Palavras de Divaldo aos Espíritas

Alertas sérios de Divaldo

Postado por Grupo de Est. Esp. Chico Xavier Exibir blog

Alertas sérios de Divaldo

*Antonio Cesar Perri de Carvalho

Nos últimos meses, em eventos diversos, Divaldo Pereira Franco tem feito algumas abordagens diretas que representam sérios alertas aos espíritas e ao movimento espírita.

Durante a 64a Semana Espírita de Vitória da Conquista (Bahia), em setembro de 2017, focalizou as influências espirituais negativas que rondam os espíritas. Entre outros fatos cita alguns excessos normativos que dificultam a prática da mediunidade, a proliferação de livros que não estão sintonizados com as obras do Codificador e a disputa pelo “poder” no interior das instituições e do movimento espírita.1

Em outubro de 2017, no Congresso Espírita Colombiano realizado em Bogotá (Colômbia), Divaldo desenvolveu o seminário “Desafio dos trabalhadores espíritas”. Na oportunidade, fez referência à falta de cuidados na seleção de expositores que são convidados em vários países e que disseminam práticas estranhas. Comentou também a sua não concordância e citou alguns projetos que têm sido divulgados e implementados no movimento espírita brasileiro.2

Durante o citado evento na Colômbia, o expositor compareceu à reunião da Comissão Executiva do Conselho Espírita Internacional e, pessoalmente, e em nome de espíritos que foram fundadores do CEI, inclusive registrando a presença deles, apresentou um grave alerta sobre decisões relacionadas com a Entidade, o respeito aos que a dirigiram e, ao final, houve psicofonia com mensagem de Bezerra de Menezes, convidando-os para uma ação fraternal, lembrando que “Jesus Cristo é amor e o Espiritismo é caridade.”3

Há informações de que em atividades do CFN da FEB, em novembro de 2017, Divaldo manteve diálogo sobre problemas e riscos do movimento espírita e, atendendo a questionamento específico, opinou que deve haver esclarecimentos sobre dúvidas relacionadas com traduções de A Gênese, de Kardec.

Entendemos que as observações de Divaldo naturalmente estão fundamentadas na sua fidelidade às obras da Codificação nessa sua longa trajetória de 70 anos de ações espíritas e como profundo conhecedor do movimento espírita do Brasil e de muitos países. Divaldo Pereira Franco está apontando fatos que devem merecer reflexão, estudo e análise cuidadosa por parte dos dirigentes e lideranças espíritas.

Por oportuno, transcrevemos trecho de recente mensagem psicofônica de Bezerra de Menezes, pelo citado médium, intitulada “Vigilância e fidelidade da última hora”:

“Algo temos que fazer e o Mestre Incomparável pede-nos fidelidade da última hora. A noite desce e a treva não se faz total porque as estrelas do amor brilham no cosmo das reencarnações. Este é momento grave, filhas e filhos do coração, e vós tendes a oportunidade de O servir como dantes não lograstes. […] Mantende-vos em paz e amai, ajudando-vos uns aos outros nas suas debilidades e fraquezas, pois que são eles que precisam do vosso auxílio para também atingirem a meta.”4

A propósito, recordamos de antiga mensagem de Joanna de Ângelis, intitulada “Os novos obreiros do Senhor”, incluída no livro Após a Tempestade, que teve sua 1a edição no ano de 1974: “Depois de tudo consumado, porém, conforme acentua o Mestre: ‘Os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros no reino dos Céus.’

Não será fácil. Nada é fácil. O fácil de hoje foi o difícil de ontem, será o complexo de amanhã. Quanto adiemos agora, aparecerá, depois, complicado, sob o acúmulo dos juros que se capitalizam ao valor não resgatado. Aclimatados à atmosfera do Evangelho, respiremos o ideal da crença… E unidos uns aos outros, entre os encarnados e com os desencarnados, sigamos. Jesus espera: avancemos!” 5

Referências [*]:

1) Acesso: https://www.youtube.com/watch?v=n8WB4JtN5aU;

2) Acesso: https://www.youtube.com/watch?v=NryRJMdckXU&feature=youtu.be;

3) Gravação em áudio divulgada em whatsapp;

4) Acesso – Facebook de Jorge Moehlecke: https://www.facebook.com/search/top/?q=jorge%20henrique%20moehlecke;

5) Acesso: http://grupochicoxavier.com.br/os-novos-obreiros-do-senhor/;

[*] Sugerimos o acesso aos links relacionados. (Ex-presidente da USE-SP e da FEB)

Publicado em por admin | Deixar um comentário

Fábulas da carochinha e o ancestral “espiritismo” à brasileira

Jorge Hessen

jorgehessen@gmail.com

Um belo dia, assisti a um vídeo (documentário) sobre as atividades de certa instituição espírita dirigida rigorosamente sob os preceitos da coerência doutrinária. Entretanto, no que pese o admirável trabalho assistencial efetivado por essa instituição, ela o realiza em sociedade (parceria) com outro “centro espírita”, que é administrado sem discernimentos e integral inobservância dos princípios kardecianos.

