, sobretudo, não olvidando os apelos da medicina do Céu, através do uso diário dos remédios da oração, do amor, da humildade, do perdão e da caridade. Vacinem o corpo, sim. Não esqueçam, porém, de vacinarem a alma!

São as singelas recomendações do nosso coração, em nome do Cristo Consolador.

Bezerra de Menezes

Mensagem recebida por José Carlos De Lucca, em 01 de agosto de 2.020

Fonte: Intelitera

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AUXÍLIO A SOFREDORES

Joanna de Ângelis

Diante deles, os sofredores de qualquer jaez, policia a conduta no ato de ajudá-los.

Tragam-te ao conhecimento problemas econômicos, morais ou de saúde, não te revistas de falsa superioridade, assumindo a aparência de benfeitor, com que poderás constrangê-los, adicionando às já existentes, novas aflições.

Cada dificuldade se resolve mediante recurso específico.

Não os padronizes, igualando suas dores somente porque façam parte da imensa massa de padecentes da Terra.

Este deseja externar aflições e receber amizade.

Aquele anseia por socorro imediato através do pão ou do medicamento e, talvez, no desespero em que se vê colhido, não disponha das palavras próprias, fazendo-se impertinente, rebelde, inquieto.

Esse, ferido nos dédalos da alma por dardos venenosos, está prestes a sucumbir e necessita de um amigo.

Aquele outro, desarvorado por inquietações psíquicas e emocionais, perdeu o contato com a realidade objetiva e desvaira, ansiando por alívio.

Propõe-te solidariedade e alcança-os com os teus sentimentos fraternos.

Não os objurgues, amargando o pão que por acaso disponhas para ofertar-lhes.

Nada lhes exijas, em face da moeda ou da palavra que lhes distendas.

Se te escassearem meios externos com que lhes diminuas as penas, recorre ao auxílio espiritual sempre valioso: a prece, a água fluidificada, o passe para a restauração das suas forças.

Sempre possuis algo para doar.

* * *

Há quem ajude avinagrando a linfa da generosidade.

Muitos confortam e reprocham simultaneamente.

Diversos socorrem e advertem, chamando a atenção para a dádiva que dispensam.

Uns abrem os braços à dor, mas não ocultam o enfado, a saturação logo nos primeiros tentames, isto quando não exteriorizam o azedume e a censura rude.

Estão na provação hoje, os que não souberam utilizar-se dos bens da vida com a necessária correção no passado.

Sofrem os que iniciam o processo evolutivo por meio da dor-burilamento.

Batem-te à porta, buscam-te o socorro, pedem-te compreensão. Não lhes recuses o amor.

* * *

Jesus recomendou-nos com a Sua autoridade inconteste: “Batei e abrir-se-vos-á; buscai e achareis; pedi e dar-se-vos-á.”

Se esperas encontrar à tua disposição a Misericórdia Divina, amanhã, sê, agora, o mensageiro dela em relação aos que te batem à porta, te pedem e te buscam, executando o mais meritório esforço na caridade sem jaça: dar e dar-se sempre sem limite.

Joanna de Ângelis

Médium: Divaldo P. Franco

Livro: Leis Morais – 59

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PANDEMIA COM CLAUSURA

Quando chegamos ao Planeta Terra encontramos dificuldades no convívio com pessoas que vamos encontrando pelo caminho. Interessante que não adianta nos mudarmos de bairro, cidade e até de estado, que vamos nos deparar com entraves, e isto acontece porque nossos resgates de outras vidas estão neste Planeta.

Quantas vezes passamos a viver com determinada pessoa que dizemos ter sido “amor à primeira vista”, quando na realidade e deveríamos dizer “há várias vistas”, pois certamente nestes encontros que se dão muitas vezes em locais dos mais surpreendentes, já existia uma história de muitas existências vivenciada por ambos os espíritos.

