Amadurecimento Emocional

A mudança dos hábitos viciosos para saudáveis exige esforço hercúleo e prolongado. Certamente, não é de um para outro momento que se anulam condicionamentos negativos, substituindo-os por novos costumes que se devem incorporar de tal forma que se automatizem, funcionando sem imposições mentais. A consciência, que jaz adormecida, estimulada pelos fatores externos e as necessidades de auto-realização, libera recursos latentes ampliando as aspirações do ser e passando a dirigir-lhe o processo renovador.

Todos os indivíduos que se dignificaram e contribuíram para o progresso da sociedade viveram esse momento de decisão, de escolha, de renovação. Saturaram-se dos hábitos perturbadores e os substituíram por processos de auto-realização. Houve também o exemplo de indivíduos simples que se cansaram de ser instrumento da própria desagregação moral e optaram pela eleição de uma estrutura saudável, esforçando-se para encontrar o objetivo elevado da existência, e tornaram-se vitoriosos.

É inevitável o progresso, que constitui Lei da Vida. Ninguém existe que esteja condenado à retaguarda. Entretanto, não há privilégio para criatura alguma.

O desenvolvimento dos recursos adormecidos ocorre, somente, quando o cansaço e a frustração se instalam naquele que se entrega à indolência, vindo a acordar mediante o concurso do sofrimento, da desolação ou da amargura, para assumir uma postura saudável, verdadeiramente grandiosa.

A fatalidade da vida apresenta a plenitude como etapa final, mas a livre opção é companheira do indivíduo que a deve eleger, estabelecendo quando e como a alcançará.

(Sendas Luminosas – Divaldo P. Franco – Joanna de Ângelis)

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OBSESSÕES CARNAVALESCAS

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“Atrás do trio elétrico também vai quem já “morreu”…”.

Poucos sabem que a palavra Carnaval é, na verdade, uma abreviatura da frase: a carne nada vale. Em contrapartida, grande parte dos brasileiros acredita que participar das festividades carnavalescas em nada atrapalha sua organização psico-físico-espiritual. Algo como mudar totalmente o padrão vibracional, adentrando por quatro dias e cinco noites num maremoto energético de baixo teor e dizer que isso não desarmoniza ninguém, ao contrário, “desestressa”. Será mesmo só esse o resultado do envolvimento em tal festividade? Desestressamento?

Estudiosos da psicologia realizaram um trabalho de pesquisa interessante sobre o tema, trazendo-nos alguns dados que já nos suscitam importantes reflexões. Vou transcrever parte da matéria que saiu no Jornal Correio Brasiliense, onde constam tais informações: “(…) de cada dez casais que caem juntos na folia, sete terminam a noite brigados (cenas de ciúme, intrigas, etc.); desses mesmos dez casais, posteriormente, três se transformam em adultério; de cada dez pessoas (homens e mulheres) no carnaval, pelo menos sete se submetem a coisas que abominam no seu dia-a-dia, como o álcool e outras drogas (…). Concluíram que tudo isto decorre do êxtase atingido na grande festa, quando o símbolo da liberdade, da igualdade, mas também da orgia e da depravação, estimulado pelo álcool leva as pessoas a se comportarem fora de seus padrões normais (…)”.

A maioria dos foliões da atualidade segue os carros alegóricos sem nenhuma noção do que lhes envolve naqueles momentos. Sequer suspeitam onde ou porque surgiu tal ‘festividade’. Estão ali simplesmente para permitirem o enlouquecimento momentâneo, sem pensar em mais nada a não ser no prazer dos sentidos. Porém, os resultados são evidentes, como pudemos contatar nesta matéria alusiva sobre o tema.

Quanto às suas origens, podemos dizer que as tataravós do carnaval são a bacanália, da Grécia – quando era homenageado o deus Dionísio – e a saturnália – festa romana onde se imolava uma vítima humana, previamente escolhida. Depois, já na Idade Média, aceitava-se a tese de que “uma vez por ano é lícito enlouquecer”, o que tomou corpo, modernamente, no carnaval de nossos dias.

Claro que muitos dançam e se sacodem freneticamente entre sorrisos largos, sem nenhuma intenção menos digna: desejam somente a “alegria”. Porém, mesmo que a intenção seja apenas a de ficar contente, será que o discípulo de Momo no meio de tantos desvarios em nada se prejudica? 

Tudo seria tranqüilo se junto de tais pessoas estivessem tantas outras numa mesma sintonia, munidos da mesma vontade de confraternização, sorrisos e danças conjuntas; sem maldade, sem deixarem seus instintos reptilianos tão aflorados.

