Doutrina e Aplicação (Bezerra de Menezes)

Filhos, o Senhor nos abençoe.

Somos defrontados hoje por impositivos da fé que realmente se nos mostram por obrigações de caráter inadiável.

Achamo-nos, sem dúvida, à frente de um mundo, – a nossa casa, – atravessado de problemas que a nós outros compete resolver.

Lutas, conflitos, dificuldades, desafios de variada espécie nos convocam à divulgação da Doutrina de Amor e Luz, a cujo engrandecimento estamos convocados, cada qual de nós na posição em que se encontra.

Por isso mesmo, já que estudais a virtude, reflitamos na expansão dos princípios espíritas evangélicos como sendo a demonstração generalizada e simples da virtude do Cristianismo Redivo no Espiritismo, a porta libertadora de nossos corações no rumo da emancipação com o Cristo de Deus.

Entretanto, filhos, a divulgação a que nos reportamos será, sim, a da exposição verbal de nossas teses edificantes mas sobretudo a prática dos ensinamentos a que se nos afeiçoam a idéia e coração.

Acrescentemos Espiritismo à nossas atividades cotidianas.

Mais amor no exercício de nossos deveres, mais luz em nossa palavra.

Em casa, aditemos Doutrina às nossas mínimas atitudes, a fim de que o lar se nos mantenha por santuário bendito de aperfeiçoamento espiritual a que nos empenhamos e em nossos grupos de serviço apliquemos a Doutrina em nossos gestos mais obscuros, de vez que no instituto doméstico e em nossa equipe de trabalho é que surpreendemos os mais difíceis problemas de ordem espiritual para iluminação do futuro.

Isso porque é no ambiente mais intimo da experiência terrestre que acolhemos laços mais sublimes do amor e os elos mais aflitivos das aversões que nós mesmos trazemos na bagagem de passadas reencarnações.

Do lar e do grupo social, seja esse grupo de caráter idealístico ou afetivo, na ação e na afinidade, é que nos afastamos para a Família Maior, – a Humanidade, – assim como a embarcação que se retira do cais, em demanda do alto mar.

Por essa razão, nessas duas escolas da alma é forçoso adestrar-nos na Doutrina Espírita, a fim de que a travessia da viagem na vida física se faça amparada no êxito necessário.

Enfim, traduzamos a nossa fé em trabalho incessante no Bem, desentranhemos as lições de Jesus, milenarmente arquivadas em nossa memória para o trato afetivo com as experiências do dia-a-dia, auxiliando-nos uns aos outros, através do perdão aprendido e sofrido e da tolerância trabalhada e esculpida no próprio esforço reconhecendo que o outro é o nosso reflexo.

O próximo é o caminho e Jesus é a meta.

Sirvamo-nos.

Ajudemo-nos.

Tão-somente assim, ofereceremos substância às realizações espíritas-cristãs, à maneira do material que monumentaliza esse ou aquele plano de construção.

Atividade, mas não aquela atividade a que os nossos irmãos ainda sediados na rebeldia se referem nos apelos com que conclamam o Mundo à renovação.

Esforço e nós mesmo, para que a nossa fé se nos instale definitivamente na vida pessoal para que a felicidade não mais se erija em nós por mito que a desilusão quebra ou destrói.

Construamos Doutrina em nós e em nossas próprias existências, dando conta dos encargos que o Senhor nos reservou, tomando a compreensão e a bondade por diretrizes de cada dia.

Apenas assim, – unicamente assim´- faremos a divulgação do Espiritismo por Doutrina Perfeita, a destacar-se de nossas próprias imperfeições, a fim de que pelo trabalho de hoje, venhamos a alcançar com o Divino Mestre, a felicidade indestrutível pela vivência positiva e real da legenda que Ele mesmo, Jesus, nos deu a todas as criaturas na Terra, por divino roteiro indispensável à paz de cada um: – “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.”

(Da obra Doutrina e Vida, Francisco Cândido Xavier)

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DIABETES – “Quando o doce amarga a vida”

Postado por Marcos Paterra

A Diabetes é uma doença metabólica[1] caracterizada por um aumento anormal do açúcar ou glicose no sangue; os portadores de diabete tipo I desenvolvem essa doença na infância e na adolescência e a tipo II é decorrente de fatores ambientais e comportamentais.