Também devemos levar em conta que as dificuldades nos relacionamentos tanto no âmbito familiar como nos demais são difíceis, pois que pela misericórdia Divina esquecemos o que aconteceu em vidas passadas, pois certamente nos deparamos com pessoas que tivemos desde pequenas até grandes desavenças.

Por isso é que sempre afirmamos que devemos procurar resolver as contendas nesta vida, pois do contrário vamos ficar vinculados à pessoa que nos prejudicou. Se não conseguirmos resolver as desavenças, pelo menos devemos perdoar a quem nos ofendeu, pois assim a estaremos liberando de ter de em uma próxima vida nos reencontrar para reparar o dano que nos causou.

Deus permite que esqueçamos o acontecido em vidas passadas, pois do contrário seria impossível nos acertamos, já que a maioria de nós tem dificuldade ainda na prática do perdão.

Mas embora haja o esquecimento momentâneo o espírito que somos sabe o que aconteceu e recebe através de intuições ou no desprendimento do corpo físico pelo sono informações a respeito dos resgates que tem de realizar, mas quando acordamos passamos ter um raciocínio diferenciado e muitas vezes as revelações contidas no sonho, ou nas intuições diárias não são seguidas.

Nos dias de hoje onde vivemos atarefados e sempre dependentes de agendas de muitos dias adiante, não temos tempo de viver condizentemente o presente e isso deixa nossa mente bloqueada para análises informativa que recebemos da Espiritualidade Maior. Aquele conceito de que “o sono é bom conselheiro” na maioria das vezes não se concretiza, pois acordamos pela manhã, sem agradecer a Deus pelo novo dia e mergulhamos num mar de compromissos e correria.

É primordial que ao acordarmos lembremos primeiramente de agradecer ao Criador a oportunidade do dia e depois refletir sobre nossas intuições, para finalmente reiniciarmos nossos compromissos. Isso requer disciplina, perseverança e acordar mais cedo.

É bom que tenhamos em mente que nunca estamos abandonados neste Planeta e que nossa trajetória aqui envolve muitas pessoas encarnadas e desencarnadas, estas que nos amparam, nos auxiliam, mas é necessário que estejamos receptivos, mantendo sempre o pensamento perseverado no bem.

Agora em meio a pandemia com clausura, é bom que tiremos momentos para refletir sobre o rumo de nossas vidas e mudanças a serem feitas. Muita paz amigos.

Nilton Moreira
Coluna Semanal – Estrada Iluminada
Fonte: Espirit Book

G.E. Casa do Caminho de São Vicente

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A REENCARNAÇÃO DE ESPÍRITOS MAIS EVOLUÍDOS

Há um bom tempo que se fala nas reencarnações de espíritos mais avançados objetivando a consolidação da Terra como mundo de regeneração.

Esse fato vem sendo comprovado através de informações advindas por intermédio de médiuns responsáveis em várias partes do planeta, além da simples observação do comportamento diferenciado de muitas crianças e jovens na atualidade.

Como Kardec escrevera na sua obra A Gênese, a troca de uma geração mais atrasada moralmente por outra mais desenvolvida se daria paulatinamente. Verificamos esta ocorrência na atualidade.

Boriska, na Rússia, vem impressionando os jornalistas com seus conceitos filosóficos morais, apesar de ser uma criança ainda. No México, um garoto vem impactando os médicos com os seus conhecimentos científicos e dizendo que uma de suas tarefas no mundo é conseguir a cura para diversos tipos de câncer. Vários outros estão deixando perplexos os que lhe ouvem ou com eles partilham a convivência, pelos tesouros morais que apresentam.

Gostaria, no entanto, de me referir, especificamente, a uma menina chamada Akiane. Desde os quatro anos que desenha de maneira encantadora, inclusive, seu primeiro desenho foi o rosto lindo que ela afirmou ser a de um anjo que a levou para um mundo muito belo de cores e luzes deslumbrantes. A partir daí, Akiane começou a retratar espíritos e paisagens maravilhosas. Ela afirma, ainda, que tem uma tarefa especial nesta vida. Escreve poemas extraordinários, de uma pureza deslumbrante.

