SÓ APÓS MUITAS GERAÇÕES…

Postado por Franco Marco

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Jorge Hessen
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Durante a Revolução Francesa, a Comissão de Segurança Pública deu permissão para utilização de um castelo nos arredores de Paris como um curtume a fim de processar couro de pele dos corpos de pessoas executadas pela guilhotina. Na época, um grande número de cavalheiros usavam calças e botas da moda produzidas a partir da matéria-prima (pele humana) considerada flexível e de alta qualidade.

Faziam-se também coletes durante esse reinado do terror na França do século XVIII. À época, Saint-Just cresceu para se tornar um líder político e bárbaro comandante militar. Há uma história de que Saint-Just estava fazendo umas investidas em uma bela mulher, mas teria sido completamente desprezado. Em um dia de fúria, ele prendeu e matou a dama, sendo sua pele removida por um cirurgião, curtida e transformada em um colete da moda, que ele usava todos os dias.

Recentemente, cientistas da universidade de Harvard, nos Estados Unidos, confirmaram por meio de análises que o livro “Des destinées de l’ame”, do escritor francês Arsène Houssaye, foi encadernado com pele humana pelo médico Ludovic Bouland. (1) O livro faz parte do acervo da biblioteca Houghton, dessa universidade. Entre três títulos testados, esse foi o único livro feito com a técnica conhecida como bibliopegia antropodérmica (encadernamento com pele humana). (2)

Caso semelhante está presente na coleção da biblioteca Athenaeum, de Boston, onde se encontra um livro intitulado Hic Liber Waltonis Cute Est Compactus, encadernado com a pele de George Walton, um famoso assaltante do século XIX que morreu de tuberculose na prisão em 1837. George pediu que, após sua morte, sua pele fosse utilizada para encapar um volume de sua autobiografia, que seria apresentada a John Fenno, ex-vítima de roubo que teria bravamente sobrevivido após ter sido baleado. O livro permaneceu com a família de Fenno até ser doado à biblioteca.

Ante tais estranhas ocorrências, somos convidados a elucubrar sobre a linha limítrofe entre a racionalidade e a moralidade humana. Atualmente discorre-se bastante sobre o progresso social adquirido; contudo, o que se entende por progresso? Pode algumas vezes soar como um vocábulo vazio que reverbera nas barbaridades descritas acima. Entretanto, há 40 anos o homem pisou na Lua, dando início a eventos posteriores que evidenciaram o progresso da Ciência, no campo das descobertas espaciais. Porém, há que se observar o atraso moral do homem na Terra, apesar de todo o progresso científico-material realizado. Sabemos que o progresso material caminha na frente, ao passo que o crescimento moral vai sempre marchando em segundo plano.

Raciocinemos um pouco mais sobre isso. Elucida a Doutrina dos Espíritos que em delicado “dégradée” evolutivo o homem vai gradualmente vivenciando suas experiências nos diversos graus de desenvolvimento. Ante as diretrizes da Lei de Evolução, o “homem passa palmo a palmo da barbárie à civilização moral”. (3) Explicam os Espíritos que “o senso moral, mesmo quando não está desenvolvido, não está ausente, porque existe, em princípio, em todos os homens; é esse senso moral que os transforma mais tarde em seres bons e humanos. Ele existe no selvagem como o princípio do aroma no botão de rosa de uma flor que ainda não se abriu”. (5)

Estamos constantemente diante dos paradoxos existenciais. Como compreender a experiência de criaturas bestiais, quase selvagens, no seio de seres ditos civilizados? “Da mesma maneira que numa árvore carregada de bons frutos existem temporãos. Elas são selvagens que só têm da civilização a aparência, lobos extraviados em meio de cordeiros. Os Espíritos de uma ordem inferior, muito atrasados, podem encarnar-se entre homens adiantados com a esperança de também se adiantarem; mas, se a prova for muito pesada, a natureza primitiva reage”. (5)

Este é um entendimento coerente, quando compreendemos a bênção da reencarnação. Como se observa na elucidação dos Luminares do além: “A Humanidade progride. Esses homens dominados pelo instinto do mal, que se encontram deslocados entre os homens de bem, desaparecerão pouco a pouco como o mau grão é separado do bom quando joeirado. Mas renascerão com outro invólucro. Então, com mais experiência, compreenderão melhor o bem e o mal. O exemplo temos nas plantas e nos animais que o homem aprendeu como aperfeiçoar, desenvolvendo-lhes qualidades novas. Só após muitas gerações que o aperfeiçoamento se torna mais completo. Esta é a imagem das diversas existências do homem”. (6)

É dessa forma que evoluímos – lentamente, renascendo e (re)morrendo nos diversos estágios dos mundos, consoante categorização proposta pelo lente lionês, designando-os de mundos “primitivos”, de “expiação e provas” (atualmente na Terra), de “regeneração”, “ditosos e divinos” até chegarmos, após milênios, ao mundo dos venturosos, onde tão-somente impera o bem e tudo é movido por anseios sublimes e todos os sentimentos são depurados.

