Criações Fluídicas e Ideoplastia

Criações Fluídicas e Ideoplastia

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“Ideoplastia (do grego ideo+plastos+ia = Modelagem da matéria pelo pensamento (…)”.

“(…) Criando imagens fluídicas o pensamento se reflete no envoltório perispirítico, como num espelho; toma nele corpo e aí de certo modo se fotografa. Tenha um homem, por exemplo, a ideia de matar a outro: embora o corpo material se lhe conserve impassível, seu corpo fluídico é posto em ação pelo pensamento e reproduz todos os matizes deste ultimo; executa fluidicamente o gesto, o ato que intentou praticar. O pensamento cria a imagem da vitima e a cena inteira é pintada, como num quadro, tal qual se lhe desenrola no espirito. (…) “

O fluído espiritual, um dos estados assumidos pelo fluído cósmico universal, fornece aos Espíritos o elemento de onde eles extraem os materiais sobre que operam. Essa atuação se faz usando o pensamento a vontade.

“(…) Para os Espíritos, o pensamento e a vontade são o que é a mão para o homem. Pelo pensamento, eles imprimem àqueles fluidos tal ou qual direção, os aglomeram, combinam ou dispersam, organizam com eles conjuntos que apresentam uma aparência, uma forma, uma coloração determinadas; mudam-lhes as propriedades, como um químico muda a dos gases ou de outros corpos, combinando-os segundo certas leis. É a grande oficina ou laboratório da vida espiritual (…).”

É comum a realização dessas modificações sem que haja um pensamento consciente. É o caso dos espíritos que são percebidos pelos videntes, logo depois de desencarnados, envergando uma vestimenta qualquer, antes mesmo de se haverem dado conta de sua nova realidade.

A maior parte das transformações, contudo, ocorre sob o império de um desejo, a manifestação de um propósito consciente. Basta mentalizar alguma coisa e esta se forma. É por isso que um espírito pode assumir diferentes aspectos e apresentar diversas aparências, envergar trajes especiais, portar objetos os mais variados, exibir defeitos físicos , mutilações, etc. São expressões assumidas visando a uma identificação, geralmente revivendo situações de existências passadas. Porém, assim como assumiu aspecto do passado, tão logo seu pensamento o situe no presente, ou em outra existência, imediatamente se opera nova transformação.

Há, por outro lado, o caso dos Espíritos que conservam a mutilação, as deformações ou chagas do corpo físico que ocupavam, em razão de um condicionamento. Incapazes, por si mesmos, de reassumir a forma normal e sadia, são induzidos à mudança mediante um processo de esclarecimento e, pelo mesmo princípio de manejo dos fluídos espirituais, logram obtê-la.

As sugestões hipnóticas provocam, também, freqüentes transformações no perispírito, no sentido de seu aviltamento. Isso pode ser observado sob dois aspectos: o primeiro, através da auto-sugestão, motivada por sentimento de culpa ou rebaixamento voluntário; o segundo, pela ação da mente de outro Espírito sobre determinada entidade espiritual, explorando-lhe os deslizes que o tornaram particularmente vulnerável.

Encontramos aí a explicação para os fenômenos conhecidos como zoantropia, onde os Espíritos assumem formas animalescas, total, ou parcialmente. A expressão zoantropia, por seu sentido amplo, vem sendo sugerida, ultimamente, em lugar de licantropia que, etimologicamente, significa estudo sobre o homem-lobo.

É de referir-se, ainda, os casos dos Espíritos que, quase sempre com o propósito de amedrontar para melhor alcançar seus objetivos, apresentam-se com aspectos monstruosos e apavorantes, até mesmo de satanás.

A todas essas transformações operadas pela mente dá-se o nome de ideoplastia ( do grego ideo = ideia + plastos = forma + ia = estudos, análise) ou seja estudo da modelagem através do pensamento.

Segundo ensina André Luiz, ao abordar a ideoplastia,

“(…) o pensamento pode materializar-se, criando formas que muitas vezes revestem de longa duração, conforme a persistência da onda em que se expressam. (…)”

As materializações constituem outro exemplo de plasmagem realizada pelos Espíritos, nas sessões de efeitos físicos, com a utilização de elementos plásticos exteriorizados pelos médiuns e pelos outros participantes dessas reuniões; componentes fluído-plásticos da Natureza.

“(…) Por análogo efeito, o pensamento do Espírito cria fluidicamente os objetos que ele esteja habituado a usar.(…)”

Isto não se restringe a objetos de uso pessoal, como é o caso do cachimbo, óculos, bengala, faca, chapéu, etc. Mas se estende a coisas como casas, prédios, jardins, móveis, veículos, alimentos, instrumento de toda ordem. Alguns têm existência tão fugidia quanto a duração do pensamento; mas outros persistem longamente, como já citado.

No plano dos Espíritos, suas criações fluídicas são tão reais que assumem, para eles, o mesmo aspecto que as coisas materiais para os encarnados.

Outra questão a considerar é que o pensamento, ao criar imagens fluídicas, se reflete no perispírito do Espírito a que pertence, como num espelho, aí adquirindo corpo e, de alguma maneira, se fotografa.Para melhor entendimento de como isso se passa, explica-nos Kardec.

“(…) Tenha um homem, por exemplo, a ideia de matar a outro: embora o corpo material se lhe conserve impassível, seu corpo fluídico é posto em ação pelo pensamento e reproduz todos os matizes deste último; executa fluidicamente o gesto, o ato que intentou praticar. O pensamento cria a imagem da vitima e a cena inteira é pintada, como num quadro, tal qual se lhe desenrola no espírito(…).”

Isto permite entender por que todo e qualquer pensamento se torna conhecido: por evidenciar-se, no corpo perispirítico, e poder ser percebido por outro Espírito, mas não pelos olhos da matéria. O que realmente é visto pelo observador é a intenção. Sua execução, todavia, vai depender da persistência de propósitos de circunstâncias que a favoreçam. Modificadas estas, poderão os planos também sofrer mudanças, com a conseqüente alteração das imagens refletidas no envoltório fluídico.

(Rede Amigo Espírita)

Fontes:
01. KARDEC, Allan. Ação dos Espíritos sobre os fluidos, Criações fluídicas – Fotografia do pensamento. In: -. A Gênese, Trad. de Guillon Ribeiro, 25. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1982. item 15, p. 283.
02. Op. cit., item 14, p. 281.
03. Op. cit., item 14, p. 282.
04. PAULA, João Teixeira de:. Ideoplastia. In:- . Dicionário Enciclopédico Ilustrado. Espiritismo, Metapsíquica, Parapsicologia, 3. ed. São Paulo, 1976, p. 107.
05. FRANCO, Divaldo Pereira. Técnica da Obsessão – Estudando o hipnotismo no anfiteatro. In:-. Nos Bastidores da Obsessão. pelo Espirito Manoel Philomeno de Miranda, Rio de Janeiro, FEB, 1970, p. 77.
06. XAVIER, Francisco Cândido e VIEIRA, Waldo. Ideoplastia. In:-. Mecanismos da Mediunidade. pelo Espirito André Luiz, Rio de Janeiro, FEB, 1970, p. 125.
http://esde.feb.tripod.com/rot03_5.htm

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