No campo psicológico, conforme o Dr. Wagner L. G. Teodoro[2] na obra “Depressão: corpo, mente e alma”[i] algumas enfermidades, principalmente aquelas que oferecem algum tipo de risco para a vida da pessoa, aquelas cujas sequelas causam limitações diante da vida e as que requerem longos períodos de internação podem provocar sentimentos de baixa autoestima, incapacidade, exclusão, impotência, insegurança e desesperança e por fim a depressão; entre essas enfermidades esta a diabetes.

Sabemos que do ponto de vista espiritual, temos e as predisposições genéticas que trazemos na reencarnação onde devemos atentar sobretudo às nossas necessidades reeducativas sejam sob o prisma de alimentação ou de sedentarismo. Conforme o Dr. Nubor Orlando Facure[3] no livro “Mediunidade, um ensaio clínico” [ii]·: “Ontem,exercemos  o  poder  com  mão  de  ferro  exigindo  obediência,  nossa mesa  era farta  e  convivíamos  com  o  desperdício,  dependíamos  do álcool, do cigarro, do sexo pervertido, dos abusos alimentares, das drogas excitantes,  e hoje dependemos dos remédios para a asma, o diabetes,  a  epilepsia,  o  Alzheimer,  a  pressão  alta  e  também  da caridade alheia nas mãos de enfermeiros e cuidadores assalariados.

 O Espírito está sempre na origem de todas as doenças. Um Espírito perturbado,  o  corpo  adoece.  O  corpo  doente  coloca  o  Espírito  em  prova.  Espírito  em  prova  é  oportunidade  de  redenção.” ( FACURE. p.57. 2014)

Dr. Júpiter Villoz Silveira[4] em seu artigo “A Visão Espírita da Diabetes”[iii]  afirma que a doença pode ser parte da programação reencarnatória feita pelo espírito como forma de educar e combater a indisciplina de vidas anteriores.

“O objetivo maior é o crescimento espiritual. Desenvolvermos os projetos do espírito que estão abandonados há séculos. Crescermos em conhecimento e capacidade afetiva, vencendo as carências e defeitos do espírito. Por exemplo, sua indisciplina. Se você se disciplinar, você vence o diabete, do contrário, o diabete vence você.” E conclui de maneira sublime: “A disciplina nascida de um entendimento profundo sobre suas dificuldades espirituais dará início ao processo de cura do espírito, a verdadeira cura.” (SILVEIRA. p.3 2013).

Emmanuel ao responder á um médico, no livro “Mensagens de Além Túmulo” afirma que: “ […] Em grande parte, deve o diabetes a sua causa aos vícios da alimentação e poderá ser curável quando os doentes se dispuserem a prescindir de todos os elementos da carne, entregando-se, embora com sacrifício, ao regime dos legumes, exclusivamente à alimentação natural, porque a insulina, apesar de aconselhável como proporcionadora de bons resultados, não basta para que a melhora se efetue largamente no tratamento do enfermo. Exija-se deste paciência e perseverança. Aos poucos, os homens, através do sofrimento, adquirirão a experiência que os conduzirá à regeneração da saúde prejudicada desde tempos imemoriais pelos seus vícios e desvios, adquiridos em grande parte dos seus ancestrais.”

( XAVIER/EMMANUEL p.89/90. 2000)[iv]

Na introdução de “O Livro dos Espíritos”[v], Kardec, demonstra a realidade multidimensional do ser encarnado ao afirmar que o mesmo está constituído por três partes essenciais: o espírito, o perispírito e o corpo físico a se influenciarem mutuamente, muito embora, cada qual vibra em uma dimensão espacial que lhe é própria; e destaca o fato de que somos os idealizadores de  nossa seara no novo encarne:

Pode-se questionar…mas… será que todos nascemos com essa predisposição, porque adquirimos essa doença? Em  resposta para essa questão  citamos , Divaldo Franco na obra “Autodescobrimento”:

