O esclarecimento que compromete o homem:

O futuro de volta

Postado por Antonio Carlos Navarro         

Há alguns dias atrás, assistindo a palestra semanal do Centro Espírita que trabalhamos, ouvimos o palestrante dizer que Emmanuel, o grande mentor do não menos grande Francisco Cândido Xavier, veio do futuro para nos orientar através do grande médium.

Utilizava-se, nosso querido palestrante, de uma metáfora para indicar a posição espiritual de Emmanuel, em comparação com a nossa, no sentido de mostrar o que seremos no futuro.

A propósito, já tivemos oportunidade de ouvir de um grande trabalhador do Evangelho que, quando o Senhor Jesus observa um espírito em atraso moral, encarnado ou não, ele enxerga a figura de um Emmanuel no amanhã, evidenciando a fatalidade do progresso individual.

Voltando à experiência inicial deste ensaio, lembramos, de imediato de três questões de O Livro dos Espíritos. A primeira é a de número seiscentos e vinte e dois:

Confiou Deus a certos homens a missão de revelarem a sua lei?

“Indubitavelmente. Em todos os tempos houve homens que tiveram essa missão. São Espíritos superiores, que encarnam com o fim de fazer progredir a Humanidade.”

A resposta dos Benfeitores suscita algumas elucubrações.

No que se fundamenta a vinda de Espíritos Superiores até nós para nos auxiliar?

A resposta a esse questionamento encontra-se inserida na mesma obra citada, especificamente na resposta à questão oitocentos e oitenta e oito, dada por São Vicente de Paulo, quando questionado por Allan Kardec sobre a esmola material. Discursando sobre a Caridade, como a entendia Nosso Senhor Jesus Cristo, o Benfeitor nos adverte:

“Amai-vos uns aos outros, eis toda a lei, lei divina, mediante a qual governa Deus os mundos. O amor é a lei de atração para os seres vivos e organizados. A atração é a lei de amor para a matéria inorgânica.

Não esqueçais nunca que o Espírito, qualquer que sejam o grau de seu adiantamento, sua situação como reencarnado, ou na erraticidade, está sempre colocado entre um superior, que o guia e aperfeiçoa, e um inferior, para com o qual tem que cumprir esses mesmos deveres. Sede, pois, caridosos, praticando, não só a caridade que vos faz dar friamente o óbolo que tirais do bolso ao que vo-lo ousa pedir, mas a que vos leve ao encontro das misérias ocultas. Sede indulgentes com os defeitos dos vossos semelhantes. Em vez de votardes desprezo à ignorância e ao vício, instruí os ignorantes e moralizai os viciados. Sede brandos e benevolentes para com tudo o que vos seja inferior. Sede-o para com os seres mais ínfimos da criação e tereis obedecido à lei de Deus.”

A resposta por si só é esclarecedora; os Espíritos Superiores vêm até nós em cumprimento à Lei que vige em toda a obra divina, a Lei de Amor. Mas, assim como é esclarecedora, também traz em si o sentido de dever para nós outros, os atrasados no caminho da evolução, quando nos diz para também fazermos o mesmo com aqueles que se encontram em condições menos felizes do que a nossa.

A terceira e última questão é a de número seiscentos e vinte e cinco:

Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?

“Jesus.”

Allan Kardec comenta a resposta:

“Para o homem, Jesus constitui o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo e a doutrina que ensinou é a expressão mais pura da lei do Senhor, porque, sendo ele o mais puro de quantos têm aparecido na Terra, o Espírito Divino o animava”.

Ora, se o mais perfeito modelo divino tomou para Si o encargo do socorro, urge, nesta “última hora” anunciada por Jesus, que participemos ativamente da transformação do mundo, a partir de nós mesmos, para ajudarmos na construção do Mundo de Regeneração que todos nós ansiamos por fazer parte, mas que só virá se fizermos por merecer.

Pensemos nisso.

Antônio Carlos Navarro

Rede Amigo Espírita

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LEI DA DESTRUIÇÃO E LEI DO PROGRESSO

Alfredo Zavatte –  Exibir blog

                                        

LEI DA DESTRUIÇÃO E LEI DO PROGRESSO

Estamos vivendo dias confusos. A situação atual nos preocupa e nos faz refletir em todas as esferas, material e espiritual.

Entretanto, é necessário que alarguemos os horizontes de nossa vista para um futuro que nos aponte a possibilidade de prosseguir confiantes e seguros de que na vida tudo passa. O progresso é lei natural e nada poderá impedir ou atrapalhar que ele aconteça.

O tempo para isso só dependerá de cada um de nós. Nesse contexto, o benfeitor Emmanuel, no prefácio do Livro “Brasil Coração do Mundo e Pátria do Evangelho”, escreve:

[… lembremo-nos que Roma e a Grécia antigas foram potências mundiais e centros das atenções, como civilizações que estiveram no auge. Mas caíram. Tiveram sua hora de gloria, mas também seu momento de decadência. Isso também aconteceu com os impérios português e espanhol, que se alastraram por todo o planeta. França e Inglaterra também tiveram o seu momento marcados no relógio do tempo. Tudo demonstra-nos dias de evolução da humanidade.