Muito doce, hoje Akiane está com doze anos Mora em Idaho, EUA.

A garota seria o que alguns estudiosos definem como uma criança cristal, ou seja, uma alma evoluída, que veio contribuir para a mudança de nível espiritual do nosso mundo. Divaldo diz que Akiane pintou o que seria o rosto mais próximo do que tinha Jesus. Assisti a um vídeo e fiquei realmente impressionado com os seus quadros e, particularmente, o de Jesus. No YouTube há vários vídeos sobre ela. Recomendamos.

Como se vê, eles já estão entre nós para fazer a diferença. Façamos a nossa parte.

Por Frederico Menezes
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CONFIANÇA E AMOR

Joanna De Ângelis

Pai E Filho Confiança Felicidade - Imagens grátis no Pixabay

Se confias na Providência Divina não te agastes em face das incompreensões que te surpreendem no ideal do bem a que te dedicas.

Possivelmente encontrarás pessoas que desfilam na Terra cercadas de bajuladores e ovacionadas pelo entusiasmo geral, sem que, no entanto, se dediquem a qualquer mister de enobrecimento. Por isso mesmo são elogiadas, por outros equivocados, que se demoram na inutilidade.

* * *

Se te reservas a alegria do serviço nobre, não esperes resultados favoráveis aos teus empreendimentos superiores.

Certamente há muitos que coletam provisões de simpatia e entusiasmo com facilidade, não obstante permaneçam insatisfeitos.

* * *

Se preferes a dedicação exclusiva à Seara do Cristo, defrontarás empecilhos e mal-querenças onde esperavas que medrariam amor e fraternidade.

É provável que noutros campos de ação compareçam sorrisos e gentilezas de caráter exterior, porquanto os homens são sempre homens — nem anjos nem demônios — lutando contra as imperfeições onde quer que se encontrem.

* * *

Se esperas conseguir a perseverança no lídimo serviço da Verdade, não descoroçoes ante injustiças e difamações.

Existem, sim, os que são ditosos e transitam aureolados por títulos de benemerência, requestados por uns e aplaudidos por outros, não, porém, indenes à sanha da inveja, à chuva do despeito, feridos pela flecha da impiedade dos negligentes e malfeitores contumazes.

* * *

Na Terra, a felicidade somente é possível quando alguém se esquece de si mesmo para pensar e fazer tudo que lhe seja possível em favor do seu próximo.

A felicidade perfeita, se existisse, no mundo, se diluiria ante uma criança infeliz, um enfermo ao abandono, um velhinho relegado ao esquecimento…

Não pretendas, portanto, ouropéis enganosos, cortesias especiais, reconhecimento imediato, favoritismo ou, mesmo, entendimento fraternal…

Como não é correto cultivar pessimismo, não é proveitoso sustentar ilusão de qualquer matiz.

Se confias na Misericórdia de Deus, trabalha sem desfalecimento e ama em qualquer circunstância, sem distinção nem preferências, recordando Jesus, que embora Modelo Impar, não encontrou, ainda, no mundo o entendimento nem a aceitação que merece.

Joanna de Ângelis

Médium: Divaldo P. Franco

Livro: Leis Morais – 58

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Os “bons” são tímidos (LE q. 932) até na Universidade

Postado por LUIZ CARLOS DUARTE FORMIGA

No Brasil existe a violência religiosa? A violência religiosa simbólica permite a liberdade de prática, mas desconstrói a base da crença, fazendo-a parecer inócua, retrógrada e ultrapassada?

No Brasil encontramos elevado índice de violência simbólica. Como o Cristianismo é predominante é o mais atacado?

Existe no Brasil e no exterior um trabalho bem articulado para ridicularizar a fé cristã, minando os valores do Cristianismo?

A mídia liberal e as instituições aparelhadas lutam diariamente pela desmoralização da visão judaico-cristã?

No Brasil a desconstrução dos valores Cristãos é promovida principalmente no ambiente acadêmico?