“O ser humano é um conjunto harmônico de energias, constituído de Espírito e matéria, mente e perispírito, emoção e corpo físico, que interagem em fluxo contínuo uns sobre os outros. Qualquer ocorrência em um deles reflete no seu correspondente, gerando, quando for uma ação perturbadora, distúrbios, que se transformam em doenças, e que, para serem retificadas, exigem renovação e reequilíbrio do fulcro onde se originaram. Desse modo, são muitos os efeitos perniciosos no corpo causados pelos pensamentos em desalinho, pelas emoções desgovernadas, pela mente pessimista e inquieta na aparelhagem celular.”[5]

E concluímos com a  obra “O Evangelho Segundo o Espiritismo”[vi] , onde   Kardec nos brinda com a frase :

“As doenças fazem parte das provas e das vicissitudes da vida terrena; são inerentes à grosseria da nossa natureza material e à inferioridade do mundo que habitamos. As paixões e os excessos de toda ordem semeiam em nós germens malsãos, às vezes hereditários. Nos mundos mais adiantados, física ou moralmente, o organismo humano, mais depurado e menos material, não está sujeito às mesmas enfermidades e o corpo não é minado surdamente pelo corrosivo das paixões.”[6]

A Doutrina Espírita nos esclarece sobre a alma e seus atributos, mostrando sua natureza e suas possibilidades de ascender a planos mais elevados de esclarecimento, e prova-nos que, para afastar das doenças como a diabetes é necessário  conhecimento sobre suas causas,  e  mostra-nos que além do tratamento físico, é imprescindível mudança no  hábitos e comportamentos.

[1] Doenças metabólicas são doenças que causam alteração no funcionamento geral do organismo. Seja por alterações das reações químicas ou da velocidade que elas ocorrem.

[2]Wagner Luiz Garcia Teodoro –  Psicólogo clínico, desde 2000, dedicado ao estudo e tratamento da Depressão e da Ansiedade.

[3] Nubor Orlando Facure – médico, especialista em neurologia, diretor do Instituto do Cérebro de Campinas, pesquisador, escritor e expositor espírita, desenvolve estudos pioneiros aliando a medicina aos conhecimentos espíritas.

[4] Júpiter Villoz Silveira – Médico, endocrinologista e homeopata, ex-presidente da Associação Médica Espírita de Londrina, um dos fundadores da Casa do Caminho

[5] FRANCO, Divaldo Pereira. Autodescobrimento. Cap. Doenças Psicossomáticas. Ed. LEAL. Rio de Janeiro. 2000.

[6] KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. V  PRECES PELOS DOENTES E PELOS OBSIDIADO, item 77-  PELOS DOENTES. Ed. FEB. Rio de Janeiro. 2000

Referencias:

[i]TEODORO, Wagner Luiz Garcia. Depressão: corpo, mente e alma.  Disponível em http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/depressaocma.pdf

[ii] FACURE, Nubor Orlando. Mediunidade, um  ensaio clínico.   Ed. Amazon do Brasil (www.amazon.com.br). 2014.

[iii] SILVEIRA, Júpiter Villoz. A Visão Espírita da Diabetes.  Disponível em:

http://www.rcespiritismo.com.br/conteudo_site/pdf_anteriores/RCE13/…

[iv]   Luciano Klein Filho Marcus V. Monteiro Rogério Silva (Org.) Mensagens de Além-Túmulo: Série de Reportagens Históricas Sobre Chico Xavier em 1935. Disponível em

http://bvespirita.com/Mensagens%20de%20Al%C3%A9m%20T%C3%BAmulo%20(Centro%20de%20Documenta%C3%A7%C3%A3o%20Esp%C3%ADrita%20do%20Cear%C3%A1).pdf

[v] KARDEC, Allan. Livro dos Espíritos. Rio de Janeiro. Ed. FEB. 2006.

[vi] KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2000.

Rede Amigo Espírita

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DESEQUILÍBRIO EMOCIONAL E SUICÍDIO

Os vapores da ira cultivada perturbam o equilíbrio da emoção. (Joana de Ângelis)

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Os tóxicos da angústia vitalizada envenenam os centros de harmonia psíquica.