Outros povos também atestaram o progresso, materializados e transitórios. O Brasil terá a sua expressão imortal na vida do Espírito, representando a fonte de um pensamento novo, sem as ideologias de separatividade, inundando todos os campos das atividades humanas com uma nova luz…]

Houve sim, crescimento e evolução, embora muito pouco. Trazemos, ainda, resquícios atávicos do passado. Pensemos em como se agia na Roma antiga ou na época da Inquisição, onde se praticava o mal e até matava-se em nome de Deus. Já não se faz mais isso, os antigos conceitos foram abandonados, apesar das velhas armaduras terem sido substituídas pelo terno e pela gravata e as armas, serem canetas. Hoje, uma assinatura pode matar muitos e manter o povo cativo através de leis elaboradas para proveito próprio e não para o bem do povo.

Se desejarmos realmente ser a Pátria do Evangelho, teremos que acolher a todos os irmãos em conflito. Teremos que separar o joio do trigo sim, porém sem nos esquecer de que ambos brotaram da mesma terra, sem nenhuma distinção. Cada qual terá que fazer o trabalho que lhe caiba.

E, quanto a nós, peçamos a Deus que nos fortaleça, nos inspire e abençoe, sustentando-nos nos embates que a vida nos oferecer, como oportunidade de crescimento moral. A evolução não dá saltos, nem nós, humanos, evoluímos em saltos. Ela é lento e gradativa, pois em tudo há uma proposta de mudança, que temos que absorver e colocar em prática. Nem todos estão muito empenhados em evoluir e deixar sua “zona de conforto”, abdicando de regalias em detrimento do bem estar dos mais necessitados. Muito poucos estão dispostos à essa proposta.

Os Espíritos nos ensinam, na pergunta 728 do Livro dos Espíritos, alusiva à Lei da Destruição, “…que é preciso que tudo se destrua para renascer e se regenerar. Porque o que chamais destruição não passa de uma transformação, que tem por fim a renovação e melhora dos seres vivos”.

Por outro lado no mesmo livro, pergunta 781, quando é arguido o Espirito Verdade: “Tem o homem o poder de paralisar a marcha do progresso”? Em resposta temos: “Não, mas tem o poder de embaraça-la”. Convém que o leitor observe, no cenário em que estamos vivendo, quantos não estão embaraçando a marcha do progresso com suas artimanhas.

Já no item “a” da mesma pergunta, está assim disposto: “O que se deve pensar dos que tentam deter a marcha do progresso e fazer com que a Humanidade retrograde? R: Pobres seres, serão levados de roldão pela torrente que procuram deter”.

Assim, acreditem os homens ou não nas palavras dos Espíritos, ou, se descrentes de tudo, julgam que a vida termina no túmulo, cada um será julgado, segundo seus feitos, pela sua consciência. Não se iludam que ao morrer tudo termina e que todo mal praticado ficará isento de responsabilidade por aquele que o praticou.

A lei do progresso segue sua marcha, lenta e regular. Quando um povo não progride tão depressa quanto deveria, o Criador o sujeita, de tempos em tempos, a um abalo físico ou moral que o transforma, pois o homem não pode indefinidamente conservar-se na ignorância das leis que regem o Universo. A perfeição terá que ser atingida, terá que se instruir pela força das coisas, pelas revoluções morais e sociais que serão infiltradas nas ideias, pouco a pouco. E germinarão no decorrer dos séculos, desmoronando os edifícios da ignorância do passado, deixando tudo em harmonia com as novas necessidades da humanidade, fazendo com que o Planeta renasça para novas inspirações que o conduzirão a dias melhores.

Paz a seu Espírito

Rede Amigo Espírita

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VÓS SOIS DEUSES

Diante da Teoria do “caos” nada sucede sem o consentimento de Deus (Jorge Hessen)

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Jorge Hessen

Jorgehessen@gmail.com

Há 5 séculos a moderna ciência ocidental pavimentou as sendas para os estudos de Copérnico, Galileu, Kepler, Bacon e Descartes, resultando no paradigma mecanicista do processo científico. Posteriormente, tal padrão científico foi corroborado por Newton, que observou as leis do movimento, criando uma realidade determinista regida por leis físicas e matemáticas, onde tudo era “exato”, “absoluto” e “inalterável”.

O funcionamento do mundo físico passou a ser visto como o de um relógio, através de movimentos lineares e precisos. Todavia, no final do Século XIX, o pesquisador Poincaré desafiou, pela primeira vez, esta visão determinista dos sistemas, revelando os desempenhos irregulares e não previsíveis deste sistema newtoniano, portanto , desvendando os comportamentos caóticos na dinâmica da vida.