Notas e referências bibliográficas:

(1) No livro há uma dedicatória manuscrita por Ludovic Bouland, afirmando que a pele de uma mulher com problemas mentais, morta por um derrame, havia sido usada na capa.
(2) Disponível em http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2014/06/0… acesso 20/06/2014
(3) Kardec, Allan. O Evangelho seg. o Espiritismo. 129. ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2009, cap. XXV, item 2.
(4) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio [de Janeiro]: Ed. FEB, 2009, questão 754
(5) Idem questão 755
(6) Idem questão 756

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Em “Cenas de Sexo e Violência na TV”, Revista Reformador (FEB) 1998 (1, 2), uma notícia em “O Globo” chamou a atenção: “governo vai coibir cenas de sexo e violência na TV.” Àquela época, eram os próprios telespectadores que estavam querendo mais rigor para a programação televisiva.

Em resposta a pesquisa do Ibope e da Retrato Consultoria e Marketing, os pais solicitaram mais controle sobre o que seus filhos assistiam.

Das duas mil pessoas consultadas, 64% sugeriram classificação por faixa e horário, 32% pediram censura pura e simples. Não responderam 5%.

Um total de 75% dos entrevistados tem fortes expectativas de que algo fosse feito para permitir a adequação de assuntos julgados impróprios para os mais jovens a horários mais avançados. Os telespectadores apontaram filmes, novelas e programas que mais rejeitaram, pelo conteúdo pornográfico e apelativo.

Hoje, já se passaram 20 anos, um partido político pede urgência em votação de projeto que cria classificação etária para vídeos na internet (3) O projeto altera o Estatuto da Criança. Ele foi apresentado na Câmara dos Deputados antes do Presidente da República, Jair Bolsonaro, postar um vídeo em que um homem urina na cabeça de outro, no carnaval deste ano.

Outro problema que está em evidência, até entre religiosos, é a pedofilia. Certamente este transtorno exige mais vigilância em relação aos conteúdos que estão chegando, através da rede de computadores e celulares, aos que passam pela infância e adolescência. Pedófilos estão atuando no YouTube. (4)

Podemos supor que pelo andar da carruagem políticos poderão recuperar também um outro projeto que fala em castração química daqueles que o apresentam. (5) Quem “ganha” com o aumento desses tristes acontecimentos, como sexo e violência explícitos, é a ideologia materialista, onde tudo é permitido para se chegar ao poder e nele permanecer, os fins justificando os meios. Essa ideologia procura desacreditar a família como uma instituição, encoraja a promiscuidade e o divórcio fácil. Enfatiza a necessidade de criar os filhos longe da negativa influência dos pais. Faz de tudo para desacreditar a espiritualidade e também a religiosidade, dizendo que não há necessidade de se usar “muleta religiosa”.

Quebra padrões culturais de moralidade, promovendo a pornografia em livros, revistas, filmes e televisão. Procura ainda infiltrar-se na imprensa, tomar o controle de postos-chaves no rádio, TV e cinema, trabalha para eliminar todas as leis que regem a obscenidade chamando-as de “censura”, e uma violação da liberdade de expressão e de imprensa. Promove a erotização, apresentando diversos “tons de cinza” como atividade normal, natural e saudável.

Vejam o que disse Allan Kardec, na Revista Espírita novembro de 1861, no discurso aos bordelenses:“ O Espiritismo aos materialistas prova a existência da alma; aos que não creem senão no nada, prova a vida eterna; aos que pensam que Deus não se ocupa das ações do homem, prova as penas e recompensas futuras. Destruindo o materialismo, destrói a maior chaga social. Eis o seu objetivo.”

“Eis o seu objetivo”.  Nesse sentido vamos ficar devendo sempre a Allan Kardec (7) e eu, em particular, aos confrades espíritas Marcondinho e Reynaldo Leite. (8)

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  1. https://blogdobrunotavares.wordpress.com/2016/07/31/cenas-de-sexo-e…
  2. https://www.oantagonista.com/brasil/partido-pede-urgencia-em-votaca…
  3. https://tecnologia.uol.com.br/reportagens-especiais/pedofilia-no-yo…
  4. https://visaoespiritabr.com.br/moral-crista/sexo-e-pedofilia
  5. http://orebate-jorgehessen.blogspot.com/2017/01/diferentes-mas-sobr…

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As armas de fogo e o vulgarismo da bestialidade (Jorge Hessen)

Jorge Hessen

jorgehessen@gmail.com 

Brasília/DF

Alguns dos mais variados setores da sociedade brasileira defendem a manutenção do comércio legal de armas de fogo aos cidadãos que necessitarem, por algum motivo, justificando que todos têm direito a possuir, nos limites da Lei, uma arma de fogo para se defender de qualquer atentado à incolumidade física do indivíduo, sua vida, seu patrimônio etc.