As viciações mentais ou físicas mantidas interferem no metabolismo fisio-psicológico.

A insatisfação demorada desarticula o ritmo da máquina orgânica.

A rebeldia sistemática dá gênese a enfermidades complexas.

A ociosidade responde por inúmeros distúrbios psíquicos.

A ansiedade contínua leva às alienações.

O ciúme envilece o caráter e desconserta a vida.

A avareza tisna o discernimento e perturba a organização fisiológica.

Quantos cultivam estes e outros semelhantes vírus perigosos e adoecem, avançando, insensatamente, para o autocídio total.

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O suicídio, que decorre do gesto alucinado, levando a vítima a perder os contornos da realidade, choca e produz comoção geral.

O suicídio lento, desgastante e fatal, porém, passa despercebido.

Pululam, na atualidade, em todos os níveis sociais e econômicos, as vítimas da auto-destruição, por equívocos morais, excessos físicos e leviandades espirituais.

Fumantes inveterados, toxicômanos irresponsáveis, alcoólatras sistemáticos, sexólatras atônitos padecendo de estranhas e rudes obsessões. Já se encontram a largo trecho da estrada do suicídio infeliz.

Há inúmeras formas de anulamento da vida física, a que se entregam inumeráveis vítimas inermes.

. . . No entanto, há tanta beleza e amor convidando à vida!

*****************

Acautela-te, nas atitudes e comportamentos sadios, preservando a dádiva do corpo com que a Vida te honra, no processo inevitável da evolução.

Ora e medita, anulando as constrições negativas de que sejas objeto.

Ama e serve indistintamente, arrebentando as algemas morais e emocionais que desejem reter os teus movimentos nobres.

. . . E, em qualquer situação, segue Jesus, sustentado na fé imortalista, guardando a certeza de tudo quanto te aconteça ocorre sempre para o teu bem, se te souberes conduzir na difícil circunstância. Por fim, tem em mente que a madrugada colore a treva, suavemente, enquanto a sombra campeia e que a ressurreição ditosa chegará somente após a passagem pelo túmulo, onde todos despertam para a realidade insofismável da vida.

(Do livro “Alerta”, Psicografia de Divaldo Franco, Espírito Joanna de Ângelis – Cap. 28)

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RELIGIÃO E POLÍTICA

Aylton Paiva (*)

É comum as pessoas dizerem que a religião e a política não se combinam. Que não se deve discutir política.

Na primeira afirmação há confusão entre a religião formal e a politicalha e mesmo com a política partidária. Na segunda afirmação continua haver confusão e ignorância, pois poucas pessoas, e mesmo poucos espíritas, sabem o significado do termo política e as suas diferentes categorias.

O termo política precisa ser convenientemente entendido para que se saiba que, em sua essência, a política não é incombinável com a religião, ou melhor esclarecendo, com a religiosidade. Então, nesse emaranhado de desconhecimentos só pode haver mesmo confusão e desentendimento.

Abordando apenas a religião cristã, em suas múltiplas interpretações, seu fundamento são as palavras de Jesus, narradas pelos evangelistas. A essência desses ensinamentos são: a Justiça e o Amor. Disse Jesus: “Amará o teu próximo com a ti mesmo.” ( Matheus, 22:39) e “ Tratai todos os homens com quereríeis que eles vos tratassem. (Lucas, 6:31).

Revelando o amor solidário o Mestre conta a Parábola do Samaritano (Lucas, 10:25). Esses mesmos fundamentos norteiam a Política quando a entendemos como: ” A ciência e a arte da administração justa para o Bem comum.”. O que só pode ser feito baseando-se nos valores da justiça e do amor solidário.

A confusão surge e o repúdio aparece quando, por ignorância, se confunde a Política com a política partidária e com a ” politicalha “. A política partidária é instrumento fundamental do processo democrático que, se não é perfeito, é o melhor na atual fase do processo sócio político da humanidade.

Destarte, das agremiações partidárias é que devem sair, pelo exercício do voto livre dos cidadãos, as pessoas que ocuparão os cargos nos poderes Legislativos e Executivos, nos níveis: municipal, estadual e nacional.