Atualmente há respeitáveis estudos, análises, debates e críticas sobre a famosa “teoria do caos”. Para alguns , é uma das teorias mais importantes do Universo, presente na essência em quase tudo o que nos cerca. Seus causídicos afiançam que variações insignificantes no início de um determinado evento (mudança climática, por exemplo) podem gerar transformações profundas no futuro, o que tornaria o sistema (ou eventos) caóticos e impossíveis de serem previstos.

O termo caos, assim traduzido para o português, é originado da palavra grega “cháos”, que significa vasto abismo ou fenda. Através dos romanos, passou a ter a conotação de desordem. A “teoria do caos” também está relacionada com as variações do mercado financeiro e com o crescimento populacional e, como vimos, com a concepção de impossibilidade de previsões climáticas a longo prazo.

No século XX, durante um evento científico ocorrido em Washington , em 1972, o meteorologista Eduard Norton Lorenz, fundamentado em seus estudos, formulou equações que demonstravam o “efeito borboleta”. Para isso apresentou um artigo intitulado “Previsibilidade: o bater de asas de uma borboleta no Brasil desencadeia um tornado no Texas?”. Criando tal adágio, traduziu ideias de que pequenas causas podem provocar grandes efeitos, independentes do espaço e do tempo.

O físico Stephen Hawking também anotou o seguinte: “Uma borboleta batendo as asas em Tóquio pode causar chuva no Central Park de Nova Iorque”.[1] Hawking explicou que não é o bater das asas, ingênua e meramente, que provocará a chuva mas a influência deste pequeno movimento sobre outros eventos em outros lugares é que poderá levar, por fim, a influenciar o clima.

Com base em tais afirmativas observa-se que o tema é instigante, por esta razão abreviaremos o debate apoiado nas argumentações dos Benfeitores espirituais. O espírita tem consciência de que o “acaso” não existe. Na produção de certos fenômenos como os ventos, as chuvas, os trovões, os raios e as tempestades, os Espíritos se reúnem em multidão. Alguns deles [Espíritos] agem às vezes com conhecimento de causa, outros não, sobretudo os Espíritos mais atrasados, entretanto quando sua inteligência estiver mais desenvolvida também comandarão e dirigirão alguns fenômenos naturais.[2]

Para o restabelecimento do equilíbrio e da harmonia das forças físicas da natureza os Espíritos na condição de agentes da vontade do Criador precisam exercer ação sobre a matéria e sobre os elementos a fim de agir, presidir e dirigir certos fenômenos. Até porque Deus não exerce ação direta sobre a matéria. Para isso o Criador encontra agentes (Espíritos) dedicados em todos os graus da escala dos mundos.

Portanto, os fenômenos naturais têm uma finalidade providencial, não ocorrem por causas aleatórias. Naturalmente tudo tem uma razão de ser e nada [nos fenômenos naturais] acontece sem a permissão de Deus. [3]

Jorge Hessen

Referências bibliográficas:

[1] HAWKING, Stephen. O Universo Numa Casca De Noz. SP: Ed. Nova Fronteira, 2002.

[2] KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed. FEB, 1999, questões 539, 540

[3] Idem, questão 536

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Coragem para Mudar – Joanna de Ângelis

Postado por PATRIZIA GARDONA

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Coragem para Mudar

Joanna de Ângelis e Divaldo Franco

Muitos dos conflitos que afligem o ser humano decorrem dos padrões de comportamento que ele próprio adota em sua jornada terrestre.

É comum que se copiem modelos do mundo, que entusiasmam por pouco tempo, sem que se analisem as consequências que esses modos comportamentais podem acarretar.

Não se tem dado a devida importância ao crescimento e ao progresso individual dos seres.

Alguns creem que os próprios equívocos são menores do que os erros dos outros.

Outros supõem que, embora o tempo passe para todos, não passará do mesmo modo para eles.

Iludem-se no sentido de que a severidade das leis da consciência atingirá somente os outros.

Embriagados pelo orgulho e pelo egoísmo deixam-se levar pelos desvarios da multidão sem refletir a respeito do que é necessário realmente buscar-se.

É chegado o momento em que nós, espíritos em estágio de progresso na Terra, devemos procurar superar, de forma verdadeira, o disfarçado egoísmo, em busca da inadiável renovação.

Provocados pela perversidade que campeia, ajamos em silêncio, por meio da oração que nos resguarda a tranquilidade.

Gastemos nossas energias excedentes na atividade fraternal e voltada à verdadeira caridade.

Cultivemos a paciência e aguardemos a benção do tempo que tudo vence.

Prossigamos no compromisso abraçado, sem desânimo, sem vãs ilusões, confiando sempre no valor do bem.

É muito fácil desistir do esforço nobre, comprazer-se por um momento, tornar-se igual aos demais, nas suas manifestações inferiores.