Mas, precisamos refletir mais sobre liberação de armas de fogo. O massacre na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano (SP), que deixou dez mortos e 11 feridos, trouxe à tona novamente o debate sobre o controle de armas de fogo – como o revólver calibre 38 usado pelos autores do ataque.

Na cultura rural de diversas regiões norte-americanas, é comum os pais estimularem os filhos a usar armas de fogo. Essa trágica cultura é tão forte que nem o massacre na escola de Sandy Hook, em Newtown, Connecticut, em dezembro de 2012 – na esteira de outros ataques a tiros, como Columbine, Virginia Tech e Aurora – criou condições suficientes para aprovar legislação norte americana tornando mais rigoroso o controle de armas.

Ao ser questionado sobre os assassinatos na escola de Suzano (SP), o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou que “os jovens estão muito viciados em videogames violentos”, dando a entender que jogos de realidade virtual poderiam ter estimulado os ataques. Para a polícia paulista, as botas, as roupas pretas e a máscara de caveira que Guilherme usava, indicam que ele e Luiz Henrique agiram motivados jogos de videogame que reproduzem cenários de guerras e combates. Porém, seria somente isso?

Notemos, em 1996, um massacre de crianças em uma escola na Escócia levou a uma mudança radical na lei e, como consequência, na acentuada redução do número de ataques do tipo e de mortes por armas de fogo na Grã-Bretanha. No começo de 1997, o governo britânico levou à aprovação no Parlamento a proposta de proibição total da posse de pistolas com calibre superior a 22. Poucos meses depois o governo ampliou a proibição para todas as pistolas, de qualquer calibre. Atualmente a Grã-Bretanha tem um dos menores índices de homicídios por armas de fogo em todo o mundo.

Consterna-nos saber que o Brasil é um dos líderes mundiais em casos de mortes produzidas com a utilização de armas de fogo, destarte, a sociedade clama por soluções efetivas para o problema da violência urbana. Muitos vivem sob o guante da síndrome das balas perdidas.

Os espíritas cônscios acreditam, obviamente, que uma das soluções para a criminalidade seria a proibição da venda de armas de fogo em todo o território nacional, ressalvada a aquisição pelos órgãos de segurança pública federal e estadual, municipal e pelas empresas de segurança privada regularmente constituída, na forma prevista em Lei.

Os pediatras, psicólogos, professores e estudiosos consideram muito prejudicial para as crianças e jovens o incentivo a “autodefesa armada”, pelo efeito da violência que essas práticas produzem, pois armas podem fascinar as mentes infantis, principalmente porque são desempenhados por “heróis” de filmes de ação, vistos em cinemas, revistas em quadrinhos ou na televisão.

Uma legítima educação é aquela em que os poderes espirituais regem a vida social. Todavia, o “homem moderno” e que se diz “civilizado” se envaidece com a sua capacidade de subjugar os outros, de mandar, de impor medo, quando o ideal seria ensinar à sua prole o respeito humano e compreensão das leis de Deus. A degradação moral do homem contemporâneo abriu as comportas da violência, represada debilmente pelas barreiras artificiais da civilização.

Concebemos como um conjunto de forças como a inversão dos valores éticos sugeridas pela televisão, internet, cinema, teatro e clubes que convidam crianças e adolescentes para uma realidade nua e cruel, o que equivale afirmar que elas estão sendo arrancadas do seu universo lúdico e juvenil e conduzidas para a violência, estimuladas, também, pela alienação moral dos pais.

Destarte, o período de inocência e tranquilidade infanto juvenil foi diminuindo. Cada vez mais cedo, e com maior intensidade, as inquietações da adolescência brotam acrescidas pelos múltiplos e desencontrados apelos dos videogames violentos , das revistas pornográficas, da mídia eletrônica, das drogas, do consumismo descontrolado, do mau gosto comportamental, da vulgaridade exibida, das técnicas de tiro e outras tantas extravagâncias, como reflexos óbvios de pais que vivem alienados, estagnados e obsidiados, enclausurados em seus afazeres diários e que nunca podem permanecer à frente da educação dos próprios filhos.