Já a “ politicalha” é o uso indevido dos cargos políticos legais e legítimos por pessoa canalha que quer se beneficiar da política para a satisfação dos seus interesses egoísticos individuais e de grupos. Esta merece sempre a indignação individual e coletiva e os meios legais para anulá-la. Não se deve levar, pois, para o ambiente do centro ou do movimento espírita a política no sentido da política partidária e, menos ainda, da” politicalha”.

No entanto, a Política como ciência e arte da administração justa para o bem comum, já está no conteúdo das Leis Morais, 3ª parte de O livro dos Espíritos, ditado pelos Mentores Espirituais e organizado e sistematizado por Allan Kardec. Esse conteúdo referente à administração justa e amorosa, expressando a solidariedade está contido nos capítulos: Da lei do trabalho, Da lei Da lei de reprodução, Da Lei de destruição, Da lei de sociedade, Da lei do progresso, Da lei de igualdade, Da lei de liberdade, Da lei de justiça, de amor e de caridade e Da perfeição moral.

Portanto, esse conteúdo que se relaciona com a Filosofia, com a Sociologia, com a Economia, com a Política, com o Direito, com a Ecologia e com os ensinamentos de Jesus sobre a Justiça e o Amor deve merecer o estudo de todos os espíritas e deve ser estudado nos centros, instituições espíritas e em palestras, seminários e congressos espíritas.

Tal visão da Política os espíritas precisam ter para serem cidadãos conscientes dos direitos e deveres individuais e coletivos e, assim, terem critérios para avaliação dos candidatos indicados pelos partidos para os cargos nos Poderes Legislativo e Executivo, no âmbito do Município, do Estado e da União.

Como todo cidadão, o espírita deve, portanto, ser consciente da Política. Conforme sua vocação ou aptidão poderá participar ou não da política partidária. Todavia, jamais poderá participar da “politicalha”, sob pena de declinar dos seus conceitos éticos e morais. “Amará o teu próximo como a ti mesmo.”. Jesus ( Mateus, 22:39).

(*) INSTITUTO ESPÍRITA DE PESQUISA, ESTUDO E AÇÃO SOCIAL – www.iepeas.blogspot.com.br

DE: http://grupochicoxavier.com.br/religiao-e-politica/

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Síndrome do Pânico

Entre os transtornos de comportamento que tomam conta da sociedade hodierna, com enormes prejuízos para a saúde do indivíduo e da comunidade geral, a síndrome do pânico apresenta-se, cada vez, mais generalizada.

Vários fatores endógenos e exógenos contribuem para esse distúrbio que afeta grande e crescente número de vítimas, especialmente a partir dos vinte anos de idade, embora possa ocorrer em qualquer período da existência humana.

A descarga de adrenalina, avançando pela corrente sanguínea até o cérebro no ser humano, produz-lhe o surto que pode ser de breve ou de larga duração.

Trata-se de um problema sério que merece tratamento especializado, tanto na área da psicologia quanto da psiquiatria, mediante os recursos psicoterapêuticos a serem aplicados, assim como os medicamentos específicos usados para a regularização da serotonina e de outros neurocomunicadores.

No momento em que ocorre o surto, o sofrimento do paciente pode alcançar níveis quase insuportáveis de ansiedade, de desespero e de terror. Nada obstante, o fenômeno, invariavelmente, é de breve duração, com as exceções compreensíveis.

Podem ocorrer poucas vezes, o que não constitui um problema de saúde, mas, normalmente é recorrente, portanto, necessitado de tratamento.

Graças aos avanços da ciência médica, nas áreas das doutrinas psicológicas, o mal pode ser debelado com assistência cuidadosa e tranquila.

No entanto, casos existem que não cedem ante o tratamento específico, ao qual o paciente é submetido, dando lugar a preocupações mais sérias.

Sucede que, em todo problema na área da saúde ou do comportamento humano, o enfermo é sempre o Espírito que se encontra em processo de recuperação do seu passado delituoso, experienciando as consequências das ações infelizes que se permitiu praticar antes do berço atual.