Todavia, os estímulos e gozos de hoje, no campo das paixões desgovernadas, caracterizam-se pelo sabor dos temperos que se convertem em ácido e fel, passados os primeiros momentos.

Aprendamos a controlar nossas más inclinações e lograremos vencer se perseverarmos no bom combate.

Convertamos sombras em luz.

Modifiquemos hábitos danosos, em qualquer área da existência, começando por aqueles que pareçam mais fáceis de serem derrotados.

Sempre que surgir a oportunidade, façamos o bem, por mais insignificante que nosso ato possa parecer.

Geremos o momento útil e aproveitemo-lo.

Não nos cabe aguardar pelas realizações grandiosas, e tampouco podemos esperar glorificação pelos nossos acertos.

O maior reconhecimento que se pode ter por fazer o que é certo é a consciência tranquila.

Toda ascensão exige esforço, adaptação e sacrifício, enquanto toda queda resulta em prejuízo, desencanto e recomeço.

Trabalhemos nossa própria intimidade, vencendo limites e obstáculos impostos, muitas vezes, por nós mesmos.

Valorizemos nossas conquistas, sem nos deixarmos embevecer e iludir por essas vitórias.

Há muitas paisagens, ainda, a percorrer e muitos caminhos a trilhar.

Somente a reforma íntima nos concederá a paz e a felicidade que almejamos.

A mudança para melhor é urgente, mas compete a cada um de nós, corajosa e individualmente, decidir a partir de quando e como ela se dará …

Rede Amigo Espírita

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Inutilidade das federações e órgãos de “unificação” espírita no Brasil

Jorge Hessen

jorgehessen@gmail.com

Em 1978, durante a reunião do “CFN” Conselho Federativo Nacional (colégio cardinalício) da FEB, um representante da FEEES- Federação espírita do estado de Espírito Santo defendeu a transformação do” CFN” (colégio cardinalício)- numa Confederação Espírita Brasileira.  Porém, Francisco Thiesen, então presidente da FEB, ameaçou pronunciando que a FEB jamais transformaria o  “CFN” (colégio cardinalício) numa Confederação porque o “CFN” (colégio cardinalício)  era um órgão de [“propriedade”] da FEB. Entretanto, afirmou que os presidentes das federações estaduais eram livres para se reunirem fora do “CFN” (colégio cardinalício) e criarem uma Confederação Espírita Brasileira.   

Como no Brasil tudo é peculiar, os dirigentes das federações estaduais continuam achando “delicioso” se submeterem ao autoritarismo febiano. Exceto o brioso  Gelio Lacerda da Silva, ex-presidente da FEEES – Federação espírita do Espírito Santo, que narra na obra “Conscientização espírita”[1], “a direção da FEB  na pessoa do vice-presidente, Sr. Juvanir Borges de Souza, ao término da reunião do Conselho Federativo Nacional “CFN” (colégio cardinalício), em Brasília, de julho de 1980, me advertiu dizendo que a reforma estatuária da FEEES fechou as portas a Roustaing e que, se não fosse mudado, a FEB cancelaria a adesão  da FEEES ao  “CFN” (colégio cardinalício)”.

Lacerda acrescenta que a “FEB vem tomando atitudes arbitrárias e ameaçadoras dessa natureza, isso ao longo de sua existência, sob o olhar dulcificado e complacente dos dirigentes das federativas estaduais. Gelio afirma que com a FEB o movimento espírita vive sob regime de liberdade vigiada”. [2]

Mas Deus é justo. Para quem não sabe, me apraz informar que o ex-prestigioso parque gráfico febiano, localizado em São Cristóvão, Rio de Janeiro,  faliu (encerrou suas atividades) por intervenção, obra e graça da Providência divina.

Vivemos novos tempos. Creio que a era virtual, das redes sociais e de outras plataformas da internet despedaçaram a supremacia da FEB e das federações estaduais. Hoje em dia, nenhum estudioso ou adepto do Espiritismo necessita dessas entidades antiquadas. Em verdade a Doutrina dos Espíritos tem chegado a incomensurável número de adeptos, graças ao novo paradigma da difusão das obras de Allan Kardec.

Prevemos uma era de união espontânea, bom ânimo, coragem e sabedoria dos espíritas em torno das obras codificadas por Kardec, e obviamente distantes da chibata da “uniformização”, que é o farol da infausta “unificação” federada. Deste modo, temos observado que afastados das “cúpulas federativas infalíveis” vige maior fraternidade entre os espíritas. Hoje se acolhe e se convive com diversos modos diferentes de abranger, interpretar e vivenciar o projeto da Terceira Revelação.