Porém, a realidade não é essa. As conclusões apresentadas pelos psicólogos brasilienses já nos dão certa base para um pensar mais aclarado sobre o assunto. Soma-se a tais dados outra importantíssima informação que ainda não é levada em conta tanto pelos profissionais comuns da psique quanto pelos amantes carnavalescos: no período que compreende a sexta-feira de carnaval até o amanhecer da quarta-feira de cinzas, verdadeiras falanges das esferas inferiores invadem a crosta terrestre – atraídas pelo padrão reinante – acompanhando bem de perto tais foliões, incitando-os aos extremos, dando início a sérias obsessões que por vezes se arrastam sobremaneira, trazendo inúmeros prejuízos a tais pessoas. 

No livro “Nas fronteiras da loucura” do espírito Manoel Philomeno de Miranda, psicografia de Divaldo Pereira Franco, o venerando espírito, em suas ponderações, conclui que isso acontece tanto com aqueles que se afinizam com os seres perturbadores adotando comportamento vicioso, quanto com criaturas cujas atitudes as identificam como pessoas respeitáveis, embora sujeitas às tentações que os prazeres mundanos representam, por também acreditarem que seja lícito enlouquecer uma vez por ano. O processo obsessivo ocorre ainda durante o sono, quando em estado de desdobramento (momento em que o corpo descansa e o espírito sai em suas excursões) o folião visita as zonas de baixo teor vibracional, já em contato direto com tais entidades. 

Conhecedores de tais realidades os responsáveis pela revista Visão Espírita fizeram pequeno trocadilho com a famosa frase composta por Caetano Veloso, no seu frevo carnavalesco que diz que “atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu”. Os divulgadores do espiritismo refizeram o ditado. Escreveram que, na verdade, “atrás do trio elétrico também vai quem já “morreu!”…”. Realmente! Só faltou acrescentar: “(…) e eles são em grande número”.

Claudia Gelernter

Revista Visão Espírita, março de 2000

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Obstáculos (Emmanuel)

Obstáculos são, por si, movimentos de renovação e progresso.
O que possa parecer fracasso ou desencanto é preparação de um mundo novo.

Estejamos convencidos de que nunca é tarde para que alguém seja feliz e que o Reino de Deus está dentro de nós. E com semelhante luz, ser-nos-á possível esquecer quaisquer provocações e vencê-las, situando-nos, desde agora, a caminho da Vida Superior.

A felicidade que pode realmente não existir na Terra, enquanto a Terra padecer a dolorosa influenciação de um só gemido de sofrimento, pode existir na alma humana, quando a criatura compreender que a felicidade verdadeira é sempre aquela que conseguimos criar para a felicidade do próximo.

Lembra-te da casa nobre começando nos alicerces e não te desmandes na pressa, a fim de que a tua existência se ajuste à gloriosa sinfonia da vida.

Protege o próprio lar contra a perturbação e a desarmonia, mas se a tua ação surte efeito, aceita a casa em que vives por tua escola de regeneração e de amor.

Atende ao bem, conquanto as dificuldades que encontres para isso.

Sem dúvida é imperioso te guardes no pensamento positivo da confiança em Deus e em ti mesmo.

À maneira de viajante na travessia do rio da vida, que será de ti, se não controlas o leme do teu barco, orientando-lhe os movimentos em rumo certo?

Do livro “Caminho iluminado”
Pelo espírito de Emmanuel
Psicografia de Chico Xavier

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150 anos de A Gênese: divulgação e estudo

Postado por Grupo de Est. Esp. Chico Xavier     

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150 anos de A Gênese: divulgação e estudo

Antonio Cesar Perri de Carvalho

Com A Gênese completa-se o quinto volume das chamadas Obras Básicas da Codificação, que foi lançada no dia 6 de janeiro de 1868, em Paris, conforme anúncio da Revista Espírita de janeiro de 1868.(1)

Allan Kardec destaca no subtítulo: “A Doutrina Espírita é o resultado do ensino coletivo e concordante dos espíritos. A Ciência é chamada a constituir a Gênese segundo as leis da Natureza. Deus prova sua grandeza e seu poder pela imutabilidade de suas leis, e não pela sua suspensão. Para Deus, o passado e o futuro são o presente.” Os temas são desenvolvidos em três partes – A gênese segundo o Espiritismo; Os milagres segundo o Espiritismo; As predições segundo o Espiritismo -, desdobrando-os em dezoito capítulos.