Eis aí o nó da questão!

Para meu espanto, notei no vídeo que alguns trabalhadores do segundo centro espírita estavam trajados com camisetas brancas à guisa de uniformes e coruscantes manifestações de idolatrias ao “médium” protagonista que “incorpora” “doutores do além” e/ou “espíritos curadores”.

No documentário ainda percebi cenas em que são exibidas substâncias acondicionadas em diversas garrafas, supostamente contendo “remédios” prescritos por orientações de “pretos velhos”. Com obviedade estranhei sobre tal prática, considerando que o documentário foi exibido numa instituição de orientação genuinamente kardeciana. Por isso, deliberei escrever aqui sobre as inconsistências da segunda instituição.

São raros, ainda, as instituições espíritas que se podem entregar à prática mediúnica, com plena consciência da tarefa que têm em mãos, deste modo, é aconselhável e prudente, a intensificação das reuniões de estudos sérios das obras de Kardec , a fim de que os trabalhadores de boa vontade não venham a cair no desânimo ou na inércia, por causa de um antecipado e imaturo comércio com as energias do plano invisível.

Creio que os médiuns são úteis, mas não indispensáveis numa casa espírita. É evidente que a ausência de estudos de Kardec não é prudente nas instituições espíritas, e é de se estranhar que médiuns estudiosos e sinceros, continuem com suas consciências escravizadas, incidindo no velho erro do misticismo e / ou da idolatria.

Quantos aos médiuns idolatrados é importante adverti-los que o seu maior inimigo não é quem os adverte, mas o seu personalismo e sua pirraça no voluntário desconhecimento dos seus deveres à luz do Evangelho. Há médiuns que se convenceram quanto aos fenômenos, sem se converterem ao Evangelho pelo coração, trazendo para as fileiras do Espiritismo os seus caprichos pessoais, opiniões cristalizadas no endurecimento do coração.

É importante prevenir fraternalmente que os Espíritos que se apresentam como “caboclos” e “pretos(as)-velhos(as)” nos terreiros ou noutros recintos possuem muito pouco ou quase nada de si mesmos para ensinar, em termos de filosofia espírita.

O princípio do ÓBVIO nos sussurra que devemos ter respeito, atenção, carinho, amor, sincero desejo de ajudar tais entidades, porém essa não é uma recomendação isolada para Espíritos de “caboclos” e “pretos(as)-velhos(as)”. Isso vale para todas e quaisquer comunicações mediúnicas.

Dizem que por trás desses estereótipos (“pretos(as)-velhos(as)” , “caboclos”) podem estar “médicos”, “filósofos”, “poetas”, etc., que apenas se utilizam de tais “roupagens” para ensinarem melhor (!…). Conquanto exista obra mediúnica já consagrada nas hostes espíritas que afiance isso, particularmente, duvido sobre tal veridicidade. Nada mais precipitado do que se dar crédito a esses argumentos. Até porque, o PENSAMENTO é a linguagem, por excelência, no mundo espiritual e a forma e trejeitos no falar e agir são adicionais supérfluos e desnecessários.

Ora, não há eternos espíritos de “pretos(as)-velhos(as)”, nem brancos(as)-velhos(as), até porque todos estão em processo de evolução e não podem permanecer nessas categorias. Por essa razão, devemos ter toda cautela com os seus atavismos primários. Até porque, essas entidades precisam descontruir tais psiquismos atávicos que, a rigor, mais assemelham-se aos mitológicos “deuses” do velho politeísmo.