Nossos jovens chegam despreparados, sem noção do ambiente materialista que irão enfrentar na universidade?

Jovens de formação cristã deficiente conseguem sustentar sua fé perante o discurso acadêmico de docentes relativistas?

Na universidade, jovens podem abandonar a fé. Convencidos pelo sistema profano pensam que foram anteriormente enganados. Podem se tornar céticos e até ateus?

Essas questões se tornaram mais pertinentes nos dias de 2020, depois que alguns  profissionais materialistas resolveram abusar da liberdade de expressão, correndo o risco do vilipêndio.

Um líder religioso relembra que a fé sem obras é morta e que nesse embate de princípios, as obras nada mais são que os argumentos. Aí aponta a solução.

Menos congressos e mais seminários. Diz que é necessário priorizar o estudo, em sala de aula, com mais estudos, colocando os jovens no ambiente da academia, apresentando-lhes as objeções ateístas à fé, e ensinando-lhes os contra-argumentos.

Quais temas não podem ser esquecidos nos púlpitos, encontros e seminários?

Como combater a violência simbólica sem argumentos científicos?

O jovem acadêmico fortalecerá sua fé dominando argumentos filosóficos e científicos. São esses argumentos que confrontarão nosso jovem na academia.

Jesus sempre esteve em situação difícil, diante da crise, fase difícil, grave, onde todos estavam tensos, no conflito, queriam justiça com as próprias mãos, mas a mulher encontrou Nele o argumento que evitou o apedrejamento.

“A Ciência e a Religião são as duas alavancas da inteligência humana: uma revela as leis do mundo material e a outra as leis do mundo moral.” (1)

Divaldo Pereira Franco diz: O meu silêncio diante das ofensas propositais e patológicas ao Mestre venerado (…) será anuência à perversão e indignidade. (2)

Não existem direitos fundamentais absolutos, neles encontramos a liberdade de expressão, com semeadura aparentemente livre. (3)

Um jornalista sugere agora que a coisa pode ser pior.  (4)

E agora? Pode acontecer coisa pior que tremer vendo a cabeça a prêmio?

Só a anuência do espírita à perversão e indignidade, como referiu Divaldo.

Leia mais

  1. http://www.espiritualidades.com.br/Artigos/F_autores_FORMIGA_Luiz_t…
  2. http://blogdobeck.com/2020/01/09/opiniao-principal-lider-do-espirit…
  3. http://www.redeamigoespirita.com.br/profiles/blogs/especial-de-nata…
  4. https://www.tercalivre.com.br/porta-dos-fundos-pode-ter-acertado-ra…
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ASSISTÊNCIA AO DESENCARNANTE

PODEMOS FAZER ALGO QUANDO UMA  PESSOA ESTÁ PRESTES A DESENCARNAR?

A assistência aos moribundos é de extremo valor para a alma antes e depois do desencarne, pois ela contribui muito para duas coisas fundamentais: em primeiro lugar, evitar que a alma fique presa a Terra após o desencarne, e, em segundo lugar, possibilitar uma passagem tranquila para a alma.

A primeira medida que podemos tomar, ao ter contato com alguém próximo que esteja prestes a desencarnar, é conversar com essa pessoa sobre a resolução de todas as suas principais pendências humanas. Chamamos de pendências humanas tudo aquilo que de alguma forma pode prender a pessoa à sua existência atual.

Algumas pessoas são muito apegadas a filhos, irmãos, pais, cônjuge ou amigos. Outras são apegadas a bens e patrimônio. Outras são apegadas a títulos, intelecto, crenças, religião etc. Outras ainda se prendem a sentimentos e processos psicológicos individuais, como mágoas, culpa, vazio, ódio, carência etc.

Tudo isso pode ser conversado com a pessoa em questão sendo objeto de um diálogo franco e aberto. Por exemplo, se o moribundo estiver preso à mágoa com relação a alguém, é preciso mostrar a ele o quanto esse sentimento pode lhe ser prejudicial após a morte. No caso de se tratar de alguém aberto a espiritualidade, é possível mencionar que alguns espíritos podem ficar tão apegados a suas mágoas e a outros sentimentos que frequentemente ficam presos a Terra, se ligando a um encarnado, e passando a ele toda uma carga de sentimentos negativos e até doenças.