O que identificamos de forma generalizada é o total distanciamento dos pais modernos ao nível de educação dos filhos nesse sentido. De maneira geral, transferem suas responsabilidades para as escolas ou para o Estado, enquanto eles é que tinham que dizer aos filhos se isso ou aquilo é perigoso para menores ou não. Os pais precisam fazer com que os filhos entendam que eles têm que cumprir sua parte para usufruir as benesses do amor. Os pais precisam exigir mais. Ademais o servidor fiel do Espiritismo possui, no esforço da educação dos filhos e no bom exemplo, a consciência tranquila e a fortaleza moral.

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HISTÓRIAS DO CHICO

Foi o próprio Chico que contou o que se segue.

Postado por ANA MARIA TEODORO MASSUCI 

A sua casa era frequentada por um gato selvagem que não deixava ninguém se aproximar. Todos os dias, o Chico colocava num pires alguma alimentação para ele.

Numa noite, quando retornava de uma das reuniões, um amigo avisou que o gato estava morrendo estendido no quintal. Babava muito, mas ainda mantinha a cabeça firme em atitude de defesa contra quem se aproximasse. O Chico ficou bastante penalizado, pensando que ele poderia estar envenenado.

O amigo explicou que horas antes o vira brincando com uma aranha e que, provavelmente, ele a engolira. E sugeriu que o Chico transmitisse um passe no felino.

O gato, apesar de agonizante, estava agressivo. Ficando à meia distância, o nosso querido amigo começou a conversar com ele. – Olha – falou o Chico – você está morrendo. O nosso amigo pediu um passe e eu, com a permissão de Jesus, vou transmitir. Mas você tem que colaborar, pois está muito doente. Em nome de Jesus, você fique calmo e abaixe a cabeça, porque quando a gente fala no nome do Senhor é preciso muito respeito.

O gato teve, então, uma reação surpreendente. Esticou-se todo no chão, permaneceu quieto até que o Chico terminasse o passe.

O gato tornou-se um grande amigo e ganhou até nome.

 (Livro: Mediunidade e Coração)

A cobra no caminho do Chico

Certo dia o Chico estava indo para o serviço e de um com uma cobra no meio do caminho.

Tentava deslizar, mas o réptil deslizava, cercando-o.

A primeira coisa que qualquer um de nós faria seria procurar uma pedra, um pedaço de pau para esmagar a cobra. Mas Chico, não.

Sua conversa com ela é algo que nos comove.

– Olha, minha irmã, estou indo para o serviço e é preciso que você me deixe passar.

A cobra olhou-o com menos agressividade, mas não saiu do caminho.

– Olha, minha irmã, repetiu ele, estou vindo mais cedo porque se eu vier de ônibus o dinheiro me fará falta no fim do mês, pois tenho uma família numerosa que preciso amparar. Logo o ônibus vai passar de Pedro Leopoldo e vai me encontrar aqui, porque, você será certamente esmagada e não gostaria que isso lhe acontecesse.

A cobra olhou-o demoradamente e se foi para o mato.

Chico pôde então passar e chegar a tempo no trabalho.

 Livro: Chico, de Francisco

Autor: Adelino da Silveira

Rede Amigo Espírita

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A Inspiração Espiritual

Você sente inspiração espiritual?

Porque a profecia jamais foi produzida por vontade de homem algum, mas os santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.” – (II PEDRO, capítulo 1, versículo 21.)

Todos os homens participam dos poderes da intuição, no divino tabernáculo da consciência, e todos podem desenvolver suas possibilidades nesse sentido, no domínio da elevação espiritual.

Não são fundamentalmente necessárias as grandes manifestações fenomênicas da mediunidade para que se estabeleçam movimentos de intercâmbio entre os planos visível e invisível.

Todas as noções que dignificam a vida humana vieram da esfera superior. E essas idéias nobilitantes não se produziram por vontade de homem algum, porque os raciocínios propriamente terrestres sempre se inclinam para a materialidade em seu arraigado egoísmo.

A revelação divina, significando o que a Humanidade possui de melhor, é cooperação da espiritualidade sublime, trazida às criaturas pelos colaboradores de Jesus, através da exemplificação, dos atos e das palavras dos homens retos que, a golpes de esforço próprio, quebram o círculo de vulgaridades que os rodeia, tornando-se instrumentos de renovação necessária.

A faculdade intuitiva é instituição universal. Através de seus recursos, recebe o homem terrestre as vibrações da vida mais alta, em contribuições religiosas, filosóficas, artísticas e científicas, ampliando conquistas sentimentais e culturais, colaboração essa que se verifica sempre, não pela vontade da criatura, mas pela concessão de Deus.