A Doutrina dos Espíritos está estruturada nas Obras Básicas de Allan Kardec e não possui ramificações ou subdivisões com outras crenças. Seu corpo doutrinário está contido nos ensinos dos Espíritos Elevados (isso mesmo! Espíritos Superiores). Motivo pelo qual, não podemos nos acomodar com um Espiritismo “à moda brasileira”, ou seja, um Espiritismo umbandizado, catoliquizado, irracional, místico e mistificado por desajustados centros “espíritas” que insistem por difundir as ingênuas fábulas da carochinha…

Jorge Hessen

Publicado em por admin | Deixar um comentário

Aliança da Ciência e da Religião

Allan KardecResultado de imagem para aliança da ciência e da religião imagens

A Ciência e a Religião são as duas alavancas da inteligência humana: uma revela as leis do mundo material e a outra as do mundo moral. Tendo, no entanto, essas leis o mesmo princípio, que é Deus, não podem contradizer-se. Se fossem a negação uma da outra, uma necessariamente estaria em erro e a outra com a verdade, porquanto Deus não pode pretender a destruição de sua própria obra. A incompatibilidade que se julgou existir entre essas duas ordens de ideias provém apenas de uma observação defeituosa e de excesso de exclusivismo, de um lado e de outro. Daí um conflito que deu origem à incredulidade e à intolerância.

São chegados os tempos em que os ensinamentos do Cristo tem de ser completados; em que o véu intencionalmente lançado sobre algumas partes desse ensino tem de ser levantado; em que a Ciência, deixando de ser exclusivamente materialista, tem de levar em conta o elemento espiritual e em que a Religião, deixando de ignorar as leis orgânicas e imutáveis da matéria, como duas forças que são, apoiando-se uma na outra e marchando combinadas, se prestarão mútuo concurso. Então, não mais desmentida pela Ciência, a Religião adquirirá inabalável poder, porque estará de acordo com a razão, já se lhe não podendo mais opor a irresistível lógica dos fatos.

A Ciência e a Religião não puderam, até hoje, entender-se, porque, encarando cada uma as coisas do seu ponto de vista exclusivo, reciprocamente se repeliam. Faltava com que encher o vazio que as separava, um traço de união que as aproximasse. Esse traço de união está no conhecimento das leis que regem o Universo espiritual e suas relações com o mundo corpóreo, leis tão imutáveis quanto as que regem o movimento dos astros e a existência dos seres. Uma vez comprovadas pela experiência essas relações, nova luz se fez: a fé dirigiu-se à razão; esta nada encontrou de ilógico na fé: vencido foi o materialismo. Mas, nisso, como em tudo, há pessoas que ficam atrás, até serem arrastadas pelo movimento geral, que as esmaga, se tentam resistir-lhe, em vez de o acompanharem. É toda uma revolução moral que neste momento se opera e trabalha os espíritos e após uma elaboração que durou mais de dezoito séculos, chega ela à sua plena realização e vai marcar uma nova era na vida da Humanidade. Fáceis são de prever as consequências: acarretará para as relações sociais inevitáveis modificações, às quais ninguém terá força para se opor, porque elas estão nos desígnios de Deus e derivam da lei do progresso, que é lei de Deus.

Allan Kardec

(O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. I, item 8)

Nota: Após o século XIX, nos derradeiros tempos do século XX, a OMS (Organização Mundial de Saúde), passou a considerar em 1998, a Espiritualidade como uma condição essencial à qualidade de vida do ser humano na terra. Desde então, somos considerados seres bio-psico-sociais-espirituais.

Publicado em por admin | Deixar um comentário

Chico Xavier e a bandeira – Recordações da mediunidade

Durante a construção do livro Chico Diálogos e Recordações (O CLARIM), Arnaldo Rocha amigo de Francisco Cândido Xavier, nos contou um fato interessante que vez por outra soltamos em palestras, e agora a circunstancias nos motivaram a descrevê-la aos nossos amigos internautas.

Dentre passagens referentes aos bastidores espirituais do início da República Brasileira, um dado interessante foi relatado pelos Espíritos através do médium Xavier referente a bandeira nacional.

O inesquecível médium informara para Arnaldo que os dizeres iniciais da bandeira foram Amor, Ordem e Progresso. Na visão da Espiritualidade, infelizmente os homens não foram maduros e sensíveis, por isso retiraram a palavra Amor da bandeira brasileira . 

Para nossa surpresa fomos visitados com notícia que o estilista alemão, naturalizado brasileiro Hans Donner, responsável pela aberturas de novelas da Rede Globo, desenvolveu um projeto para modificar a bandeira brasileira.

**********************************************************************”                     

O projeto começou a ser concebido há mais de dez anos e, desde então, vem ganhando a atenção de Donner. Agora, entretanto, a intenção é começar a trabalhar para que ele seja enviado ao Congresso para ser implementado. Segundo ele. o objetivo é sinalizar uma nova visão de país. Além do uso de tons de verde e amarelo em degradê, o projeto prevê modificação no sentido da faixa branca e a inserção da palavra “amor” antes do lema positivista “Ordem e Progresso”.