Além disso, o espírito preso a emoções inferiores pode tentar prejudicar aqueles que, em vida, supostamente o fizeram mal. Dizemos “supostamente” pois muitas vezes aquilo que consideramos como mal vem para o nosso bem, depende sempre de como a pessoa assimila aquela experiência. Em outro exemplo, uma mãe pode sentir apego, culpa ou outro sentimento relacionado a um filho, e pode sentir preocupação com ele após a sua morte. Por estar preocupada com o filho, ela pode se recusar a seguir adiante e permanecer no nível da Terra, tentando “ajudar” esse filho em suas problemáticas do dia a dia.

Aqui é preciso dizer que a mãe nesse estado errático em nada contribui com seu filho, muito pelo contrário: pode prejudicá-lo de diversas formas, até mesmo criando doenças a ele, bloqueando seu profissional, travando seus relacionamentos etc.

Por esse motivo é que enfatizamos a importância desse diálogo com o moribundo para que ele se desprenda de tudo aquilo que possa ser motivo de sua permanência na Terra. A pessoa deve então conversar com o moribundo e explicar o valor do desapego de todos os assuntos humanos, sejam eles quais forem. É bom dizer que dessa vida nada se leva, a não ser aquilo que existe de mais elevado na alma humana, como o amor, a compaixão, a sabedoria, as virtudes etc.

A segunda medida a se realizar a fim de prestar o auxílio necessário as almas prestes a desencarnar é descrever passo a passo as etapas do pós-morte, caso isso seja possível. Mas que etapas são essas? Em primeiro lugar, a alma se verá saindo do corpo físico. Nesse momento, a pessoa verá o próprio corpo estando fora dele em espírito. Esse é o primeiro sinal de que houve o desenlace e que não temos mais um envoltório material, pois agora somos almas ou espíritos eternos em estado de passagem a nossa nova morada espiritual.

As etapas seguintes não ocorrem necessariamente numa ordem cronológica, ou seja, uma pode ocorrer antes ou depois da outra. Essas etapas são: o encontro com parentes e amigos; a revisão de toda a nossa vida; a visão e ou a “sensação” de uma luz espiritual que poderá ser nosso guia no Além.

O encontro com parentes e amigos é muito comum após o desencarne e é importante mencionar isso ao moribundo. Pessoas queridas e amadas, que ele conheceu nesta ou em outras vidas, podem vir recebê-lo. Isso ajuda a alma recém-desencarnada a se sentir segura num estado espiritual que ainda não lhe é familiar, colaborando com sua adaptação no outro lado da vida. É bom dizer ao moribundo que ele poderá rever pessoas que ele ama e que se encontrarão com ele após a morte, pois isso provavelmente o acalmará e o fará ver a morte sob outra perspectiva.

Outra etapa do pós-morte é a revisão de toda a nossa atual existência terrena. Teremos contato com um flash back de nossa vida. Todos os atos bons ou ruins praticados aparecerão com toda a força e vivacidade diante de nós, como se fosse um filme passando; a diferença é que nesse filme nós somos os principais atores e sentimos tudo o que acontece conosco e também com outras pessoas que fizemos o bem ou o mal.

A alma que só praticou o mal, verá todo o mal realizado e se lamentará. Por outro lado, a alma que praticou o bem, verá e se regozijará com todo o bem semeado. Esse é o famoso “Dia do Julgamento” tal como mencionado pelas grandes religiões do mundo. Mas ao contrário do que algumas doutrinas pregam, não é Deus ou um tribunal cósmico que julga nossas ações, mas sim nossa própria consciência.

Hugo Lapa

G. E. Casa do Caminho de São Vicente

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PAZ NA TERRA

Mohandas Karamchand Gandhi enunciou: Se um único homem atingisse a mais elevada qualidade de amor, isto seria suficiente para neutralizar o ódio de milhões.