Como dizia Chico Xavier – “É preciso fugir da tendência à “elitização” no seio do movimento espírita. É necessário que os dirigentes espíritas, principalmente os ligados aos órgãos federativos, compreendam e sintam que o Espiritismo veio para o povo e com ele dialogar. É indispensável que estudemos a Doutrina Espírita junto com as massas, que amemos a todos os companheiros, mas sobretudo, aos espíritas mais humildes social e intelectualmente falando e deles nos aproximarmos com real espírito de compreensão e fraternidade. Mais do que justo evitarmos isso, a “elitização” no Espiritismo, isto é, a formação do “espírito de cúpula”, com evocação de infalibilidade, em nossas organizações. [3]

Ora sabemos que no “espírito de cúpula” e “evocação de infalibilidade”, o primeiro decorre do segundo. Considerar-se “infalível” e superior aos outros é o que caracteriza s prepotência. Chico aponta com coragem que estes problemas estão acontecendo nos “órgãos de federativos”. Por que Chico fez tal confissão? Por causa do distanciamento da “cúpula” dos espíritas deserdados. Pela excessiva centralização hierárquica e destruição dos canais de diálogo da maioria das federações com a comunidade pobre dos espíritas de periferia. “Sinceramente, não conseguimos compreender o Espiritismo, sem Jesus e sem Kardec para todos, com todos, e ao alcance de todos, a fim de que o projeto da Terceira Revelação alcance os fins a que se propõe”. [4]

 Jorge Hessen

Referências bibliográficas:

[1]DA SILVA, Gelio Lacerda. Conscientização espírita, 1ª. edição, SP: EME editora 1995

[2] Idem

[3]cf. Entrevista concedida ao dr. Jarbas leone varanda e publicada no jornal uberabense o triângulo espírita, de 20 de março de 1977, e publicada no livro intitulado encontro no tempo, org. Hércio m. C. Arantes, editora Ide/SP/1979.

[4]Idem

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Falemos de Carnaval

 Jorge Hessen

jorgehessen@gmail.com

Raciocinemos sobre o tal Carnaval, um termo oriundo de uma festa romana e egípcia em homenagem ao Deus Saturno, quando carros alegóricos (a cavalo) desfilavam com homens e mulheres. Eram os carrum navalis, daí a origem da palavra “carnaval”. Há quem interprete a palavra conforme as primeiras sílabas das palavras da frase: carne nada vale. Como festa popular, poderia ser um acontecimento cultural plausível, não fossem os excessos cometidos em nome da alegria.

Nesses períodos os carnavalescos alucinados surgem de todos os (re)cantos para caça da contraversão da ética. Para muitos são longas as estações de dias e noites para as preparações do delírio insano dos três dias de fantasias. Vários incautos esfolam as finanças familiares para experimentar o encanto efêmero de curtir dias de completa paranoia. Adolescentes e marmanjos se abandonam nas arapucas pegajosas das drogas lícitas e ilícitas. Não compreendem que bandos de malfeitores do além (obsessores) igualmente colonizam as avenidas das escolas de samba num lúgubre show de bizarrices. Celerados das escuridões espirituais se acoplam aos bobalhões fantasiados pelos condutores invisíveis do pensamento, em face dos entulhos concupiscentes que trazem no mundo íntimo.

Sobrevém uma permuta vibratória em todos e em tudo. Os espíritos das brumas umbralinas se conectam aos escravos de momo descuidados, desvirtuando-os a devassidões deprimentes e jeitos grotescos de deploráveis implicações morais. Tramas tétricas são armadas no além-tumba e levadas a efeito nessas oportunidades em que momo impera dominador sobre as pessoas que se consentem despenhar na festa medonha.

Enquanto olhos embaciados dos foliões abrangem o fulgor dos refletores e das fantasias brilhantes (inspirações ridículas impostas pelos malfeitores habitantes das províncias lamacentas do além túmulo), nas avenidas onde percorrem carros alegóricos (que, pasmem! já até transportou a efígie do Chico Xavier sob aplausos de omissos líderes espíritas), a visão dos espíritos observa o recinto espiritual envolto em carregadas e sombrias nuvens cunhadas pelas oscilações de baixo teor mental.

Os três dias de folia, assim, poderão se transformar em três séculos de penosas reparações. É bom pensarmos um pouco nisso: o que o carnaval traz ao nosso Espírito? Alegria? Divertimento? Cultura? É de se perguntar: será que vale a pena pagar preço tão elevado por uns dias de desvario grupal?

Quando se pretende alcançar essa alegria, através do prazer desregrado e dos excessos de toda ordem, o resultado é a insatisfação íntima, o vazio interior provocado pelo desequilíbrio moral e espiritual. Portanto, não fossem os exageros, o Carnaval, como festa de integração sócio-racial, poderia se tornar um acontecimento compreensível, até porque não admitir isso é incorrer em erro de intolerância. Porém, para os espíritas merece reflexão a advertência de André Luiz: “Afastar-se de festas lamentáveis, como aquelas que assinalam a passagem do carnaval, inclusive as que se destaquem pelos excessos de gula, desregramento ou manifestações exteriores espetaculares. A verdadeira alegria não foge da temperança.” (1)