“Essa ideia expressa um sentimento mais positivo. O objetivo é começar por aí a resgatar a solidariedade que não pode faltar num símbolo da nação”, disse. Além disso, o sentido da faixa, que hoje forma um arco com pontas direcionadas baixo, seria invertido, indicando para o alto.

A expectativa é conseguir 100 mil assinaturas e, depois, enviar a proposta de mudança ao Congresso Nacional.”

Veja a matéria completa : https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2017/11/09/b…

**********************************************************************

Seria incrível ver o fato se concretizar! Sob o ponto de vista espírita, esse projeto revela mais uma comprovação da mediunidade límpida de Francisco Cândido Xavier, e a implementação na Terra dos planos traçados no Mundo Espiritual, apesar da imaturidade e demora dos pobres mortais.

Carlos Alberto Braga Costa

Rede Amigo Espírita

Publicado em por admin | Deixar um comentário

SUICÍDIOS E TIRANOS DISFARÇADOS

SUICÍDIOS E TIRANOS DISFARÇADOS

 “Muitos sobem ao monte da autoridade e da fortuna, da inteligência e do poder, mas para enganar o povo e esquecê-lo depois. Juízes menos preparados para a dignidade das funções que exercem, confundem-lhe o raciocínio. Políticos astuciosos exploram-no em proveito próprio”.

“Tiranos disfarçados em condutores envenenam a alma da multidão e a arrojam ao despenhadeiro da destruição, à maneira dos algozes de rebanho que apartam as reses para o matadouro”.

Esse comentário de Emmanuel (*) parece que foi feito hoje.

Via Whats App, recebi ontem uma mensagem. Ela dizia que o atual Congresso é o pior da História do Brasil. Uma Instituição da República sem escrúpulos, sem caráter. Todos parecem legislar em causa própria. O missivista afirma que o Brasil mudou e que não basta mais contratar os melhores advogados. Termina dizendo, que mesmo assim, é melhor que eu escolha os que deverão ser eleitos do que deixar que escolham por mim. Passou-me pela tela mental a Venezuela e a Coréia do Norte, com sua bomba H.

Anteriormente, comentei que um grave erro era a substituição da ética pela ideologia. Na educação, objetivando o homem integral os valores éticos devem ter prioridade. Não basta perseguir a meta de formar homens instruídos, se não forem capazes de vencer vícios e paixões.

Políticos astuciosos podem se aproveitar de uma tragédia com fins políticos, com o intuito de manipular a opinião pública. Mas, a esperteza pode devorar o político esperto “demais”, conduzindo-o ao suicídio eleitoral, também pelo aumento do índice de rejeição. (1)

Políticos também não estão imunes aos pensamentos de autodestruição, quando se instalam o tédio e o vazio existencial. O Presidente Getúlio Vargas (1954), seu filho Maneco (1997) e seu neto, Getulinho (2017) suicidaram-se com revólver. (2)

O sórdido aproveitamento de uma tragédia com fins ideológicos é contrário à prevenção do ato suicida.

Sabemos que são medidas básicas o tratamento dos transtornos mentais; o controle de substâncias tóxicas; o controle de armas de fogo e a educação da mídia.

Jornalistas devem apresentar comportamento adequado, evitando o sensacionalismo e a glorificação do suicídio.

Estivemos no seminário Universidade e Suicídio (3) e nele não ouvimos nenhum relato semelhante ao caso recente, do ex-reitor da UFSC, afeiçoado ao Comunismo. O noticiário obrigou quatro Associações a se posicionarem, diante de sua exploração política e das controvérsias em relação aos fatos que o induziram. (4)

“O procedimento dos homens cultos para com o povo experimentará elevação crescente à medida que o Evangelho se estenda nos corações.

Vendo a multidão, o Mestre sobe a um monte e começa a ensinar…

É imprescindível empenhar as nossas energias, a serviço da educação.

Em todos os tempos, vemos o trabalho dos legítimos missionários do
bem prejudicado pela ignorância. Entretanto, para a comunidade dos aprendizes do Evangelho, em qualquer clima da fé, o padrão de Jesus brilha soberano.”

Ajudemos o povo a pensar, a crescer e a aprimorar-se, convida Emmanuel. (*).

Um político influente, hoje presidiário, resolve “assumir” e depois do mea culpa, mea culpa, minha máxima culpa, se defronta com um tribunal inquisitorial, dentro do próprio partido político e questiona: “somos um partido político sob a liderança de pessoas de carne e osso ou uma seita,  guiada por uma pretensa divindade, onde quem fala a verdade é punido e os erros e ilegalidades são varridos para debaixo do tapete?”