Entre esses temas destacamos no capítulo “Fundamentos da Revelação Espírita” considerações amplas e lúcidas sobre a questão da revelação e faz significativa colocação: “[…] o que caracteriza a revelação espírita é que a sua origem é divina, que a iniciativa pertence aos espíritos e que a elaboração é o fruto do trabalho do homem.”(2) Trata-se de clara afirmação sobre a responsabilidade dos encarnados – detentores do livre arbítrio -, notadamente nas condições de liderança, gestão nas instituições e as ações do movimento espírita. O Mundo Espiritual orienta, mas as decisões dependem de nossas escolhas, o que é um incentivo à reflexão, à conscientização e à ativa participação dos encarnados. Nesse capítulo é analisada a relação entre Espiritismo e Ciência: “[…] o Espiritismo e a Ciência se completam reciprocamente; que a Ciência, sem o Espiritismo, acha-se impossibilitada de explicar certos fenômenos somente pelas leis da matéria, e que é por haver ignorado o princípio espiritual que ela se deteve no meio de tão numerosos impasses; que sem a Ciência, faltaria apoio e comprovação ao Espiritismo e ele poderia iludir-se. Se o Espiritismo tivesse vindo antes das descobertas científicas, teria sido uma obra abortada, como tudo o que surge antes do seu tempo.”(2) Eis marcante ponderação, em época em que as religiões tradicionais eram dogmáticas e não valorizavam a ciência: “Caminhando com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrassem que está errado em um determinado ponto, ele se modificaria sobre esse ponto; se uma nova verdade se revela, ele a aceita.”(2)

O Codificador teve a autonomia intelectual para analisar o desenvolvimento do planeta e da civilização procedendo a uma analogia dos chamados dias bíblicos com os períodos geológicos e de maneira totalmente diferenciada das religiões tradicionais. O assunto perispírito é tratado em vários capítulos do livro, ficando mais clara a compreensão dos fenômenos: “O perispírito é o traço de união entre a vida corporal e a vida espiritual: é por ele que o espírito encarnado está em contínuo contato com os desencarnados; é por ele, enfim, que ocorrem, com o homem, fenômenos especiais que não têm sua origem na matéria tangível, e que, por essa razão, parecem sobrenaturais.”(2)

Os chamados “milagres” e as aparições de Jesus são analisados descortinando-se o mundo espiritual e o conhecimento sobre as propriedades do perispírito: “As aparições de Jesus após a sua morte são narradas por todos os evangelistas com detalhes circunstanciados que não permitem que se duvide da realidade do fato. […] perfeitamente explicadas pelas leis fluídicas e pelas propriedades do perispírito, e não apresentam nada de anormal com os fenômenos do mesmo gênero, dos quais a história antiga e contemporânea oferece numerosos exemplos, sem deles excetuar a tangibilidade.”(2) A polêmica sobre o desaparecimento do corpo do Cristo é tratada no Cap. XV da 1a. edição: “A que se reduziu o corpo carnal? Este é um problema cuja solução não se pode deduzir, até nova ordem, exceto por hipóteses, pela falta de elementos suficientes para firmar uma convicção. Essa solução, aliás, é de uma importância secundária e não acrescentaria nada aos méritos do Cristo, nem aos fatos que atestam, de uma maneira bem peremptória, sua superioridade e sua missão divina. Não pode, pois, haver mais que opiniões pessoais sobre a forma como esse desaparecimento se realizou, opiniões que só teriam valor se fossem sancionadas por uma lógica rigorosa, e pelo ensino geral dos espíritos; ora, até o presente, nenhuma das que foram formuladas recebeu a sanção desse duplo controle. Se os espíritos ainda não resolveram a questão pela unanimidade dos seus ensinamentos, é porque certamente ainda não chegou o momento de fazê-lo, ou porque ainda faltam conhecimentos com a ajuda dos quais se poderá resolvê-la pessoalmente. Entretanto, se a hipótese de um roubo clandestino for afastada, poder-se-ia encontrar, por analogia, uma explicação provável na teoria do duplo fenômeno dos transportes e da invisibilidade. (O Livro dos Médiuns, caps. IV e V.).”(2)

Por outro lado, o tema da atualidade – transição planetária –, é apreciado nos capítulos de “As predições segundo o Espiritismo” e “Os tempos são chegados”: “Ouvimos em todas as partes: São chegados os tempos marcados por Deus, em que grandes acontecimentos ocorrerão para a regeneração da Humanidade. Em que sentido nós devemos entender essas palavras proféticas? […] Para a maioria dos fieis, elas apresentam qualquer coisa de místico e de sobrenatural, parecendo-lhes prenunciadoras da subversão das leis da Natureza. […] porque tais palavras não anunciam a perturbação das leis da Natureza, mas sim o cumprimento dessas leis.”(2) As situações de transformações têm parcelas de responsabilidade do ser humano no contexto social e no cenário físico, haja vista os atuais conhecimentos sobre o meio ambiente. A grande transformação há de ser ética e moral: “Até o presente, a humanidade tem realizado progressos incontestáveis. Os homens, com a sua inteligência, chegaram a resultados que jamais haviam sido alcançados, sob o ponto de vista das ciências, das artes e do bem-estar material. Ainda lhes falta um imenso progresso a realizar: o de fazerem reinar entre eles a caridade, a fraternidade e a solidariedade, para assegurar o bem-estar moral.”(2)

Nesse contexto, a ideia sobre a nova geração não ficaria circunscrita ao ambiente espírita, havendo a relação entre transição e nova geração: “Trata-se, pois, muito menos de uma nova geração corpórea do que de uma nova geração de espíritos. Assim, aqueles que esperam ver a transformação ocorrer através de efeitos sobrenaturais e maravilhosos, ficarão decepcionados.”(2)