XAVIER, Francisco Cândido. Caminho, Verdade e Vida. Pelo Espírito Emmanuel. 28.ed. Brasília: FEB, 2009. Capítulo 156.

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A CIDADE PERVERSA – O SEXO NO MUNDO ESPIRITUAL

Postado por ANA MARIA TEODORO MASSUCI

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A Cidade Perversa ou também conhecida como A Cidade Estranha, foi detectada por Francisco Cândido Xavier em suas experiências além do corpo físico. Antes da revolução sexual ocorrida nas décadas de 1960 e 1970, Chico Xavier foi levado por Emmanuel, seu guia espiritual, em suas experiências além do corpo físico para conhecer uma cidade no Além onde seus habitantes, profundamente dominados pelas sensações primitivas e grotescas, realizavam orgias inimagináveis para a mente humana, traduzidas em desfiles de carnaval que expunham a condição de grande torpeza espiritual daquela comunidade.

Em uma das conversas que Chico Xavier teve com o amigo Newton Boechat, Chico lhe revelou este caso que presenciou durante um dos seus desdobramentos. Anos mais tarde Newton Boechat explicou em certa ocasião a amigos que inúmeros fatos foram contados por Chico Xavier, em caráter íntimo, e que, na ocasião, algumas vezes não era oportuna a sua revelação ao público. Entretanto, com o passar do tempo, tais confidências foram se tornando livres de censura e poderiam ser dadas a conhecer, sem quaisquer inconvenientes. 

Foi quando Newton estivera com Chico Xavier, em 1947, na cidade de Pedro Leopoldo, o livro intitulado No Mundo Maior, tinha sido recentemente psicografado por Chico (mais precisamente, terminou de recebê-lo em 25 de março de 1947). Nesse livro há um capítulo versando sobre o sexo (cap.XI). Cerca de 30% da matéria deste capítulo, recebida psicograficamente, teve de ser suprimida, para não causar reações negativas, devido aos preconceitos ainda vigentes em nosso meio, naquela época. Somente mais tarde, puderam vir a lume livros que abordaram um tanto livremente as questões ligadas ao sexo. Mas o episódio que Newton ficou sabendo, foi-lhe relatado justamente logo após Chico Xavier haver recebido o livro No Mundo Maior.

Em Pedro Leopoldo, Minas Gerais, havia um bambuzal onde o médium costumava passear e conversar com os amigos que o procuravam. Foi ali que Chico revelou o caso ao Newton. Ei-lo:

Em um dos constantes desdobramentos astrais ocorridos com o nosso médium maior, durante o sono, Emmanuel conduziu o duplo-astral de Chico Xavier a uma imensa “cidade espiritual”, situada numa região do Umbral. Esta lhe pareceu extremamente inferior e bastante próxima da crosta planetária.

Era uma “cidade estranha” não só pelo seu aspecto desarmônico e antiestético, como pelas manifestações de luxúria, degradação de costumes e sensualidade dos seus habitantes, exibidas em todos os logradouros públicos, ruas, praças etc. Emmanuel informou a Chico que aquela vasta comunidade espiritual era governada por entidades mentalmente vigorosas, porém negativas em termos de ética e sentimentos humanos. Eram esses maiorais que davam as ordens e faziam-se obedecer, exercendo sobre aquelas entidades um poder do tipo da sugestão hipnótica, ao qual tais espíritos estariam submetidos, ainda mesmo depois de reencarnados.

Pelas ruas da referida cidade estranha, desfilavam, de maneira semelhante a cordões carnavalescos, multidões compostas de entidades que se esmeravam em exibições de natureza pornográfica, erótica e debochada.

Os maiorais eram conduzidos em andores ou tronos colocados sobre carros alegóricos, cujos formatos imitavam os órgãos sexuais masculinos e femininos.

Uma euforia generalizada parecia dominar aquelas criaturas, ou mais apropriadamente, assistia-se a uma “festa de despedida” de uma multidão revelando a certeza da aproximação de um fim inexorável, que extinguiria a situação cômoda, até então, usufruída por todos. De fato, aqueles Espíritos, sem exceção, haviam recebido um aviso de que estava determinado, de maneira irrevogável, pelos Planos da Espiritualidade Superior, o seu próximo reingresso à vida carnal na Terra. A esse decreto inapelável não iriam escapar nem os próprios maiorais.

Alguns Anos se Passaram. 