A efervescência momesca é episódio que satura, em si, a carga da barbárie e do primitivismo que ainda reina entre nós, os encarnados, distinguidos pelas paixões do prazer violento. Costuma ser chamado de folia, que vem do francês folle, que significa loucura ou extravagância. Nos dias conturbados de hoje, sabe-se que “(…) de cada dez casais que caem juntos na folia, sete terminam a noite brigados (cenas de ciúme etc); que, desses mesmos dez casais, posteriormente, seis se transformam em adultério, cabendo uma média de três para os homens e três para as mulheres (por exemplo); que, de cada dez pessoas (homens e mulheres) no carnaval, pelo menos sete se submetem espontaneamente a coisas que normalmente abominam no seu dia a dia, como álcool, entorpecente etc. Dizem, ainda, que tudo isso decorre do êxtase atingido na Grande Festa, quando o símbolo da liberdade, da igualdade, mas, também, da orgia e depravação, somadas ao abuso do álcool, levam as pessoas a se comportarem fora do seu normal (…)” (2)

O Espírito Emmanuel adverte: “Ao lado dos mascarados da pseudo-alegria, passam os leprosos, os cegos, as crianças abandonadas, as mães aflitas e sofredoras. (…) Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de necessidades e de fome, sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem.”(3)

Como proferi supra, nesse panorama, os obsessores “influenciam os incautos que se deixam arrastar pelas paixões de Momo, impelindo-os a excessos lamentáveis, comuns por essa época do ano, e através dos quais eles próprios, os Espíritos, se locupletam de todos os gozos e desmandos materiais, valendo-se, para tanto, das vibrações viciadas e contaminadas de impurezas dos mesmos adeptos de Momo, aos quais se agarram.” (4)

Portanto, além da companhia de encarnados, vincula-se a nós uma inumerável legião de seres invisíveis, recebendo deles boas e más influências a depender da faixa de sintonia em que nos encontremos. As tendências ao transtorno comportamental de cada um, e a correspondente impotência ou apatia em vencê-las, são qual imã que atrai os espíritos desequilibrados e fomentadores do descaso à dignidade humana, que, em suma, não existiriam se vivêssemos no firme propósito de educar as paixões instintivas que nos animalizam.

Será racional fechar as portas dos centros espíritas nos dias de Carnaval, ou mudar o procedimento das reuniões? Existem alguns centros que fecham suas portas nos feriados do carnaval por vários motivos não razoáveis. Repensemos: uma pessoa com necessidades imediatas de atendimento fraterno, ou dos recursos espirituais urgentes em caso de obsessão, seria fraterno fazê-la esperar para ser atendida após as “cinzas”, uma vez ocorrendo essa infelicidade em dia de feriado momesco?

Os foliões crônicos declaram que o carnaval é um extravasador de tensões, “liberando as energias”… Entretanto, no carnaval não são serenadas as taxas de agressividade e as neuroses. O que se observa é um somatório da bestialidade urbana e de desventura doméstica. Aparecem após os funestos três dias as gravidezes indesejadas e a consequente proliferação de assassinatos de intrusos bebês nos ventres, incidem acidentes automobilísticos, ampliação da criminalidade, estupros, suicídios, aumento do consumo de várias substâncias estupefacientes e de alcoólicos, assim como o aparecimento de novos viciados, dispersão das moléstias sexualmente transmissíveis (inclusive a AIDS) e as chagas morais, assinalando, densamente, certas almas desavisadas e imprevidentes.

O carnaval edifica o nosso Espírito? Muitos espíritas, ingenuamente, julgam que a participação nas festas de Carnaval, tão do agrado dos brasileiros, nenhum mal acarreta à nossa integridade fisiopsicoespiritual. No entanto, por detrás da aparente alegria e transitória felicidade, revela-se o verdadeiro atraso espiritual em que ainda vivemos pela explosão de animalidade que ainda impera em nosso ser. É importante lembrá-los de que há muitas outras formas de diversão, recreação ou entretenimento disponíveis ao homem contemporâneo, alguns verdadeiros meios de alegria salutar e aprimoramento (individual e coletivo), para nossa escolha.

Não vemos, por fim, outro caminho que não seja o da “abstinência sincera dos folguedos”, do controle das sensações e dos instintos, da canalização das energias, empregando o tempo de feriado do carnaval para a descoberta de si mesmo; o entrosamento com os familiares, o aprendizado através de livros e filmes instrutivos ou pela frequência a reuniões espíritas, eventos educacionais, culturais ou mesmo o descanso, já que o ritmo frenético do dia a dia exige, cada vez mais, preparo e estrutura físico-psicológica para os embates pela sobrevivência.

Somente poderemos garantir a vitória do Espírito sobre a matéria se fortalecermos a nossa fé, renovando-nos mentalmente, praticando o bem nos moldes dos códigos evangélicos, propostos por Jesus Cristo.