Diz que não poderia deixar de registrar a evolução e o acúmulo de eventos de corrupção que ocorreram no seu governo, que sucumbiu ao pior da política. Chega a rotular companheiros como adeptos de “uma seita que navega no terreno pantanoso do sucesso sem crítica, do poder sem limites, onde a corrupção, os desvios, as disfunções que se acumulam são apenas detalhes”. (5)  Nestas condições “nada parece importar, nem mesmo o erro de eleger e reeleger um mau governo ou segurar uma rede de sustentação corrupta e alheia aos interesses do cidadão.” 

Um mau governo pode levar um país à guerra, o que é muito grave. Mas pode também causar verdadeiro estrago interno. O Brasil passa por um destes momentos difíceis nas universidades, onde se faz ensino e pesquisa como visão de mundo. Alguns cientistas dizem que hoje, o país, faz “uma política estúpida, autodestrutiva”. Os cortes orçamentários em Ciência e Tecnologia “comprometem seriamente o futuro do Brasil”. Precisam ser revistos “antes que seja tarde demais”. (**)

Emmanuel (*) faz convocação: “estendamos os braços, alonguemos o coração na ajuda sem condições”.

O comportamento suicida representa um momento de crise, caracterizado pela desestabilização, ruptura, perturbação, conflitos e desordem, sendo uma emergência psiquiátrica. Quando estamos conscientizados, sob o ponto de vista político e da medicina preventiva, damos importância aos sinais de alerta, por isso a população tem de ser conscientizada. Se estiver mais consciente, passa a entender que o problema existe e que pode acontecer com uma pessoa que está próxima. Precisamos desenvolver nossa capacidade de perceber que uma pessoa está em risco e  principalmente estar disposto a ouvi-la sem julgá-la.

Foi por isso, que em 1994 surgiu O “Programa de Prevenção de Suicídio Fita Amarela”. Desde 2014, no mês de setembro ocorre uma campanha de conscientização sobre a prevenção. Setembro Amarelo é “o Ano Todo” e tem como objetivo alertar sobre da realidade do suicídio em todo o mundo e ainda explicitar as suas formas de prevenção. (6)

Religiosos que possuem convicções apoiadas na razão, na pesquisa experimental, se surpreendem diante do suicídio,  porque julgavam imunes os adeptos.  Acontece que o suicidio é um problema de saúde pública, epidemiologicamente relevante e complexo, para o qual não existe uma única causa ou uma única razão. Resulta de uma intrincada interação de fatores biológicos, genéticos, psicológicos, sociais, culturais, ambientais e espirituais. Por isso, é difícil explicar porque alguns sofrendo dores extenuantes se suicidam e outros não o fazem.

Emmanuel diz que o “procedimento dos homens cultos para com o povo experimentará elevação crescente à medida que o Evangelho se estenda nos corações.”  (*) Válido é o investimento no estudo da Ecologia da Alma, nos seus Princípios, o que certamente levará a mudança na “filosofia de vida”.

Estudos mostram uma associação frequente entre suicídio e doenças mentais, principalmente depressão, alcoolismo, transtorno bipolar, esquizofrenia e também traços impulsivos e agressivos de personalidade.

Diante de um diagnóstico de doença impactante, se a depressão manifesta não for adequadamente tratada pode levar a pessoa a cometer ato extremo.

Fiquei perplexo diante de um espírito desencarnado e do seu desabafo: “eu não sabia, foi por isso que me suicidei!” (7)

O trabalho de educação para que a “consciência de sono” evolua à condição de “consciência desperta” é imprescindível nesse início de terceiro milênio. Ele só não é maior do que aquele realizado para que essa última dê o salto de qualidade à “consciência lúcida”. Jesus precisa de muitos voluntários, mas a recompensa “vale à pena”!

Atendendo ao chamado não passaremos pelo “mea culpa” saindo da prisão do ego.

Por que crianças se suicidam? Perguntei em 1981.

Hoje quero saber por que está aumentando também entre os adolescentes? (8, 9).

Nessa hora de dor extenuante do “ex-reitor” (4), que possamos colocá-lo em nossas preces, pedindo aos bons espíritos o recurso da anestesia do sofrimento, diante da decepção.