Cerca de dez a doze anos se passaram depois que Newton Boechat fez esta revelação aos seus amigos, sobre o seu bate-papo com Chico Xavier, em Pedro Leopoldo, causou a eles uma forte impressão. Nisto, um desses amigos que havia regressado de uma viagem de férias de países do norte da Europa, ficou surpreendidíssimo, vira em bancas de jornais, em algumas capitais, revistas pornográficas expostas à venda livremente. Impressionado com aquela novidade, ele adquiriu algumas revistas e trouxe-as, para mostrar aos amigos o que estava se passando naqueles países “ultracivilizados”.

Quando chegou e voltou para as suas atividades no centro espírita, ele mostrou as tais revistas aos seus colegas. Imediatamente lembraram do episódio que fora relatado por Newton e, inadvertidamente, deixaram escapar uma expressão que nenhum dos outros colegas que não sabiam do relato da Cidade Estranha entendeu: “Oh! Eles já estão aí!”. 

Perceberam imediatamente que aquelas revistas deviam ser um dos sinais típicos do reingresso daqueles espíritos que jaziam nas zonas do Baixo Astral, na corrente da vida terrena. Com eles viriam mudanças profundas nos costumes da humanidade: a licenciosidade; as músicas ruidosas e desequilibrastes; a rebeldia dos filhos; a instabilidade das instituições familiares e sociais; e, finalmente, o que presenciamos, hoje em dia, com o recrudescimento da criminalidade e da insegurança, além do cortejo de outros inúmeros problemas com os quais se defrontam as criaturas humanas, neste atribulado fim de século.

Divaldo Franco, no livro Sexo e Consciência explica que: “Os espíritos habitantes dessa região, que se entregam a sensualidade desde o tempo do imperador romano Tibério César e de Calígula, estão, aos poucos, sendo trazidos à dimensão física pelo mecanismo da reencarnação compulsória. Os guias da humanidade assim procedem para dar-lhes uma última oportunidade de permanecerem na Terra, rumando para o mundo de regeneração em que ela se transformará. Nesse sentido, fascina-me o amor de Deus pelos Seus filhos!

A oportunidade que está sendo oferecida aos habitantes da Cidade Perversa é para que eles não afirmem no futuro que foram relegados a uma espécie de presídio e depois de certo tempo foram expulsos da Terra sem a menor consideração. 

Por isso, a partir das décadas de 1960-70 eles passaram a renascer em massa no solo do planeta. Como o fenômeno da hereditariedade pode lhes proporcionar formas físicas harmoniosas, frequentemente os seus corpos são muito belos, mas os espíritos que os animam são grosseiros e ainda distantes do sentido de beleza transcendente, preferindo viver do corpo e para o corpo, em vez de trabalharem pelo seu enobrecimento e pelo desenvolvimento de suas potencialidades espirituais. 

Philomeno ainda narra no livro referido – Sexo e Obsessão – que a música apreciada por esses espíritos possui uma espécie de propriedade hipnotizante de baixo teor, que contribui para que entrem em estados de êxtase perturbador. Afinal, a música influencia o ser humano em todas as áreas.”

Isso é para termos uma ideia da paisagem de um núcleo de obsessores que se alimentam do psiquismo de criaturas da Terra atormentadas pelo sexo. Essas criaturas, oferecem o seu plasma psíquico aos espíritos vampirizadores. São aqueles indivíduos que, quando se vão deitar para dormir, começam a mentalizar imagens não realizadas de prazeres alucinantes. São aqueles que se permitem mentalmente as fantasias eróticas e sonham que estão frequentando verdadeiros bordéis. 

Na verdade, eles estão vivenciando a concretização dos seus sonhos, pois estão frequentando aquela região infeliz, cujas imagens o cérebro registra como sonhos lúbricos e perturbadores. 

As nossas elucubrações, desejos e aspirações inferiores atraem espíritos inferiores, que se tornarão comensais da nossa vida e passarão a participar da nossa realidade psíquica, influindo no nosso comportamento, no nosso equilíbrio, na nossa saúde e na nossa necessidade de paz. 

Assim, é elementar, e poucos ignoram que a História da espécie humana apresenta-se pontilhada de períodos de grandes crises, seguidos de fases de prosperidade e reequilíbrio. É semelhante a uma sucessão de ciclos que se desenvolvem como uma espiral em constante ascensão. Há um lento progredir, apesar dos episódios negativos. Os Planos Superiores da Espiritualidade velam pela humanidade, dosando sabiamente os “ingredientes injetados na corrente da vida. 

A par dos espíritos rebeldes, reencarnam também aqueles que lutam pelo bem, pela Ciência e pelo aperfeiçoamento do homem. Não percamos a esperança. (HGA, janeiro de 1990)

Fonte: Livro Sexo e Consciência de Divaldo Franco. Organizado por Luiz Fernando Lopes.Livro Lições de sabedoria de Marlene Rossi Severino Nobre.