 Rede Amigo Espírita

Referências bibliográficas:

(1) Vieira, Waldo. Conduta Espírita, ditado pelo Espirito André Luiz, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2001, cap.37 “Perante As Fórmulas Sociais”

(2) São José Carlos Augusto. Carnaval: Grande Festa…De enganos! , Artigo publicado na Revista Reformador/FEB-Fev 1983

(3) Xavier , Francisco Cândido. Sobre o Carnaval, mensagem ditada pelo Espírito Emmanuel, fonte: Revista Reformador, Publicação da FEB fevereiro/1987

(4) Pereira, Ivone. Devassando o Invisível, Rio de Janeiro: cap. V, edição da FEB, 1998

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AS CINCO REGRAS DA RAIVA

AS CINCO REGRAS DA RAIVA

Vamos explicar cinco regras simples a respeito da raiva. Procure meditar nesses cinco aspectos para evitar que a raiva te domine:

A primeira regra é bem simples e ela diz o seguinte: “a raiva bloqueia teu raciocínio”. Isso significa que os momentos em que explodimos de raiva são os piores para se tomar decisões, posto que as fortes emoções restringem nossa razão e nosso pensamento. Sempre que você fica com raiva e explode em intenso fervor emocional, você pode fazer escolhas que depois farão você se arrepender, e que podem até te prejudicar. Muitas vezes, tomados que estamos pela fúria, escolhemos, dizemos ou fazemos coisas que depois, na tranquilidade, pensamos “se estivesse calmo, não faria aquilo”. A trajetória de uma vida inteira pode ser modificada e destruída em apenas alguns minutos de ira.

A segunda regra diz o seguinte: “Quem está nervoso muitas vezes deseja que outros fiquem como ele”, ou seja, todos aqueles que estão num estado de tensão, nervosismo e que vivem nas trevas da raiva e irritação compulsiva desejam que outras pessoas compartilhem do mesmo sentimento e descontrole. Quem está na escuridão quer que todos estejam na escuridão, pois assim eles sentem que há muitas pessoas como ele, e não se sente tão mal caso fossem os únicos. Apagar a luz dos outros é a melhor maneira de não enxergar sua própria escuridão. Em outras palavras, quem está na lama, quase sempre quer trazer os outros para a lama, pois assim eles têm “companhia”. O raivoso deseja ter alguém com quem compartilhar sua raiva, pois a raiva sozinha perde seu “combustível”, e muito frequentemente se transforma em depressão. Toda raiva não compartilha com outros acaba tornando o raivoso depressivo, com sentimentos de carência e vazio.

A terceira regra é a seguinte: “Não dê poder a quem não tem”. Quando você se deixa levar pelos berros e deixa a raiva te dominar, você está dando poder àquela pessoa e permitindo a ela te desestabilizar. Mas esse poder de desorganização emocional é a própria pessoa que confere ao outro. No momento em que você para de dar poder a quem não tem poder, você não mais se envolve pelas ofensas e agressões alheias e passa a ser mais neutro e menos vulnerável.

A quarta regra diz algo muito importante: “A raiva prejudica a nós mesmos, e não ao outro”. Há uma máxima de sabedoria que diz o seguinte: “Ficar com raiva de outrem é o mesmo que tomar veneno e esperar que o outro morra”. O maior prejudicado com os acessos de raiva ou com a raiva prolongada somos nós mesmos. A ira pode gerar doenças emocionais e até físicas, em casos extremos, pode instalar quadros depressivos numa pessoa. A raiva contida é ainda mais prejudicial, pois vai aos poucos minando as nossas estruturas psicológicas. Portanto, tua raiva não prejudica o outro, ela afeta, em primeiro lugar, o próprio raivoso.

E por fim, a quinta regra também é simples, mas pode parecer difícil de ser aplicada para algumas pessoas: “Não responda a uma ofensa, apenas silencie”. Quando, por exemplo, algum parente está envolto pela ira e começa a agredir a todos, a melhor resposta é o silêncio. Por que o silêncio? Pois é apenas no silêncio que aquela pessoa conseguirá ouvir a si mesma. Ela passará a ouvir seus próprios gritos, suas ofensas, suas agressões e terá a chance de se perceber, se sentir e se tocar do mal que está emanando. A quinta regra diz: apenas silencie e deixe a pessoa ouvir a si mesma. No momento em que não correspondemos a raiva, a pessoa perde sua energia, fica sozinha e passa a perceber a si mesma, e assim, ela pode enxergar-se como é. Dessa forma, a chance dela se ver e procurar se modificar é bem maior.

(Hugo Lapa)

Rede Amigo Espírita

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A FEB e os “quatro” evangelhos

Perguntar não ofende. Quem poderá responder?

Postado por Codificador do Paracleto  Exibir blog

Jorge Hessen

Jorgehessen@gmail.com

Por que a Federação “espírita” brasileira – instituição que aparelhou no ambiente espírita um sistema de cúpula com evocação de infalibilidade, sendo a coordenadora da propalada “unificação” do movimento “espírita” brasileiro, promove nas suas instalações (Av. Passos/RJ e L 2 Norte/DF), sempre às terças feiras , a “centenária” contraditória e inexplicável reunião pública de estudo da obra antidoutrinária “Os Quatro Evangelhos” de J.B. Roustaing ?