Em nossos dias, é necessário o estudo desses temas para se evitar interpretações superficiais e até estranhas para o período em que vivemos. Interessante síntese sobre A Gênese, logo após seu lançamento, surge em apreciação do espírito São Luís, na Revista Espírita, de fevereiro de 1868: “A religião, antagonista da Ciência, respondia pelo mistério a todas as questões da filosofia céptica. Ela violava as leis da Natureza e as adaptava à sua fantasia, para daí extrair uma explicação incoerente de seus ensinamentos. Vós, ao contrário, vos sacrificais à Ciência; aceitais todos os seus ensinamentos sem exceção e lhe abris horizontes que ela supunha intransponíveis. […] Um livro escrito sobre esta matéria deve, em consequência, interessar a todos os espíritos sérios.”(1)

Independentemente da polêmica sobre alterações na 5a. edição francesa dessa obra e das traduções feitas a partir da mesma, destacamos que ao ensejo do sesquicentenário do lançamento de A Gênese torna-se muito necessário a divulgação e o estudo do mesmo na seara espírita.(3)

Kardec, intelectual experimente e inspirado, elaborou A Gênese com apreciações sobre os fundamentos da revelação espírita e as relações com a Ciência. Analisa a evolução do planeta e do homem, os chamados milagres de Jesus e os conceitos sobre “sinais dos tempos”. São temas oportunos para a atualidade. Nesse contexto e ao ensejo da oportuna Campanha “Comece pelo Começo”, os 150 anos de A Gênese deve ser uma motivação para se implementar seu estudo, divulgação e valorização na seara espírita.

Referências:

1) Kardec, Allan. Trad. Bezerra, Evandro Noleto. Revista Espírita. Ano XI. No. 1. 1868. Rio de Janeiro: FEB.

2) Kardec, Allan. Trad. Sêco, Albertina Escudeiro. A gênese. 3.ed. Cap. I, itens 13, 16 e 55; Cap. XIV, item 22; Cap. XV, Itens 61, 67-68; Cap. XVIII, itens 6 e 26. Rio de Janeiro: Ed. CELD. 2010.

3) Artigo: http://grupochicoxavier.com.br/a-genese-150-anos-valor-da-obra-e-su… (Acesso em 07/01/2018).

(Adaptação do artigo: http://www.oconsolador.com.br/ano11/548/especial.html)

(Ex-presidente da FEB e da USE-SP)

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HANSENÍASE – Quando as chagas da alma manifestam no corpoPostado por Marcos Paterra  –   Exibir blog

 A hanseníase, antes conhecida como “Lepra” é uma doença que acompanha a humanidade desde os primórdios terrenos sendo que há registros que datam de 600 a.C na Ásia e na África.

Devemos alertar de que a hanseníase é uma doença crônica e infectocontagiosa de notificação obrigatória no Brasil, assim como a tuberculose, a AIDS e outras doenças transmissíveis entre humanos. A hanseníase atinge pele e nervos periféricos podendo levar a sérias incapacidades físicas. Uma doença que hoje em cura graças a descoberta na década de 40 das sulfonas, oriundas da química sintética, ainda hoje o estigma do contágio ainda é predominante.

Muito embora desde a década de 60 não á mais necessidade de leprosários , o que foi uma vitória em termos de humanização, já que essa doença sempre foi tratada com preconceito e repugnância, as pessoas com essa enfermidade eram excluídas da sociedade, abandonadas a própria sorte no período antecessor e durante o de Cristo, na idade média considerada doença proveniente do pecado, a o exilio ou a extinção era a solução para eliminar o mal naquele corpo .

Infelizmente não bastava o exilio e a exclusão, em muitos países nos casos mais graves os hansenianos eram executados.

“[…] a maioria das vezes o enfermo era preso em sua habitação, sendo queimado juntamente com seus pertences. […]” (Mesgravis, 1976, p. 119).

Em 1868, a bactéria causadora da moléstia foi identificada pelo norueguês Armauer Hansen, e as crenças de que a doença era hereditária, fruto do pecado ou castigo divino foram afastadas. Porém, o preconceito persistiu, e a exclusão social dos acometidos foi até mesmo reforçada pela teoria de que o confinamento dos doentes era o caminho para a extinção do mal.

Foram criados os leprosários , mas não bastava os separar, se ocorresse uma morte no leprosário, o corpo seria ali enterrado; no caso do “leproso” residir em uma cabana, era usual que se ateasse fogo à habitação para que o corpo fosse queimado juntamente com seus pertences.

Muito embora hoje hanseníase tenha cura e o tratamento seja gratuito, o Brasil esta em 2º lugar no mundo e o 1º Lugar na América latina..