Ele próprio atingiu essa qualidade de amor e conseguiu libertar do tacão do Império Britânico centenas de milhões de indianos e paquistaneses através dos seus jejuns e da não violência.

Inspirado em Jesus Cristo, a quem muito amou, compreendeu que qualquer discriminação é inferioridade moral da criatura humana perante a vida e que o falso poder a que se atribui o ser humano é nada mais do que conflito da personalidade, insolência e pequenez moral.

Com muita frequência, vemos os pigmeus espirituais levantarem a clava do ódio contra as minorias raciais, sexuais, políticas, sociais, religiosas e outras tantas, impondo a sua falsa superioridade, por mais esteja demonstrado que não se encontra na cor da pele ou no destaque na comunidade, na aparente beleza física ou econômica o biótipo padrão ideal, isento das misérias e necessidades que acompanham a forma física das criaturas. Todos experimentamos alegrias e tristezas, beleza e deformidades, grandeza e indignidade, conhecimento e estupidez, longevidade e brevidade orgânica, por sermos constituídos de igual massa celular sujeita às variações e aos processos degenerativos.

Criam-se bolsões de intolerância e falsa cultura com objeções e desprezo aos diferentes na aparência e absolutamente idênticos na essência.

De epiderme negra, o Mahatma indiano ergueu o ser humano à altura das conquistas intelecto-morais, quando se resolveu vencer-se, superar os conflitos do ego e compreender que todos procedemos da molécula que, um dia, na intimidade das águas oceânicas, formou os organismos unicelulares, como os vírus, e cresceram através dos bilhões de anos até a fantástica estrutura organizada de trezentos bilhões de células em circuito especializado. O corpo, este laboratório fantástico, que produz todos os elementos de que necessita para viver, é o envoltório material da energia pensante que procede da Inteligência Suprema do Universo.

Na sua obra genial O idiota, Dostoiévski coloca na boca de um personagem cristão: A beleza salvará o mundo.

Parafraseando-o, repito a mensagem de Jesus: O amor anula a multidão de pecados, por ser o amor a alma da vida e a vida da alma.

Vivemos o momento do desespero: pandemia, agressividade, desrespeito aos valores éticos, preconceitos infelizes, paixões asselvajadas, porque o ser humano perdeu o endereço de Deus, que é o Amor.

Se cada um de nós alcançar a sua mais elevada qualidade, acabaremos com o ódio de milhões.

Façamos a experiência de amar, e haverá paz na Terra!

Divaldo Pereira Franco

Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 11.6.2020

G. E. Casa do Caminho de São Vicente

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FÉ E OTIMISMO EM TEMPOS DIFÍCEIS

Vania Mugnato de Vasconcelos

Temos vivenciando época ímpar, cheia de informações desencontradas, pânico disseminado tão velozmente quanto o vírus que tomou o mundo, aproveitadores e ingênuos se posicionando do lado que acham melhor, isolamento para uns, trabalho para outros, nenhuma certeza e uma pandemia a enfrentar.

À parte dos posicionamentos pessoais, devemos agir eticamente, com amor a si mesmo e ao próximo, em ações responsáveis e com forte compromisso social. Contudo, além dos aspectos da vida material, existe um lado espiritual nos problemas humanos. Pululam mensagens ditadas por espíritos com o objetivo de pacificar os corações humanos na intenção de evitar que se entreguem cegamente ao improdutivo medo.

A forma mental negativa no enfrentamento das dificuldades, dos flagelos, despeja na “alma” da Terra um ar espiritual causticante, o qual só saberemos evitar ao entendermos para que serve a experiência atual.

O que chamamos de flagelo é tratado pela Doutrina Espírita como mais um modo de estimular a regeneração e o progresso da humanidade. Fôssemos todos bons, poderíamos viver sem precisar passar por eles, mas como se sabe, “quem não vai pelo amor, vai pela dor”. A questão não é a estrada trilhada, mas que progrediremos de um modo ou outro durante o trajeto. O amor e o sofrimento levam à revisão da vida, da conduta, e à escolha do que é melhor para todos; sobretudo leva à abstenção do cruel egoísmo.