Renascendo com a culpa insculpida nos tecidos sutis do ser, temores e inquietações aparentemente injustificáveis, surgem de inopino, expressando-se como leves surtos do pânico.

Em consequência, por haver gerado animosidade e ressentimento, as suas vítimas, que o não desculparam pelas atitudes perversas que lhe padeceram, retornam pelo impositivo das afinidades psíquicas e morais, estabelecendo conúbios de vingança por intermédio das obsessões.

O número de pessoas em sofrimento sob os acúleos das obsessões produzidas por desencarnados é muito maior do que parece.

É natural, portanto que, nesses casos, a terapêutica aplicada mais eficaz não resulte nos propósitos desejados, tais sejam, a cura, o bem-estar do paciente…

Torna-se urgente o estudo mais cuidadoso da fenomenologia mediúnica, das interferências dos Espíritos nas existências humanas, a fim de serem melhor compreendidos os distúrbios psicopatológicos, dessa maneira, facultando-se existências saudáveis e comportamentos equilibrados.

* * *

Anteriormente confundido com a depressão, o distúrbio do pânico foi estudado mais detidamente e, após serem analisadas todas as síndromes, foi reclassificado, a partir de 1970, como sendo um transtorno específico, recebendo orientação psicoterapêutica de segurança.

Pode acontecer que, num surto do distúrbio do pânico, de natureza fisiológica, os inimigos espirituais do paciente aproveitem-se do desequilíbrio emocional do seu adversário e invistam agressivamente, acoplando-se-lhe no perispírito e produzindo, simultaneamente, a indução obsessiva.

Trata-se, portanto, de uma problemática mais severa porque são dois distúrbios simultâneos, que exigem mais acurada atenção.

Nesse sentido, a psicoterapia espírita oferece recursos valiosos para a recuperação da saúde do enfermo.

Concomitante ao tratamento especializado na área da medicina, as contribuições fluídicas, mediante os passes, a água magnetizada ou fluidificada, as leituras edificantes e a meditação, a prece ungida de amor e de humildade, os socorros desobsessivos em reuniões especializadas, sem a presença do paciente, oferecem os benefícios de que necessita.

Face ao débito moral ante as Leis da Vida, é indispensável que o padecente recupere-se espiritualmente, por meio da vontade para alterar a conduta para melhor, envidando esforços para sensibilizar a sua vítima antiga, afastando-a através da paciência, da compaixão e da solidariedade.

O distúrbio do pânico é transtorno cruel, porque durante o surto pode induzir o paciente ao suicídio, conforme sucede com relativa frequência, em razão do desespero que toma conta da emoção do mesmo.

O hábito da oração e o recurso das ações em favor do próximo em sofrimento constituem uma admirável medicação preventiva às investidas dos Espíritos inferiores, equilibrando as neurotransmissões e facultando a manutenção da harmonia possível.

A reencarnação é, graças a isso, o abençoado caminho educativo para o Espírito que, em cada etapa, desenvolve os tesouros sublimes da inteligência e da emoção, da beleza e do progresso, avançando com segurança na conquista da plenitude que a todos está reservada.

As enfermidades, especialmente as de caráter emocional e psiquiátrico constituem, assim como outras orgânicas de variadas expressões, desde as degenerescências genéticas até as de caráter infeccioso, os métodos educativos e reeducativos para o discípulo da Verdade.

A cada erro cometido tem lugar uma nova experiência corretiva, de forma que a consciência individual, em se harmonizando, possa sintonizar com a Consciência Cósmica, numa sinfonia de incomparável beleza.

Somente, portanto, existem as doenças porque permanecem enfermos em si mesmo os Espíritos devedores.

* * *

Seja qual for a situação em que te encontres na Terra, abençoa a existência, conforme se te apresente.

Se dispões de saúde e desfrutas de bem-estar, multiplica os dons da bondade e serve, esparzindo alegria, sem o desperdício do tempo em frivolidades e comprometimentos perturbadores.

Se te encontras enjaulado em qualquer forma de sofrimento, bendize o cárcere que te impede piorar a situação evolutiva, evitando que novamente derrapes nos desaires e alucinações.