“O Maranhão também lidera em casos entre menores de 15 anos – são cerca de 400 por ano, ou 12% do total do Estado. […] No Brasil, essa participação das crianças em novos casos fica em torno de 7% a 8%, o que mostra quão ativa a doença ainda é no país – uma criança doente indica em geral que há um adulto não tratado transmitindo hanseníase. (BBC BRASIL.)

O que o espiritismo diz? Bem poderíamos aqui falar sobre Eunice Weaver , que indiscutivelmente foi um ícone dentre o tratamento aos hansenianos, e conforme Divaldo Franco ela era “mãe dos filhos dos hansenianos” e evitou que milhares de crianças se contaminassem. Após desencarnar, apareceu radiosa para Divaldo, onde escreveu a mensagem “Marcados na Alma”, onde faz uma análise dos portadores da hanseníase moral, que é a enfermidade entrando, e dos portadores da hanseníase física, que são aqueles que tem a enfermidade saindo; pode-se afirmar que os que hoje estão marcados na alma, pelos danos praticados contra si mesmos, através do seu próximo, a quem prejudicaram em vidas passadas, e, inevitavelmente serão os portadores da hanseníase, das degenerescência cancerígena de hoje ou de amanhã.

Sob esse prisma, destacamos e convergimos duas informações de relevância:

1- Evangelho Segundo o Espiritismo no Cap. VII – “BEM AVENTURADOS OS POBRE DE ESPÍRITOS” , onde percebemos que a reencarnação é a única maneira de purificarmos a alma, desembaraçando-nos dos males do passado, onde o objetivo tornarmo-nos mais pobres(humildes) de espírito.

2- E Jésus Gonçaves, (1902-1947), pessoa de bom coração e de história de vida sofrida, desencarnou por complicações reflexas da hanseníase, e, que de ateu convicto, tornou-se espirita fervoroso, a ponto de Funda em 1945 no Hospital-Colônia de Pirapitingui a “Sociedade Espírita Santo Agostinho”, e, após seu desencarne, comunicou-se com Chico Xavier e Divaldo Franco, revelando em vidas anteriores, ter sido Alarico, o Grande (Seculos IV e V) e Armand Jean du Plessis Richelieu, o poderoso Cardeal Richelieu, nos séculos XVI e XVII.

Alarico e Richelieu foram pessoas perversas e violentas, e em suas encarnações matavam e queimavam suas vítimas para simbolizar o poder, conforme Jésus, Alarico era soberbo e vaidoso, dono de uma crueldade sem igual, comandou a sangrenta invasão de Roma em 410 que resultou em milhares de mortes.

Richelieu, sob a batuta religiosa da época, foi o mais poderoso homem da França, destacou como político e estadista, tornando –se uma das mais notáveis figuras do regime monárquico francês, cujas mãos duras e inteligentes detiveram o poder político da França, acima mesmo do rei Luis XIII.

Seu zelo excessivo e terrível pelo seu país e pelo seu governo foi capaz de justificar aos olhos dos homens, que o temiam e o admiravam, as guerras internas e externas pelas quais a França, enveredou em nome de ideais fanáticos, colocados acima de todos os ideais humanos, proporcionando espetáculos de sangue e deixando muitos povos na miséria.

Jésus, ficou órfão de mãe aos três anos e do pai aos quinze, aos dezesseis teve de se sustentar como trabalhador braçal, aos vinte anos casou-se com Theodomira de Oliveira, que era viúva e já tinha 2 filhas. Mesmo assim ainda tiveram mais 4 filhos. Nesta época empregava-se como Tesoureiro da Prefeitura.

Em 1930 sua esposa desencarna de uma tuberculose. Apesar das enormes dificuldades em criar suas 6 crianças casou-se novamente, com Anita Vilela, vizinha que lhe ajudava a cuidar das crianças; aos 27 anos foi acometido pela Hanseníase. Anita era espírita e tentava, em vão, esclarecer a mente do ateu Jésus.

Em 1933, o Serviço Sanitário recolhe-o, internando-o no Asilo-Colônia Aymorés. Percebendo o destrato e rotina do local, fundou o jornal interno “O Momento”, a “Jazz Band de Aymorés” e a equipe de futebol. Por não receberem grupos artísticos no asilo, fundou também o grupo teatral interno.

Em 1943 falece Anita Vilela, de câncer no útero. Jésus ateu convicto questiona Deus, às voltas com suas dores no fígado, resolveu chamar aquele “Deus”, e o desafiou, tirando um pouco de água e colocando em um copo.

“- Se Deus existe mesmo, dou 5 minutos para que coloque nesta água um remédio que me alivie as dores que sinto”. E contou no relógio.

Quando bebeu a água sentiu que estava totalmente amarga. Chamou um companheiro que confirmou a alteração da água… Após 2 minutos nada mais sentia em dores.

Jésus passou a crer, e tornou-se espírita, anos depois fundou a “Sociedade Espírita Santo Agostinho”.