O Livro dos Espíritos, questão 740, diz textualmente que: “Os flagelos são provas que proporcionam ao homem a ocasião de  Exercitar a Inteligência, de Mostrar a sua Paciência e a sua Resignação ante a vontade de Deus, ao mesmo tempo que lhe permitem Desenvolver os sentimentos de Abnegação de Desinteresse Próprio e de Amor ao Próximo, se  ele não for dominado pelo egoísmo.”

Se você crê em Deus, tenha convicção de que não vivemos senão o necessário para nos tornarmos melhores. A humanidade precisa dar um grande salto em moralidade! Toda dor passa, o medo só dificulta o aprendizado da lição e o faz demorar além do necessário. Sim, a vida física do homem na Terra terminará de um modo ou de outro, por isso não devemos perder nenhuma oportunidade de amar mais, confiar mais, sermos mais responsável e fazer nossa parte.

Mantenha a fé e o otimismo.

A humanidade será melhor após os dias atuais.

Vania Mugnato de Vasconcelos
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IMORTALIDADE DA ALMA

No ano de 1889, em Paris, foi lançado o livro Personificações Parasitárias, de autoria do fisiologista Pierre Janet, eminente discípulo de Jean-Martin Charcot, que ministrava aulas na Universidade de La Salpêtrière.

Era o magno período dos estudos psicológicos e fisiológicos, tão elevados que Sigmund Freud transferiu-se de Viena para estudar com o insigne mestre francês, inclusive, os fenômenos de hipnose, para solucionar os graves problemas da histeria, da epilepsia etc…

O Dr. Pierre Janet explicava que os denominados médiuns eram portadores de transtornos psicológicos nos quais liberavam do inconsciente personalidades anômalas ou secundárias, portanto, patológicas.

O livro produziu um verdadeiro furor, por estabelecer que os chamados fenômenos mediúnicos eram desequilíbrio da personalidade. No entanto, essa tese somente pode ser aplicada aos fenômenos intelectuais, mas não atenderiam ainda na área mental das chamadas manifestações idiomáticas. Por exemplo, falarem em línguas estranhas e particularmente os fenômenos de natureza física, tais como as ectoplasmias: materializações, desmaterializações, transportes, poltergeist etc.

Igualmente, nos fenômenos intelectuais, as escritas ao contrário (especulares), para serem lidas ao espelho etc., não podem proceder do inconsciente do médium.

Ademais, o nobre investigador nunca teve oportunidade de assistir a reuniões mediúnicas conforme o Espiritismo praticava, apenas averiguava os fenômenos patológicos no Hospital da Universidade, e ali estavam, naturalmente, pacientes psicológicos e psiquiátricos.

A princípio, os médiuns ficaram sofrendo a alcunha e recuaram na prática dos fenômenos, porém, surgiram obras magistrais demonstrando os equívocos do eminente investigador e afirmando a comunicabilidade dos Espíritos, portanto, a imortalidade da alma.

Atualmente, graças à evolução das escolas psicológicas, às experiências praticadas nos seminários realizados na cidade de Big Sur, na Califórnia, com eminentes especialistas nas investigações mediúnicas, foi criada a denominada 4ª Força em Psicologia ou Psicologia Transpessoal, que estuda os fenômenos da mediunidade, da reencarnação, portanto, espiritualista, já que as outras Escolas são materialistas.

Em consequência, os médiuns passaram a ser paranormais, nos quais os Espíritos se comunicam, confirmando a sobrevivência da vida à morte, portanto, confirmando a doutrina cristã, o Espiritismo.

Hoje, esses fenômenos contribuem valiosamente para explicar inúmeros problemas humanos, especialmente na área da saúde.

Divaldo Pereira Franco

Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 25 de junho de 2020.

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