Na espiritualidade ainda podemos sentir dor na alma, como aquele ex-leproso que desabafou graças à generosidade do médium: “eu não sabia que hanseníase tinha cura, foi por isso que me suicidei!”(6)

Disse Emmanuel, que quando o cristão pronuncia as sagradas palavras “Pai Nosso”, está reconhecendo não somente a Paternidade de Deus, mas também todos da humanidade como irmãos.

Rede Amigo Espírita 

(*)  Fonte Viva. 104. Diante da Multidão. Emmanuel/Chico Xavier

Leia mais.
Publicado em por admin | Deixar um comentário

FILOSOFIA ESPIRITUALISTA

Quantos espíritas há no Brasil ? (Jorge Hessen)

Jorge Hessen

jorgehessen@gmail.com

Será que o espírita é somente aquele que está vinculado a uma instituição espírita, ou ao movimento espírita? Para Kardec, não! Observemos o que ele diz na Introdução ao estudo do Espiritismo, contido em O Livro dos Espíritos – “para se nomearem coisas novas são precisos termos novos. Assim o exige a clareza da linguagem, para evitar a confusão inerente à variedade de sentidos das mesmas palavras. Os vocábulos espiritual, espiritualista, espiritualismo têm acepção bem definida.” [1]

Quem quer que acredite haver em si alguma coisa mais do que matéria, é espiritualista. Não se segue daí, porém, que creia na existência dos Espíritos ou em suas comunicações com o mundo visível. Em face disso, ao invés de usar as palavras espiritual, espiritualismo, Kardec empregou os termos espírita e espiritismo para indicar a Codificação. Ora, a Doutrina Espírita ou o Espiritismo tem por princípio as relações do mundo material com dos Espíritos.

Como especialidade, o Livro dos Espíritos contém a Doutrina Espírita; como generalidade, prende-se à doutrina espiritualista, uma de cujas fases apresenta. Essa a razão porque traz no cabeçalho da 1ª. Edição de 1857, do seu título as palavras: Filosofia espiritualista.

Notemos uma curiosa afirmativa do Codificador,  quando diz que do ponto de vista religioso, o Espiritismo tem por base as verdades fundamentais de todas as religiões: Deus, a alma, a imortalidade, as penas e as recompensas futuras, independentes de qualquer culto particular. Seu objetivo é provar, aos que negam ou duvidam, que a alma existe, que sobrevive ao corpo e experimenta após a morte as conseqüências do bem ou do mal que tenha feito durante a vida corporal. Ora, isto é de todas as religiões.

Os adeptos do Espiritismo são os espíritas, ou os espiritistas. Mas Kardec acrescenta que que como crença nos Espíritos, o Espiritismo é igualmente de todas as religiões, assim como é de todos os povos, visto que, onde quer que haja homens, há almas ou Espíritos; que as manifestações são de todos os tempos, achando-se seus relatos em todas as religiões, sem exceção.

Por essa razão, Kardec afiança que pode-se, ser católico, grego ou romano, protestante, judeu ou muçulmano, e crer nas manifestações dos Espíritos; por conseguinte, ser espírita. A prova disto é que o Espiritismo tem aderentes em todas as religiões. [2]

Não há como negar que há muitos confrades que jazem dentro da Igreja romana, são os espiritólicos, ou seja, são os católicos espíritas (porque aceitam as comunicações dos Espíritos). É verdade! Muitos dizem que são espíritas, mas não conseguem desapegar da igreja, outros não desapegam dos terreiros. Se se sentem bem aí que fiquem aí.  Não temos nada contra, mas só não podem trazer suas crenças para as hostes espiritas. Óbvio que não podem fazer um Espiritismo à moda do catolicismo, da umbanda etc.,  pois seria uma inversão dos objetivos e  significados da Doutrina dos Espíritos.

Considerando as ponderações de Kardec aqui demonstradas, basta um adepto de qualquer seita ou religião aceitar a comunicação dos espíritos para ser considerado espírita, logo, sob esse ponto de vista , podemos acrescentar dezenas de milhões de espíritas no Brasil , em face disso naturalmente há um número de espíritas que vai  muito além dos declarados pelo último censo do IBGE.

Concordam comigo?

Matutemos, pois!

Jorge Hessen

Referências bibliográficas:

[1]     KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos, Introdução ao estudo do Espiritismo, RJ: Ed. FEB, 2002

[2]     KARDEC, Allan. O Espiritismo em sua mais simples expressão, RJ: Ed. FEB,  1992

Publicado em por admin | Deixar um comentário

Congressos espíritas: por quê? como? para quê?

Postado por Grupo de Est. Esp. Chico Xavier

Congressos espíritas: por quê? como? para quê?