Convergindo os dados, percebemos que a doença de Jésus, foi sua expiação após ter vivenciado em outras vidas atitudes cruéis.

Salientamos que estamos em transição planetária, e muitos espíritos buscam resgate e purificação de suas almas.

“[…] Sucede, meus filhos, que as regiões de sofrimento profundo estão liberando seus hóspedes que ali ficaram, em cárcere privado, por muitos séculos e agora, na grande transição, recebem a oportunidade de voltarem-se para o bem ou de optar pela loucura a que se têm entregado.”(FRANCO/2011)

As causas das enfermidades nem sempre são expiações, também podem ser provas ou missões, sob esse prisma afirmamos que em todos os casos, sempre é para a evolução do espírito.

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A GERAÇÃO NEM-NEM – Sob a ótica espírita

Postado por Marcos Paterra – Exibir blog

Recentemente ocorre em voga no Brasil uma nova tribo urbana de pessoas que “nem estudam” e “Nem trabalham”, e ganhou o nome de “Geração Nem- Nem” esse nova tribo compõe uma parte da população, especificamente jovens na faixa dos 15-24 anos.

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) baseados na Pnad 2012 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) mostram que o número de jovens de 15 a 29 anos que não estudava nem trabalhava chegou a 9,6 milhões no país em 2012, isto é, uma em cada cinco pessoas da respectiva faixa etária.

Muitos sociólogos afirmam que o índice alarmante de desemprego e total e completa inatividade que acomete boa parte das populações jovens dos países subdesenvolvidos, seriam as principais causas dessa geração, uma parcela significativa de Nem-Nems é composta por mães precoces ou muito jovens. A precária infraestrutura social de serviços, algo que vai um pouco mais além de bolsas de auxílio básicas, caracterizadas pela mera distribuição de dinheiro, também contribui para condenar estas jovens mães a uma vida Nem-Nem. A falta de serviços propiciados pelo Estado, como creches, condena parte expressiva das jovens mães a uma permanente desqualificação para o mercado de trabalho, o que também é incentivado pelos programas sociais de auxílio garantido. Não por acaso, entre os Nem-Nems, encontremos quase 80% das mães jovens.

Dentre essa nova tribo emergente de jovens destacamos que os adolescentes de classe média também começa a contribuir para a geração Nem-Nem. Para muitos, as opções não parecem claras nem estimulantes e a motivação para o mercado de trabalho é bastante reduzida. Quando aliamos uma bagagem de estudos limitada ao conforto propiciado pela longevidade dos pais, que agora podem trabalhar, e sustentar a família, por muito mais tempo, muitos jovens sentem-se confortáveis em ser Nem-Nems.

Tentando entender o surgimento dessa nova tribo sob a ótica espírita, lembramo-nos de como em nosso País ocorre a “mistanásia ”, e sob esse contexto percebemos como somos induzidos a elaborar formas de adequarmos as novas condições a qual nos submetemos no dia a dia.

Essa questão de desigualdade social é discutida há muito tempo Jean Jacques Rousseau no século 17 afirmou:

“Concebo na espécie humana duas espécies de desigualdade: uma, que chamo de natural ou física, porque é estabelecida pela natureza, e que consiste na diferença das idades, da saúde, das forças do corpo e das qualidades do espírito, ou da alma; a outra, que se pode chamar de desigualdade moral ou política, porque depende de uma espécie de convenção, e que é estabelecida ou, pelo menos, autorizada pelo consentimento dos homens. Consiste esta nos diferentes privilégios de que gozam alguns com prejuízo dos outros, como ser mais ricos, mais honrados, mais poderosos do que os outros, ou mesmo fazerem-se obedecer por eles.”( ROUSSEAU. 1753)

Em o Livro dos Espíritos no Capítulo IX que trata da Lei de Igualdade. Destacamos as perguntas:

Pergunta 811: Será possível e já terá existido a igualdade absoluta das riquezas?

Resposta – “Não; nem é possível. A isso se opõe a diversidade das faculdades e dos caracteres.”

Francisco Cândido Xavier, através de Emmanuel no livro “O Consolador” , na questão 55 aborda o assunto:

Pergunta n.º 55: “A desigualdade verificada entre as classes sociais, no usufruto dos bens terrenos, perdurará nas épocas do porvir?”

Resposta: “ – A desigualdade social é o mais elevado testemunho da verdade da reencarnação, mediante a qual cada espírito tem sua posição definida de regeneração e resgate. Nesse caso, consideramos que a pobreza, a miséria, a guerra, a ignorância, como outras calamidades coletivas, são enfermidades do organismo social, devido à situação de prova da quase generalidade dos seus membros. Cessada a causa patogênica com a iluminação espiritual de todos em Jesus Cristo, a moléstia coletiva estará eliminada dos ambientes humanos.”