O corpo é uma dádiva superior que Deus concede a todos os infratores, a fim de que logrem a superação da argamassa celular para cantar as glórias imarcescíveis do Amor completamente livre.

Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco,
na manhã do dia 30 de outubro de 2012, em Sydney, Austrália.

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Amadurecimento Emocional

A mudança dos hábitos viciosos para saudáveis exige esforço hercúleo e prolongado. Certamente, não é de um para outro momento que se anulam condicionamentos negativos, substituindo-os por novos costumes que se devem incorporar de tal forma que se automatizem, funcionando sem imposições mentais. A consciência, que jaz adormecida, estimulada pelos fatores externos e as necessidades de auto-realização, libera recursos latentes ampliando as aspirações do ser e passando a dirigir-lhe o processo renovador.

Todos os indivíduos que se dignificaram e contribuíram para o progresso da sociedade viveram esse momento de decisão, de escolha, de renovação. Saturaram-se dos hábitos perturbadores e os substituíram por processos de auto-realização. Houve também o exemplo de indivíduos simples que se cansaram de ser instrumento da própria desagregação moral e optaram pela eleição de uma estrutura saudável, esforçando-se para encontrar o objetivo elevado da existência, e tornaram-se vitoriosos.

É inevitável o progresso, que constitui Lei da Vida. Ninguém existe que esteja condenado à retaguarda. Entretanto, não há privilégio para criatura alguma.

O desenvolvimento dos recursos adormecidos ocorre, somente, quando o cansaço e a frustração se instalam naquele que se entrega à indolência, vindo a acordar mediante o concurso do sofrimento, da desolação ou da amargura, para assumir uma postura saudável, verdadeiramente grandiosa.

A fatalidade da vida apresenta a plenitude como etapa final, mas a livre opção é companheira do indivíduo que a deve eleger, estabelecendo quando e como a alcançará.

(Sendas Luminosas – Divaldo P. Franco – Joanna de Ângelis)

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OBSESSÕES CARNAVALESCAS

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“Atrás do trio elétrico também vai quem já “morreu”…”.

Poucos sabem que a palavra Carnaval é, na verdade, uma abreviatura da frase: a carne nada vale. Em contrapartida, grande parte dos brasileiros acredita que participar das festividades carnavalescas em nada atrapalha sua organização psico-físico-espiritual. Algo como mudar totalmente o padrão vibracional, adentrando por quatro dias e cinco noites num maremoto energético de baixo teor e dizer que isso não desarmoniza ninguém, ao contrário, “desestressa”. Será mesmo só esse o resultado do envolvimento em tal festividade? Desestressamento?

Estudiosos da psicologia realizaram um trabalho de pesquisa interessante sobre o tema, trazendo-nos alguns dados que já nos suscitam importantes reflexões. Vou transcrever parte da matéria que saiu no Jornal Correio Brasiliense, onde constam tais informações: “(…) de cada dez casais que caem juntos na folia, sete terminam a noite brigados (cenas de ciúme, intrigas, etc.); desses mesmos dez casais, posteriormente, três se transformam em adultério; de cada dez pessoas (homens e mulheres) no carnaval, pelo menos sete se submetem a coisas que abominam no seu dia-a-dia, como o álcool e outras drogas (…). Concluíram que tudo isto decorre do êxtase atingido na grande festa, quando o símbolo da liberdade, da igualdade, mas também da orgia e da depravação, estimulado pelo álcool leva as pessoas a se comportarem fora de seus padrões normais (…)”.

A maioria dos foliões da atualidade segue os carros alegóricos sem nenhuma noção do que lhes envolve naqueles momentos. Sequer suspeitam onde ou porque surgiu tal ‘festividade’. Estão ali simplesmente para permitirem o enlouquecimento momentâneo, sem pensar em mais nada a não ser no prazer dos sentidos. Porém, os resultados são evidentes, como pudemos contatar nesta matéria alusiva sobre o tema.

Quanto às suas origens, podemos dizer que as tataravós do carnaval são a bacanália, da Grécia – quando era homenageado o deus Dionísio – e a saturnália – festa romana onde se imolava uma vítima humana, previamente escolhida. Depois, já na Idade Média, aceitava-se a tese de que “uma vez por ano é lícito enlouquecer”, o que tomou corpo, modernamente, no carnaval de nossos dias.