Antonio Cesar Perri de Carvalho

Desde os tempos de estudante universitário e como jovem espírita, frequentamos congressos. Nas duas condições tivemos a oportunidade de vivenciar excelentes momentos de aprendizagem, intercâmbio e de confraternização. Também vivemos diferentes oportunidades de participar do planejamento e da organização de congressos nas áreas acadêmicas e espíritas.

Em função dessa vivência diferenciada, envolvendo várias décadas, atualmente observamos os congressos espíritas num misto de admiração e de muita preocupação.

Evento marcante e pioneiro foi promovido pelo presidente da FEB Leopoldo Cirne para comemorar o centenário de nascimento de Allan Kardec, em 1904, e discutir propostas de união, quando surgiu o documento “Bases de Organização Espírita“.  No 1º Congresso Espírita de São Paulo (1947) foi aprovada a tese que gerou a União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo. O 1º Congresso Espírita de Unificação Espírita (1948) provocou propostas para a união dos espíritas brasileiros. No Congresso Nacional Espírita da Espanha (1992) foi aprovada a criação do Conselho Espírita Internacional. Vários congressos espíritas tiveram temas vinculados à comemoração de significativas efemérides do movimento espírita.

Entre momentos e fatos marcantes, em que pesem os convites a lideranças e expositores expressivos no conhecimento doutrinário, nota-se que os congressos espíritas estão passando por situações e alterações preocupantes.

No tocante a temas e expositores, ocorrem algumas situações que dão a impressão do “mesmismo”, ou seja temas pomposos, dissociados das maiores demandas do movimento espírita; a repetição de grupos de expositores ao longo dos congressos promovidos pelas mesmas instituições, e, até algumas exaltações de egos.

Mesmo que o evento não tenha as características do real conceito de “congresso” – geralmente ligado a conclusões deliberativas ou reunião que visa tratar de determinados assuntos, comunicar trabalhos, apresentar propostas ou trocar idéias -, espera-se que os eventos, com qualquer designação que tenham, tragam contribuições efetivas, com repercussões frutíferas às pessoas e ao movimento espírita.

Há vários indícios de tendências de elitização, ou, pelo menos, de dissociação da realidade do movimento espírita. Escolha de recintos, muitas vezes pomposos e de alto custo de locação. Existência de “salas vip” para atendimento de convidados. Em alguns casos, até agentes de segurança cercando convidados. Comercialização de muitos produtos, lembrando até “feiras”, incluindo livros não necessariamente espíritas. Eventos planejados para gerar fonte de receita para a entidade promotora. Valores de taxas de inscrição altos, em geral acima das condições do espírita em geral.

Sem dúvida, nesse contexto, o ambiente de intercâmbio, fraternidade, simplicidade e espontaneidade ficam diminuídos.

Todavia, há também diversos esforços interessantes. Tomamos a liberdade de situar três episódios ligados a congressos espíritas onde atuamos como dirigente da entidade promotora; nos dois primeiros casos, respectivamente como presidente da USE-SP e da FEB, e no último relato atuando como convidado.

Nos idos de 1992, a União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo promoveu o 8º Congresso Estadual de Espiritismo, em Ribeirão Preto. Foi definido que o público alvo seria o dirigente e colaborador de centro espírita, justamente para tratar do tema central – centro espírita. Os coordenadores de cada sala /item de estudo, eram dirigentes de instituições do próprio Estado. No início do Congresso, os participantes receberam um caderno já contendo o resumo de todos os temas tratados. Em seguida ao evento a USE-SP promoveu seminários no Estado com o objetivo de multiplicar os temas abordados, já disponíveis também em fitas de vídeo cassete, que eram utilizadas na época.

Por ocasião dos 150 anos de O evangelho segundo o espiritismo, em 2014, a FEB promoveu o 4º Congresso Espírita Brasileiro. Ocorreram alguns diferenciais: rompendo com a realização de eventos nacionais centralizados, o Congresso foi efetivado simultaneamente em quatro regiões do país: Manaus, Campo Grande, Vitória e João Pessoa, o que facilitou e ampliou a presença de espíritas de todas as partes do país. Embora o programa fosse comum, os expositores convidados foram selecionados em reuniões das Comissões Regionais do CFN, incluindo a participação de conferencistas das regiões. Na escolha de sedes para os eventos, deu-se preferência a locais mais simples e menos custosos. A grande novidade foi que os congressistas, durante os eventos, recebiam em livros da FEB (preço de capa), de livre escolha, o valor da taxa de inscrição previamente paga. Destacamos que o citado Congresso foi superavitário conforme prestação de contas apresentado ao CFN da FEB em 2014.