Nossas crianças crescem e convivem com desigualdades sociais e tornam-se reféns da influencia da mídia a qual sabemos que muitas vezes à inversão de valores se destaca entre as dúbias informações transmitidas nas novelas e onde enfatizamos a violência simbólica .

Dr. Içami Tiba , em seu livro “Disciplina – O Limite na Medida Certa” nos afirma que mídia, principalmente a televisão, tem forte influência sobre adolescentes com relação ao consumismo, a cultura do prazer pelo prazer, a erotização e a ausência de limites, devido á falta de disciplina, atribuindo como um problema sociocultural.

“Acho que a mídia funciona assim porque tem mercado para isso que é oferecido. Ela não é muito culpada. Oferece o que é consumido. O consumo não é problema de uma pessoa e sim de todas as gerações. É uma questão social. É importante que cada família reaprenda a ver televisão. Esperar que a TV regule sua programação por sua ética é algo em vão. São empresas que visam lucro.[…]” (TIBA. 2006) .

Conforme a psicopedagoga Alessandra Venturi “[…] Orientação e estímulo desde a infância. Esses são os principais ingredientes para tirar o jovem da estagnação profissional e escolar, segundo os especialistas. “A criança tem de ter contato com livros desde os primeiros anos de vida, e os pais precisam sempre tomar cuidado com falas negativas relacionadas à leitura, ao trabalho e ao estudo, como ‘não aguento mais trabalhar’ ou ‘dinheiro é um problema’”

A terapeuta familiar Edith Rubinstein complementa: ” Converse sobre tudo com seu filho, pergunte o que ele mais gosta de fazer e proporcione alternativas de lazer e de cultura. Palavras de incentivo são sempre bem-vindas. Acredite no seu filho e mostre que tentar, arriscar e até fracassar fazem parte do processo. “A capacidade de sonhar e de se imaginar em uma perspectiva depende de coragem, audácia, de suportar frustrações e de esforço para recomeçar”.

A Doutrina Espírita, pelo ensino através dos diálogos com Espíritos, por meio da inteligência humana na apreciação do farto material de pesquisas que os espíritos propiciam (livros psicografados, mensagens em mesas mediúnicas e etc.) , pelos princípios filosóficos e morais que apresenta, nos ajuda a entender as conotações mais abrangentes da realidade do mundo e do ser.

“É notável verificar que as crianças educadas nos princípios espíritas adquirem uma capacidade precoce de raciocínio, que as torna infinitamente mais fáceis de serem conduzidas. Nós as vimos em grande número, de todas as idades e dos dois sexos, nas diversas famílias onde fomos recebidos, e pudemos fazer essa observação pessoalmente. Isso não as priva da natural alegria, nem da jovialidade. Todavia não existe nelas essa turbulência, essa teimosia, esses caprichos que tornam tantas outras insuportáveis. Pelo contrário, revelam um fundo de docilidade, de ternura e respeito filiais que as leva a obedecer sem esforço e as torna responsáveis nos estudos. Foi o que pudemos notar e essa observação é geralmente confirmada. […] Essas crianças, por sua vez, educarão seus filhos nos mesmos princípios e, enquanto isso, os velhos preconceitos irão, de pouco em pouco, desaparecendo com as velhas gerações. Torna-se evidente que a idéia espírita será, um dia, a crença universal.”(Kardec.1862)

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Consciência , disciplina e livre arbítrio (Jorge Hessen)

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Jorge Hessen

jorgehessen@gmail.com 

Se compreendêssemos melhor os mecanismos das Leis divinas, que não estão contidas nos livros nem nas instituições religiosas, mas na própria consciência, evitaríamos infortúnios, ambições e desonras que definitivamente não estariam em nosso roteiro. Precisamos refletir as Leis de Deus, a fim de nos conscientizarmos sobre seus mecanismos, que desfecha tanto reparações (reeducações), quanto bonificações surpreendentes, sempre justas, judiciosas e controladas pela própria consciência autônoma (livre arbítrio), as quais expressam a resposta da Natureza, ou da Criação, contra a desarmonia constituída ou submissões aos códigos divinos inscritos na consciência do homem em seus suaves aspectos.

Nos estatutos de Deus não há espaço para “punições”. Ninguém está sujeito ao império estranho do “castigo”, pois este também não existe. Os altivos regulamentos do Criador, que estão inscritos na própria consciência, demonstram que a semeadura rende sempre conforme os propósitos do semeador. Ora, em verdade, a cada um a vida responde conforme seus esforços ou não de autoaperfeiçoamento moral; portanto, não há exceções para ninguém. Por essa razão, fazer o bem determina o bem; demorar-se no mal gera a aflição. Por isso, importa a disciplina individual e coletiva, tão necessárias ao equilíbrio e harmonia da Humanidade.

O principal meio de modificar para melhor o resultado das nossas ações reside no controle das nossas vontades, pensamentos, palavras e ações, pois à medida que nos conhecemos melhor, reduziremos ou modificaremos as desarmonias de consciência e seremos mais independentes para decidir sobre nosso destino.

