Espiritismo e Política – Manifesto

ESPIRITISMO E POLÍTICA – MANIFESTO

Postado por Antonio Cesar Perri de Carvalho – Exibir blog

(Manifesto aprovado no dia 4 de agosto de 2018, durante a Mesa Redonda “Espiritismo e Política”, realizado na Câmara Municipal de São Paulo, em São Paulo, promovido pelo Grupo Espíritas na Política, de São Paulo).

ESPIRITISMO E POLÍTICA – MANIFESTO

O Brasil vive momentos extremamente delicados nos contextos: político, social, econômico e ético.
A maneira mais importante para o cidadão se manifestar dentro do arcabouço democrático é através do voto consciente.

Os espíritas devem cumprir o dever como cidadãos, preocupados e comprometidos com os destinos da Pátria.
O espírita como cidadão – pessoa física -, pode contribuir para a solução dos problemas políticos e sociais vivenciados na atualidade, sem necessariamente comprometer-se com legendas ou organizações partidárias, mas ciente de que esse é também um direito que cabe a cada um.
Para se analisar a participação de espíritas na política, e especificamente

como candidato a cargo eletivo, é sabido que o rótulo religioso não é garantia de integridade na vida pública. A trajetória de vida do cidadão na sociedade é o primeiro referencial a ser considerado pelo eleitor consciente. O importante é que os anseios com um ideal sejam compatíveis os exemplos de vida.

O espírita tem conhecimento que O livro dos espíritos, obra básica e inaugural de Allan Kardec, contempla 405

perguntas e respostas sobre “As Leis Morais”, que envolvem questões sobre o relacionamento do homem com o Criador da vida, com o planeta em que vive, com seus semelhantes, com as sociedades de que participa, ao tratar das Leis de Adoração, Trabalho, Reprodução, Conservação, Destruição, Sociedade, Progresso, Igualdade, Liberdade, e Justiça, Amor e Caridade, da Perfeição, das Esperanças e Consolações.
Em “As Leis Morais” de O livro dos espíritos, o Espiritismo apresenta recomendações para a vida em sociedade pautadas na ética e na moral, autênticas normas políticas para o ideal de uma civilização espiritualista e cristã.
Referencial oportuno que merece destaque na atualidade foi registrado por Paulo de Tarso: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam” (I Coríntios 10, 23).


 É recomendável que o cidadão analise a compatibilidade entre as propostas partidárias e as ações e ideias do candidato, com os princípios ético-morais e espíritas.
A análise prévia desses parâmetros deve superar e ser mais importante do que os critérios de amizades, expectativas de retribuições e de benefícios de ordem pessoal.
O momento é muito delicado para o Brasil e de grande importância para o consciente exercício da cidadania, destacando-se a ética e a moral fundamentada nos ensinos de Jesus, com conceitos ampliados com os subsídios oferecidos pela Doutrina Espírita.

Coordenação: Júlia Nezu e Paulo Francisco. Mediação de André Marouço e Antonio Cesar Perri de Carvalho.

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