Em junho de 2017, a comemoração dos 70 anos de fundação da USE-SP teve como ponto alto a realização do 17º Congresso Estadual de Espiritismo, na cidade de Atibaia. Além de palestras e salas com work shops temáticos, o diferencial foi a realização de “rodas de conversa” vinculadas ao tema central: “Passado, presente e futuro em nossas mãos”, Foram escolhidos seis temas para tais “rodas”, bem ligados a questões do centro e do movimento espírita: Qualidade doutrinária na literatura espírita; Práticas estranhas no centro espírita; Teorias científicas e Espiritismo; Sexualidade e afetividade; Política e Espiritismo; O desafio de educar além de instruir no centro espírita. Todo congressista se inscrevia em um tema e para atender a todos, cada “roda de conversa” foi repetida em dois horários. No último dia, os coordenadores das “rodas de conversa” apresentaram em plenário a síntese das discussões e as conclusões ou recomendações de seus grupos. Ouvimos muitas manifestações destacando a oportunidade e o valor de tais “rodas de conversa”.

Isso posto, parece-nos que é chegado o momento para reflexões, avaliações e, provavelmente, o redirecionamento dos congressos espíritas. Afinal, realizamos congressos espíritas: por quê? como? para quê?

(Ex-presidente da FEB e da USE-SP)

Publicado em por admin | Deixar um comentário

Consequências reencarnatórias do suicídio

– Respostas de Chico Xavier

A imagem pode conter: atividades ao ar livre

P. Nair Bello – Chico, um filho excepcional é um carma, uma prova para os pais?

R. Chico Xavier – Nair, a criança excepcional sempre me impressionou pelo sofrimento de que
ela é portadora , não somente em se tratando dela mesma, mas, também, dos pais e isso
tem sido o tema de várias conversações minhas com nosso Emmanuel, que é o guia espiritual de nossas tarefas, e ele, então, diz que, regra geral, a criança excepcional é o suicida reencarnado, reencarnado depois de um suicídio recente, porque a pessoa quando pensa que se aniquila, está apenas estragando ou perdendo a roupa que a Providência Divina permite de que ela se sirva durante a existência, que é o corpo físico.

A verdade é que ela em si é um corpo espiritual; então, os remanescentes do suicídio
acompanham a criatura que praticou a autodestruição para a vida do Mais Além.

Lá ela se demora algum tempo amparada por amigos que toda criatura tem, afeições por toda parte, mas volta à Terra com os remanescentes que ela levou daqui mesmo, após o suicídio.

Se uma pessoa espatifou o crânio e se o projétil atingiu o centro da fala, ela volta com a mudez. Se atingiu apenas o centro da visão, ela volta cega, mas se atingiu determinadas regiões mais complexas do cérebro, ela vem em plena idiotia e aí os centros fisiológicos não funcionam.

A Endocrinologia teria de fazer um capítulo especial para estudar uma criança surda, muda, cega, paralítica, porque aí a criatura feriu a vida no santuário da vida que é a parte mais delicada do cérebro.

Se ela suicidou-se, mergulhando-se em águas profundas, ela vem com a disposição para o enfisema, um enfisema infantil ou da mocidade, ou dos primeiros dias da vida.

Se ela, por exemplo, se enforcou, ela vem com a paraplegia, depois de uma simples queda que toda criança cai do colo da ama, do colo da mãezinha; então, quando o processo é de enforcamento, a vértebra que foi deslocada, no enforcamento, vem mais fraca e, numa simples queda, a criança é acometida pela paraplegia.

E nós vamos por aí.

Outras crianças que vêm completamente perturbadas; a esquizofrenia, por exemplo, diz-se que é o suicídio, depois do homicídio. O complexo de culpa adquire dimensões tamanhas que o quimismo do cérebro se modifica e vem a esquizofrenia como uma doença verificável, porque através dos líquidos expelidos pelo corpo é possível detectar os princípios da esquizofrenia. Mas a esquizofrenia é o homicida que se fez suicida, porque o complexo de culpa é tão grande, o remorso é tão terrivel que aquilo se reflete na própria vida física da criatura durante algum tempo.

Fonte: Entrevista de Chico Xavier ao Programa de Hebe Camargo, com a participação de Nair Bello. TV Bandeirantes, 20 de dezembro de 1985.

Livro – Jesus em Nós. Pelo espírito Emmanuel / psicografia de Chico Xavier – editora Geem.

Publicado em por admin | Deixar um comentário