Texto tirado do site: http://jardim-espirita.blogspot.com/2017/02/post244-cidade-perversa-o-sexo-no-mundo.html?m=1

Nota do administrador da página (Rede Amigo Espírita )

Para um melhor entendimento acerca do tema relacionado com o sexo, e seus desdobramentos após a vida física aconselho as obras;

Sexo e Obsessão, psicografia de Divaldo Franco, ditado pelo espírito Manoel Philomeno de Miranda e O Sexo Além da Morte obra mediúnica de R.A. Ranieri, orientado pelo espírito André Luiz.

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O “karma” é uma fábula pré-histórica mal contada (Jorge Hessen)

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Jorge Hessen

jorgehessen@gmail.com

Brasília/DF

A liberdade de escolha dos nossos atos vincula-se à “Lei de Causa e Efeito”, ou seja, tudo aquilo que penso, que desejo, que faço determinam consequências naturais. A experiência da vida humana é circunstanciada por livres decisões vinculadas às implicações das escolhas. As Leis Divinas permitem assumirmos decisões livremente, contudo as escolhas geram resultados adequados ou desagradáveis, dependendo das opções. 

No orbe humano Deus jamais pune e suas Leis não são e nunca foram de natureza punitiva, pois as escolhas que fazemos poderão trazer uma “colheita” natural e sempre proporcional ao “plantio”, consoante maior ou menor discernimento dos atos. 

No mundo dos animais, um cachorro, por exemplo, age por automatismo, portanto não consegue fazer escolhas, exceto aquelas que estão dentro do espectro do seu instinto. O cão não tem livre arbítrio, logo seus “atos errados” não lhes podem trazer consequências negativas. Contudo, o ser irracional ensaia para vida racional, por esta razão, quando o irracional ingressa no mundo humano desabrocha-se lhe pouco a pouco a consciência e com ela a lei de liberdade, capacitando-o para as escolhas das ações, determinando os resultados ao nível da consciência alcançada. 

A semeadura rende conforme os propósitos e consciência do semeador. A “Lei de Causa e Efeito” sincronizada às Leis “de Liberdade” e “de Responsabilidade” determina o rumo da existência humana. Portanto, somos livres para pensar e agir, porém somos, em algum nível, “servos” (responsáveis) por aquilo que fazemos, pensamos ou deixamos de fazer.

No movimento espírita defende-se a fábula de que TODO sofrimento do presente é fruto dos atos errados do passado, entretanto, no capítulo V do livro O Céu e o Inferno, Kardec diz categoricamente que o sofrimento atual é apenas resultado da imperfeição que ainda não nos livramos e não necessariamente de atos errados do pretérito. Indubitavelmente a lei do “karma” é uma lei contraditória, vingativa, fatalista. Seu princípio é – “bateu terá que apanhar”, “traiu terá que ser traído”, “matou terá que morrer” sempre numa ancestral evocação à antediluviana lei do “olho por olho dente por dente”.

No entanto, o bom senso kardequiano sussurra que não há um destino assinalado com acontecimentos detalhados nos punindo durante a reencarnação, conforme apregoam os místicos partidários do tal “karma”. A bem da verdade, o Codificador jamais citou a lei do “karma” na literatura espírita. A rigor, o tal “karma” é uma lei impensada e incongruente, por sua vez, a Lei de Causa e Efeito (contida na Codificação) é uma lei moral coerente que nos faz crescer e avançar consciencialmente.

O sofrimento é inerente a nossa imperfeição, ou seja, o orgulhoso sofre as consequências do orgulho e o egoísta sofre os efeitos do egoísmo, mas que fique bem fulgente uma verdade: ninguém reencarna para passar pela Lei de Talião, mas para superar a imperfeição e evoluir através do trabalho no bem no limite da força de cada um.

À luz da Doutrina dos Espíritos só existe um destino projetado para todas as criaturas, é o destino da evolução, do aprimoramento intelectual e moral mirando o conhecimento da VERDADE para a aquisição da pura e inexaurível felicidade. Não há fatalismos catastróficos em nosso destino. Jamais poderemos pronunciar que “o que está escrito está escrito” e nada modificará o nosso destino. Ora! Se acreditarmos nisso, renegaremos o livre arbítrio e a Lei de Misericórdia, que nos induz ao amor cobre a multidão dos atos errados.

Não somos uma máquina (robotizada), até porque sabemos decidir. Adquirimos consciências graduais sobre o chamado bem ou o mal, e isso estabelece os cenários das experiências agradáveis ou não em nossa caminhada. Deus instituiu leis que estão inscritas em nossas consciências. Com a Lei de Causa e Efeito conseguimos avaliar melhor as escolhas e com elas desenvolvemos o discernimento em face das decorrências naturais através das reencarnações.