Após a desencarnação permanecem os resultados de todas as imperfeições que não conseguimos melhor graduar na vida física. A Lei divina da consciência sobre si mesmo institui que felicidade e desdita sejam reflexos naturais do grau de pureza ou impureza de cada um. A maior felicidade reflete a harmonia com essas leis, enquanto a desatenção aos próprios desejos causa sofrimento e privação de alegria. Portanto, todo crescimento moral alcançado é fonte de gozo e atenuante de sofrimentos.

Toda imperfeição, assim como toda falta dela decorrente, traz consigo o próprio sofrimento, inerente natural e inevitável da Lei “interna”. Assim, a moléstia retifica os excessos e da ociosidade nasce o tédio, sem que haja imposição externa de “punição” ou condenação especial para cada falta ou indivíduo.

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Um  breve recado para os abortistas de plantão (Jorge Hessen)

Postado por os pae

Jorge Hessen

Jorgehessen@gmail.com

Sobre a legalização do aborto  é inadmissível que pequeníssima parcela da população brasileira, constituída por alguns intelectuais, políticos e profissionais dos meios de comunicação e embebida de princípios materialistas e relativistas, venha a exercer tamanha pressão na legislação brasileira. Até porque os norte-americanos estão despertando desse pesadelo hediondo da legalização do assassinato de bebês nos ventres doloso. Na contramão desse despertar americano contra o aborto, há, no Brasil, insanos defensores do aborto (causídicos estes que um dia tiveram o direito de nascerem) pugnando para que o aborto seja legalizado em nossa Pátria.

O primeiro país da era pós-moderna a legalizar o aborto foi a União Soviética, em 8 de novembro de 1920. Os hospitais soviéticos instalaram unidades especiais denominadas abortórios, concebidas para realizar as operações em ritmo de produção em massa.  A segunda nação a legalizar o abortamento foi a Alemanha Nazista, em junho de 1935, mediante uma reforma da Lei para a Prevenção das Doenças Hereditárias para a Posteridade, que permitiu a interrupção da gravidez de mulheres consideradas de “má hereditariedade” (“não-arianas” ou portadoras de deficiência física ou mental).

Gerald Warner, no Scotland on Sunday, assegura que “o lugar mais perigoso do mundo para uma criança na Escócia é o útero da mãe. Em 2010, a mortalidade infantil levou 218 crianças escocesas à morte.” [1] Ao explanar qualquer coisa sobre o alarmante delito de aborto sempre tropeçaremos com histórias assombrosas.

Não nos enganemos, a medicina que executa o aborto nos países que já legalizaram o aborto é uma medicina criminosa. Não há lei humana que atenue essa situação ante a Lei de Deus. Há outra discussão que também se levanta. É sobre a legitimidade, ou não, do aborto, quando a gravidez é consequente a um ato de violência física. No caso de estupro, quando a mulher não se sinta com estrutura psicológica para criar o filho, a Lei deveria facilitar e estimular a adoção da criança nascida, ao invés de promover a sua morte legal.

O Espiritismo, considerando o lado transcendente das situações humanas, estimula a mãe a levar adiante a gravidez e até mesmo a criação daquele filho, superando o trauma do estupro, porque aquele Espírito reencarnante , terá possivelmente um compromisso passado com a genitora.

Com exceção da gestação que coloque em risco a vida da gestante, quaisquer outras justificativas são inaceitáveis para uma mulher decidir pelo aborto. Se compreendesse as implicações sinistras que estão reservadas para quem aborta, certamente refletiria milhões vezes antes de extinguir um ser indefeso do próprio ventre.  Somente num caso a Doutrina Espírita admite o aborto: quando a gestação coloca em risco a vida da gestante; pois disseram os Espíritos a Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, questão 359, que é preferível sacrificar o ser que não existe a sacrificar o que existe.

Nunca é demasiado advertir que no aborto criminoso se fermentam as grandes enfermidades da alma, as grandes obsessões, alimentando o pátio de sanatórios e de prisões. No aspecto psíquico, o remorso é uma perigosa energia que vai corroendo, gradualmente, o equilíbrio emocional e permite aflorar desajustes mentais que estavam subjacentes, abrindo campo à loucura, propriamente dita, sob o enfoque médico, e aos tormentos espirituais (obsessão), no argumento espírita.

Óbvio que não lançamos as execrações da censura impiedosa àquelas que estão envolvidas na via sombria do aborto já cometido, até para que não caiam na vala profunda do desalento. Expressamos argumentos cujo intento é iluminá-las com o farol da elucidação para que divisem mais adiante a opção do Trabalho e do Amor, sobretudo nas adoções de filhos rejeitados que presentemente estão empilhados nos orfanatos.

Referência:

[1] Disponível em http://www.zenit.org/pt/articles/o-aborto-e-o-infanticidio acesso 31/12/17

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