Claro que muitos dançam e se sacodem freneticamente entre sorrisos largos, sem nenhuma intenção menos digna: desejam somente a “alegria”. Porém, mesmo que a intenção seja apenas a de ficar contente, será que o discípulo de Momo no meio de tantos desvarios em nada se prejudica? 

Tudo seria tranqüilo se junto de tais pessoas estivessem tantas outras numa mesma sintonia, munidos da mesma vontade de confraternização, sorrisos e danças conjuntas; sem maldade, sem deixarem seus instintos reptilianos tão aflorados.

Porém, a realidade não é essa. As conclusões apresentadas pelos psicólogos brasilienses já nos dão certa base para um pensar mais aclarado sobre o assunto. Soma-se a tais dados outra importantíssima informação que ainda não é levada em conta tanto pelos profissionais comuns da psique quanto pelos amantes carnavalescos: no período que compreende a sexta-feira de carnaval até o amanhecer da quarta-feira de cinzas, verdadeiras falanges das esferas inferiores invadem a crosta terrestre – atraídas pelo padrão reinante – acompanhando bem de perto tais foliões, incitando-os aos extremos, dando início a sérias obsessões que por vezes se arrastam sobremaneira, trazendo inúmeros prejuízos a tais pessoas. 

No livro “Nas fronteiras da loucura” do espírito Manoel Philomeno de Miranda, psicografia de Divaldo Pereira Franco, o venerando espírito, em suas ponderações, conclui que isso acontece tanto com aqueles que se afinizam com os seres perturbadores adotando comportamento vicioso, quanto com criaturas cujas atitudes as identificam como pessoas respeitáveis, embora sujeitas às tentações que os prazeres mundanos representam, por também acreditarem que seja lícito enlouquecer uma vez por ano. O processo obsessivo ocorre ainda durante o sono, quando em estado de desdobramento (momento em que o corpo descansa e o espírito sai em suas excursões) o folião visita as zonas de baixo teor vibracional, já em contato direto com tais entidades. 

Conhecedores de tais realidades os responsáveis pela revista Visão Espírita fizeram pequeno trocadilho com a famosa frase composta por Caetano Veloso, no seu frevo carnavalesco que diz que “atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu”. Os divulgadores do espiritismo refizeram o ditado. Escreveram que, na verdade, “atrás do trio elétrico também vai quem já “morreu!”…”. Realmente! Só faltou acrescentar: “(…) e eles são em grande número”.

Claudia Gelernter

Revista Visão Espírita, março de 2000

Rede Amigo Espírita

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Obstáculos (Emmanuel)

Obstáculos são, por si, movimentos de renovação e progresso.
O que possa parecer fracasso ou desencanto é preparação de um mundo novo.

Estejamos convencidos de que nunca é tarde para que alguém seja feliz e que o Reino de Deus está dentro de nós. E com semelhante luz, ser-nos-á possível esquecer quaisquer provocações e vencê-las, situando-nos, desde agora, a caminho da Vida Superior.

A felicidade que pode realmente não existir na Terra, enquanto a Terra padecer a dolorosa influenciação de um só gemido de sofrimento, pode existir na alma humana, quando a criatura compreender que a felicidade verdadeira é sempre aquela que conseguimos criar para a felicidade do próximo.

Lembra-te da casa nobre começando nos alicerces e não te desmandes na pressa, a fim de que a tua existência se ajuste à gloriosa sinfonia da vida.

Protege o próprio lar contra a perturbação e a desarmonia, mas se a tua ação surte efeito, aceita a casa em que vives por tua escola de regeneração e de amor.

Atende ao bem, conquanto as dificuldades que encontres para isso.

Sem dúvida é imperioso te guardes no pensamento positivo da confiança em Deus e em ti mesmo.

À maneira de viajante na travessia do rio da vida, que será de ti, se não controlas o leme do teu barco, orientando-lhe os movimentos em rumo certo?

Do livro “Caminho iluminado”
Pelo espírito de Emmanuel
Psicografia de Chico Xavier

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