Todos estamos num conjunto de forças providenciais que determinam uma certa quantidade de “intervenções” para que o livre-arbítrio possa ser operado. Mas todas as escolhas são nossas. Por isso, antes da reencarnação, o fluxograma da nova experiência física jamais será compulsório, porém sugerido amorosamente pelos especialistas do além, por causa disso elegemos o grupo familiar, a sociedade, a cultura, as condições socioeconômicas, a raça, o sexo. Tudo isso faz parte de nossa escolha, sugerida ou não pelos Espíritos mais esclarecidos antes da reencarnação, e tal decisão vai nos aproximar desta ou daquela influência de um grupo social que poderá ter um certo peso relativo nas nossas escolhas.

A liberdade é proporcional ao nosso estágio de evolução moral, por isso somos relativamente livres para certas decisões, mas não precisamos ser reféns das circunstâncias e fatores sociais, estruturas familiares, raciais, espirituais, “astrológicas”, numerológicas etc., tudo isso pode até influenciar-nos, mas não determinará as nossas resoluções a partir das nossas escolhas. Certamente tais influências podem impulsionar-nos às melhores ou piores escolhas, mas teremos inevitavelmente oportunidades para aprender com a vida.

É bem verdade que livros de Ivone Pereira, Chico Xavier, Divaldo Franco demonstram as concernentes influências do cenário social, político, econômico e cultural em que estamos colocados em algum nível pode estar de maneira relativa conexo a um cenário de vida anterior, mas sem implacáveis determinismos “cármicos”. Enfatizamos que nas leis divinas não existe punição ou recompensa. O Criador estabeleceu leis sábias e justas que determinam efeitos naturais ante nossas escolhas.

Apropriamo-nos da nossa vida e determinamos nossas existências com liberdade dentro da evolução. Por isso, responsabilizamo-nos pelas nossas existências, caminhando na vida de conformidade com que fazemos de nós mesmos. Essa autoapropriação da existência através da auto-responsabilização de tudo que acontece conosco dá-nos um certo sentido de domínio na relatividade da nossa existência sobre a aflição, a ternura, a alegria, a desventura. Naturalmente tudo o que nos acontece nos diz respeito, portanto não podemos imputar a ninguém a vitória ou o infortúnio daquilo que nos acontece, até porque o que nos ocorre é , na relatividade, um espelho do passado recente ou mais remoto e aquilo que podemos colher amanhã resultará relativamente da nossa semeadura do presente.

Somos os senhores e responsáveis pela vida, portanto, quando erramos podemos refazer a caminhada mediante novas escolhas, considerando que muitas vezes cometemos escolhas equivocadas e sorvemos os naturais efeitos delas, porém à medida em que ampliamos a consciência sobre os atos errados vamos diminuindo até mesmo os efeitos das escolhas, porque bancaremos escolhas mais apropriadas.

Fomos criados para a FELICIDADE! Portanto, ainda que diante de todas a dores e sofrimentos devemos encará-los com AMOR.

Postado por HESSEN às sexta-feira, fevereiro 22, 2019

Jorge Hessen

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Conversa com Jesus (Maria Dolores)

Senhor! Não lastimamos tanto
Contemplar no caminho a penúria sem nome,
Porque sabemos que socorrerás
Os famintos de pão e os sedentos de paz;
Dói encontrar na vida
Os que fazem a fome.

Ante aqueles que choram
Não lamentamos tanto,
Já que estendes o braço
Aos que gemem de angústia e cansaço;
Deploramos achar nas multidões do mundo
Os que abrem na Terra as comportas do pranto.

Não lastimamos tanto os que se esfalfam
Carregando a aflição de férrea cruz,
De vez que nós sabemos quanto assistes
Os humildes e os tristes;
Lastimamos os cérebros que brilham
E sonegam a luz.

Não deploramos tanto os que suportam
Sarcasmo e solidão na carência de amor,
Porquanto tens as mãos, hora por hora,
No consolo e no apoio a todo ser que chora;
Lamentamos fitar os amigos felizes
Que alimentam a dor.

É por isso, Jesus, que nós te suplicamos:
Não nos deixes seguir-te o passo em vão,
Que o prazer do conforto não nos vença,
Livra-nos de tombar no pó da indiferença…
Inda que a provação nos seja amparo e guia,
Toma e guarda em serviço o nosso coração.

Pelo Espírito Maria Dolores

Psicografia: Francisco Cândido Xavier

Antologia da espiritualidade

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