Por que existe e é conservada nos dispositivos do estatuto da afamada FEB a cláusula “pétrea” no “parágrafo único’ do art. 1º , cuja ordem jurídica estabelece os mandatórios “estudos e difusão da obra de J.B. Roustaing”?

Como é simples de concluir, o citado órgão “unificador” é estatutária e oficialmente adepto e divulgador do ideário docetista,  que nada mais é do que a crendice no ridículo Cristo APARENTE e VAPOROSO.

A direção da Feb, durante o ano de 2016, planejou fazer uma homenagem ao livro “ Os Quatro Evangelhos” de J.B.Roustaing, para glorificar o sesquicentenário do agourento livro. Sabendo disso, soltamos um brado de  alerta e, juntamente com os clamores atentos de alguns escritores espíritas, delatamos publicamente a empreitada. Deu resultado, pois a programação da “edição especial” foi temporariamente “abortada” pelo afamado órgão “unificador”. Todavia soubemos “nos bastidores” que a obra está finalizada e revisada desde 2015, mas está sendo mantida de “quarentena”, por enquanto (?!!…) Até quando?  

Aproveitando o ensejo, reafirmamos que urge ser revista a condução do movimento espírita, quase sempre infligida pela cúpula dos “órgãos oficiais”, mormente através da programação e implantação de folhetos e temas apostilados, visando implantação de cursos teóricos muito extenuantes, propondo fadigosos conteúdos doutrinários.

Por que a editora do afamado órgão “unificador” , docetista por injunção estatutária,  possui diversos títulos de livros supostamente espíritas que vem abastecendo o achocalhado movimento espírita com mensagens “voláteis” e ideias ardilosas, separatistas e antidoutriárias de J.B. Roustaing?

Dentre os inúmeros títulos e autores de livros com princípios docetistas (editadas pelo afamado órgão “unificador”), listamos alguns abaixo, visando informar e alertar que o roustaguismo não morreu e nem foi enterrado no Brasil e infelizmente permanecerá por longo tempo enquanto existir o afamado órgão “unificador”.

Na qualidade de professor de História sinto-me na obrigação de apontar e elencar algumas obras editadas pela editora da  FEB que têm embaraçado a compreensão das obras de  Kardec ante a cognição dos neófitos e até alguns veteranos.

Eis uma lista de literatura facciosa ,portanto  danosa para a melhor compreensão da Codificação kardequiana:

“Grande espíritas do Brasil” (Zeus Wantuil); “Vida e obra de Bezerra de Menezes” (Sylvio Brito Soares); “Ide e pregais” (Newton Boechat); “O espinho da insatisfação” (Newton Boechat); “No oásis de Ismael” (F. Thiesen ); “Allan Kardec volumes 2 e 3” (Thiesen e Zeus Wantuil); “Universo e vida” (Hernani t. Sant’anna); “Grande vultos da humanidade e o espiritismo” (Sylvio Brito Soares); “Síntese do novo testamento” (Minimus); “Antônio de Pádua” (Almerindo Martins de castro); “O martírio dos suicidas” (Almerindo Martins de castro); “A caminho do abismo” ( Antônio Lima); “Estrada de damasco” ( Antônio Lima); “Vida de jesus” (Antônio Lima); “Elucidações evangélicas” (Antônio Luiz Sayao); “Elos doutrinários” (Ismael Gomes Braga); “Irmãos de Jesus” (Krueger Mattos); “O livro de Tobias” (Ismael Gomes Braga); “O Cristo de Deus” (Manuel Quintão); “A divina epopeia” (Francisco Leite de Bittencourt Sampaio); “Do calvário ao apocalipse” (Frederico Pereira da Silva Junior); “Jesus perante a cristandade” (Frederico Pereira da Silva); “Jesus, nem Deus nem homem” (Guillon Ribeiro) . Poderia ainda citar “Brasil coração do imundo…” que avalio ser obra adulterada; “Testemunho de Chico Xavier” que contém adventícios trechos roustanguistas e a célebre interpolação ideológica sobre a tal “Evolução em linha reta de Jesus”,  contida na obra “O Consolador”.

Por que a afamada Feb não consegue sustentar a fidelidade à Codificação?

Por que os “fiéis” diretores das federativas estaduais não se organizam mirando  a fundação de uma Confederação espírita brasileira , estruturada em nova composição “unificacionista” e de união ?

A USE União das sociedades espíritas de São Paulo possui uma sede  bem modesta e coordena o movimento espírita do estado inteiro, logo a sede da Confederação espírita poderia ser em instalações humildes, sem luxo e sem a monumental ostentação da soberba sede da FEB em Brasília.

Pensemos nisso.

Jorge Hessen

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